terça-feira, 17 de março de 2015

Apuros de uma Triatleta (Por Tainá Desidério)

Em todos esses anos de esporte, eu já vivi desde as mais engraçadas situações, até as que me causaram medo. Desta vez , irei contar uma das experiências mais incríveis que já vivi, a qual foi do mais engraçado ao mais sério, em uma só viagem para uma prova . 
Tudo ocorreu na minha ida para João Pessoa-PB, em Agosto de 2014, rumo ao Campeonato Brasileiro de Triathlon Longa Distância no sábado, dia 30 de Agosto de 2014 que, antes mesmo de acontecer, já havia sido conturbada, pois consegui fazer a inscrição após a data de encerramento e após ter enviado um testamento implorando ao presidente da Confederação Brasileira de Triathlon que aceitasse a inscrição fora do prazo. Graças a Deus, ele aceitou. 

Eu peguei o ônibus aqui em Santa Rita do Sapucaí, na manhã da quinta feira (28/08/14), para a cidade de Campinas-SP, pois o check-in do meu voo que saía às 18h, era às 16h30min. O ônibus que peguei parava de 10 em 10 minutos nas cidades que passava, o que já começou a me deixar nervosa com medo de perder o horário e, neste mesmo ritmo, chegamos à cidade de Campinas às 16h. Lá estava eu, em um terminal rodoviário que eu nunca tinha visto na vida, sem saber por onde ir, sozinha com um bicicleta dentro da mala bike, uma mala de mão e uma mochila. Depois de alguns minutos, quase chorando parada lá, chegou um senhor até mim e perguntou se estava precisando de ajuda. Expliquei que precisava de um táxi para me levar ao aeroporto e ele me ajudou e conduziu até o ponto.

O transtorno continuava, pois o único taxista disponível disse que a minha bicicleta que estava desmontada dentro  de uma mala, poderia danificar o banco do seu carro. Após muita conversa, consegui convencê-lo a me levar, já em cima da hora, para realizar o check-in . Percorridos os quase 20 km rumo ao aeroporto de Viracopos, chegamos e vi o preço do táxi. Quase morri do coração, pela segunda vez... um absurdo!

Ao pagar o taxista, coloquei minhas malas em um carrinho e fui procurar o guichê da Gol para realizar o check-in. Fiquei rodando igual louca e, quando resolvi pedir instrução de como chegar para realizar o check-in, descobri que estava do outro lado do aeroporto. Dei uma baita volta e, enfim, cheguei ao guichê já “causando”, pois, a mala bike, que era muito grande, enroscou nos guias da companhia e foi derrubando um por um sem que eu visse. Quando me dei conta, estavam todos caídos e todo mundo olhando pra mim. Levantei um por um e realizei o check-in com sucesso.

Peguei o voo para a cidade de Brasília-DF, pois havia conexão. Chegando em Brasília, fiquei horas e horas sentada esperando o próximo voo para João Pessoa. Chegada a hora do voo, embarquei e lá cheguei na madrugada da sexta-feira, dia 29/08/2014. No aeroporto, deparei com um senhor segurando uma placa com o meu nome, o qual estava incluso no meu pacote de viagem. Esperamos mais 2 ou 3 pessoas e ele nos levou para uma vã turística para nos conduzir aos nossos hotéis . Durante o percurso Aeroporto x Hotel, vi várias placas indicando a praia de Cabo Branco onde se localizava meu hotel e, todas as vezes, o motorista não seguiu o caminho das placas o que me levou pelo 3º quase ataque do coração. Eu cheguei a pensar que estava sendo sequestrada, mas logo avistei a praia e meu hotel . 

Dei entrada no hotel e fui para minha linda e gigante suíte onde me senti a própria rainha da Inglaterra. Só que pobre, descabelada e cansada! Dormi como uma pedra até a manhã de sexta feira!

Ao acordar, fui arrumar minhas coisas e montar a bike, quando sofri o 4º e o 5º quase ataques do coração ao ver que o clip da bike onde se apoia o braço estava quebrado e o pneu estava murcho. A pressão do avião o havia estourado e rasgado a câmara de ar .

Lá estava eu: sozinha em um lugar que eu nunca havia estado, com um pneu na mão procurando uma bicicletaria. Andei horas na beira da praia procurando uma, até achá-la depois de ter percorrido quase 10km debaixo de um sol de quase 40º. Voltei para o hotel, almocei, descansei e, mais tarde, fui ao simpósio. Enfim, estava tudo pronto para uma das provas mais importantes da minha carreira. 

A largada para os 1,9km de natação, 90 km de ciclismo e 21km de corrida, foi às 13h debaixo de um sol “torrante’’, na praia de Cabo Branco .

Depois de muitas dificuldades na prova e muito esforço para me manter dentro do índice para obter a classificação para o Campeonato Mundial de Triathlon Longa Distância que será realizado na Suécia, em junho deste ano, completei a prova em quase 8 horas sem parar e, além de ter obtido a classificação, me sagrei Campeã Brasileira de Tri Longa Distancia 2014. Na bagagem trouxe não só o título, mas também essa experiência que irei carregar pra sempre. 

Oferecimento: Lanchonete do Modesto

segunda-feira, 16 de março de 2015

Quando soube do Capitão... (Por Danlary Tomazini)

Dia desses, um casal em um carro com placa do estado de São Paulo parou para pedir informação: “Você pode dizer como faço para chegar no bairro mais moderno da cidade?”. Percebendo minha cara de indagação, completou: “Meu filho veio fazer vestibular e achou tudo muito antigo. Tenho algumas horas para achar algo que o convença a ficar.” Se, para um jovem estudante, estar no Vale da Eletrônica não era moderno suficiente, o que poderia ser?
O céu límpido e a quantidade de histórias que preenchem cada canto da cidade é que me dão prazer de aqui estar. Encanta-me conviver com pessoas que dão cores às histórias e que se sentam prazerosamente à beira da calçada, para relembrar personagens que já me soaram estranhos, mas que, aos poucos, tornam-se tão queridos como se eu fosse nascida aqui.

Nada mais moderno que famosos ou anônimos que inspiram e fazem acontecer. Tome aqui, forasteiro, a labuta de D. Iracema; o ativismo de Maria Bonita; a dedicação da professora Paz; a integridade do Capitão Paulo, meu novo “conhecido”.

Certa manhã, eu passei alguns minutos na prefeitura olhando as fotografias por lá expostas. Demorei mais em Paulo Cunha Azevedo, o 25º governante da cidade, tentando associar a figura imponente de barba e bigode bem feitos com o homem que não tinha medo de pôr a mão na massa. Saía constantemente de seu gabinete para participar do andamento das obras, trabalhava nas pás e enxadas, até foi tratorista na construção da galeria de esgoto que começa na pracinha do Murilo e termina lá na ETE.
Com muita simplicidade, objetivo e disciplina militar, dirigiu tudo quanto pode em sua vida: o Colégio Sinhá Moreira, a carreira política, seus 10 filhos, o exercício da advocacia, e até mesmo a presidência do Ride Palhaço. Era apaixonado pelo carnaval. Gravou o hino do Ride para um dos desfiles e, enquanto esteve à frente do bloco, nunca permitiu que o mesmo se apresentasse fora da mais completa harmonia. Era ilustre o Capitão que, na verdade, foi reformado com a patente de Major, mas não se importou de preservar o já conhecido apelido – e sua memória continua brilhando.

Saí rapidamente dos meus devaneios e, na solidariedade materna, tentei abastecer aqueles pais desesperados com argumentos que satisfizessem o estranho perfil de modernidade que procuravam.

Falei tanto e esqueci-me de mencionar: eu também sou uma apaixonada forasteira.

Oferecimento: Acevale

Protesto - Santa Rita do Sapucaí - 15/03

G1: Caixão 'enterra' corrupção durante protesto em Santa Rita

Um caixão simbolizou o enterro da corrupção na tarde deste domingo (15) durante protesto de moradores em Santa Rita do Sapucaí(MG). Segundo a Polícia Militar cerca de mil pessoas saíram às ruas para a manifestação. Conforme organizadores, a mobilização reuniu 2,5 mil pessoas.
Durante o protesto, que começou por volta de 14h30 e terminou uma hora depois, os moradores saíram da Praça de Santa Rita e seguiram pelas ruas principais do município.
"Nosso objetivo é fazer o enterro simbólico da corrupção, para enterrar tudo de errado que está acontecendo no país. Nós queremos mudança, que a corrupção acabe e que o Brasil volte a crescer novamente", disse um dos organizadores do movimento, Giácomo Constanti.
Em Itajubá (MG), cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 8 mil, conforme organizadores, se reuniram por volta de 15h30 no sambódromo da cidade. Após a concentração, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas em torno e depois retornaram para o sambódromo. A manifestação pacífica terminou por volta de 16h45, sem  registro de ocorrências.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Economia Criativa é tema de palestra em Santa Rita do Sapucaí

Evento marca pré-lançamento da terceira edição do festival de criatividade e inovação Cidade Criativa, Cidade Feliz.
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O polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí recebe no dia 17/03, terça-feira, a palestraTecnologia, Música e Cinema: Convergência na Economia Criativa. A apresentação será feita por Fábio Seixas, profissional premiado internacionalmente, com um currículo tão interessante e diversificado quanto a própria economia criativa – que une setores que envolvem criatividade e capital intelectual na construção de valor.
Sócio e fundador do Festival Path, principal evento de economia criativa do país, Seixas também é conselheiro de startups de tecnologia, como a U.sit; sócio da empresa O Panda Criativo, que realiza projetos de inovação e criatividade; além de consultor, escritor, designer e diretor de cinema. É formado em Produção Multimídia e Web Design pelo Art Institute (EUA), tem MBA pela Universidade Federal da Bahia e especialização em planejamento pela Miami Ad School. Como executivo foi gestor da área de convergência da principal agência de publicidade do Brasil, a DM9DDB, e Diretor Executivo da Conspiração Filmes, onde foi responsável pelo núcleo de novas mídias, lançamento do longa Os Penetras e pelo movimento que virou o filme #RioEuTeAmo.
A palestra é o primeiro passo na divulgação do festival Cidade Criativa, Cidade Feliz 2015, que ocorre no segundo semestre. Fruto de um movimento colaborativo que leva o mesmo nome, o Cidade Criativa, Cidade Feliz une iniciativa privada, instituições públicas e voluntários em prol do desenvolvimento da economia criativa e da qualidade de vida em Santa Rita do Sapucaí.
Também estará presente a banda Patronagens Band, que apresentará duas de suas composições ao público presente. O evento acontece no dia 17/03, a partir de 19:30 no Auditório Aureliano Chaves, do Inatel. A entrada é gratuita.
Mais informações em http://tinyurl.com/mlbf7nj

ETE FMC promove ciclo de palestras sobre inovação e tendências

No dia 28 de março, a ETE FMC dará início a um ciclo de palestras sobre inovação e tendências tecnológicas que deve se estender por todo o calendário de 2015. A intenção do ETE TRENDS é conectar os alunos com profissionais que lidam e desenvolvem tecnologias de ponta e gerar um intercâmbio de conhecimento tendo a instituição como ponto de partida.
Para a primeira apresentação, estão confirmados dois palestrantes, que farão uma apresentação denominada “Hackeando tendências – tecnologia desmistificada” e deverão falar sobre as tecnologias ainda desconhecidas para a maior parte das pessoas

Os expositores:

Ralph Peticov

Ralph Peticov começou sua carreira no mundo do cinema publicitário, mas a vocação para hackear tendências o fez recalcular a rota. Criado numa família de artistas plásticos, teve, desde pequeno, contato intenso com o universo das ideias. Na Mandalah, traz seu olhar criativo e disruptivo para a área de pesquisa. “Pensar fora da caixa” e “quebrar regras” são a melhor forma de defini-lo. 
Boo Aguilar 

Com 20 e pouco anos, Boo Aguilar tem formação em Human Computer Interaction (Stanford), Artes gráficas e plásticas (Panamericana), Design de Interfaces e Interação (PUC-SP) e pesquisa em processos semióticos (PUC-SP). Atualmente é responsável por protótipos de soluções tecnológicas inovadoras, e já participou de projetos revolucionários, como o do Oculus Rift, de imersão em realidade virtual.
O evento acontecerá às 10 horas no Auditório Sinhá Moreira (ETE FMC) e estará aberto ao publico, com entrada franca. O target são pessoas que se interessam e pretendem seguir a carreira tecnológica e profissionais que já estão na área.

A ETE FMC

Fundada em 1959, a ETE FMC é uma escola integrante da Cia de Jesus, mais tradicional Rede de Colégios do país. Com uma educação pautada em três dimensões – Formação Integral ou Humana, Tecnologia e Preparo para o Vestibular – a instituição oferece um ensino que abrange todas as necessidades dos alunos para que se tornem pessoas preparadas para encarar a vida, dotadas de valores éticos e alinhadas com as últimas tendências tecnológicas.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Marcella e a nova geração dos Democráticos (Por Regina Marta)

Os anos passaram e as memórias ficam. Lembranças de tempos vividos onde a saudade nunca se apaga. Foi o que vimos no ano de 2015, quando “Vibrem fanfarras da aurora” eclodiu ao ser colocada a faixa do Bloco dos Democráticos, no morro do José da Silva. E alguém me pediu: “Preciso de uma camiseta do Bloco! A minha não me serve mais! Foi meu pai quem me deu!” 
A partir daí, essa menina de nome Marcella Azevedo Moreira começou a trabalhar todas as noites no barracão, sem que ninguém pedisse seus préstimos. Abraçou a causa dizendo que iria substituir a função do pai (Marcelo Azevedo Moreira), pois o que ele mais gostava de fazer era trabalhar para colocar o bloco na rua.

Ela tem o mesmo temperamento do pai... sempre com energia e ânimo, correndo daqui e dali para que tudo saísse a tempo.

Muito nos surpreendeu quando ela chegava da escola, fazia suas tarefas e, ao darmos conta, já estava no barracão colocando os adereços nas alegorias.

Isto é “Família Democráticos”. Desde pequena, corre nela o sangue de uma tradição que perdura e cresce, demonstrando bom gosto em cada fantasia e em cada alegoria.
Marcella desfilou como destaque no carro alegórico do Buda, alegre em saber que tudo a-quilo tinha uma parcela da sua colaboração.

Quando os tempos mudam e as gerações passam, exemplos como o de nossa neta provam que o sonho não acaba, pois “nem mesmo no céu tem estrelas, iguais às do nosso Bloco”
Democráticos, agora e sempre.

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Sinhá Moreira e sua mais importante obra são citadas na revista Veja

Na véspera do dia em que recordamos a morte de Sinhá Moreira, Cláudio de Moura Castro, Ph.D. em economia pela Vanderbilt University, escreveu uma coluna para a revista Veja intitulada “Comitês não fazem a diferença”, em que fala sobre brasileiros que promoveram revoluções na educação brasileira, contrariando a morosidade dos avanços tecnológicos do país. Leia, a seguir, um trecho de sua coluna: 
“Bem sabem as raposas da política que quando a intenção é deixar como está, a melhor solução é criar um comitê. É inércia garantida.

Quem vira a mesa são indivíduos que arrostam o status quo, trazendo transformações. Lucram aquelas sociedades que sabem criar o caldo de cultura propício ao seu aparecimento. Como não são perfeitos, nem isentos de fraquezas, é preciso tolerar os seus vícios e cacoetes.

Vasculho a minha memória, perguntando: quem, na educação, criou instituições que fizeram a diferença?”

O colunista prossegue com uma lista de brasileiros visionários que permitiram ao país obter avanços na área educacional e cita os fundadores de instituições como a USP, ITA e Unicamp, dentre outras importantes iniciativas voltadas ao setor de pesquisa e tecnologia. Em dado momento, ele lembra o exemplo de Santa Rita do Sapucaí:

“Dona Sinhá Moreira, após uma trajetória cosmopolita, voltou para as suas vaquinhas, em Santa Rita do Sapucaí. Inconformada, criou uma Escola Técnica de Eletrônica. Adiante, aparece um curso superior na mesma área. Ao correr os anos, a cidade se transformou em um notável pólo de telecomunicações, com mais de 150 empresas do ramo.”

Após citar o surgimento da ETE FMC, dentre tantos outros constituídos com muito mais recursos por educadores dos grandes centros, Castro finaliza: “O que tinham em comum essas pessoas? Ousadia, idealismo e inspiração. E, acima de tudo, obstinação. Resta mencionar a coragem de irem buscar o talento onde estivesse, muitas vezes fora do Brasil.”

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quinta-feira, 5 de março de 2015

Bloco do Urso faz um dos melhores carnavais do país e atrai imprensa nacional

 Terça-feira de carnaval. Bloco do Urso, camarote. Lá pelas tantas, um DJ coloca a molecada pra dançar e eu vejo um rapaz perguntar para o homem na mesa de som:
- Quem é o artista?
(Ele responde algo que não entendo)
- Moby dos Estados Unidos?
- Não! Bob da D2!

Diante da confusão do rapaz, nem me surpreendi quando a única atração da cidade foi confundida com um artista internacional. Os caras do Urso têm primado tanto pelo profissionalismo que os fãs já começam a esperar de tudo.

Desde o primeiro dia, a repercussão do Bloco do Urso começou a ecoar pelos quatro cantos do país. Fantástico, Ana Maria Braga, Palmirinha, redes sociais... em tudo que era canto só se ouvia falar da passagem da Cláudia Leitte por Santa Rita de (sic) Sapucaí. Como um Mestre dos Magos louro, a cantora desaparecia na Bahia, reaparecia em Salvador, para ser vista novamente na Marquês de Sapucaí. Pela cidade, as pessoas teorizavam sobre o preço da atração ou sobre como seria feito o transporte da artista.

Quando entramos na Cidade do Urso, integrante da Grande Santa Rita (da qual também fazem parte Pouso Alegre, Nova Cidade e Mata Cachorro) notamos que o local era o mesmo, mas a infraestrutura evoluiu muito desde a última edição. Não que tenha deixado a desejar em 2014, mas parece que os organizadores primaram pelos de-talhes e acertaram em tudo. Talvez o ponto alto do camarote tenha sido a qualidade das refeições e entradas. Apesar do número de seguranças ser maior que o normal, não vimos uma única confusão. Todo mundo demonstrava respeito, com exceção de um ou outro juvenil. Novidade no camarote, havia um espaço com música eletrônica que deu cara nova ao ambiente. Quando começavam os shows, o DJ fazia cara de desapontado, mas mandou bem no repertório.

Após a apresentação dos Inimigos da HP, Cláudia Leitte entrou no palco por volta da meia-noite. Do lado de fora havia uma elevação e uma grande quantidade de pessoas, talvez moradores do bairro, que esticaram o pescoço para ver o show. A loura pintou, bordou, e até cantou, enquanto a molecada ia ao delírio na área VIP.

No segundo dia, São Pedro apareceu na festa e botou todo mundo debaixo das tendas. Era água que não acabava, mas não foi o suficiente para atrapalhar o evento. O primeiro corajoso foi um magrelinho de chapéu que entrou na chuva e ensaiou uma coreografia digna do Jacaré do Tchan. Em seguida, a multidão foi desentocando e a tempestade passou.

Quando o marido da Fernanda Souza adentrou o palco, hits eram alternados com samba de raiz e a multidão se agitou. Pelo que se viu nos dias seguintes, esse retorno aos sucessos do passado surtiu um efeito bem interessante, já que todo mundo canta e participa. Depois do Thiaguinho, Lucas Lúpulo (é isso mesmo?) entrou em cena e fez a chuva voltar ao recinto. Apesar das atrações em alta, quem fez mais sucesso foi um arroz de carreteiro que tirou muito folião da dieta.

A noite do esperado Bloco Fantasia teve início com a chegada de uma leva de figuras exóticas. O que mais se viu foram tentativas de reproduzir os personagens de um livro sobre um sádico que encontra uma masoquista e ignoram Maria da Penha, que virou filme e tem feito muito sucesso nos cinemas. As atrações da noite foram A Zorra e Oba Oba Music Hall.

No último dia do evento, os foliões demoraram um pouco para pegar no tranco, mas a noite esteve animada. O grupo Monobloco aplicou a estratégia de reviver sucessos de outros carnavais e acertou em cheio. Muita gente que estava nos camarotes desceu para o espaço VIP e o que se viu foi uma mistura de abadás. Entre os shows, fotografias dos foliões eram publicadas em grandes telas ao lado do palco, intercaladas por informações sobre segurança e pratos do dia. Lá fora, a movimentação era intensa e foi possível ver aquele carro de bombeiros gigante que só costuma chegar à cidade quando o incêndio já foi controlado.

Para finalizar, Gusttavo Lima botou as meninas pra pular mais do que a pipoca servida à exaustão pela equipe de buffet. Como as cervejas eram Budweiser, Skol e Original, ninguém cometeu a heresia de jogar pro alto, como em outras edições. Em um momento, o cantor emocionou ao receber um folião com necessidades especiais. Quando deixou o palco, terminava mais um carnaval que primou pela excelência dos organizadores que conquistaram, nesses dezesseis anos de história, uma grande admiração dos santa-ritenses e respeito inquestionável dos executivos de entretenimento do país. No fim, uma pergunta ficou no ar: o que esses caras estão armando para o ano que vem? Só Deus sabe.

(Carlos Romero Carneiro)

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Confira o que vem por aí na Edição 86 do Empório de Notícias

Nesta edição:

Bloco do Urso faz um dos melhores carnavais do país e atrai imprensa nacional

João Francisco e a rua da palha (Por Ideal Vieira)

Rosas de Santa Rita (Por Rita Seda)

Santa Rita planeja protesto (Por Carlos Romero)

Marcella e a nova geração dos Democráticos (Por Regina Marta)

Movimentos em prol da criação da freguesia de Santa Rita (Por Neco Torquato Villela)

Quando soube do Capitão Paulo... (Por Danlary Tomazini)

Histórias em um carnaval (Por Ivon Luiz Pinto)

Os apuros de uma Triatleta  (Tainá Desidério)

O reitor, o ministro e o que os unia: Santa Rita  (Por Salatiel Correia)

Empresa incubada desenvolve sistema que reduz consumo de água em plantações

Colégio Tecnológico terá curso Integral

Projeto de estudantes da ETE FMC permite monitorar gasto com água e ainda gerar energia

Leucotron é eleita a melhor fornecedora de telefonia para hotéis pelo 2º ano consecutivo 

Ex-aluno da ETE conclui graduação em Medicina

Aluno da ETE FMC passa em 6 dos 7 vestibulares que prestou

FAI desenvolve Programa Educação Empreendedora em parceria com o Sebrae/MG

FAI realiza IX Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica

Promove Engenharia aumenta o número de visitas às escolas em 2015 

3ª IWCA acontece no Inatel

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Carnaval de ontem (Por Rita Seda)

Há alguns anos, estaríamos vivendo dias animados e alegres na expectativa do carnaval. Havia  ensaios de rua e  segredos  guardados a sete chaves... Dizem, por aí, que neste ano os dois blocos vão desfilar! Que ótimo!  Mas nada será como antes! Ou será? É esperar para conferir! Até as vacas da batucada sumiram! A esta altura já estaríamos cansados de dar moedinhas para esses simples, mas engraçados grupos que, todo domingo, paravam debaixo da janela da gente fazendo a sua coreografia de espantar criancinha. Mas que era divertido, isso era! As roupas coloridas do grupo, a vaca dando chifradas e exibindo uma armação co-berta de chitão, a animação por conta, apenas da percussão (que  tinha até latas e frigideiras), não deixava ninguém em paz. A batucada era o maior barato... Será que ainda existe em algum lugar? Já os mistérios dos dois blocos rivais tomavam conta da cidade. O ponto alto da temporada (senão do ano todo) eram os preparativos. Já dizia a sabedoria popular: “O melhor da festa é esperar por ela!” Eram raras as famílias em que todos torciam pelo mesmo bloco...  E até isso era interessante, dava aquela pitadinha  em forma de rixa, que fingia passar depois do carnaval, para voltar com tudo no ano seguinte. Marido chegava em casa com ar mais feliz, a esposa, que  era do outro bloco, imaginava que ele trazia algum segredo  e tentava a todo custo que ele falasse.Mas a conspiração era séria, ninguém entregava. Chegavam a ficar sem se falar por toda a época de carnaval. A não ser para uma briguinha. Os homens trabalhavam nos carros alegóricos e, de suas mãos habilidosas, saíam maravilhosas esculturas e as estruturas que se moviam com arte, para maior destaque das figuras principais do bloco. Esmeravam nos efeitos da iluminação. As esposas faziam tudo para tirar do marido alguma dica, mas  eles não se traíam nem traíam o bloco do coração. Já as esposas, quanto trabalho para esconder as fantasias ricamente bordadas de pedrarias, paetês e plumas! Não só dos esposos, mas dos familiares que eram do “outro bloco” e que se achavam  no direito de fazer “visitas” bem naquelas horas em que eram confeccionadas as fantasias... Claro que as intenções não eram das melhores! Esconder ou brigar? Às vezes não dava tempo de esconder, o jeito era mentir descaradamente que perdeu a chave! Ninguém nunca mostrou... E havia broncas também!  A gente, que não era da panelinha do costurar, colar, bordar, ensaiar, era só de torcer e aplaudir, vivia na curiosidade. O que será? E ficava imaginando os reinos do Oriente, de onde vinham inspirações. Houve um ano em que os dois blocos tiveram a mesma ideia e usaram o mesmo tema. Foi um “deus nos acuda” e, até hoje, se discute quem ganhou... Pena (ou muita sorte...) que não houvesse disputa com votação. As apresentações eram aquele delírio. Carros artísticos ostentando deslumbrantes destaques e os pares no chão, ricamente vestidos em prata ou ouro. As fantasias eram mesmo deslumbrantes. Usavam e abusavam de plumas lindíssimas.  As cabeças, ricamente ornamentadas, incitavam ainda mais a admiração. Quem era apenas torcedor  ia dos lados cantando, segurando os cordões de iluminação e isolamento. Foi o melhor carnaval do interior, ninguém pode negar. O mais luxuoso, o mais criativo. Um encantamento! As fotos e filmes estão aí para comprovar. E nas noites de folia ainda ressoam “Ride Palhaço” e “Vibrem fanfarras” para aumentar a saudade de quem viu e não esquece jamais. Mesmo que voltem a desfilar não creio que será como antes. Vão ficar faltando as famosas rixas dos casais, as tentativas de descobrir o tema rival, pois a paixão está menos quente e uma verdadeira multidão de saudosos fanáticos já partiu para o andar de cima. Nós, que ainda  aqui  estamos, esperamos ansiosos a apresentação de nossos blocos Ride Palhaço e Democráticos, este, em seu octogésimo ano de fundação. O povo de Santa Rita quer bater festivas palmas, para ambos e cantar “Parabéns a você” ao  Democráticos!  

Oferecimento:

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Biblioteca Itinerante do Lema

LAR ESPÍRITA MÃOS DE AMOR (1995 – 2015) - 20 ANOS
Empréstimo de livros, leitura para crianças, roda de estudo e teatro de fantoche.
http://larespiritamaosdeamor.blogspot.com.br
Dia 22 de fevereiro de 2015 (Domingo)
Horário: 16:00  hs  às 21:00 hs.
Local: Praça Santa Rita, Centro.

O dono do Hotel Mello teve uma treta com Monteiro Lobato?

Quem conhece as velhas histórias de Santa Rita, certamente já ouviu falar do Hotel Mello, estabelecimento que abrigava os viajantes que desejavam pernoitar na cidade. O que pouca gente sabe é que a trajetória de seu proprietário, antes de se mudar de São Bento para cá, teria cruzado com a de Monteiro Lobato e dado origem a um processo criminal contra o criador do Sítio do Picapau Amarelo. Leia, a seguir, o trecho de uma nota anexada ao conto “De como quebrei a cabeça da mulher do Mello”, publicada originalmente em 1906 e, posteriormente, editada em um livro de contos chamado “Cidades Mortas”.
“Esta história deu origem a um curioso incidente. Publicada por Lobato em julho de 1906 sob o pseudônimo de Antão de Magalhães, no Minarete, que circulava não só em Pinda como nas cidades vizinhas, caiu sob os olhos de um hoteleiro da cidade de São Bento, de nome Mello e, por coincidência, esposo de uma senhora de apelido Vidoca. O homem viu no artigo alusões ofensivas a ele e sua família – e apresentou queixa crime. O processo não foi adiante, irrisório que era. Apesar disso, a brincadeira custou ao escamado hoteleiro, perto de um conto de réis.”

A seguir, um trecho do conto:

Nunca te contei o meu rompimento com a família Mello? Éramos amicíssimos de longos anos e, sê-lo íamos até hoje, se não fosse a minha imprudência aceitando um convite para lá jantar. Havia à mesa umas dez pessoas, todas íntimas, e as filhas, os genros – um povaréu. D. Vidoca, como sabes, é uma criatura amável e, nesse dia, excedeu-se. Serviu-me sopa, ela própria, mas carregando a mão como se eu fosse um frade. Arrepiou-me aquele pantagruelismo brutal, mas calei a exasperação e ingeri com paciência toda a maranha de fios amarelos, boiantes, num caldo untuoso. Mal absorvera a última colherada, a boa senhora, sem consulta prévia, atocha feijão num prato e me dá.
- Não, minha senhora! Muito obrigado!
- Ora, coma! Deixe de história. Coma que dá sustância.
Não houve escapatória. Tive que aceitar o truculento prato de caroços pretos, coisa que detesto. Olhei para a rodela escura, cor de chocolate, que se me esparramava pelo prato inteiro sem deixar transparecer uma nesga sequer da louça branca, enchi-me de resignação e empreendi o trabalho de Hércules para trasladar tudo para o meu estômago. Meu sangue começou a esquentar e senti o nó pelas cóleras surdas a subir-me à garganta. Estava eu em meio da empreitada quando vi a senhora dirigir para o meu prato um enorme naco de carne de fígado.
- Doutor, um pedacinho de carne assada?
- Mas minha senhora, eu...
- Sempre com cerimônias! Olhe que aqui não usa disso! Coma lá!
E soltou-me no prato o boi...
Senti bagas de suor frio borbulharem na minha testa. O nó da garganta engrossou. Baixei a cabeça, resignado, e encetei a mastigação, matutando sobre o modo de dar cabo daquilo. Comer tudo era impossível; deixar no prato, impolidez. 
- Agora, um pouco de arroz!
Lancei um olhar facínora à santa criatura, que o interpretou como de assentimento.
- Eu bem vi que estava querendo arroz.
- Impossível, Dona Vidoca! Peço perdão, mas estou satisfeito. Como pouco e o que tenho no prato é para três dias.
- Luxento! Coma lá!
E zás! Uma, duas, três colheradas, das grandes.
Uma onda de sangue escureceu-me a vista. Tive ímpeto de saltar pela janela. Contive-me, porém e, com a resignação dos verdadeiros mártires, recomecei a mastigar.
- Um pastelzinho agora?
Era demais! A virtuosa criatura abusava da minha situação. Recusei.
- Já sei porque não quer! É que foram feitos por mim! Mas deixe estar...
- Dona Vidoca, pelo amor de Deus! – gaguejei. 
- Unzinho só! Para me dar opinião sobre o tempero da massa, sim?
Conheces o meu gênio, sabes com que fa-cilidade saio fora de mim e cometo as maiores loucuras. Naquele momento, entreguei-me a esforços sobrehumanos para conter a fera que mora em mim. E contive-a. Curvei de novo a cabeça e levei à boca mais umas garfadas.
Aqui Mello começou a cortar o leitão.
Refleti: se me oferecem, estouro. E fiquei de sobreaviso, engatilhado para o revide.
Não tardou para que dona Vidoca espetasse no garfo uma costela de leitão e fizesse pontaria para o meu lado.
Ah! Perdi a tramontana! Agarrei uma garrafa que estava na minha frente e abri a cabeça da santa criatura com uma pancada horrível!
De nada mais me lembro. Ouvi o berro, um clamor. Senti o pânico em redor de mim e corri para a rua como um ébrio.

Oferecimento:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bloco do Urso consolida-se como um dos 5 maiores eventos de carnaval do país

Como um grupo de amigos conseguiu, em 16 anos, transformar pequenas festas que faziam em casa em um dos 5 maiores carnavais do Brasil? Dado o tamanho de Santa Rita do Sapucaí, há que constatar que o projeto é ambicioso, mas o “Bloco do Urso” abre vantagem sobre eventos produzidos na maioria das capitais brasileiras e atrai, diariamente, cerca de 15 mil foliões, de sábado a terça-feira de carnaval.
A cada ano, a empresa se reinventa e faz os turistas e moradores da cidade de 38 mil habitantes se perguntarem: o que virá no ano que vem? Acertou quem disse que trariam alguns dos maiores nomes da música brasileira na atualidade.

Acontecimento inédito

Esta será a primeira vez que a estrela, Cláudia Leitte, deixará Salvador no período do carnaval. Tal feito só  foi possível após 6 meses de negociação e envio de dezenas de projetos para aprovação dos empresários da cantora. Segundo os organizadores, só conseguiram fechar negócio dado o reconhecimento do Bloco do Urso no país. Para a realização do show que abrirá as festividades, foi necessário atender a uma série de exigências referentes a iluminação, som e estrutura de palco. 

Novidades à vista

Como sempre acontece a cada ano, a Cidade do Urso contará com uma série de novidades para facilitar a vida dos foliões e tornar a experiência ainda mais agradável. 

Em 2015, o evento terá início às 19 horas e terminará uma hora da manhã. Nos camarotes, serão servidas, dentre outra bebidas, as cervejas Budweiser, Serramalte e Skol. Já na pista, os foliões poderão optar entre Skol e Brahma.

Nos camarotes, a grande notícia deve ser a contratação de uma equipe especializada em tematização de eventos. A cada dia, um diferente tema tornará a experiência ainda mais atrativa e deixará a noite inesquecível.

Através de uma parceria de ativação firmada com a Skol, tanto o interior do recinto quanto a parte externa receberão cenários de micareta, oferecidos pela marca.

Os banheiros foram submetidos a reformas que os tornarão mais amplos e confortáveis. Outra alteração na infraestrutura é o asfaltamento, realizado até a porta do evento.

Atrações

As atrações para 2015 serão: no sábado, Cláudia Leitte e Inimigos da HP; no domingo, Tiaguinho e Lucas Lucco; na segunda, Oba Oba Dance House e A Zorra; na terça, Monobloco e Gustavo Lima.

Ao optar por montar o line-up com todas as atrações em evidência no cenário musical brasileiro, os empresários tiveram que desembolsar 40% a mais do que no ano passado. Com um investimento tão significativo, fica uma pergunta: quem eles contratarão nos anos seguintes? Alguma atração internacional? Ainda é muito cedo para isso.
Aquecimento da economia local

Ao todo, serão contratados cerca de 600 colaboradores nos 4 dias de evento, boa parte formada por moradores da própria Nova Cidade. Deste número, quase a metade será formada por seguranças que circularão dentro e fora do recinto. Calcula-se que os empregos indiretos gerados no período somam milhares, o que deve dar um gás na economia de Santa Rita do Sapucaí. Hotéis, casas para temporada ou de moradia, pensões têm sido disputados nas redes sociais. Através da exploração do turismo de eventos, o comércio de Santa Rita do Sapucaí e região tem recebido um aporte significativo no início do ano, o que poderá tirar muitos empreendedores do sufoco.

Recomendações

Os organizadores do Urso recomendam que os foliões deem preferência ao transporte público, através do uso de circulares e vans, o que deve baratear os custos de locomoção e desafogar o tráfego.

Também pedem a todos que respeitem às recomendações da PM, bebam muita água e preparem-se para o maior carnaval de suas vidas.

(Carlos Romero Carneiro)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Veja o que rolou em Santa Rita durante o evento Rock de Rua!

Durante todo o mês de janeiro, Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, foi palco do festival Rock de Rua. Foram várias bandas e artistas locais tocando em pontos-chave da cidade para quem quisesse ouvir e curtir. A iniciativa foi de um grupo de músicos da cidade e de voluntários do movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz.

Brilhante iniciativa arquitetada por Charleston Ville com apoio total dos músicos de Santa Rita do Sapucaí.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Lucas Julidori, o Luketa, fala ao povo santa-ritense :)


Aopaaa!!! Tenho uma notícia boa. Estou gravando um Cd inteirinho de músicas próprias! Bom, isso dá um trabalho danado. Além do fato de uma boa gravação, um bom trabalho, não custa pouco. Em breve, poucos dias, estarei lançando uma campanha sobre este trabalho. Um processo que se chama "crowdfunding". Resumindo, é um financiamento coletivo de um projeto. Muitas pessoas que identificam com a ideia, ajudam de várias maneiras e a tornam realidade. Juntando tudo isso numa coisa bem simples: Estou construindo esse sonho de gravar minhas próprias músicas e preciso muito da ajuda das pessoas que estão comigo na vida! Uma mãozonaaaaaaaa mesmo! O projeto será lançado pelo site Catarse, que é o maior site do mundo de financiamento coletivos. É muito sério mesmo tudo que isso envolve. O grande detalhe é que o sucesso do projeto depende muito do início. Daquele "Start" fulminante! A porcentagem dos projetos que atingem o sucesso está relacionada ao começo. Começou bem, o trem vai bem! Essa pré-divulgação é apenas pras pessoas que eu tenho no fundo do meu coração. Aquelas que confio e sempre posso contar. E, sempre elas contarão comigo, seja lá na chuva ou no sol. Entretanto, todavia, porém, contudo, preciso mesmo da ajuda de todos! Há várias maneiras de dar uma mãozinha. Quem puder, de coração, contribuir com qualquer quantia pra que este trabalho saia o mais bonito possível, esse início seria determinante! E, mesmo assim, quem não possa fazer esse grande agrado nesse momento, que compartilhe, convença alguém, espalhe ou faça uma oraçãozinha pra que o trem chegue lá. Eu agradeço de coração desde já os minutinhos gasto pra ler isso tudo! Quem quiser conferir um pouquinho de uma música que ainda está em pré-produção numa versão "demo", segue os links abaixo: Logo terei as primeiras faixas do CD já pré mixadas e prometo mandar algo em breve!


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Leucotron conquista prêmio ‘Melhores Fornecedores da Hotelaria de 2014’

Empresa mineira recebe premiação da Revista Hotéis pelo segundo ano consecutivo na categoria equipamentos de telefonia.
A Revista Hotéis, uma das mais conceituada no segmento, concluiu esta semana a apuração dos votos para o troféu Fornecedor Destaque da Hotelaria 2014 e a Leucotron Telecom foi, mais uma vez, vencedora na categoria ‘equipamentos de telefonia’. A enquete obteve 3.278 votos válidos e mobilizou fornecedores e hoteleiros de várias partes do País, o que demonstra a importância desta que é a homenagem de maior credibilidade no setor no Brasil.

A votação teve início no dia 9 de novembro de 2014, data que se comemorou o Dia Nacional do Hoteleiro, e foi encerrada em 31 de janeiro de 2015. Além da categoria ‘equipamentos de telefonia’, outras 47 foram agraciadas, como equipamentos de cozinha, distribuidor de utensílios de cozinha, colchões, locação de eletroeletrônicos, uniformes profissionais, entre outros.

O segmento hoteleiro é de grande importância para os negócios da Leucotron. Para este mercado, a empresa desenvolve plataformas de telefonia que contribuem para a qualidade de atendimento desde o momento da reserva até o check-out, além de facilitar a interação entre funcionários e hóspedes, de empreendimentos de qualquer porte. Entre as soluções está o Guest Center, serviço que engloba diversos benefícios essenciais para o funcionamento eficiente de um hotel, como despertador automático via telefone; lançamento de mini bar diretamente do apartamento; alteração do estado de quarto (sujo, limpo); lançamento direto das ligações feitas pelo hóspede na fatura; desbloqueio e bloqueio automático do ramal no check in e check out; além de correio de voz no idioma do hóspede.

A entrega do Troféu Fornecedor Destaque da Hotelaria 2014 será no dia 23 de fevereiro de 2015 no hotel Pullman São Paulo Ibirapuera.   

sábado, 31 de janeiro de 2015

Opinião: Lamento (e sentimento) no Morro

Estava finalizando a Edição 85 do Empório de Notícias quando senti um delicioso cheiro de carne de porco, que exalava do outro lado da rua. Vinha do bar do Dija, o glorioso Dija Gastronomia, que preparava um lombo com feijão tropeiro, digno dos melhores restaurantes do país.
Atravessei a rua e encontrei no bar um movimento incomum. A freguesia também era um pouco diferente da formada por alguns dos caras mais bacanas da cidade que, diariamente, travam discussões acaloradas sobre Lacerda, Brasil Império e que passam horas tentando lembrar o nome da filha do Getúlio. "Ivete!" - Gritou Djair.

Depois da primeira cerveja, liguei as peças. Notei que aquelas pessoas que não via há tempos, faziam parte de algo que me trazia profundas lembranças. Tratava-se de foliões dos Democráticos que chegavam ao morro do Zé da Silva, o que me fez lembrar do meu pai, do meu avô, do senhor Hugo, do meu amigo Marcelo, da estimada Dona Lydia e de tantas figuras que traziam vida e alegria ao bairro.

O morro nunca mais foi o mesmo sem eles. Tatau estaria fazendo alguma piada entre os boêmios. Meu pai deveria estar correndo de um lado pra outro com fios enrolados nas mãos. Possivelmente, Marcelo estaria acendendo foguetes com uma bituca de cigarro, na esquina do Grupão. Seu Hugo não esconderia o choro.

A rua ficou apinhada de foliões com camisetas pretas, antes do anoitecer. Um carro de som ousou tocar o hino do bloco e vi os olhos de muitos foliões marejarem. Olhei para a janela de casa e vi minha mãe soluçar enquanto Carlos Brejeira prendia os cordões da faixa em um suporte que meu pai deixou. "Está tudo pronto. É só encaixar." - Ele disse.

Quando tocou "bandeira branca" vi aquele morro vivo novamente e pensei: "Por que deixamos que a prefeitura destruísse a nossa tradição?" Entra gestão e sai gestão e vejo o maior patrimônio cultural do povo santa-ritense se transformar em joguete político. Não temos muita escolha. Os tempos são outros. Precisamos de apoio e se decidirmos descer a praça, não teremos suporte porque, para alguns, é muito bom que os blocos desfilem como uma parada militar em uma avenida curta, em frente a arquibancadas de rodeio.

Quando descíamos do morro, era uma diversão para nós. Partíamos da rua mais tradicional e contornávamos o ponto zero da cidade, o lugar mais democrático, a praça Santa Rita. Não foi Castro Alves quem disse que "A praça Santa Rita é do povo, como ó céu é do avião?" Da avenida, não estamos em nosso território. Somos muito mais uma peça no tabuleiro do populismo do que mantenedores de um ritual que poderia perdurar por anos.

Ontem, eu vi muito mais gente madura, do que nova. Este hiato causado pela falta de apoio a uma tradição iniciada por nossos avós e bisavós pode ter feito com que os blocos passassem a respirar com ajuda de aparelhos. Portanto, não posso deixar em branco minha decepção por tamanha insensibilidade de nossos governantes. Não falo dessa, ou de outras gestões em particular, mas de todas, sem exceção. Desde que decidiram deformar nosso ritual em nome de um suposto conforto, o projeto mais genuíno de todos foi condenado. Se não voltar ao que era antes, a tradição vai ser interrompida e quando as futuras gerações olharem para trás e perguntarem porque o carnaval de rua acabou, devem saber a verdade.

Portanto, meus caros, se queremos contribuir para que Santa Rita seja realmente uma "Cidade Criativa", devemos empreender novas ações, mas nunca nos esquecermos da mais tradicional de todas: os nossos antigos carnavais. Saudações Democráticas.

(Por Carlos Romero Carneiro)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Uma santa-ritense e sua paixão pelo skate (Danlary Tomazini)

Depois de uma semana com desencontros e muita chuva, saímos a procura de Gabriele, pela vizinhança. Para nossa surpresa, todos com quem conversamos do Beco da Creche até a Rua Nova, onde mora, sabiam de quem se tratava. Ao chegar sem aviso em sua residência, encontramos uma família bastante hospitaleira, e uma garota amável, porém, um pouco receosa com a nossa entrevista. Extremamente tímida e delicada, ela poderia ser mais uma adolescente que, aos 15 anos, divide o tempo entre os estudos, os dedilhados no violão e coisas típicas da idade, não fosse por uma paixão: o skate. Acostumada a praticar atividades esportivas desde pequena, quando estava com 12 anos sua turma da escolinha de futebol, no Alcidão, parou de frequentar os treinos e ela sentiu a necessidade de escolher um novo esporte. “Eu não consigo ficar parada”, disse Gaby, e foi aí que teve a ideia de pedir um skate para a mãe. Na companhia do padrasto, Humberto, também skatista, começou a frequentar a pista na Beira-rio e não parou mais.
De lá para cá, Gaby evoluiu bastante sua técnica e, em junho desse ano, motivada por seu primo Breiner, participou de sua primeira competição, o “Circuito The Point de Skate” na cidade de Cambuí. Ganhou em primeiro lugar na categoria Feminino, onde concorreu com mais três garotas do Sul de Minas.

Aqui na cidade, entre as mulheres, ela é veterana. A prática do skate chegou a Santa Rita em meados dos anos 80 e, desde então, era praticada quase que somente pela ala masculina. Outras garotas já se aventuraram antes, mas todas abandonaram logo. Gaby é a única que continua firme. “Muitas meninas têm vontade de andar, até me pedem para ensinar. Mas todas têm medo de cair, de se machucar. No skate isso é inevitável, tem que ir sem medo”, explica ela que, quando anda, demonstra uma incrível desenvoltura e tranquilidade nas manobras. 

Gaby conta também que sofre alguns preconceitos. Muitas pessoas ainda enxergam o esporte como inapropriado para meninas e, frequentemente, é alvo de más línguas. Mas isso não a abate e, com o incentivo da mãe Sidnea e demais familiares, ela afirma que se sente muito bem quando está andando e não pretende parar.

É com determinação que expressa também a vontade de se profissionalizar, o que só não ocorreu ainda, pois, segundo ela, apoio e patrocínio são difíceis de se conseguir na cidade, tanto por parte da prefeitura, como pela falta de uma loja especializada em produtos do ramo que, geralmente, são as responsáveis por auxiliar esportistas do gênero.

Ainda esperamos ouvir muito o nome de Gaby. Mais um talento com que a Rua Nova presenteia a cidade. 

(Por Danlary Tomazini)