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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Rua Cel. Antônio Moreira, o morro do Zé da Silva.

 Uma das vias mais movimentadas e antigas da cidade, a rua Cel. Antônio Moreira da Costa, sempre contou com importantes estabelecimentos comerciais. No passado, o Sr. Adelino Carneiro Pinto,  ali morou e trabalhou em sua farmácia, conquistando a admiração de todos por sua generosidade para com os necessitados. Na casa ao lado, morava o Sr. José Ribeiro da Silva, que também era proprietário de uma bem sortida casa de artigos para fazenda, ferragens, louças, armarinhos e presentes. Outro ponto comercial muito concorrido nesta tradicional rua de nossa cidade era o Empório Brusamolin, do saudoso José Padóia e que funciona até hoje. Podemos encontrar também a Farmácia Nossa Senhora Aparecida, fundada por Astolfo Lemos Carneiro e que também funciona até os dias de hoje. A Casa Paroquial, é outro prédio muito importante desta via pública, uma vez que abrigou diversos padres e trabalhadores há muitas décadas.

Dentre todos esses atrativos que eternizaram esta rua durante tanto anos, o  ponto alto é, sem dúvida, quando chega o carnaval. Os blocos mais tradicionais da cidade, Ride Palhaço e Democráticos escolheram começar dali seus espetáculos, tornando o ambiente muito especial.

Atualmente, encontramos nesta rua muitos outros estabelecimentos. Um deles é a oficina de Luiz Carlos Lemos Carneiro que abriga também o mais completo acervo de fotografias históricas da cidade. São dezenas de fotos expostas nas paredes da oficina, que podem ser visitadas a qualquer momento.

Há algum tempo, instalaram-se por ali também outros pontos comerciais muito especiais como: a Pizzaria Na Lenha (Antiga Prefeitura),o Bar do Adjair e a Loja Minas Brasil.

O nome da rua deve-se a uma justa homenagem ao benfeitor Antônio Moreira, que tantas obras  proporcionou ao nosso município.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Antônio Teles, a Rua da Pedra.


A rua Antônio Teles era a principal via de acesso a Careaçu e Bela Vista. Do lado direito de quem vai para a rádio D2 FM despontava uma enorme pedra que atravessa grande parte da cidade, de forma subterrânea, passando pelo morro do cruzeiro. Quando foi construído o Edifício Mendonça, foram danificadas diversas brocas para cortá-la pois a famosa pedra que tem início na rua da pedra chega até mesmo  ao bairro Vista Alegre. Como, no passado, as mercadorias precisavam ser transportadas através daquele caminho, existia uma passagem por entre as rochas. Sendo assim, sempre que perguntavam por onde o viajante passaria para retornar ao seu local de origem, ele respondia: “pela rua da pedra”. Tempos depois, foi necessário dinamitar a rocha para que o caminho fosse ampliado, mas o apelido resistiu ao tempo. Um dado interessante sobre a tal rocha é que uma pequena parte dela ainda é possível ser observada nas proximidades da praça Francisco Falcão, despontando no cimento que reveste a calçada. Com o passar dos anos, a rua passou a ser ponto de referência para o comércio da cidade. José Soares Brandão era dono de uma conceituada loja de produtos para corte e costura, no pavimento térreo da casa onde vive hoje o Claytão. Os estabelecimentos que mais resistiram ao tempo foram o armazém do Matheus Romero - hoje Supermercado Romerão - e o Empório do Senhor Manoel Barata Antunes, que também enviava, semanalmente, um caminhão repleto de galinhas para o Rio de Janeiro, saindo de seu depósito, localizado nos fundos de sua casa, na mesma rua. O albergue da cidade também era localizado na Antônio Teles. Com o tempo, ele foi transferido para o início da mesma rua e funciona até hoje.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

João Rennó, a rua da árvore

A rua João Rennó tem 12 árvores. Curiosamente, onze delas foram plantadas do mesmo lado. Do outro lado, não há sombra nas calçadas. Isso se explica porque a décima-primeira árvore está localizada no centro da via pública que, por sua vez, fica no centro de Santa Rita do Sapucaí. Uma centenária santa-bárbara é o símbolo deste logradouro, que liga a avenida Dr. Delfim Moreira ao bairro Fernandes.
A árvore nasceu antes da rua, quando a região em que foi plantada ainda era dividida em chácaras. De acordo com o pintor Luiz Emídio da Costa, morador da João Rennó há cerca de 50 anos, muitas árvores foram cortadas para que a rua pudesse ganhar comprimento. O pedreiro Benedito Ribeiro do Vale, que lá construiu sua casa 30 anos atrás, recorda-se de várias espécies frutíferas que foram eliminadas na época.
Além de frutas, a rua já produziu alegria. Isso aconteceu no período em que os irmãos De Franco (Ditinho, Joel, Maurício e Jairo) ali mantinham uma fábrica de brinquedos de madeira. Bo-ecas, carrinhos e peões eram alguns dos inúmeros artefatos que saíam da “fábrica de sonhos” da talentosa família italiana.
Existe outra curiosidade nessa rua: as duas únicas instituições religiosas que lá se fixaram, ficam exatamente em frente uma da outra. A maior delas é católica e leva o nome de São Sebastião. O templo menor pertence à Igreja Evangélica Pentecostal Sopro Divino. As orações dos dois grupos devem ter força, pois a paz reina na vizinhança.

A pacata via santa-ritense recebeu este nome em homenagem ao coronel João Rennó, pai do ex-vereador Antônio Portugal Rennó e avô do ex-prefeito Rogério Toledo Rennó.
Por Jonas Costa

Silvestre Ferraz, a Rua da Ponte

Silvestre Ferraz é o nome oficial da “Rua da Ponte”, uma das mais antigas e movimentadas vias públicas de Santa Rita. Segundo a escritora santa-ritense Edméa Sodré de Azevedo Carvalho, a homenagem foi merecida. “O nome de Silvestre Ferraz teve uma importância capital como parlamentar em prol do projeto para implantação da Estrada de Ferro do Vale Sapucaí (1887-1890), a primeira estrada de ferro a ser construída no sul de Minas”, relata a escritora no livro “Memória e Emoções”.
Silvestre Dias Ferraz Júnior era natural de Cristina (MG). Nasceu no dia 14 de abril de 1851 e faleceu em 1º de fevereiro de 1889. Importante líder político sul-mineiro, representou a região na Assembléia Legislativa Provincial de Minas Gerais, casa que chegou a presidir.
A rua que leva o nome de Silvestre Ferraz tem uma semelhança – talvez seja a única – com as casas legislativas: é um espaço da diversidade. As dezenas de casas comerciais da “Rua da Ponte” oferecem uma enorme variedade de itens. Há produtos para todos os gostos e idades.
Os belos prédios da rua Silvestre Ferraz sempre foram (e continuam sendo) ocupados por grandes comerciantes. Vários deles saíram da colônia libanesa, como Rezeck Salim Rezeck e Rafael Abdalla.
Vizinha do rio Sapucaí, a “Rua da Ponte” já foi castigada por muitas enchentes. Mesmo assim, todo comerciante que se preza quer se estabelecer por lá, onde deve ser possível ganhar dinheiro que nem água.

Por Jonas Costa