terça-feira, 17 de abril de 2012

Ficou mais fácil abrir um empresa em Santa Rita do Sapucaí

Santa Rita do Sapucaí passou a contar com o serviço que facilita a abertura de negócios: o Minas Fácil. Agora, o empreendedor pode abrir sua empresa de maneira simplificada e ágil, seguindo quatro passos: preencher a consulta de viabilidade; preencher o formulário eletrônico do Cadastro Sincronizado; acessar o Módulo Integrador; apresentar os documentos necessários em uma unidade da Jucemg. Em até nove dias é entregue o contrato social registrado, o CNPJ, a inscrição municipal, o alvará de localização e, de acordo com a atividade, a inscrição estadual. A unidade do Minas Fácil fica na Av. Francisco Andrade Ribeiros, 543, no bairro Família Andrade. Continue lendo

Mocidade: La belle époque (por Haidée Cabral)

Um domingo, eu estava deitada na cama de pernas para o ar e Jura, indignada com a minha vida de solteira, falou: “Você já está formada, precisa sossegar e arrumar um rapaz firme e se casar.” E eu lhe respondi: “Ah... um tem dentes bonitos, mas não tem cabelos. Outro tem cabelos mas não tem dentes. Outro é inteligente mas é feio... Eu não consigo me decidir!”
Na minha época de moça, a moda era fazer o “footing” na praça da cidade, nos fins de semana. Os moços rodavam para um lado e as moças para o outro. Só se podia flertar, mas era bom, pois podíamos paquerar . vários rapazes sem que eles percebessem. Enquanto construíam o Clube Santarritense, fizeram um tablado na Praça Rui Barbosa para a realização das chamadas brincadeiras dançantes, organizadas com o intuito de angariar fundos para a construção. Havia sempre um pequeno conjunto para animar a festa e dançávamos muito. Ali, a paquera era ainda mais quente!
Ao término da construção da Sede do Clube, os bailes passaram a ser realizados domingo à tarde. Além das horas dançantes, havia bailes nas casas particulares, em geral em casas onde havia moças que tocavam piano. O pároco da época tinha um irmão que se apaixonou por mim. Eu e minhas amigas o chamávamos de “Grude” porque ele estava sempre por perto. Ele morava em Brazópolis, mas não saía de Santa Rita. Toda vez que vinha, ia até minha casa, pois era amigo do meu tio Vavá.

Apesar de sua insistência e de ser um rapaz educado e agradável, eu não tinha interesse pois ele tinha um grande nariz de tucano e eu não o achava bonito. Ele chegava tarde aos bailes, sempre me encontrava a dançar com outro, ficava de lado e aguardava que eu terminasse a dança para que pudesse dançar com ele ou acabava por ir embora “pisando duro” de tanta raiva. Sua insistência era tão grande que minha madrinha Luisinha falou:

- O irmão do padre gosta tanto da Haidée que a qualquer repique do sino ele já está aqui!
Eu namorava muito, dançava demais e aproveitava bastante a vida. Costumávamos ir a chácaras de amigas aos finais de semana e fazíamos passeios à pedreira e ao Cruzeiro. Uma vez, a Jurandy estava de férias com algumas amigas e inventaram de fazer um piquenique em Cachoeira de Minas. Estávamos com o ônibus lotado quando um rapaz muito bonito apareceu e pediu lugar para se acomodar. Como já não havia assentos, peguei a almofada do chofer, joguei no chão e o convidei a se sentar nos meus pés. Fomos conversando durante a viagem toda. Ao chegar ao local escolhido, minha irmã e suas amigas estenderam a toalha à beira do rio e arrumaram as guloseimas. Os rapazes apressaram-se para jogar futebol e fui assisti-los. O bonitão, no afã de me impressionar, deu um passe na bola e ela voou em cima da vasilha de macarrão! Ele não sabia o que fazer de tanta vergonha. Rimos bastante do acontecido e quebramos ainda mais o gelo entre nós. Depois do piquenique, fomos visitar a cidade, ele sempre ao meu lado. Entramos na igreja e nos deparamos com uma santa de cabelos verdadeiros. Ele, muito assustado, comentou:

- Nunca vi uma santa assim!

Achei estranho o seu comentário, mas não me importei. Só depois foi que eu descobri que o moço não era católico e sim protestante. Minha mãe não gostou da ideia do namoro, já que ela era muito católica, mas eu insisti porque ele era bonito. Seu pai era sócio de uma fábrica de latas na cidade, negócio muito próspero na época. A mãe, uma italiana de origem simples, queria sempre saber quem estava de namoro com seus filhos. Um dia, após uma partida de vôlei que fizemos na casa dele, meu pretendente foi lavar as mãos e me pediu que segurasse o cigarro.A mãe dele chegou na hora e me perguntou:

- Você fuma?
- Não! Estou apenas segurando o cigarro dele.
- Mas quem é você? E seus pais? Eu a conheço?
Como tal situação me aborreceu! Desde esse dia, tivemos a oposição das duas famílias, mas eu ainda insisti no namoro por algum tempo. Como boa moça de família que era, um dia eu me decepcionei com os modos avançados do rapaz e decidi dar fim à relação. Foi aí que descobri que ele estava de flerte com a mi-nha irmã, Cora, antes de me namorar.

Quando meu irmão mais velho, José Cabral, formou-se e veio de Belo Horizonte, as moças da sociedade organizaram um passeio a cavalo para o qual ninguém mais da família fora convidado. A moça mais bonita, pela qual meu irmão se interessou, foi a irmã do tal moço. Foi assim que, pela segunda vez, nossas famílias ficaram próximas. O flerte dos dois, no entanto, durou menos que o meu. Logo ele voltou a Belo Horizonte e nunca mais a viu.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Espaço Corpo e Movimento

Veja algumas imagens do local:

Quadro de Formandas da Escola Normal, em 1924

Clique sobre a imagem para ampliar.

Série - Fotos antigas de Pouso Alegre

Teatro Municipal de Pouso Alegre, em 1918.

A missão de Therezinha

 Ninguém imagina o que Dona Therezinha estaria fazendo da vida, caso não fosse coordenadora de uma de nossas creches. O que sabemos é que encontrou inspiração em sua sogra - Dona Vitória - que chegou a plantar violetas em casa para arrecadar recursos e cuidar de crianças carentes.

A vocação desta senhora de 82 anos sempre foi a educação. Ao se aposentar como Diretora da Escola Sanico Telles, em 1988, iniciou seus trabalhos ao lado de Dona Clélia e ficava admirada em ver como as crianças eram tão bem tratadas. Mal suspeitava que esta seria, em breve, a missão que abraçaria com amor e que iria nortear seus passos pelos próximos 22 anos.

Desde que assumiu a direção da Creche, centenas de crianças receberam os cuidados de sua equipe, mas Therezinha confessa que está sempre aprendendo. Certa vez chegou a se surpreender com uma criança que a puxou pela barra da camisa para contar que havia feito um coque nos cabelos igualzinho ao dela. Não foi diferente quando pediu a um menino que desamarrasse uma blusa da cintura e descobriu que ele se espelhava em um de seus hábitos. Se sua influência era tamanha nos pequenos detalhes, maior ainda passou a ser sua responsabilidade para garantir que os 163 alunos tivessem somente bons exemplos.

Com o passar dos anos, o projeto social iniciado na década de 60 começou a chamar a atenção da sociedade e Dona Therezinha foi visitada por uma equipe de televisão. Mesmo com tantos fios, câmeras e holofotes, a coordenadora recorda que quem roubou a cena naquele dia foi um de seus alunos. Vendo toda aquela movimentação, um menino de 5 anos pensou que sua escola estava sendo vendida e abordou a diretora para fazer uma proposta: “Quanto a senhora quer pela creche? Passa o preço pra mim que eu trabalho e compro!”

Muitos são os desafios encontrados na coordenação de um trabalho que se tornou referência não só no município como também no estado de Minas e no país. No entanto, talvez o maior deles seja o milagre de converter ligações telefônicas em dinheiro para saldar as contas. Nessa maratona de pagar funcionários, alimentar a criançada quatro vezes ao dia e estar sempre em ordem com as empresas de luz, água e telefone, quem sai ganhando sempre é a sociedade santarritense que nunca perde a oportunidade de fazer o bem, ajudando uma causa nobre. Na maioria das vezes, a res-posta é sempre a mesma: “O que é que manda, Dona Therezinha?”. Todos sabem que um pedido feito por ela não poderia obter diferente resposta.

Mesmo com toda a mobilização em torno de sua causa, Therezinha conta que o dinheiro que consegue nunca é suficiente. A saída é vender calças enviadas pela empresa em que seu filho trabalha, realizar eventos sociais e sempre lutar por boas verbas da administração pública municipal. Através deste esforço, grandes resultados são conquistados e constroem os alicerces para que suas crianças possam ter um futuro de honra e dignidade.

Como se já não bastasse todo o trabalho empreendido por esta jovem senhora, que também é mãe, esposa e avó, Dona Therezinha também dirige o Conselho Tutelar Santarritense ao lado de seu grande amigo José Praxedes Maria. Juntos, essa dupla dinâmica atua além dos limites escolares e busca as condições necessárias para uma infância feliz. Este será o último ano de nossa homenageada à frente do Conselho que, por não oferecer remuneração, poucos aceitam assumir. No entanto, ela conta que sua saída será oportunidade para reformar o regimento interno, corrigindo o que não deu certo e aplicando novas receitas. Seu trabalho não para.

De tudo o que contamos sobre Thereza Cardoso Capistrano, convém constatar que ela realiza suas obras com mais facilidade do que conseguimos traduzir em algumas linhas. No entanto, assim como ela, tocamos nossa missão em frente e buscamos inspiração para ressaltar pelo menos um pouco do que sua existência significa para todos nós. Dona Therezinha é tudo o que dissemos e muito mais. Só mesmo Deus para reconhecer tamanha grandeza e mensurar como seu exemplo irá repercutir nas futuras gerações. Cabe a nós demonstrar o afeto que sentimos e torcer para que, a partir de seu exemplo, milhares de Donas Therezinhas surjam em nossa cidade e no país. Se tal milagre ocorresse, teríamos um exemplo de virtude a cada esquina e caminharíamos a passos ainda mais largos, em nossa jornada pela evolução.

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Minhas carreira artística foi breve. Muito breve...

Na primeira apresentação pública, se encerrou minha promissora carreira como baterista. Após anos de ensaios, lesões nas mãos, denúncia do vizinho que disse ao delegado que eu surrava o instrumento da maneira que podia. Disse ou-tra vez que tinha a impressão de que eu estava fazendo uma reforma no prédio; derrubando paredes e rompendo o silêncio; quebrando tudo; encheu de policía na rua; uma maravilha!!!

Foram diversas idas à delegacia por infração da lei de proteção contra a poluição sonora, mas naquele dia eu, perspicaz baterista mineiro, iria finalmente realizar a Estreia ou Premiere, (do Francês), era minha primeira exibição, havia sido promovido de Staff para Baterista substituto.

A apresentação musical da banda ABANDONI com o novo baterista Sinésio prometia ser a primeira de muitas, havia planos. Na barraca do Diretório Acadêmico do INATEL, na quermesse da paróquia de Santa Rita do Sapucaí, já havia passado SKANK, JOTA QUEST, ALMA AZUL, e tantas outras bandas não tão famosas, mas agora era a vez da ABANDONI.

Não foi exatamente um grande evento cultural com acontecimentos extravagantes. Não havia atraído um grande número de personalidades da vida social. Não estavam presentes colunáveis. Também não atraiu a atenção das mídias (Jornal, Revista, TV), mas ainda assim era uma estreia e, quando chegou o momento, algo deu errado.

Tropecei e caí aparatosamente atrás do palco, fora da Barraca, mas recompus-me e apareci pela entrada junto ao público. Subi novamente ao palco e finalizei a interpretação de Moby Dick do Led Zeppelin na apresentação com a banda “Abandoni”, na qual havia sido promovido de Staff para Baterista substituto. “Agradeci as palmas”, amparado pelo guitarrista Marcelo, que correu em meu auxílio após a queda. Encerrou aí minha carreira como baterista. Não participei dos próximos shows, não gravei álbum, fui destituído.

“Moby Dick” é uma música instrumental com solo de bateria da banda inglesa de rock Led Zeppelin. A banda era composta pelo guitarrista Jimmy Page, o baterista John Bonham e o baixista John Paul Jones.
(Sinésio Gomes)
 

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Os santarritenses que conheceram o Papa João Paulo II

Em seu Jubileu Sacerdotal, o Papa João Paulo II convocou todos os jubilandos do mundo todo para passarem uma semana com ele no Vaticano. Como Monsenhor José Carneiro Pinto era um dos que tinham sido ordenados em 1947, também foi convidado para participar daquela comemoração de Padres, Bispos e Cardeais. Nesta linda festa, nosso conterrâneo teria a oportunidade de participar daquele momento inesquecível e viver grandes momentos de sua profícua existência.

Ao demonstrar interesse em viajar para a Itália, Monsenhor José conquistou o apoio de muitos membros da comunidade santarritense que quitaram sua passagem para a capital católica do mundo. Já seu grande amigo, Adjair Franco Ribeiro, para acompa-nhar o então pároco da cidade, teve que vender 13 porcos que criava para comprar sua passagem em um momento em que o dolar estava 1 para 1, o que favorecia realizar seu sonho.
Assim que chegaram à Europa, se dirigiram para Fátima, onde se hospedaram na residência dos Dominicanos, sem qualquer despesa. Na terra onde Nossa Senhora teria aparecido, Adjair e Monsenhor José conheceram os túmulos de Francisco e Jacinta, imortalizados por diversos filmes que relataram aquele episódio. Após uma semana na terra abençoada pela mãe de Jesus, nossos amigos partiram em direção a Roma, onde veriam o Papa mais popular que o mundo já conheceu.

No Vaticano, os santarritenses participaram de uma intensa semana de conferências e oração, cuja abertura foi realizada por João Paulo II. Em uma das palestras, Adjair conta que eles tiveram a oportunidade de co-nhecer Dom Eugênio Sales e, ao se apresentarem, ouviram do cardeal brasileiro a seguinte frase: “Santa Rita! Terra de Dom Vaz!”
O dia mais inesquecível para Adjair foi o último. O Papa ofereceu um grande almoço aos participantes do evento e, ao se dirigir ao salão onde o banquete aconteceria, nosso amigo teve a oportunidade de trocar algumas palavras e tirar fotos ao lado do santo padre. Sua viagem estava quase completa: só precisaria conhecer a casa de nossa padroeira.
Deixando Roma, Monsenhor José e seu fiel escudeiro partiram em direção a Cássia. Na cidade da padroeira, Monsenhor José celebrou uma missa no Mosteiro de Santa Rita e visitaram a urna onde a Santa dos Impossíveis continua praticamente incorrupta.

Após passarem alguns dias inesquecíveis em um lugar considerado santo para todos os católicos, Monsenhor José e Adjair retornaram à “segunda casa” da padroeira, Santa Rita do Sapucaí, são e salvos e com lembranças que permaneceriam vivas por toda a vida. A experiência única que vivenciaram naqueles dias europeus seria contada por ambos com muito carinho aos queridos conterrâneos.

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ETE FMC homenageia José Dimas Lopes

Nascido em Pedralva, José Dimas Lopes passou toda a infância e adolescência trabalhando na lavoura, antes de enveredar pelo mundo acadêmico. Aos 7 anos, o menino já ajudava seu pai a tirar leite das vacas, já tratava dos animais na propriedade rural de sua família e cortava a cana produzida para alimentação do gado.
Na juventude, quando começou a cursar faculdade de Engenharia Civil, na vizinha Itajubá, Dimas conta que continuou trabalhando na roça em seu tempo livre e que sempre ajudava o seu pai nos finais de semana.

Ao se tornar engenheiro, o futuro professor rumou para São Paulo em busca de novas oportunidades e passou a trabalhar em uma construtora. Nesse período, ajudou a construir 42 sobrados, até ser convidado para voltar à sua terra natal.

Dimas retornava a Minas, três anos depois, com a nobre missão de construir o prédio da Prefeitura de Pedralva e foi nesse período que lecionou pela primeira vez: “Foi tudo por acaso. Um amigo me chamou para substituir uma professora de geografia, em licença maternidade, e nunca mais deixei de dar aulas.”

Em março de 1990, Dimas soube que a ETE FMC estava precisando de um professor de física e realizou sua inscrição, em busca da vaga. Contratado pelo então diretor de ensino, Pedro Sérgio Monti, ele passou a dividir sua jornada de trabalho entre escolas de Pedralva, Santa Rita e São José do Alegre e obteve uma evolução incrível em sua carreira.

Em agosto do mesmo ano, a diretoria da instituição soube que o então professor de física era também um experiente desenhista de projetos arquitetônicos e o convidou para ensinar desenhos técnicos. Mesmo sem muita experiência em ilustrar circuitos, parafusos e componentes, Dimas tornou-se um dos professores mais perfeccionistas que a instituição já viu e virou uma lenda entre os alunos. Através do uso de tinta nanquim, papel vegetal e de muita, mas muita paciência, os alunos aprendiam com ele as técnicas para desenvolvimento de projetos precisos.

Nos anos seguintes, além de lecionar na ETE FMC e em outras escolas da região, o professor ainda encontrou tempo para se formar em matemática, física, ciências, química e em docência em ensino superior. Neste último curso, teve a oportunidade de desenvolver um trabalho sobre a vida de Sinhá Moreira, o que lhe causou uma enorme realização pessoal: “Me senti muito feliz de poder conhecer um pouco mais da criadora da instituição em que trabalho. Nunca me realizei tanto quanto na execução de um trabalho como esse.”

Sempre com muita disposição, Dimas ia e voltava para Pedralva todos os dias, até que sua esposa, Anatália, foi também contratada para lecionar na ETE FMC e eles puderam se mudar, definitivamente, para Santa Rita do Sapucaí. “Sem o apoio da minha esposa, eu não teria conseguido” – emociona-se Dimas ao contar da importância de sua família na sua vida pessoal e profissional.

A partir de 2000, a ETE FMC passou por diversos desafios e nosso homenageado teve papel fundamental para se tornar o que é hoje. Naquele ano, uma enchente havia destruído boa parte da estrutura física e dos equipamentos da instituição e coube a seus colaboradores ampararem o querido Padre Raul em sua reconstrução. “Quando reformamos o auditório, o Padre Raul me disse que gostaria muito de ver o restante da escola novinho de novo também. Nesse momento, eu disse que iríamos conseguir realizar este projeto e passei a auxiliá-lo nessa difícil missão.” Após a assinatura de convênio firmado com o Proep, Dimas ficou encarregado de gerar um documento com todas as propostas arquitetônicas para reforma da instituição e, desde então, tornou-se o engenheiro responsável pela escola. “Lembro que o Padre Raul se emocionou muito quando finalizamos a reforma do bloco 90. Aquilo foi para ele motivo de grande alegria.”

Assim falou Magda Costa, assessora de Formação Comunitária e professora, sobre a atuação do professor Dimas: “Eu admiro muito a cumplicidade que o Dimas tem para com a nossa escola, não somente em sua área. Sempre presente tanto no setor administrativo quanto no educacional, lembro que quando precisamos criar uma planta para a escola, ele fez todo o trabalho sem cobrar um único centavo. Também faz-se necessário dizer que, com temperamento moderado, Dimas tem um papel muito importante como conciliador dentro da instituição. Em resumo, eu o considero um ser humano imprescindível para termos como colega de trabalho e um profissional imprescindível para o sucesso de nossa instituição.”

(Carlos Magno Romero Carneiro)

EPTV: Estudantes de Santa Rita do Sapucaí criam protótipo para locomoção de deficientes visuais

Acompanhe a matéria da EPTV veiculada dia 12 de abril sobre o protótipo desenvolvido por estudantes da ETE FMC que pode revolucionar a forma de locomoção de deficientes visuais:
Clique aqui para ver a matéria

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ASSINE O EMPÓRIO DE NOTÍCIAS

ASSINATURAS PARA FORA DE SANTA RITA: R$ 55,00 ANUAIS

SÉRIE - FOTOS ANTIGAS DE POUSO ALEGRE

Obelisco Comemorativo do Centenário de Pouso Alegre.

Relíquias descobertas no Livro do Tombo de nossa Paróquia

Há alguns meses, realizamos uma pesquisa no Livro do Tombo de Nossa Paróquia e tivemos contato com uma série de relatos importantes sobre a história de nossa cidade. Apesar de não ser o livro mais antigo, já que o primeiro desapareceu da igreja, estes documentos são também muito interessantes e contêm informações importantes sobre o cotidiano local, desde 1920. Acompanhe, a seguir, alguns relatos interessantes feitos por nossos párocos:
Santa Rita do Sapucahy – 10 de maio de 1920 – Vigário João Calazans Nogueira

“A Matriz é nova e ainda não foi concluída, possui boa construção de tijolos, porém o assoalho está muito estragado. Além da Matriz tem a Igreja Nossa Senhora Aparecida. Nessa Igreja existe apenas o altar-mor, com uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. A igreja é de construção antiga, feita de madeira e ameaça ruína. Já a igreja de São Benedito, encontra-se em construção. Em outubro de 1919, adquiriu-se uma bela imagem de Nossa Senhora do Rosário, doação do Cel. Francisco Andrade e de sua esposa Dona Elisa Moreira Andrade. Em dezembro, adquiriu-se uma nova imagem do Divino e um presépio novo. Também ladrilhou-se a Matriz e fez-se o passeio da frente.”
26 de junho de 1928 – Documento assinado pelo Presidente da Câmara Cel. Francisco Moreira

“Estando ameaça ruir, a Igreja da Aparecida desta cidade, há necessidade de ser demolida. Por este motivo, venho em nome da Câmara Municipal solicitar demolição da mesma. A Câmara utilizará uma pequena área ocupada pelo terreno para alargamento da praça do mercado. Em troca, se propõe a doar uma área maior na Praça da Santa Casa para construção de uma nova igreja.”
8 de setembro de 1938 – Inauguração da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

“No dia 8 de setembro de 1938, com a presença dos Padres Pedro Samuel Cintra, Salustio Áreas, Augusto de Carvalho e do Monsenhor Calazans, ocorreu, às 8 horas da manhã, a bênção da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, do “Hospital Antônio Moreira da Costa”. Um monumento de piedade erigido naquela “Casa de Caridade” pela Irmã Maria Geraldo, Superiora do Hospital. Na ocasião, o Rev. Vigário e o Dr. Elpídio Costa fizeram carinhosas observações à Irmã Maria Geralda e congratularam os santarritenses por aquele esplêndido melhoramento.”

28 de março de 1939 - Morte do Maestro Bernardino Baudino

“No dia 18 de março, faleceu em Santa Rita o ilustre Maestro Bernardino Baudino. Homem de raras virtudes, benquisto de todos. Sua morte foi motivo de grande consternação. Católico fervoroso, exemplar chefe de família e dedicado para as coisas de Deus, o Maestro foi um verdadeiro amigo. Nossa paróquia deve a ele muitíssimos favores já que sempre serviu, com a maior boa vontade, quando os serviços de canto e de música pediam sua colaboração. No dia 18 de março ocorreu na Matriz sua missa de corpo presente e quem oficiou a cerimônia foi o Mons. Calazans.”

Entre 1940 e 1941 - Aparelho de eletroacústica e carrilhão elétrico para a Matriz

“O Vigário instalou na Matriz este importante melhoramento, que muito compete para o brilhantismo do culto e facilitará a pregação da palavra de Deus. O aparelho em apreciação foi montado pelo técnico de Rádio, Sr. Felipe Contatori, auxiliado pelo Sr. Mário Baudino, moços inteligentes de Santa Rita. O equipamento consta de 4 auto falantes na torre, 4 no interior da igreja, 1 na sacristia; microfones no altar, no centro da igreja, no púlpito e no coro. A caixa de controle foi instalada na sacristia.”
22 de maio de 1943 – Festa de Santa Rita em benefício da Construção do Hospital Antônio Moreira da Costa

“Com desusado brilhantismo, realizou-se, em 22 de maio, a Festa de Santa Rita e seu saldo foi revertido à construção do Hospital Antônio Moreira da Costa. Foi festeiro o Doutor Edmundo Prado Moreira que se esforçou de uma maneira extraordinária, au-xiliado por diversas comissões.”
 
Asilo dos Pobres de Santa Rita

“O Pároco de Santa Rita, dirigindo atualmente a ‘Sociedade Filantrópica Santarritense’, organizou uma comissão afim de levantar junto à Vila dos Pobres socorridos pela sociedade, um Asilo de Inválidos, Casa de Direção, Capela, Refeitório, 3 celas para as Irmãs, farmácia, etc. A comissão ficou assim constituída: Presidente Cel. Francisco Moreira da Costa, Secretário Con. José Augusto de Carvalho, Tesoureiro João Luiz Vilela. Organizada a Comissão, iniciou-se a construção do primeiro pavilhão, planta do arquiteto José de Andrade e Silva. A construção deste prédio ficou a cargo de Odoni de Marchi por Cr$ 128.500,00, em 4 prestações.”
Imagem de Santa Rita e Urna

“No domingo de Páscoa, ocorreu uma solenidade extraordinária que marcou a recepção solene da ‘Urna com a imagem de Santa Rita morta’, vinda de Cássia, na Itália, para a comemoração de seu V Centenário. A imagem, confeccionada na Itália, foi feita em madeira, fac símile da urna com Santa Rita morta, em Cássia. Trouxemos também um hábito que, por exceção especial, fora colocado no corpo de Santa Rita, tornando-se uma preciosa relíquia. Juntamente com a imagem, foi adquirida uma preciosíssima relíquia “ex-assibus” conforme a autenticidade que será transcrita neste mesmo livro, mais à frente. Durante a solenidade, o povo foi convidado a buscar a imagem e a relíquia na Fazenda do Challet, propriedade da Família Moreira.”
 
Resultado do Recenseamento geral de 1960 (Oficial)

População da cidade         8.864
População rural                 9.858
Total                                18.322
População de Bela Vista  3.300


Santa Rita do Sapucaí – março de 1965 - Mulher que matou sete filhos

“Parece coisa de jornal e de cidade grande mas, infelizmente, aconteceu em Santa Rita. Neste episódio, não faltaram os boatos e também as reportagens. Aqui estiveram alguns repórteres, dentre eles de ‘O Jornal’ em 19 de janeiro de 1965, do Rio de Janeiro, com alguns senões, mas com a verdade. A coisa nasceu com as visitas das Legionárias da Legião de Maria, que vieram a descobrir que, na saída da cidade, na rua dos Marques, chegou-se a este absurdo incrível de matar sete filhos à medida em que foram nascendo. Eles foram sepultados no roçado onde trabalhava, na fazenda do senhor Olavo Marques. As autoridades tomaram providências ao nosso pedido e descobriram a verdade. O Promotor de Justiça, Joaquim de Araújo Porto, solicitou ao delegado regional, Dr. Décio Guerzoni, e aqui estiveram alguns investigadores. Ela confessou que fez aquilo por medo. Aos vinte e quatro anos, temia a reação dos pais e, disfarçando seu estado, a criança nasceu. Ela então a matou e a sepultou. Desde então, procedeu da mesma forma com os demais filhos. Ela estava à espera do oitavo.

A polícia constatou que a mulher, aparentemente, nada tem de anormal. Para eles, foi um ato de ignorância total. Ela é analfabeta e rude, tal como seus pais. Foram encontrados 4 corpos, de ambos os sexos. Segundo contam os legistas, algumas foram supultadas ainda com vida. Atualmente, ela conta com 34 anos de idade.”
22 de março de 1968 – Visita do Presidente da República

“Visitou Santa Rita, por algumas horas, o Presidente da República, Arthur Costa e Silva, para inauguração da Escola Técnica de Eletrônica e para paraninfar a primeira turma de engenheiros da Escola Técnica de Telecomunicações. A cidade, ricamente ornamentada, recebeu festivamente S. Excia., não faltando a presença dos escolares.”

(Por Carlos Magno Romero Carneiro)

Oferecimento:

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ESPAÇO - CORPO E MOVIMENTO

Conheça Santa Rita do Sapucaí através de dados coletados pelo Censo do IBGE

Nesta edição, analisamos os dados obtidos através do último censo do IBGE para traçar um panorama geral da cidade. Através destas informações, foi possível compreender como anda o nível de vida da população, seu fluxo financeiro, os índices de educação e analfabetismo, além da produção e economia local.
População

Segundo o Censo realizado pelo IBGE em 2010, Santa Rita do Sapucaí possui uma população de 37.754 habitantes, ocupa uma área de 352m² e tem uma densidade demográfica de 106,96 habitantes/km². Dentre a população que vive no município, 86% vive na zona urbana e 14% na zona rural. Ao contrário do que muitos acreditam, a população masculina é idêntica à feminina. De acordo com a estatística, o índice de analfabetismo entre os habitantes com mais de 15 anos é de 8,6% (2.512 habitantes não sabem ler ou escrever). Vale ressaltar que, dessa proporção de analfabetos, 2.063 fazem parte de um grupo formado por pessoas acima de 40 anos, o que demonstra que a educação tem sido cada vez mais efetiva no município. Para efeito complementar, o número de eleitores é de 25.588.

Unidades Domésticas

Quanto ao número de domicílios, o IBGE apontou que Santa Rita do Sapucaí possui 11.255 unidades domésticas. Deste número, 70,9% dos domicílios são formados por estruturas em que o homem (7.559 chefes de família) é o único responsável pelo sustento do lar. Em 29,1% dos casos, mais de uma pessoa trabalha fora.

Das unidades domésticas santarritenses, o IBGE avaliou que 83,8% possuem saneamento básico adequado; 7,5% possuem saneamento semi-adequado e 8,5% possuem saneamento i-nadequado (65% na zona rural).
Rendimentos familiares
A pesquisa feita pelo IBGE constatou que, se somarmos o rendimento de cada um dos trabalhadores e dividirmos pelo número de moradores das casas, a renda será de R$ 637,00 por pessoa. Deste número, o rendimento médio para o homem seria de R$1.240,00 e da mulher de R$ 852,00. O Instituto também avaliou a renda mensal de acordo com as raças dos entrevistados e detectou que o salário médio do branco é de R$ 1.189,00; do negro R$ 719,00; do pardo R$ 757,00; do amarelo R$ 1.558,00 e do indígena R$ 632,00. Em relação ao índice de pobreza local, de acordo com o mapa de desigualdade gerado pelo IBGE em 2003, o número de pobres no município chega a 20,49%.

Sobre as condições infantis em Santa Rita, levando-se em conta crianças com 0 a 5 anos, a pesquisa detectou que 11,9% delas vivem em lares com saneamento inadequado (Esse número caiu 5% desde 2000); 10,6% possuem pais ou responsáveis analfabetos (De 2000 para cá esse número caiu 7%).  Saúde
Os dados do IBGE, levantados em 2009, apontaram que a cidade possui 23 estabelecimentos no setor de saúde, dos quais, 12 deles, são ligados à rede pública (todos municipais). Em relação aos 11 estabelecimentos privados, 8 possuem fins lucrativos e 2 são ligados ao SUS. No geral, 14 são ligados ao Sistema Único de Saúde. Ao todo, Santa Rita possui 66 leitos. Em relação aos equipamentos hospitalares, os dados apontados ficaram defasados, já que o Hospital Antônio Moreira da Costa i-naugurou, no ano passado, um Centro de Diagnóstico por Imagem.

Instituições Financeiras

Em 2010, o IBGE levantou uma amostragem das Instituições Financeiras do município e avaliou que, nas 6 instituições financeiras da cidade, as operações de crédito chegaram a 188 milhões de Reais. Já a Poupança, movimentou cerca de 91 milhões e 300 mil Reais.

Frota do Município

A última análise, realizada em 2010, divulgou que a frota de Santa Rita do Sapucaí era de 7.643 automóveis, sendo: 362 caminhões, 13 tratores, 881 caminhonetes, 322 camionetas, 56 micro-ônibus, 3.200 motocicletas, 343 motonetas, 64 ônibus, 34 veículos utilitários e 173 veículos de outros tipos. No total, a cidade contabilizava cerca de 13.091 veículos. A média era de aproximadamente 1 veículo para cada 3 ha-bitantes.
Índice das empresas

Em 2009, Santa Rita tinha 1.615 unidades empresariais, sendo 1.561 a-tuantes. Desse número, 11.422 pessoas estavam empregadas, dentre elas. 9.253 de maneira formal.

Pecuária

De acordo com os dados coletados sobre a pecuária municipal, a cidade possui, aproximadamente, 22 mil cabeças de gado. Já o rebanho de equinos é de 700 cabeças e de bubalinos 30 cabeças. Para quem não sabia que em Santa Rita criavam-se Cabras, o censo levantou que existem 200 cabeças delas na cidade. Já os porcos, chegam a 1.700 cabeças. Em relação ao rebanho de Galos, frangas, frangos e pintos os exemplares chegam a 80 mil cabeças. Gali-nhas são 23 mil e codornas 300.

Produção de leite, ovos e mel

O IBGE também avaliou a produção leiteira no nosso município e detectou que, das 11.857 vacas ordenhadas, a produção leiteira chega a 17.489 litros de leite. Já produção de ovos de galinha alcança uma estimativa anual de 132 mil dúzias. Ovos de codorna totalizam 2 mil. A produção de mel de abelha na cidade é de cerca de 7.000 quilos. A produção de lã é de 20 quilos por ano.
Estatísticas de registro civil

O número de nascimentos por ano, segundo o último censo, foi de 486 crianças em 2010. O número de óbitos foi de 210 pessoas e o número de casamento 160. O número de separações foi de 15 e o número de divórcios 33.

Lavoura

Números interessantes foram apontados sobre a produção da lavoura em Santa Rita. Os produtos locais são banana (648 toneladas – 592 mil Reais – 81 hectares), Café (6.700 toneladas – 33 milhões e 700 mil Reais – 6.980 hectares), Figo (36 toneladas – 49 mil Reais – 12 mil hectares), Goiaba (12 toneladas – 24 mil Reais – 3 hectares), Limão (28 toneladas – 61 mil Reais – 4 hectares), Maracujá (70 toneladas – 85 mil Reais – 7 hectares) e Tangerina (30 toneladas – 25 mil Reais – 3 mil hectares). Sobre a produção temporária no município, o censo avaliou que são cultidados arroz (78 toneladas – 98 mil Reais – 30 hectares), Batata (400 toneladas – 359 mil Reais – 20 hectares), Cana de Açúcar (5.000 toneladas – 240 mil Reais – 100 hectares), Feijão (125 toneladas – 217 mil Reais – 82 hectares), Mandioca (1.280 toneladas – 1 milhão e trezentos mil Reais – 32 hectares) e Milho (1.100 toneladas – 300 mil Reais – 200 hectares).

Educação

Pesquisas do IBGE apontaram que o número de matrículas em 2009 para o Ensino Fundamental foi de 5.873 alunos, com 297 professores. Desse número, 2.148 fizeram suas matrículas na rede pública municipal. As matrículas para o Ensino Médio foram de 1.132 alunos (sendo 580 para escolas privadas), com 72 professores. No pré-escolar, o número de matrículas foi de 785, sendo 683 para escolas municipais. O número de professores para a pré-escola foi de 51.

Oferecimento:

Santarritense destaca-se ao prestar serviços de limpeza em móveis e estofados

 Há cerca de um ano, Cosme decidiu montar seu próprio negócio e, após estudar as possibilidades do mercado, optou pela prestação de serviços de limpeza residencial. Sua intenção era oferecer algo que ainda não existisse na cidade e, por este motivo, especializou-se na limpeza de sofás, carpetes, colchões, móveis e estofados automotivos. “Muitas pessoas não sabem, mas este tipo de limpeza é fundamental para famílias que buscam uma vida saudável e uma residência livre de fungos e germes. A gente não vê, mas a poeira fica acumulada com muita facilidade em superfícies porosas, o que pode ocasionar uma série de doenças.” – conta Cosme.

Segundo nos contou o microempresário, além dos cuidados com a saúde, os efeitos de seu trabalho são também estéticos, uma vez que os móveis renovam a aparência e parecem ter saído da loja.

O tempo de limpeza de um sofá varia de duas a cinco horas, mas o resultado vale qualquer esforço. Já a secagem, leva de três horas a um dia, de acordo com as condições do móvel, mas funciona como uma espécie de proteção invisível ao estofado.
Ao ser procurado pela equipe do Empório de Notícias, Cosme contou que uma grande quantidade de clientes têm contratado seus serviços e que é preciso agendar sua visita com certa antecedência. Para isso, basta entrar em contato pelo número 9216 3755 ou 9918 0483. “Também temos equipamentos especiais para limpeza de toldos, quintais, vidros, além de realizarmos desentupimento de pias. É sempre bom ter nosso telefone por perto, porque realizamos uma grande quantidade de serviços” – ressaltou Cosme.

LEONI FAZ SHOW EM SANTA RITA - ENTRADA É UM LITRO DE LEITE

Fabricante Boeing em fase de aproximação com empresas mineiras

Entre as concorrentes na licitação de pelo menos US$ 4 bilhões do programa FX-2, do Ministério da Defesa, a gigante americana Boeing – fabricante do F-18 Super Hornet – inicia nesta terça-feira a prospeção de empresas mineiras para integrar a cadeia de mais de 22 mil fornecedores em todo o mundo. Até quinta-feira, uma equipe de nove profissionais da fabricante de aeronaves vai visitar 12 empresas mapeadas previamente pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do estado.

“São principalmente empresas do setor metalmecânico e algumas na área de materiais”, afirma o superintendente de desenvolvimento empresarial da Fiemg, Sérgio Lourenço. Durante encontro com o empresariado mineiro realizado nessa segunda-feira na sede da federação, a Boeing apresentou seu interesse em firmar parcerias locais. “O nosso foco está na identificação de oportunidades e verificação de competências como forma de integrar a indústria brasileira à cadeia de fornecedores de suprimentos”, afirmou o gerente de desenvolvimento da multinacional, Brian Beyrouty.

A licitação do governo brasileiro prevê a compra de 36 caças para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Entre as exigências que as concorrentes devem atender está a manutenção de conteúdo nacional dos caças e transferência de tecnologia. Por isso a importância de buscar empresas brasileiras com potencial para atender a demanda. “As fabricantes precisam ter um trabalho próativo de mapeamento como forma de fortalecer sua posição no processo de negociação com o governo”, pondera Lourenço.

Foi exatamente o que o consórcio Rafale International, formado pelas companhias francesas Dassault Aviation, Thales e Snecma, fez há quase um ano, quando assinou acordos com empresas mineiras e com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para o treinamento de pessoal e transferência de tecnologia aeronáutica. A disputa ainda inclui a Sueca Saab, fabricante do Gripen NG.

Fonte: Estado de Minas

Programa de Incubação de Santa Rita do Sapucaí é exemplo nacional

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio de Santa Rita do Sapucaí recebeu no dia 22 de março o prefeito de Pará de Minas, José Porfírio de Oliveira Filho. A visita teve por objetivo conhecer o Programa Municipal de Incubação Avançada de Empresas de Base Tecnológica – PROINTEC, a Incubadora Municipal de Empresa “Sinhá Moreira” e o Condomínio Municipal de Empresas “Ruy Brandão. A Prefeitura de Pará de Minas está estudando, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes MG) e com o apoio técnico do INATEL, a possibilidade de implantação de uma Incubadora Municipal na área de tecnologias assistidas.

“Eu vejo que as incubadoras são verdadeiras fábricas de fábricas. E mais que isso, são instrumentos de amparo e incentivo aos empreendedores que podem fazer suas ideias se transformarem em produtos e serviços em um ambiente com toda infraestrutura adequada para entrar no mercado com força e solidez”, disse  o prefeito de Santa Rita do Sapucaí, Paulo Cândido da Silva. O prefeito completa que os frutos dessa conquista já são colhidos no município. “Espero que outras cidades sigam o exemplo de sucesso do nosso APL, que tem como uma das bases de sustentação o Programa Municipal de Incubação Avançada de Empresas de Base Tecnológica. O trabalho feito pela Sectes é imprescindível para o fomento da indústria tecnológica no Estado de Minas Gerais”, finaliza Paulo Cândido.

Participaram da visita o prefeito de Pará de Minas, José Porfírio de Oliveira Filho, o secretário Municipal de Planejamento de Santa Rita do Sapucaí, Jurandyr de Faria Leitão, o secretário Municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio, Pedro Sérgio Monti,  e dos representantes da Sectes Osmar AleixoFilho, coordenador dos Arranjos Produtivos Locais de Eletroeletrônicos e Software, e Leonardo José Teixeira, analista técnico.