sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Conheça Tribo do Açaí e MilkTop: A nova mania em Santa Rita do Sapucaí

Tribo do Açaí oferece o mais delicioso Açaí. MilkTop é a novidade em Milk Shake. Com estas duas lojas, o verão só poderia acontecer na Alameda das Flores! Se você ainda não conhece nossos produtos, não sabe o que está perdendo. Aguardamos sua visita!

Clique abaixo e faça uma visita virtual por nossas lojas! 

Conheça a nova opção em Santa Rita do Sapucaí

Cartas de Glorinha

 Santa Rita, 4 de junho de 1930.

Quinzote, acabo de receber sua carta do dia 1º deste e fiquei muito satisfeita por saber que a cidade já está calma outra vez. Agora estou mais sossegada, porque você não faz ideia como a política agitada daí me incomodava. Quando a gente está longe tudo parece pior do que é e, por isso, eu tinha muito receio de que acontecesse alguma coisa a você. Felizmente passou, não é meu bem? Aqui está tudo na mesma. Tudo calmo e sossegado como sempre. Eu acho a cidade calma sob todos os pontos de vista. Como Santa Rita, existem bem poucas cidades, não acha?

Ontem, o Osmar Cure, aquele estudante namorado da Irene Castelo, brincava com pólvora, quando ela explodiu nos olhos dele. O Doutor Antenor desconfia que ele ficará cego. Se ficar, será uma pena. Imagine, tão moço e tão bonito. Ele segue hoje a Campinas, para examinar melhor. Espero que não seja o que eles pen-sam. O último filho de Delfinzinho, que se chamava “Francisco José”, morreu anteontem e foi enterrado ontem ao meio dia. Eu fui ao enterro e cheguei até o cemitério onde chorei muito no túmulo do meu querido pai. Tive tantas saudades do tempo feliz da minha infância, porque passei ao lado dele, meu paizinho tão querido. Não quero dizer que agora não sou feliz. Sou muito feliz. Tenho todos os entes que me são queridos com saúde, graças a Deus.  Tenho tudo o que quero. Tenho a sua estima, meu Quinzote, que me é tão cara. Que mais posso desejar? A única coisa que me falta e que, infelizmente, não posso obter de jeito algum é o meu pai, mas, mesmo assim, sou muito feliz.

Não sei porque, Quinzote, mas desde que completei 20 anos, muitas vezes fico pensando em meu pai e tenho tantas saudades dele que você nem faz ideia. Não vá ficar com ciúmes, porque você bem sabe que o amor que eu tenho pelo papai é bem diferente do seu. As saudades que eu tenho de você são tantas que nem posso me exprimir. O que eu posso é ter a certeza de que, no máximo 10 de agosto, você estará aqui. Posso contar com você, heim!? Desta vez sou eu que quero que você assista ao meu baile. Quero que você me ouça falar e que também me auxilie na festa, porque ela é um pouco sua também. A sua ajuda me servirá muito. Neste mês de junho vai haver festa do Sagrado Coração de Jesus e as novenas já começaram no dia 1º deste.

Saudades da Nharinha, de mamãe e das crianças e muitos abraços de sua noiva e saudosa, Glorinha.

Dicas para o final de Semana: Restaurante "O casarão"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Santarritense - Paulinho da Magda - participa do Programa CQC


Cel. Francisco Palma e o Casarão da Praça (Por Ivon Luiz Pinto)

Muitas vezes pedi aos meus alunos que fizessem a biografia do patrono ou patrona da rua em que eles moravam, para incentivá-los a pesquisar e valorizar tais pessoas. Desta forma, reuni um acervo de muitas personalidades que não conhecia. 

Do  Cel. Francisco Palma, que dá nome à minha rua, nada sabia, até que me interessei pelo belo casarão onde funciona a Pizzaria Na Lenha. Sabia que essa casa foi residência do saudoso Dr. Oswaldo Campos do Amaral e que, anteriormente, nele funcionou  a nossa Prefeitura  por muitos anos, mas não tinha idéia de quem o construiu. Só depois, com a ajuda de dois amigos, Luiz Gustavo Torquato Vilela, o Neco, e Adirson Ribeiro, fiquei sabendo que essa casa foi construída pelo Cel.Francisco Palma.

Francisco Vilela Palma nasceu na Vila Braz, atual Brasópolis, e era  filho de Domingos José Rebouças da Palma e Maria Cândida Villela. Seu pai, Domingos José, faleceu em Santa Rita em 14/9/1860. Através do  seu  inventário podemos verificar  que, nessa ocasião, o filho Francisco tinha 18 anos,  nascido em 1842. Cel Francisco Palma e sua primeira esposa, Francisca, eram padrinhos de batismo de Amélia Mendes de Vasconcelos,  a quem queriam tão  bem que a levaram para morar consigo, tratada com carinho, como filha.  Com o falecimento de Francisca, o Cel. Palma se casou com  Maria Pereira Cabral , de Itajubá,  viúva também e que tinha um filho adotivo de nome  José Cleto Duarte. José casou-se com Amélia, a afilhada do Cel. Chico Palma. 

Em 1874 o coronel  foi  escolhido como  eleitor do império, na freguesia de Santa Rita da Boa Vista, pelo município de Itajubá, distrito do Sapucahy. O historiador João Camilo de Oliveira Torres afirma que durante o Império não tinham direito a voto os escravos, mesmo sendo livres, bem como as mulheres. Era exigência para votar ser brasileiro nato, ter a religião do Estado e  renda anual superior a 400 mil reis. Grande honra para o Cel Francisco Palma. Sabemos que ele  foi, também, um dos 16 primeiros plantadores de café em Santa Rita. por volta de 1880.

Excelente opção cultural em Santa Rita: Recital de Piano

GABRIEL LOBÃO E MALÚ CARVALHO

VENHA FAZER UMA VIAGEM ENCANTADA ATRAVÉS DA MÚSICA

DATA: 01 de Dezembro de 2011 - 5a. Feira

HORÁRIO: 20h

LOCAL: Auditório Aureliano Chaves - INATEL

INGRESSO: 1 K de Alimento não perecível 

Realização: Prodarte

Apoio: INATEL

Sua Presença é Indispensável!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A História das nossas Bandas de Música

Os músicos sentados são, da esquerda para a direita: Quincas com seu filho Carmelo (criança), o Sr. Longuinho - Presidente de Honra, Dona Corina e seu esposo Vindilino e José Marques.
Em 1893, chegou a  Santa Rita um circo de cavalinhos, cujo integrante era o senhor Barbosa. Um músico de grande talento e exímio pistonista que, logo que aqui chegou, fez a amizade com o senhor Joaquim Carneiro de Abreu - conhecido como Quincas Neto. Quincas, na época, era dentista. Apaixonado por música, frequentava o  circo para ver o senhor Barbosa executar o seu piston. Não demorou muito, os dois se tornaram grandes amigos. Foi através dessa amizade que o senhor Quincas, sabendo que o circo ficaria 8 meses na cidade, propôs ao senhor Barbosa que abrisse uma escola de música por aqui. Quincas foi seu primeiro aluno. Quando terminou a temporada circense, Barbosa deixou que o circo partisse sem ele e fixou residência na cidade. Alguns anos depois, formava a primeira banda da cidade - “A Banda do Barbosa”, como era chamada.

Em 1909, foi recebido na Estação Afonso Pena o primeiro santarritense bacharelado em Direito - o Doutor Leopoldo de Luna - que formou-se em Belo Horizonte e foi recebido na estação ferroviária pela população, entre fogos de artifício e alegres dobrados da Banda musical dirigida pela primeiro Maestro de Santa Rita, o Senhor Barbosa.
Os reconhecidos: Senhor Barbosa,  Lúcio, Pedro Eduardo, José Marques, Augusto Telles e Esquisito
Em 1892, era prefeito da cidade o fazendeiro Joaquim Carneiro de Paiva (Cel. Joaquim Neto), pai de Quincas Neto. O Coronel era líder de um partido político formado pela elite de Santa Rita, cujos afiliados eram chamados de “Gafanhotos” e apoiavam a primeira banda dirigida pelo Maestro Barbosa. Outro partido se formou na cidade e seus membros foram apelidados de “Baratas”. Quando surgiu uma nova banda dirigida pelo Maestro Vindilino, chamada de “Lira Nova Aurora”, o partido das “Baratas”, dava a ela o seu apoio. A Banda que era digirida pelo Maestro Vindilino, após a sua morte, passou a ser dirigida pelo Maestro Augusto Telles.
Imagem dos integrantes da Lira Santarritense
Nesta mesma época, formou-se uma nova banda com o nome de “Lira Tiradentes”, que era regida pelo Maestro Quincas Neto. Quincas viajou para São Paulo, para comprar novos instrumentos musicais. Trouxe com ele oito instrumentos fabricados em Paris. Era o  instrumental básico para montar uma pequena banda: baixo, pratos, bumbo, requinta, trombone, piston, clarinete e bombardino. O ensaios eram feitos na sua própria residência. A “Lira Santa-ritense” prestava muitos serviços à comunidade, se apresentando em festas cívicas, partidas de futebol, temporadas circenses, eventos maçônicos e políticos. Por esse motivo, a lira ficou conhecida como “A Banda profana”. Durante esse período, Quincas, que era amante da arte musical, ensinava os jovens em suas horas de folga. Em 1942, a Lira Tiradentes tinha os seguintes membros: Mário Herculano, José Grilo, Benedito Grilo, João Marcelino, Hernani Carneiro, Romeu Paduan, Sebastião Bigodinho, Benedito Cândido da Silva (Nem), Benedito Flemings e outros.

Em 1946, a “Lira Tiradentes” foi convidada para um encontro de bandas em Belo Horizonte. Quincas convidou todos os músicos da cidade por achar que, por sua idade, não estava em condições de reger a banda. Por este motivo, passou a regência ao seu filho, Carmelo Carneiro de Abreu. Naquela época, eu contava com 14 anos e também fui convidado (intimado) a fazer parte e tocava “centro de harmonia”.
Duas vezes por semana, durante dois meses, a banda ensaiou firmemente, contando com a presença das famílias: Abreu, Soares, Telles, Faria e Paduan, além da participação do Maestro e fundador da Orquestra Jazz Brasil, o senhor Alan Kardek do Nascimento.

Carmelo preparou para esse evento um repertório selecionado com as seguintes músicas: Poeta e Camponês, Flores Agrestes, O guarani, dentre outras músicas. Esta apresentação na capital mineira, por falta de apoio da prefeitura de Santa Rita, foi cancelada e muitos músicos, decepcionados, acabaram abandonando a banda. Chegava ao fim a “Lira Tiradentes”.
Da esquerda p/ a direita Heliodorinho, Mario Silva, João de Abreu, Henrique Faria,Geraldo Floriano,Afonso Pinto,Lau, Dorico e o baixo Artur Faria. No primeiro plano: Geraldo Soares, Zito Teles, Zequinha do Major, Sarjobe, Maestro Carmelo,João Marcelino,José Grilo com seu neto Thomas, José Telles e Vitor Meireles.
Passaram-se seis anos. Em novembro de 1948, a pedido da Loja Maçônica Caridade Sul-Mineira, o Maestro Carmelo  Carneiro reuniu pela última vez a “Lira Tiradentes” para um churrasco na fazenda do Senhor João Capistrano. A foto a seguir ilustra o encontro:

A banda “Nova Aurora” fazia seus ensaios na residência do Maes-tro Augusto Telles, localizada na Rua da Pedra. Augusto Telles foi um músico e compositor que deixou várias obras musicais, muitas delas vendidas por todo o Sul de Minas. Seus familiares, Zito Telles, Zizinho Marques, Cincinato e outros, também eram membros da lira. Abílio, Alípio e Zequinha Major também prestavam serviços, tocando na Igreja Católica ou apoiando o partido dos “Baratas”. Essa banda, entre 1945 e 1950, passou a se chamar “Lira São José” e passou a ser mantida pela Igreja. Mestre Heliodoro Soares (Dorico) era quem regia a banda, juntamente com seus filhos Geraldo Soares, Ladico, Heliodorinho, Darci, dentre outros músicos que antes pertenciam à “Lira Nova Aurora”. Com a saída da família Soares, formou-se uma nova diretoria tendo como presidente  o Sr. Antônio Raposo e como Maestro o Sr. Zequinha do Major. A lira era formada também por seus irmãos Henrique Faria, Arthur Faria, João Faria e seu sobrinho Romeu Paduan, além de outros elementos como: Sarjobe, José Alfredo de Paiva (Paquinha), João Ananias, José Telles, Lupércio e outros. Os ensaios eram feitos na Casa São Vicente de Paula.
Algum tempo depois, o Maestro, em idade bem avançada, abandonou a música. Quem assumiu a regência foi seu filho Geraldo, juntamente com Antônio Lemos Carneiro, Aloísio Ribeiro, Romeu Paduan, dentre outros. Nessa época o nome da banda mudou para “Lira Santarritense”. Os ensaios eram feitos na casa do Sr. Aloísio. Esta banda participou de vários eventos na cidade e durou mais ou menos dois anos. Nessa época, quando morria um músico, era comum os outros se reunirem para prestar uma última homenagem.  As bandas acompanhavam o cortejo, executando a marcha fúnebre até os portões do cemitério. Quando a morte era de um maestro, os músicos não tocavam. Apenas carregavam os instrumentos. Um dia, eu perguntei para um dos músicos mais velhos porque eles não estavam tocando. O músico deu uma olhada pra mim e respondeu bai-xinho: “Você não vê que o maestro morreu?”

Em 1968, o Capitão Paulo era diretor da Escola Estadual Sinhá Moreira. Doutor Arlete Telles era o prefeito. Com o apoio do diretor da escola, eu e o dedicado músico Antônio Anézio Felipe (Tonico) formamos uma nova banda, incluindo na fanfarra da escola com o nome de “Lira Tiradentes”, em homenagem ao meu avô Quincas. Esta banda contava com elementos da Escola e de outros músicos como: Antônio Carneiro, Geraldo Soares, Salim, Dilermando, Luiz Carlos F. Pinto que era meu contra-mestre e outros. Fizemos várias apresentações nas cidades vizinhas. Com a saída de vários alunos, a banda encerrou suas apresentações, continuando somente a fanfarra.
Em 1978, por iniciativa dos senhores Antônio Carneiro, José Seda, José Carneiro de Morais, Romeu Paduan  e outros, formaram uma nova banda com o nome de “Corporação Santarritense”, sob a regência do maestro Carmelo Carneiro. Essa banda contava com quase todos os músicos da cidade. Essa banda teve curta duração. Carmelo, que contava com 78 anos, resolveu deixar a regência da banda. Como ninguém assumiu, encerrou-se as atividades da corporação.

Passaram-se alguns anos e a Lira São José continuava sob a regência do Maestro Zequinha do Major. Entre 1966 e 1970, por motivo de mudança de Zequinha para Poços, o Sr. Geraldo Floriano passou a reger a banda.

Em sete de setembro de 1972, Antônio Lemos Carneiro assumiu a presidência e o Sr. Adail Ribeiro passou a ser o regente da banda. Em 1987, a Lira Santa Rita voltou a se chamar “Lira Santarritense”. Já em 1999, voltou novamente a se chamar “Lira Santa Rita” quando o presidente passou a ser o Sr. Mauro Vitor da Silva.

No dia 4 de outubro de 2001, através de uma reunião, foi eleito presidente da Lira o Senhor Décio Soares Saretti e, alguns dias depois, Benedito César Simão assumiu a regência. Em 2004, a Lira Santa Rita contava com elementos novos, sendo que alguns passaram ou ainda estudam na Escola do Maestro Joaquim Carneiro de Abreu.

(Esta matéria teve a colaboração da filha de João de Abreu, Carmem Lúcia Abreu de Toledo que também ajudou na elaboração desse projeto.)

Esta reportagem é um oferecimento de:

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ruy Brandão, o nosso patriarca do radialismo

Era uma hora da manhã quando a Valsa Clube XV fez com que reverberassem dos rádios notas musicais luminosas diretamente dos 1550 kilohertz. Dia inesquecível aquele 07 de novembro de 1946, quando Ruy Brandão realizou o sonho de criar a sua rádio. Enfim era oficial, não haveria mais problemas com a fiscalização. O prefixo era o ZYJ9 com 100 Watts de potência.

Em caráter experimental, a “Rádio do Ruy”, como então era chamada, operou até 12 de março de 1947, quando então efetivamente começou a funcionar.  Naquele dia então, o Patriarca dos radialistas, lembrou-se das revistas argentinas e das galenas que fabricou.

Chovia muito num certo dia gelado de meados de uma determinada época e as botas de verniz de Ruy Brandão ficaram enlameadas quando o padre da paróquia de Volta Grande veio cumprimentá-lo. Ele havia solicitado os serviços do Patriarca dos Radialistas para a instalação de um sistema de som em sua igreja. Ele sorriu ao ver os megafones no alto da capela e transbordou sua satisfação num “muito obrigado”. Volta Grande virou Careaçu e Ruy Brandão o pai dos comunicadores de Santa Rita do Sapucaí.

Muito antes da “Rádio do Ruy” existir, o Patriarca dos Radialistas já fabricava em sua oficina os chamados galenas, pequenos rádios feitos artesanalmente. Rádios que aprendeu a fazer através de revistas argentinas especializadas em eletrônica. Sua oficina ficava à rua Antônio Moreira e às vezes lembrava-se, debruçado no balcão, dos tempos da “exportação”. Entrevista concedida por Ruy Brandão ao Jornal Minas do Sul, de 16 de marco de 2002:


Qual foi o período mais difícil?

Sem dúvida nenhuma foi no início. As dificuldades eram imensas, não só na autorização como também no dia-a-dia de uma estação de rádio que funcionava em uma cidade muito pequena como era Santa Rita do Sapucaí de então, com poucos recursos.
Como o senhor pagava as despesas e a manutenção da rádio ?

Eu tinha um programa  chamado “Parabéns a você”. As pessoas ofereciam músicas aos aniversariantes, seus amigos e parentes, e pagavam uma pequena taxa. Todos gostavam muito do programa e por isto ele tinha muita audiência.

O senhor recebia críticas?

Sim, algumas. Mas isto é normal. O que me magoava eram as críticas ofensivas e maliciosas. Mas isto é da vida. Eu me lembro que quando eu instalei a rádio na chácara de meu pai, aqui na rua que leva o seu nome, as pessoas diziam que a rádio era muito longe da cidade. Veja você, hoje, a rádio está no centro da cidade...
As pessoas reclamavam que tocava muitas vezes a mesma música. Mas acontece que a rádio tinha poucas músicas. Tinha que repetir mesmo.  Lembro de uma que tocava muito, era “Cavalo Preto”. Lembro-me muito bem dela.

Na década de 60 tinha um programa sertanejo. Como  era?

É verdade. Era levado ao ar aos domingos, à tarde e se chamava “Concurso de violeiros”, e tinha a participação de duplas da cidade e de outras de fora. Lembro-me que uma vez a dupla Tonico e Tinoco estava se apresentando em um circo na cidade. Então nós os convidamos para participar do programa. Eles vieram em um imenso Dodge Dart, novinho em folha. Quando o carro chegou aqui na esquina (Rua Sancho Vilela com  Rua  Cônego Adolfo) , ele encravou no barro. Tivemos que chamar os vizinhos para empurrar. No programa que eles tinham na Rádio Bandeirantes de São Paulo, eles falaram: Oh, prefeito de Santa Rita do Sapucaí, mande calçar as ruas da cidade.

Quando  eu trabalhava na casa Nagib Elias, na Rua da Ponte, eu construí um sistema de intercomunicação entre a loja e o depósito, que ficava nos fundos do terreno. Nunca em Santa Rita alguém havia ouvido falar  nisto. Foi um sucesso total!   

Reportagem realizada e gentilmente cedida pelo estimado amigo Evandro Carvalho

Esta matéria é um oferecimento de:

domingo, 27 de novembro de 2011

28 de novembro encerra o período de inscrições no Processo Seletivo da ETE FMC

Salve Sapucaí! Por A.Vilela Paiva

Há dez minutos, estou com a pena parada sobre o papel, tentando escrever algo sobre a minha querida cidade de Santa Rita do Sapucaí. No entanto, o melhor seria tentar um esboço daquilo que sempre foi para mim o maior atrativo: o Rio Sapucaí. Todos os rios são belos, porém, os outros são estranhos.

O Sapucaí é parte de mim mesmo.  Tenho na alma um pouco de sua alma; no coração, um tanto da sua poesia.Quando menino, meu melhor passatempo era andar pelas suas margens. Ora nos espraiados, ora debaixo dos chorões. Na mocidade, foi o meu confidente preferido. Os meus desejos, os meus sonhos, todos, eu os murmurei na doce tranquilidade das sua águas. Doces horas de enlevo e esquecimento! Indeléveis recordações das tardes tristonhas, das águas cinzentas. Lá se vão os anos pondo entre nós um punhado de pétalas ressequidas, cadáveres das flores que brotaram na orla sapucaiense.

Um dia, absorto em meus pensamentos tive a ventura de contemplar a mais bela cena que a natureza pode oferecer aos olhos. Um ramo de flores brilhantes, delicado, debruçando-se sobre a água corrente, beijava o rio.  Tímido e pressuroso sorria em ondas e o ramo se erguia e de novo abaixava. Esse belo  e delicado namoro teve a duração duma florescência.

Brinquedo gentil, furtivo e discreto, amor cristalino e agrestemente perfumado que se furtava ao poeta e se escondia da paleta. Quanto bucolismo, quanta arte insinua o rio! À noite, a lua cheia cumpre a promessa de encontrar-se com ele.

Poesia infinita, sinfonia alegre e impressionista de águas rumorejantes, de corolas desfeitas a flutuar na corrente. Primavera que não passa, música que não morre! Rio humilde, sem histórias estupendas, eu te bendigo na tua modéstia, te enalteço na tua pequenez, porque és grande, és imponente, és glorioso no coração da gente ribeirinha. 

Correio do Sul, 05/07/1953

Vale da Eletrônica completa 25 anos com faturamento de R$ 1,7 bilhão

Complexo é referência na exportação de produtos eletrônicos

O Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, completa 25 anos de existência nesta sexta-feira (25). O complexo reúne 142 empresas instaladas, que são referência nacional na exportação de produtos eletrônicos.

O complexo de tecnologia do Sul de Minas surgiu de uma escola fundada em 1959, a primeira voltada para a formação de técnicos em eletrônica da América Latina e a 7ª no mundo. A escola técnica foi uma revolução na época para a pequena Santa Rita do Sapucaí.

Até hoje, a proposta é a mesma. Atualmente, 73% dos alunos estudam na escola como bolsistas. Já são mais de 5 mil profissionais formados em 52 anos de história. Quem sai da escola, já tem caminho certo: o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), referência nacional e internacional em pesquisa e formação de profissionais da área de tecnologia, é o caminho direto para quem passa pelo primeiro estágio. O Inatel tem 1,4 mil alunos em cinco cursos superiores.

Com uma política de incentivos e profissionais preparados para o desenvolvimento de produtos eletrônicos, em 1986 o município criou a marca do Vale da Eletrônica para atrair investidores de outros cantos do país. A marca é uma analogia ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, o principal polo de tecnologia do mundo.
Hoje o Vale da Eletrônica tem 142 fábricas, gera 9,6 mil empregos diretos e tem um faturamento anual de R$ 1,7 bilhão. Tanto sucesso também começa a atrair o interesse de investidores estrangeiros. A Hitachi, uma empresa japonesa, fechou um acordo para comprar parte de uma fabricante de transmissores e componentes eletrônicos. É também em Santa Rita do Sapucaí que está a única empresa que fabrica as urnas eletrônicas usadas durante as eleições em todo o país.

Fonte: EPTV

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma relíquia em miniatura

No dia 4 de setembro de 1958, foi veiculado, em Santa Rita do Sapucaí, um jornal que se tornou uma relíquia, não só pelo seu conteúdo, como também pelo tamanho. Cada página da edição do famoso “Correio do Sul” tinha apenas 9 centímetros de largura por 12 de altura, onde noticiava a inauguração do “Paço Municipal”. Na edição de número 2.059 do jornal mais tradicional que a cidade já teve, foi feita uma homenagem ao então prefeito, José Alcides Rennó Mendes - responsável pela construção da nova sede da prefeitura – apresentava o decreto de inauguração da nova casa e também encontrou espaço para noticiar os aniversários da semana e falar sobre o desfile de 7 de setembro. O impresso, que hoje possui um inestimável caráter histórico, teve uma tiragem de 1000 exemplares e nos foi gentilmente cedido pela amiga Lucília Costanti.

Sacrifício POP

Segundo Aristóteles, Catarse é a purificação por meio da descarga emocional provocada por um drama. Para suscitar a catarse é preciso que o herói passe da graça para a desgraça. Desta forma, o público vive o declínio de seu símbolo e sente-se imaculado como ele. No passado, a civilização tinha seus deuses: um para cada inclinação humana. Como forma de saciar seus desejos, o homem fazia oferendas. Através do sacrifício da pureza, o homem acreditava poder se aproximar de seus ídolos. Ele chegava aos seus deuses, através da eliminação da virtude que os distanciava. Com o tempo, foram criadas arenas para que pessoas simples e puras fossem devoradas pelos leões para o deleite da platéia. Os símbolos de virtudes eram eliminados em nome da perpetuação da ignorância humana. Hoje, o coliseu deu lugar aos estúdios. Cada família tem em casa o seu próprio altar de sacrifícios, disposto em um local preferencial da sala. Nossa arena agora é chamada de televisão. Por trás dela, existe uma indústria especializada em, todos os dias, criar novos ídolos, alçá-los ao apogeu das aspirações mundanas e depois lançá-los ao ridículo para mostrar ao público que a “perfeição” não precisa ser atingida porque já foi sufocada. O interessante é que nossas prioridades parecem tão medíocres, que a atual escala de aspiração tem sido, dentre outras aberrações, a quantidade de mililitros de silicone colocados nos seios. Vivemos uma catarse pop. Quando vemos dezenas de pessoas, brigando nas ruas por conta de um time de futebol que, de seis em seis meses, muda completamente, isso é efeito da catarse pop. Quando vemos uma dançarina ou um ator terem suas privacidades invadidas isso é feito em nome da catarse pop. Enquanto isso, a vida se esvai. Enquanto a dona de casa diz que sua única alegria é a novelinha, um amontoado de dias e oportunidades vão passando rasteiros pela janela. A vizinha viu. Amanhã ela te conta.
(Carlos magno Romero Carneiro)

Empório 48 - Edição de aniversário - 4 anos - 26 de novembro, nas bancas


Nesta Edição:

-Em um matéria imperdível, Doutor Eduardo Adami revela lendas e causos de nossa cidade.
-Conheça a vida de lutas e conquistas do Comerciante Joaquim das Frutas
-Uma entrevista muito interessante com o amigo e professor Ivon Luiz Pinto
-Você sabia que existiu uma empresa com 750 funcionários em Santa Rita, antes do Vale da Eletrônica?
-Dona Iracema Gonçalves é agraciada com a Comenda Delfim Moreira. Conheça sua trajetória.
-Em 32, os paulistas invadiram Santa Rita e a maioria fugiu, menos a autora do incrível texto que publicamos
-Saiba como surgiu o Sul de Minas
-Acevale homenageia os Destaques de 2011 em Santa Rita. Saiba quem são eles.
-Você sabia que um santarritense foi aluno de Hélio Grace e colecionou títulos de Vale-tudo?
-Nídia Telles conta mais uma de suas histórias hilárias
-Colunistas desta edição: Professor Praxedes, Marcelinho Vilela, Nídia Telles e Ivon Luiz Pinto.

Dia 26, nas bancas!

Teatro Mágico - Entrada Franca - Em Pouso Alegre

Nuvem de Aleluias no Rio Sapucaí - 24 de novembro de 2011

Nuvem de Aleluias no Rio Sapucaí - 24 de Novembro de 2011 - Retirado do Album Povo de Santa Rita do Sapucaí (Facebook). Enviada Por Luiz Takehara.
Tio Giácomo Costanti Essa revoada de aleluia me assusta...segundo a crendice popular, na altura que elas voam por cima do rio é o nível da enchente naquele ano...

Maria Luiza Amaral Acabo de passar pelo Rio Sapucaí e contemplei a maravilha da revoada das aleluias.....gente...espetáculo....moro aqui há mil anos e nunca havia reparado nisso, não fosse o Luis ter-nos alertado.....por me ver parada lá, um montão de gente parou também..rsrsrsrrsr...e ouvi isto....pela altura da revoada é enchente na certa...sabedoria popular.....hiiiiiiiiiiiiiiiii!

 Carlos Romero Se a quantidade delas foi o volume de água, pior ainda...


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como o grande fotógrafo Róssio De Marchi enxergava a vida

Antes do senhor, o seu pai já era fotógrafo?

Meu pai era um fotógrafo famoso na cidade. Lembro que ele subia até o alto da paineira (Santo Cruzeiro) com aquela câmera em que você tinha que cobrir a cabeça e levava 3 lâminas. Tinha o mês certo para produzir a imagem que ele queria. Agosto era a melhor época. Ele tirava três fotos em posições horizontais diferentes e depois as emendava para formar uma única imagem com a cidade toda. Ficava perfeito. Ele tinha esse trabalho todo e só vendia uma ou duas dessas produções por ano.

Como eram as fotografias no tempo em que o senhor ajudava o seu pai?

Naquele tempo, usávamos iluminação gerada por magnésio. No momento de bater a foto dava aquela explosão e muita gente fechava os olhos, fazia careta ou até tampava os ouvidos quando o magnésio queimava! (Risos)

O senhor se lembra de alguma ocasião especial em que ajudou o seu pai?

Eu me lembro das reportagens que ele fazia nos bailes do dia 13 de maio, quando tínhamos a eleição da rainha da Associação. Era uma coisa impressionante. Iam todos vestidos a rigor. As moças todas de vestido longo e os homens com gravata-borboleta. Iam todos muito elegantes para que não tivesse quem colocasse defeito. Era inesquecível.
Quando o senhor começou a fotografar?

Foi em 1952. O meu pai havia sido contratado para fotografar em Itajubá, na EFEI, mas não pôde ir. Então eu fui no lugar dele e fiz uma imagem da fachada da faculdade. Em 1956, eu terminei os meus estudos e comecei a trabalhar com fotografia. No ano de 1957, eu comprei a minha primeira Rolleiflex e os amigos me colocaram um apelido. Onde eu ia o povo me chamava de Rolleiflex. (Risos)

O senhor continuou trabalhando até que ano?

Eu fotografei até o ano de 1998, quando arrombaram a minha loja com um macaco hidráulico, daqueles de levantar carreta, abriram o cofre e levaram as minhas 4 câmeras. Roubaram tudo o que eu tinha. Só deixaram uma lente objetiva porque estava no chão e eles não viram. Desde então, eu perdi a vontade de fotografar e parei com tudo.

Dizem que o senhor caprichava mais nas fotos que fazia do Ride. É verdade?

O povo do Ride perguntava: “Por que o senhor faz tanta foto dos Democráticos?” Daí eu respondia: “O Bloco é maior, tem que ter mais fotos, oras!” Já os Democráticos diziam que eu caprichava mais nas fotos do Ride. É a rivalidade... (risos)

O senhor torce para qual Bloco?

Na minha família todo mundo é Ride. O Bloco nasceu na casa do meu avô, em 1934. Era um sobrado na rua dos Marques.

O senhor é santarritense?

Sou peça daqui. Nasci em Santa Rita do Sapucaí, no dia 5 de fevereiro de 1935.
Um de seus grandes amigos foi o Carlos Alfano, não é?

Era sim. Uma vez estávamos no Bar do Júlio (atual Banca do Caruso) quando o senhor Nilo Silva entrou no estabelecimento para fazer campanha de um político chamado Uriel Alvim. Quando ele entregou o santinho do desconhecido para nós, o Carlos Alfano, para fazer uma graça, virou para o Nilo Silva e falou: “Uriel? Muito amigo meu! Conheço desde criancinha!” Algum tempo depois, no decorrer da campanha, o tal Uriel veio mesmo para Santa Rita e o Nilo resolveu levar o político à alfaiataria onde Carlos trabalhava. Ele queria dar uma lição no alfaiate por ele ter mentido que conhecia o homem. Quando o Nilo Silva entrou no estabelecimento, o Carlos Alfano já gritou: “Urieeeeeeel! Quanto tempo, meu querido!” (risos) O Nilo não sabia onde colocava a cara e deu um jeito de sair com a mesma velocidade que entrou! (risos)

Onde a sua turma se encontrava na juventude?

Nós frequentávamos muito o Bar do Caetano, que ficava bem em frente ao Bar do Didi. A turma nossa ia toda lá nos dias de sábado. Uma vez, nós chegamos no bar e o Caetano disse que não podia nos atender. A geladeira dele estava quebrada. Quando perguntamos o que a geladeira tinha, eu nunca me esqueço qual foi a sua resposta: “A geladeira extravasou o vácuo! Vou ter que mandar pra São Paulo pra encherem de vácuo novamente!” (Risos)
Esta matéria é um oferecimento de:

sábado, 19 de novembro de 2011

A garganta do Embaú e o Registro do Mandu - Por Ivon Luiz Pinto

Lá pela época dos anos 40, no século passado, era comum ir para Aparecida do Norte, numa viagem de trem. Era uma viagem longa e complicada, saindo de madrugada e fazendo a primeira baldeação, troca de composição férrea, em Soledade de Minas. Dalí seguíamos para Passa Quatro e depois Cruzeiro, já no estado de São Paulo, onde passávamos para a E.F.Central do Brasil e íamos para o destino. De Passa Quatro a Cruzeiro passávamos pelo grande túnel da Garganta do Embaú, muito conhecido por causa do massacre dos paulistas que, na revolução de 1932, tentaram invadir Minas Gerais passando através dele.

A serra da Mantiqueira é uma defesa natural do território mineiro e, na época do Brasil Colônia, foi um desafio para o escoamento do ouro que se fazia através de Parati, entreposto comercial, no fundo da baía da Ilha Grande. O caminho terrestre que partia de Paraty, seguia por Guaratinguetá, passava pela Freguesia da Piedade (atual Lorena), vencia a Garganta do Embaú e chegava a Minas Gerais: era o chamado ”Caminho do Ouro da Piedade.”

Mário Lúcio Sapucahy afirma que “era extremamente difícil transpor a Serra da Mantiqueira por outro ponto que não fosse a Garganta do Embaú. Tal garganta não passa de uma depressão no espigão da Serra da Mantiqueira, local por onde se fazia a ligação entre as terras mineiras e o Vale do Paraíba”.

Lá no alto, marcando a divisa entre os estados de São Paulo e de Minas Gerais, existe uma cruz, a Cruz do Embaú que, em 1720, os mineiros trouxeram do monte Caxambu. Mudando-se, matreiramente, o lugar da cruz,  Minas ganhou toda a região da Serra Alta da Mantiqueira. Para fiscalizar as pessoas que procuravam esse caminho em busca do comércio de São Paulo, Parati e Rio de Janeiro e para combater assaltos e também para evitar o contrabando de ouro e pedras preciosas  que saiam de Minas, o governo instalou, na divisa entre a Província de Minas e de  São  Paulo, o Registro do Embaú, patrulhado pelo corpo das tropas pagas de Vila Rica. Registro era o ponto de fiscalização.

Em março de 1822, Saint-Hilaire, passou pela garganta e se hospedou no Registro. “O Registro da Mantiqueira foi colocado mesmo na raiz da serra e compõe-se da casa da barreira, ocupada pela repartição e dum rancho, no qual fica a balança onde se pesam as mercadorias vindas do Rio de Janeiro. Essas cons-truções localizam-se em torno de um grande pátio, fechado do lado da montanha por uma porta de madeira. Como existe o projeto de se mudar o traçado da estrada, não se fez, desde algum tempo, o menor reparo nas casas do Registro que estão, atualmente, quando muito, habitáveis,”

Assim, também, formou-se outro Registro importante localizado onde hoje é a cidade de Pouso Alegre e se chamava Registro do Mandu, instalado com a finalidade de controlar o comércio e transporte do ouro retirado de Santana do Sapucaí, atual Silvianópolis, e de  São Francisco das Chagas de Ouro Fino.

Com a demarcação entre as províncias de Minas Gerais e São Paulo ainda indefinida, Francisco Martins Lustosa e Veríssimo João de Carvalho tomaram posse do descoberto de Santana do Sapucaí e Ouro Fino, e foram nomeados pelo governador de São Paulo, respectivamente, guarda-mor e intendente das minas.

 Mais tarde, Gomes Freire de Andrade “mandou que, por ordem sua, fosse tomada posse de todas aquelas terras minerais, estabelecendo uma guarda no Sapucaí e um Registro no Mandu”. Com essa medida o governador da província de Minas Gerais esperava resolver definitivamente a questão. Não obstante, continuou encontrando resistência por parte dos paulistas.

A criação de um Registro, muito antes da criação da freguesia, indica que um povoado antigo se formou lentamente às margens do rio. Um lugarejo relativamente populoso que justificava o estabelecimento de um Registro do Ouro no lugar. A presença de certo número de guardas nesse posto fiscal faz crer que seria um Registro de grande movimento, porque por ali passava o único caminho conhecido pelos viajantes, entre Vila Rica e São Paulo.