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sexta-feira, 13 de abril de 2012

ETE FMC homenageia José Dimas Lopes

Nascido em Pedralva, José Dimas Lopes passou toda a infância e adolescência trabalhando na lavoura, antes de enveredar pelo mundo acadêmico. Aos 7 anos, o menino já ajudava seu pai a tirar leite das vacas, já tratava dos animais na propriedade rural de sua família e cortava a cana produzida para alimentação do gado.
Na juventude, quando começou a cursar faculdade de Engenharia Civil, na vizinha Itajubá, Dimas conta que continuou trabalhando na roça em seu tempo livre e que sempre ajudava o seu pai nos finais de semana.

Ao se tornar engenheiro, o futuro professor rumou para São Paulo em busca de novas oportunidades e passou a trabalhar em uma construtora. Nesse período, ajudou a construir 42 sobrados, até ser convidado para voltar à sua terra natal.

Dimas retornava a Minas, três anos depois, com a nobre missão de construir o prédio da Prefeitura de Pedralva e foi nesse período que lecionou pela primeira vez: “Foi tudo por acaso. Um amigo me chamou para substituir uma professora de geografia, em licença maternidade, e nunca mais deixei de dar aulas.”

Em março de 1990, Dimas soube que a ETE FMC estava precisando de um professor de física e realizou sua inscrição, em busca da vaga. Contratado pelo então diretor de ensino, Pedro Sérgio Monti, ele passou a dividir sua jornada de trabalho entre escolas de Pedralva, Santa Rita e São José do Alegre e obteve uma evolução incrível em sua carreira.

Em agosto do mesmo ano, a diretoria da instituição soube que o então professor de física era também um experiente desenhista de projetos arquitetônicos e o convidou para ensinar desenhos técnicos. Mesmo sem muita experiência em ilustrar circuitos, parafusos e componentes, Dimas tornou-se um dos professores mais perfeccionistas que a instituição já viu e virou uma lenda entre os alunos. Através do uso de tinta nanquim, papel vegetal e de muita, mas muita paciência, os alunos aprendiam com ele as técnicas para desenvolvimento de projetos precisos.

Nos anos seguintes, além de lecionar na ETE FMC e em outras escolas da região, o professor ainda encontrou tempo para se formar em matemática, física, ciências, química e em docência em ensino superior. Neste último curso, teve a oportunidade de desenvolver um trabalho sobre a vida de Sinhá Moreira, o que lhe causou uma enorme realização pessoal: “Me senti muito feliz de poder conhecer um pouco mais da criadora da instituição em que trabalho. Nunca me realizei tanto quanto na execução de um trabalho como esse.”

Sempre com muita disposição, Dimas ia e voltava para Pedralva todos os dias, até que sua esposa, Anatália, foi também contratada para lecionar na ETE FMC e eles puderam se mudar, definitivamente, para Santa Rita do Sapucaí. “Sem o apoio da minha esposa, eu não teria conseguido” – emociona-se Dimas ao contar da importância de sua família na sua vida pessoal e profissional.

A partir de 2000, a ETE FMC passou por diversos desafios e nosso homenageado teve papel fundamental para se tornar o que é hoje. Naquele ano, uma enchente havia destruído boa parte da estrutura física e dos equipamentos da instituição e coube a seus colaboradores ampararem o querido Padre Raul em sua reconstrução. “Quando reformamos o auditório, o Padre Raul me disse que gostaria muito de ver o restante da escola novinho de novo também. Nesse momento, eu disse que iríamos conseguir realizar este projeto e passei a auxiliá-lo nessa difícil missão.” Após a assinatura de convênio firmado com o Proep, Dimas ficou encarregado de gerar um documento com todas as propostas arquitetônicas para reforma da instituição e, desde então, tornou-se o engenheiro responsável pela escola. “Lembro que o Padre Raul se emocionou muito quando finalizamos a reforma do bloco 90. Aquilo foi para ele motivo de grande alegria.”

Assim falou Magda Costa, assessora de Formação Comunitária e professora, sobre a atuação do professor Dimas: “Eu admiro muito a cumplicidade que o Dimas tem para com a nossa escola, não somente em sua área. Sempre presente tanto no setor administrativo quanto no educacional, lembro que quando precisamos criar uma planta para a escola, ele fez todo o trabalho sem cobrar um único centavo. Também faz-se necessário dizer que, com temperamento moderado, Dimas tem um papel muito importante como conciliador dentro da instituição. Em resumo, eu o considero um ser humano imprescindível para termos como colega de trabalho e um profissional imprescindível para o sucesso de nossa instituição.”

(Carlos Magno Romero Carneiro)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ETE FMC homenageia Cecília Pedroso Barbosa

Maria Cecília Pedroso Barbosa nasceu em São Paulo, mas passou toda a infância e adolescência em Pouso Alegre. Sua vinda para Santa Rita do Sapucaí, aconteceu em 1969, quando se matriculou no curso de Engenharia Operacional, do recém criado Inatel. Naquele mesmo ano, conheceria seu esposo na faculdade, um aluno chamado Navantino que viria se tornar um dos professores mais lendários da ETE FMC.

Em 1972, Navantino trocou a disciplina de Ele-tricidade por outra matéria, e foi substituído por sua futura esposa. Desde então, com apenas 22 anos, Cecília lecionou a diversas personalidades locais, dentre elas: os professores Wander, Carlos Godoy, Geraldo Gil, Tadeu e os empresários, Souza da Linear e Max.

Depois de 4 anos convivendo com termos como indutância, ressonância e outras nomeclaturas complicadas, Cecília pediu dispensa para dar a luz ao seu filho e, como ele passou por algumas intervenções cirúrgicas delicadas, acabou se afastando por 14 anos da instituição. Nesse meio tempo, tornou-se catequista da Paróquia local, vocação que acabou favorecendo para que ela viesse novamente lecionar na ETE FMC.

Em 1991, o Padre Sefrin se preparava para implantar a disciplina de ensino religioso na ETE FMC e convidou Cecília para assumir as aulas. Com um posicionamento voltado para valores religiosos gerais, a professora não tardou a conquistar a admiração dos estudantes. “Até hoje, quando eu estou na rua, ainda sou cumprimentada pelos antigos alunos, que dizem ter gostado das minhas aulas. Isso me deixa muito contente.”
Dez anos depois, com o surgimento de uma disciplina chamada “Fundamentos de Cidadania”, a experiente professora foi escalada para assumir esta cadeira e ajudou a escola a implementar um projeto de formação integral. “A idéia era incentivar o relacionamento interpessoal e desenvolver o raciocínio lógico através de jogos.” – conta.

Nos anos seguintes, algo muito interessante passou a acontecer na vida de Cecília: além de seu marido e ela darem aulas na escola, seu filho também foi aprovado no processo seletivo e passou a estudar na instituição. Depois, foi a vez dos três filhos de sua empregada também se formarem na ETE FMC. Atualmente, sua neta está no terceiro ano do curso técnico. “A ETE é uma continuação da minha casa. Meu projeto de vida é me aposentar aqui, o que deverá acontecer em quatro anos.”

Atualmente, Cecília atua como Orientadora Educacional do segundo e do terceiro ano. Com muita sensibilidade e carinho pelos alunos, sua missão é orientá-los na solução de seus problemas, auxiliá-los na formação de grupos de estudo e estabelecer uma ponte entre os pais e professores.

Padre Guy Jorge Ruffier, Diretor da ETE FMC, assim falou sobre uma de suas colaboradoras mais antigas: “O cargo que a Cecília ocupa é essencial em nossa proposta de educação. Diariamente, chegam a ela os mais variados desafios que afligem alunos, professores e pais e, para isso, é necessário muita delicadeza e firmeza – atributos que ela tem de sobra. Eu a vejo como uma pessoa muito prestativa, fiel e pontual. Ela parece ser uma  pessoa bem reservada e que trabalha sempre em silêncio, sem fazer alarde. Muito estimada pela comunidade acadêmica, sua missão junto à instituição já dura quase uma vida, o que é motivo de grande gratidão para todos nós.”

quarta-feira, 28 de março de 2012

ETE FMC homenageia Mury, uma peça fundamental no sucesso da escola

Natural de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Carlos Mury soube da ETE FMC por acaso. Já formado no Ensino Médio, ele queria estudar eletrônica e, ao ouvir dizer que a escola de Santa Rita era a que mais exigia do aluno, resolveu conferir. “Quando cheguei em Santa Rita, passei no vestibular do Inatel e no Processo Seletivo da ETE, mas optei pela escola de eletrônica porque queria algo mais rápido e que me desse a oportunidade de colocar a mão na massa” – conta Mury.

Segundo conta o professor de empreendedorismo da ETE FMC, outro fator relevante para ter vindo estudar na ETE foi o fato da escola oferecer bolsas de estudo: “O fato de ter ganhado bolsa foi muito importante porque eu não tinha condições de me manter.”

Mais velho que os alunos que costumavam se matricular na escola, Mury lembra que não conse-guiu se adaptar entre os adolescentes do alojamento da instituição e que preferiu se mudar para uma república de estudantes do Inatel.

Ao se formar na ETE, o rapaz se mudou para Foz do Iguaçu, onde atuou como técnico na Companhia Furnas Centrais Elétricas. Em seguida, trabalhou por algum tempo para o Bradesco, no Rio de Janeiro, até decidir que chegara a hora de fazer Inatel. “Como eu já conhecia a faculdade de engenharia de Santa Rita, decidi voltar e estudar por aqui.”

Em junho de 1986, Mury foi convidado pelo professor Pedro Sérgio para lecionar eletrônica digital na ETE. Como a matéria era uma das mais complexas, não demorou para que o nosso professor fosse visto como exigente pelos alunos e ganhasse fama de “ferrador”. “Não era eu. A disciplina é que era braba...”

Nos anos seguintes, o professor conquistou a admiração de alunos, professores e funcionários e tornou-se peça fundamental nas decisões tomadas pela escola. Por 10 anos, Mury ofereceu suporte à área pedagógica, além de ajudar a implantar o curso de manutenção em equipamentos biomédicos. Outra contribuição do educador foi na integração das aulas práticas às teóricas, projeto que realizou com a participação dos professores Rômulo, Sérgio Bertoloni e Antônio Marcos. “Com este trabalho, algumas matérias se fundiram e a prática foi unida à teoria numa só disciplina. Isso não foi obra exclusivamente nossa, mas ajudamos bem nesse processo.”

Ao ser questionado sobre sua impressão a respeito da ETE FMC, Mury foi bem enfático: “Em termos de formação, não existe escola igual. O grande barato da ETE é a variedade de perfis. As múltiplas culturas, classes sociais e pontos de vista tornam essa institui-ção especial. Para mim, o legal daqui é justamente essa integração.” O professor também conta que quis que suas filhas estudassem na ETE por conta dessa experiência: “Minha filha queria fazer teatro mas, ainda assim, eu quis que ela fizesse ETE para aprender a estudar, absorver novas culturas e ter essa formação que considero incrível.”

Alexandre Loures Barbosa, Diretor Pedagógico da ETE FMC fala sobre a importância de Mury para a ETE FMC: “Ele sempre foi um grande colaborador nos momentos mais difíceis da instituição. Não importava qual fosse a necessidade, ele sempre procurou dar o apoio necessário. Nos tempos de Projete, o Mury recebe os alunos fora do horário de trabalho, ou mesmo em sua empresa, para dar orientação e tem demonstrado um carinho impressionante pela escola. Vale ressaltar que, por muitos anos, ele foi o responsável pelo CEDEN (Centro de Desenvolvimento de Negócios) e prestou grandes serviços para trazer novas tecnologias para dentro das salas de aula. Além disso, foi peça fundamental na implantação do Curso Técnico em Equipamentos Biomédicos, repetindo o que já havia feito com o Curso Técnico em Informática. Muitas pessoas não sabem, mas uma boa parte dos kits didáticos que utilizamos por aqui foram feitos por ele, sem cobrar absolutamente nada. Como assessor técnico pedagógico, criou normas e documentos para a Projete e, ao se tornar responsável pelas aulas de sistemas digitais, organizou toda uma orientação para o sucesso do curso. Em resumo, o professor Carlos Mury é uma das pessoas mais importantes e especiais com que a escola teve o privilégio de contar.”
(Carlos Magno Romero Carneiro)

sexta-feira, 23 de março de 2012

ETE é premiada na maior feira de Ciências e Engenharia do Brasil

O simples fato de participar da Febrace 2012 - X Feira Brasileira de Ciências e Engenharia - já seria orgulho para qualquer um. Afinal, de1500 projetos inscritos, inclusive com grupos de outros países, apenas 325 foram selecionados a expor suas invenções no Campus da USP, de 12 a 17 de março. A ETE FMC, entretanto, foi a escola com maior número de projetos selecionados (cinco), e ainda foi agraciada com 10 dos principais prêmios da campetição.
 
O Professor Fábio Carli Rodrigues Teixeira esteve presente na exposição e contou um pouco sobre o desempenho da ETE: “A participação da ETE FMC é sempre muito produtiva porque os projetos que criamossão absolutamente inovadores. Para mim, a interação de nossos alunos com outros grupos também é algo enriquecedor porque tomamos contato com produções científicas da América inteira. Com esta oportunidade, pudemos aprender mais sobre metodologia de projetos e documentações, o que poderá aprimorar a próxima edição de nossa feira. O que eu sinto é que a Projete sempre teve como foco o desenvolvimento de produtos para o mercado e essa experiência da Febrace pode ser fundamental para obtermos uma visão mais científica. Mais do que produtos, geramos conhecimentos e isso é muito importante para o desenolvimento do “Vale da Eletrônica.”
 
Conheça os grupos participantes da Febrace e os prêmios conquistados:

1) VID

Visão interativa para Deficientes
Alunos: J. Eduardo de Oliveira, Luana
Pereira Vaz de Lima, Welington Borsato
Rodrigues.
Orientador: José Manoel Medeiros.
Coorientadora: Lourdes Costa
Prêmios conquistados pelo grupo:
- Prêmio Febrace 2012
Primeiro Lugar em Engenharia
- Prêmio UNESCO
- Prêmio Mostratec 2012
- Prêmio Internacional: Yale Science
& Engineering Association Inc.
- Prêmio IBM - Prêmio Destaque –
Um Futuro mais Inteligente
- Prêmio IEEE – Institute of Electrical
and Electronics Engineers) e PES
(Power and Energy Society)
- Prêmio da Secretaria dos Direitos da
Pessoa com Deficiência do Estado de
São Paulo

2) C.A.P.P.O. – Controle Automático
de Pressão para Prótese Ortopédica
Alunos: Ana Jéssica Marques Leite,
Karine Roland Amorim, Ravelli Franco
Bernardo.
Orientadores: Fábio Carli Teixeira,
Álvaro Figueiredo e José Manoel Medeiros.
Coorientadora: Lourdes Costa
Prêmios conquistados pelo grupo:
1) Prêmio Internacional: Yale Science
& Engineering Association.Most
Outstanding Eleventh Grade Exhibiwww.
etefmc.com.br - ete@etefmc.com.br - (35) 3473 3600
t in Computer Science, Enginee-ring,
Physics, or Chemistry

3) SMART GLOVE – Protótipo de
Tradução da Linguagem Brasileira

de Sinais (LIBRAS) em Texto
Alunos: Anna Katharina Tweilsiek,
Bruno Reis de Castro, Guilherme Rafael
Pereira da Silva.
Orientador: Fábio Carli Teixeira e
José Manoel Medeiros
Coorientadora: Lourdes B. Costa
Prêmios conquistados pelo grupo:
1) Prêmio da Escola Avançada de
Engenharia Mecatrônica (EAEM) –
Politécnica da USP
2) Prêmio da Secretaria dos Direitos
da Pessoa com Deficiência do Estado
de São Paulo

4) HOME CLEAN

Ana júlia Andare Morais, Tales de
Paiva e Walef Roberto Carvalho
Orientador: Fábio Carli Teixeira
Coorientadora: Lourdes Costa

5) COMMUNICCAR
Alunos: Bruno Moreira Fernandes
Mendes, Marcos Henrique Bontempo
e Pedro Henrique Silvério.
Orientador: Fábio Carli Teixeira
Coorientadora: Lourdes Bernadete

Oferecimento:

sexta-feira, 16 de março de 2012

ETE FMC homenageia Dinho, um profissional completo

 Se perguntarmos na ETE FMC por um funcionário chamado Aildo Bernardes da Fonseca, pode ser que ninguém saiba quem é. Por outro lado, se dissermos o seu apelido – Dinho – não há quem não conheça esse profissional que trabalha na escola desde 1977.

De origem humilde e simples, Dinho trabalhava na lavoura, em Bela Vista, quando  seu primo deixou um emprego na ETE para entrar para o quartel e ele ocupou a sua vaga. Sua chegada aconteceu aos 19 anos, quando passou a atuar como office-boy durante o dia e a estudar contabilidade à noite. “Nesse período eu também trabalhava na cantina. Era minha função fazer o café e servir os professores.”

Ao terminar o Curso de Contabilidade, o rapaz passou a trabalhar na secretaria de manhã (onde rodava provas em um mimeógrafo a álcool, montava apostilas e realizava outros serviços burocráticos). No período da tarde, atuava na biblioteca, ao lado de Dona Lourdes. “Nessa época, eu pouco saía da escola. Por nove anos eu morei na ETE. No começo, fiquei no alojamento com os alunos. Depois passei um período na residência dos jesuítas. Só deixei de morar aqui quando me casei” – lembra Dinho.

Quando Pedro Sérgio Monti assumiu a diretoria de ensino, Dinho foi convocado a encarar um novo desafio: organizar o almoxarifado da escola. “O Vale da Eletrônica estava começando e muitas empresas vinham até aqui pedir equipamentos emprestados. Chegou um momento em que a escola já havia perdido o controle e me chamaram para colocar ordem no departamento e criar um sistema de requisições.”

Sempre atento ao que acontecia ao redor e com uma curiosidade incrível, Dinho via Paulo Souza e o Padre Furusawa realizarem a manutenção dos equipamentos. Aos poucos, ele foi aprendendo uma nova especialidade. “Em 1996, o Paulo aposentou e eu passei a realizar a manutenção elétrica e eletrônica dos aparelhos – sob orientação do professor Rômulo Volpato. Realmente, comecei a gostar muito do que fazia. Sou fascinado por eletrônica.”

Em 2000, a pedido do Padre Raul, Dinho se matriculou na ETE FMC e realizou o curso técnico, no período noturno. Para ele, foi uma oportunidade de comprovar tudo aquilo o que havia aprendido na prática e atualizar seus conhecimentos teóricos.

Após 35 anos de trabalho, Dinho afirma que se sente muito feliz em fazer parte do grupo: “Eu me sinto muito realizado por trabalhar na ETE. Passei a maior parte da minha vida aqui e vejo que, de alguma forma, faço parte da história de uma Instituição que mudou o país. Para mim, é motivo de grande orgulho ver que meus dois filhos estudaram aqui e que, hoje, estão tão bem encaminhados na vida. O Gustavo fez técnico e acaba de formar no Inatel. Já a Poliana, fez o ETE Ensino Médio e hoje cursa administração na FAI. Que pai não se sente realizado com isso?”

Ao ser questionado sobre as mudanças que viu na ETE, em mais de 3 décadas de serviços prestados, Dinho afirma que as mudanças são sempre para melhor: “Eu me admiro em ver como o Pe. Guy, o Alexandre e o Ialdo estão sempre traba-lhando por nosso alunos. A competência deles é algo que me chama muito a atenção.”

Esse ano, Dinho irá se aposentar. Contente com a missão cumprida, o colaborador diz que ainda há muito a fazer e pede forças para continuar: “Eu peço a Deus que me dê saúde porque eu não quero parar de trabalhar. Não há nada me-lhor do que ser útil a todos.”

Padre Guy Ruffier, Diretor da ETE FMC, fala sobre este grande colaborador: “O Dinho é uma pessoa que teve a garra e a força de vontade para deixar a cultura agrária e se capacitar para vencer na vida. Autodidata, podemos contar com sua colaboração para qualquer função. Seja hidráulica, eletricidade e até construção, ele faz de tudo. É um funcionário multifacetado. Já o vi trocar vidros, consertar carros e dar manutenção em equipamentos, com uma habilidade incrível. Dinho é, realmente, um profissional completo.”

(Carlos Magno Romero Carneiro)

sexta-feira, 9 de março de 2012

ETE FMC homenageia Professor Márcio, membro da uma tradicional família de Educadores

Vindo de uma família de educadores

Um dos mais antigos professores da ETE FMC, Márcio Magalhães vem de uma família cuja tradição em educação estende-se por muitas décadas. Seu pai, professor Francisco Magalhães, foi mentor e um dos fundadores da FAI (Faculdade de Administração e Informática), além de ter lecionado por cerca de doze anos na Escola Técnica de Eletrônica.

Com um currículo de fazer inveja, Márcio iniciou seus estudos no renomado Colégio Santo Antônio, de Belo Horizonte. Em seguida, fez Engenharia Elétrica na UFMG; Pós-graduação em Matemática na FEPI; Pós em Qualidade e Produtividade na Unifei e Mestrado em Engenharia da Produção, também na Unifei. Atualmente, está realizando um doutorado em Administração em Montevidéu (Uruguai).

Contratado no dia 25 de fevereiro de 1985 pelo então Diretor de Ensino – José Geraldo de Souza – Márcio falou sobre a satisfação de lecionar na ETE: “Para mim é um grande prazer dar aulas aqui, devido ao alto grau de competência dos professores, colaboradores e alunos. Nesses 27 anos, nunca pedi licença ou afastamento. Até mesmo nos momentos mais delicados, como nos 8 anos em que dirigi a FAI, ou quando realizava meu Mestrado, procurei não deixar o cargo.  Trabalhar aqui me engrandece muito.”

Quando perguntamos sobre os princípios que norteiam sua vida acadêmica, o mais antigo professor de Matemática da ETE (em atividade) lembrou de uma frase de seu saudoso pai: “Ninguém tem a obrigação de ser rico, mas sim de ser honesto, humilde e útil para a sociedade.” Sobre as passagens felizes, Márcio falou sobre os bons momentos vividos na sala dos professores: “É um ambiente de descontração, coleguismo e troca de experiências. Algo que me deixa muito feliz é quando vejo que uma boa parte dos professores foram meus alunos, aqui mesmo nesta escola.”

Sobre os momentos tristes, Márcio se recordou do falecimento dos Padres Raul Laranjeira e José Carlos de Lima Vaz. Também se recordou do professor Paulo César Moreira (PC) e do aluno Sólon (falecido em 1996).

“Fico realmente lisonjeado por fazer parte dessa Instituição tão conceituada, séria e que preserva os valores morais e religiosos. Mesmo sabendo que, no imenso oceano formado pelos colaboradores dessa instituição, em todas as épocas, sou apenas um grão de areia, tenho verdadeiro orgulho de fazer parte desta história.”
Padre Guy Ruffier SJ, Diretor Geral da ETE, fala sobre o nosso homenageado: “Márcio é um grande educador. Filho de um dos mais notáveis professores de Santa Rita, ele é absolutamente devotado aos princípios que norteiam a escola. Para nós, ter alguém com seu gabarito é somente motivo de orgulho e grande satisfação.”

(Carlos Magno Romero Carneiro)

quinta-feira, 1 de março de 2012

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Sonho de Dona Lourdes é completar 50 anos de serviços prestados à ETE FMC

A história de Maria de Lourdes Duarte de Souza se confunde com a própria trajetória da ETE e sua incrível memória nos transporta para os primórdios da Instituição. Ela se recorda que, ainda criança, brincava no aterro do local onde seria erigida a escola e que chegava a brigar com as outras crianças para segurar a sombrinha de Sinhá Moreira, enquanto ela avaliava a obra.

“Quando eu completei 14 anos meu pai morreu e procurei Dona Sinhá para pedir emprego. Como era muito nova, Sinhá pediu para que eu a procurasse quando tivesse maioridade e foi o que aconteceu. Quando fiz 19 anos, ela já estava em tratamento de um câncer, na cidade do Rio de Janeiro e foi preciso eu enviar uma carta. Por conta disso, muitas pessoas brincam que minha carteira de trabalho foi assinada pela própria Sinhá Moreira, mas quem me contratou foi o Dom Vaz” – lembra Dona Lourdes.

No dia 1 de agosto de 1963, a moça foi contratada para ser bibliotecária, mas fazia os mais variados trabalhos. Como a situação da escola ainda era muito precária, Lourdes realizava a faxina, aguava as plantas, atendia os alunos e ainda atuava como secretária do Padre Vaz. “Eu era tão criança que, na construção do auditório, descia escorregando pela rampa lisa. Dom Vaz achava graça”.

Nos 10 anos seguintes, Dona Lourdes dividiu sua jornada de trabalho entre o setor administrativo e a biblioteca, e teve a oportunidade de presenciar alguns dos momentos mais importantes da história da cidade: “Nas reuniões, eu datilografava com uma Hampton que produzia 10 cópias carbono de uma só vez. Quando errava, era preciso começar tudo de novo. Me lembro bem quando os professores Nogueira Leite e Fredmark, junto com o Doutor Quina e outras autoridades, chegaram aqui para apresentar o projeto de criação do Inatel. A ETE era tão pobre que, quando o Padre Vaz pediu para eu servir algo para eles beberem, tive que ir ao Bebatron (barzinho dos alunos) comprar alguns ‘Ki-Sucos’ e servir os copos americanos em uma bandeja de balança. Eu derramava tudo. Foi um desastre...” – conta.

Para a bibliotecária, os momentos mais importantes da escola aconteceram durante as comemorações de 25 e 50 anos de fundação. Segundo conta, seu sonho era estar presente no jubileu de ouro da instituição. Como isso já aconteceu, prolongou seu projeto de vida para mais alguns anos e hoje torce para completar 50 anos de serviços prestados, o que acontecerá no ano que vem. “Para mim, a ETE é como uma filha que vi nascer, crescer e se tornar essa “belezura” que vemos hoje. Meu filho até brinca que dou mais atenção à escola do que à família, mas foi aqui que consegui conquistar tudo o que eu tenho. Tenho grande orgulho de trabalhar aqui”.

Em dado momento, perguntamos sobre como anda a escola atualmente e ela falou sobre a convivência com todos: “Eu já contei para o Alexandre Barbosa e para o Ialdo que eles são mais do que meus chefes. Eu os considero meus verdadeiros amigos. Quando o Padre Guy chegou, confesso que tinha certo medo dele. Com o tempo, percebi que aquela sua franqueza era sua maior qualidade e nos tornamos grandes amigos também. Esta equipe de diretores é, realmente, muito especial”.

Padre Guy, Diretor Geral da ETE FMC, fala sobre sua funcionária mais antiga com bom humor e carinho: “A Dona Lourdes me lembra a Rainha de Sabá. É como uma abelha rainha aqui da escola. Acho impressionante como ela sempre sabe onde está tudo. Sua simpatia é outra característica que me chama a atenção. O que eu espero é que ela não somente complete 50 anos conosco, como permaneça aqui por muitos anos ainda. Em nome da ETE FMC, eu agradeço sua doação e seus inestimáveis préstimos”.
(Carlos Magno Romero Carneiro)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ETE FMC homenageia Dona Lazinha, sua colaboradora há 27 anos

Existem pessoas que passam por nossas vidas, convivem anos conosco e que, muitas vezes, nem nos damos conta de que suas ações têm influência direta sobre nossas vidas. Sempre disposta a ajudar, Lazara Marcelino é uma dessas criaturas e sua nobre missão é cuidar com carinho daqueles que vieram a Santa Rita para praticar o bem e transformar a educação de milhares de jovens.

Com 27 anos de trabalho na ETE FMC, Lazinha é a governanta da residência dos Jesuítas, mas muitos funcionários, alunos e professores ainda não a conhecem. Com um zelo imenso pelos Padres que administram a instituição, esta valiosa colaboradora lava, passa, cozinha, costura, faz compras e ainda cuida da limpeza. Sua rotina começa às sete e quinze da manhã, quando chega para preparar o café, e termina às três e quinze da tarde, ao terminar os últimos afazeres. “Até como enfermeira eu trabalho quando é preciso. É muito gratificante poder ajudar. Sou apaixonada pela minha profissão” – confidencia a jovem senhora de 59 anos.

Para Lazinha, existem muitos momentos especiais vividos dentro da escola que ajuda a cuidar. A governanta confidenciou que as ocasiões que mais gosta acontecem quando ela viaja com os funcionários para cidades turísticas, participa de retiros espirituais ou quando a escola promove festinhas em comemoração ao seu aniversário. Sobre um momento feliz de sua vida, recorda de algumas passagens: “Eu sempre quis ter uma bíblia, mas nunca tive a oportunidade de comprar. Quando o Irmão Carriello me presenteou com uma, achei aquele gesto muito bonito. Minha felicidade também foi grande quando o Padre Sefrin realizou o casamento de minha filha. Aquele momento foi inesquecível.”

Quando perguntamos sobre a convivência com os Padres, Lazinha afirmou que é algo muito enriquecedor, uma vez que seu crescimento vai além da profissão: “Eu aprendo muito com eles sobre a vida e sobre a espiritualidade. Lições assim a gente carrega para sempre. A amizade que tenho por eles é tão grande que sinto muito quando alguns vão embora, como foi o caso dos padres Sefrin, Villa, Ramón e Teixeira. De tudo, o que mais me marcou foi quando os Padres Raul e Vaz ficaram doentes. Eu e o Irmão Salvador tomávamos conta deles e aquilo me deixava muito comovida”. Lazinha também diz que sua ligação é tão forte com a profissão que até quando está em casa pensa nas suas tarefas: “Quando chegam minhas férias minha cabeça fica aqui, mas entendo que é preciso descansar”.

Assim descreve Padre Guy Jorge Ruffier SJ, Diretor da ETE FMC, sobre nossa homenageada: “Dona Lazinha é uma pessoa muito fiel, pontual e discreta. Valorizo muito sua capacidade de conviver e lidar com pessoas de idade, portadoras de hábitos já cristalizados. O fato de ser muito religiosa faz dela alguém muito familiar a nós todos. Fico muito feliz com esta homenagem a ela”.

(Carlos Magno Romero Carneiro)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Conheça um pouco da trajetória da querida professora Célia Amaro

Amor pela educação

Célia Amaro Bernardes Savino atua como professora há 47 anos. O início da sua carreira aconteceu em uma escola rural da Cachoeirinha e, desde então, nunca mais parou. Sua chegada na ETE FMC aconteceu em 1981, a convite do Padre Raul: “Ao substituir uma professora de Geografia, ele insistiu para que eu lecionasse, mas eu disse que ficaria apenas dois meses. Estou aqui até hoje!”.

Depois de 31 anos trabalhando na ETE, Célia Amaro deu aula a praticamente todos os atuais professores da ETE FMC: “Antônio Marcos, Mury, Alexandre, João Taero... foram todos meus alunos”.

Em todo esse tempo, muitos fatos pitorescos marcaram sua carreira. Em um deles, durante a Festa de Santa Rita, notou que um aluno havia virado a noite na gandaia e pegou no sono durante a sua aula. Quando a aula terminou, a professora de Geografia acabou esquecendo do menino e fechou a sala. Só de noite foi que ela se lembrou e pediu para o senhor Joaquim abrir a sala.

Ao perguntarmos sobre o momento mais feliz na carreira desta grande professora, ela contou que foi ser ao escolhida paraninfa do Ensino Médio da ETE, em 2010. “Para mim foi uma alegria muito grande ter sido lembrada, depois de tanto tempo. Eu já havia sido paraninfa em outros colégios em que lecionei, mas aqui foi a primeira vez”.

Sobre o momento mais triste, ela recorda-se do falecimento do Padre Raul: “Eu participei de suas duas gestões e tínhamos uma grande amizade. Como ele gostava muito de computadores, toda vez que encontrava algo novo sobre Geografia, queria que eu visse. Senti muito a sua morte”.

Com toda essa energia, Célia Amaro não parou no tempo e procurou se especializar em diversas áreas. No decorrer da carreira, formou-se em Geografia, Pedagogia e Direito e lecionou em diversas faculdades: “Lecionei Direito e Geografia em São Lourenço, Itajubá e Pouso Alegre. Também fui diretora da Escola Estadual Sinhá Moreira” – conta.

Apesar de já estar aposentada pelo Estado, a professora diz que trabalha por gostar e confidencia: “É aqui na ETE que eu me realizo e dou significado à minha vida. Eu amo o que faço”.

Para Célia, é motivo de muito orgulho ver seus alunos passarem nos vestibulares e, para isso, procura estar sempre atualizada. “Precisamos colocar o aluno no contexto e, para isso, é nossa obrigação estar sempre por dentro do que acontece no mundo. Quando chegam os exames do ENEM, alguns até brincam que quem criou a prova fui eu. Isso me dá orgulho!”.

A esta querida professora, que educou centenas ou talvez milhares de jovens nesses 31 anos de carreira, toda a nossa estima e admiração. Que estes anos dedicados à educação se estendam e que ela colecione ainda muito mais histórias e conquistas em sua tão profícua carreira. Em nome de todos os alunos, ex-alunos, professores, diretores e funcionários da ETE FMC, o nosso muito obrigado!
 (Carlos Magno Romero Carneiro)

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