quarta-feira, 12 de junho de 2013

Professor e alunos da FAI se destacam em curso realizado na COPPE, no Rio de Janeiro

O professor da FAI, Vinícius Montgomery e os alunos da Equipe Xeque-Mate, campeã mineira e terceira colocada nacional do Desafio Sebrae -2012, participaram do Curso Universidade, Inovação e Empreendedorismo no Brasil, realizado na Coppe (Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). O curso, ministrado entre os dias 03 e 07 de junho, faz parte da premiação do Desafio Sebrae 2012.

No curso, foi apresentada uma nova metodologia de análise estratégica de empresas inovadoras, chamada Canvas. A metodologia, criada por Osterwalder (Business Model Canvas), complementa a montagem do Plano de Negócios para analisar a viabilidade de se criar empresas, especialmente aquelas ligadas à Economia Criativa. A Economia Criativa envolve a produção de riqueza intangível e a venda de produtos/serviços associados a essa riqueza.

O Professor Montgomery e os alunos, Anderson Minoru Sasaki, Felipe Pereira de Souza, Paulo Henrique Martins, Renan Rodrigues Ramos e Rodrigo Alves Oliveira do Nascimento, conheceram a Incubadora da Coppe-UFRJ e participaram de uma oficina, usando a técnica do Canvas e a avaliação de atributos de valor de empresas. Nos dois últimos dias a equipe Xeque-Mate participou de Jogos de Empresas e apresentou o projeto do jogo criado por eles desde que abraçaram a ideia de participar do Desafio Sebrae.

O curso foi coordenado pelo professor Dr. Cláudio D´Ipollito, mas teve participação de outros professores e pesquisadores da Coppe. Durante conversa com o professor responsável pelo curso, o professor da FAI foi convidado para dar uma palestra e apresentar, juntamente com o aluno Paulo Henrique Martins, os projetos de 2011 e 2012. Eles também fizeram uma explanação do jogo de empresas que pretendem desenvolver para este ano. A palestra foi apresentada aos professores da área de jogos da Coppe e resultou no interesse de parceria entre a FAI e a UFRJ.

Montgomery aproveitou a oportunidade para convidar o coordenador do Curso para visitar Santa Rita do Sapucaí e fazer uma oficina na FAI, envolvendo essas novas técnicas de empreendedorismo e a Economia Criativa. De acordo com o professor da FAI, o Dr. Cláudio D´Ipollito se prontificou a vir à cidade e disse que está à disposição da FAI. “Dr. Cláudio elogiou a garra e o empenho da equipe Xeque-Mate e dos professores orientadores que conseguiram chegar tão longe com a participação no Desafio Sebrae. Recebemos elogios também da responsável pelo setor de educação do Sebrae-MG, Cacilda Maria de Almeida, e da responsável pelo Desafio Sebrae Nacional, Lídia Henrique do Nascimento, que nos convidaram a participar de novos projetos do Sebrae já disponíveis no site da entidade.”

Para o Diretor da FAI, José Cláudio,
o Desafio Sebrae continua proporcionando excelentes desdobramentos. “Penso que professores, alunos e coordenadores dos cursos envolvidos devem levar em frente a ideia do Professor Vinícius de trazer o Professor Dr. Cláudio D´Ipolitto para uma atividade em Santa Rita do Sapucaí coordenada pela FAI.”


Além do professor da FAI e da Equipe Xeque-mate, participaram do curso, também, professores do Paraná e Pará, Coordenadores dos Sebraes estaduais, Coordenadora do Sebrae Nacional e os campeões nacionais e internacionais do Desafio Sebrae 2012.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Harlem Shake Santa Rita do Sapucaí

Vídeo revela novo craque de Santa Rita - Veja as jogadas incríveis do garoto

Leucotron realiza ações em prol do Meio Ambiente

A semana do meio ambiente nunca passa em branco na Leucotron, empresa de soluções em telecomunicações, localizada em Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica. Com o conceito “Semana Consciente: apenas o começo de uma nova postura”, a empresa criou uma campanha incentivando seus colaboradores e parceiros a realizarem pequenas ações que, sem muito esforço, são capazes de iniciar a construção de novos hábitos mais positivos. 

Em um cartaz, também transformado em e-mail marketing e banner na intranet da empresa, a Leucotron convidou todos a levarem equipamentos eletrônicos que não são mais usados nas suas casas para que a empresa fizesse a coleta. O material arrecadado será doado para o Projeto de Lixo Eletrônico da Cas@ Viva, do Inatel, Instituto Nacional de Telecomunicações. Essa etapa foi associada também ao Dia do Eletrônico, celebrado em 05 de junho, junto ao Dia do Meio Ambiente. 

Para o dia 06 de junho, Dia do Verde, todos foram convidados a vestir camisetas verdes, para homenagear a natureza e se unir em prol do movimento. Outras ações propostas foram dividir o carro com amigos e colegas em prol do meio ambiente e o reaproveitamento dos copos de plástico usados para beber café e água. 

Para Valéria Celloto, coordenadora de Recursos Humanos da Leucotron, ao invés de muitas dicas, a empresa optou pelos atos que, ao menor esforço das pessoas, possam gerar o impacto significativo, tanto na preservação do meio ambiente quanto na conscientização coletiva. “O engajamento da equipe foi fantástico”, ressalta. 

No dia 05, também foi enviado aos colaboradores, clientes e parceiros o e-mail marketing abaixo, com uma analogia entre a tecnologia que nos cerca atualmente e a natureza. A peça foi criada pela agência de publicidade Idea, de Pouso Alegre.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

OPINIÃO: Asfaltar a "Rua da Pedra" pode trazer grandes melhorias ao município

Há muito tempo as pessoas comentam sobre um possível asfaltamento da Rua Antônio Telles (conhecida como Rua da Pedra). Sempre que esse assunto vem à tona, muitos se posicionam de forma favorável, enquanto outros são contrários à realização da obra. O principal motivo dessa polêmica é que alguns moradores acreditam que o apelido decorra do fato do calçamento ser constituído por pedras, o que não é verdade (vide imagem abaixo).
Antenor Pinto de Almeida, prefeito entre 1962 e 1964,
realiza o calçamento da Rua da Pedra.
O termo "Rua da Pedra" é muito antigo. Data de uma época em que a saída da cidade ainda era pela região de Natércia e Heliodora. A rua que contorna o morro do cruzeiro foi criada para fazer conexão entre uma ponta a outra da freguesia, em um local imune às constantes enchentes. Nessa época, existia uma enorme pedra nas redondezas da Rádio Difusora (a mesma rocha que desponta na lateral do morro do cruzeiro, nas terras do Sr. Claiton), que precisou ser destruída. Daí o apelido, Rua da Pedra.

Assim como a Rua da Pedra conectava o município no passado, acontece o mesmo nos dias de hoje. A péssima qualidade do calçamento, entretanto, dificulta o acesso e impede que o trânsito para regiões como a Vila Operária, Centro Empresarial e Nova Cidade aconteça de forma mais rápida e confortável. Caso seja asfaltada aquela via pública, haverá um desafogamento da Avenida Frederico de Paula Cunha, responsável pelo acesso rápido entre o centro e uma boa parte das indústrias e residências. Outro ponto positivo é que a geografia do local faz com que não exista cruzamentos, o que torna a pista mais segura. 

Para os moradores da Rua Antônio Telles, receber um novo calçamento incluiria uma série de benefícios que poderiam contemplar, até mesmo, uma grande valorização dos imóveis que ali estão. Outros beneficiados poderiam ser os moradores dos bairros da Rádio, Vila Operária e da zona rural, caso o asfaltamento chegasse ao vintém, local que já abriga cerca de 150 residências.

Quando tal iniciativa for acontecer, uma boa sugestão seria criar um folheto informativo para mostrar aos moradores a verdadeira história da rua e os diversos benefícios da obra. Haveria, também, a necessidade de sinalizar muito bem o local, aplicar faixas para pedestres, lombadas e outros recursos para regular a velocidade dos veículos. Entendemos, desta forma, que tal velocidade deva ser controlada, não pela ultrapassada característica da pista, mas por recursos de trânsito aplicados em outras partes do município.

Para finalizar, argumentamos que, em grandes centros e capitais, o que faz um local ser considerado longe ou perto é a facilidade de acesso e locomoção. Nas grandes metrópoles, a distância pouco importa, caso exista uma pista em boas condições e fluxo moderado de veículos. Guardadas as devidas proporções, esta seria uma iniciativa interessante para nossa cidade.

(Carlos Romero Carneiro)

Oferecimento:

Sérgio Gonçalves e sua curiosa coleção de corujas

Ao adentrar a residência do renomado dentista, Sérgio Gonçalves, notei que aquele local tinha algo diferente. Corujas, muitas corujas, de todos os tamanhos e formas, espalhadas por toda parte. Logo que chegamos, ele e sua esposa, Maria Tereza, começaram a nos mostrar algumas peças. A mais rara, feita em madeira, estimada em cerca de 150 anos, foi doada pelo Doutor Walter Telles.
Sérgio conta que o primeiro exemplar da coleção que passa de 1200 corujas, foi presente de uma cliente, há mais de 20 anos. Ao presenteá-lo com uma coruja em pedra sabão, a senhora contou que aquele era o símbolo da sabedoria e o dentista procurou saber mais sobre sua simbologia.
De lá pra cá, centenas de amigos já o presentearam com diferentes exemplares e ele já comprou outros tantos. “Não tem surpresa. Quando recebo alguma caixinha de presente, já sei que dentro dela só pode ter uma corujinha. Eu fico muito contente com isso porque quando as pessoas viajam, veem uma coruja à venda e sempre trazem pra mim. Recebo, pelo menos, uma por mês. Tenho exemplares de diversas partes do mundo. Cada coruja tem a sua história e me faz lembrar do amigo que me presenteou.” O último presente que recebeu foi um abridor de cartas em forma de coruja, há cerca de 15 dias.
No escritório que Sérgio mantém nos fundos de casa, as prateleiras estão repletas de corujas. Há e-xemplares de todas as cores, cada um mais criativo que o outro. “Difícil é limpar, mas sou auxiliado por minha esposa e por minhas filhas – Daniela e Marina.” Ele também conta que até tentou contratar uma faxineira, mas que a moça era supersticiosa e recusou o convite. “Ela disse que trazia mal agouro e não voltou mais”.
Apesar de ser apaixonado pelo bicho, Sérgio diz que não compraria uma coruja empalhada ou viva. Enquanto seu menor exemplar tem cerca de 1cm, o maior tem pouco mais de meio metro. “Coleção é cachaça. Você começa e não para mais.”
Ao ser perguntado se tinha a intenção de vender a coleção algum dia, o dentista foi categórico em dizer que não. “Cada peça simboliza a lembrança de um amigo. Jamais vou me desfazer de algo tão valioso.” A intenção de Sérgio é montar uma grande estante na entrada de seu consultório e deixar em exposição para clientes e amigos. 

Oferecimento: Drogaria Santa Rita

sexta-feira, 7 de junho de 2013

As primeiras divisas de Santa Rita do Sapucaí (Por Neco Torquato Villela)

Antes do surgimento do povoado de Santa Rita, as terras hoje pertencentes ao nosso município foram partes de outras freguesias mais antigas. As divisas estabeleceram-se primeiramente com a construção da capela e elevação do povoado a freguesia, e se firmaram como são hoje, desde o início do sec. XX.
No sec. XVIII, as terras à direi-ta do rio Sapucaí, onde está a sede do nosso município, pertenciam a Campanha, uma das freguesias mais antigas do sul de Minas, criada em 1752. Posteriormente, com a criação da paróquia de Santa Catarina, atual Natércia, no ano de 1822, estas terras passaram a pertencer a Natércia.

Entre os anos de construção de nossa capela, em 1825, e a elevação do povoado de Santa Rita a freguesia, em 1839, estabeleceram-se os espigões da serra da Manoela como nossa fronteira com Natércia. Em 1848, a resolução no. 358 estabelece o córrego Capituvinha como marco limítrofe entre Santa Rita e Pedralva.

Garimpando nos arquivos da Cúria Metropolitana de Pouso Alegre, fiz alguns apontamentos de trechos de documentos, que i-lustram toda essa sistemática do estabelecimento de nossas primeiras divisas: 

- Em 1816, o Alferes José Vieira da Fonseca, declarou no processo de dispensa matrimonial de sua filha, ser morador de Campanha, “onde vive em suas terras, às margens do Sapucaí-Guaçu”.

- Sete anos depois, em 1823, o mesmo Alf. José Vieira declara-se, em processo de matrimônio de outra filha, ser morador de Santa Catarina, “onde vive de sua lavoura, às margens do Sapucaí”.

- Já no ano de 1834, o Alf. José Vieira declara-se, em processo de matrimônio de um vizinho, ser morador da capela de Santa Rita da Boa Vista, “no Pouso do Campo, onde vive de sua lavoura”.

Curioso notar nesses apontamentos que o Alf. José Vieira da Fonseca, no período de 18 anos, declarou-se morador de três localidades diferentes, sem jamais ter deixado sua residência, em suas terras às margens do Sapucaí, terras estas pertencentes, hoje, ao nosso município, no bairro do Pouso do Campo.


Oferecimento: Depilivre

Confira os últimos acontecimentos do Colégio Tecnológico Delfim Moreira

Clique na imagem para abrir.

Conselho Nacional trata lei do piso salarial do magistério

Acontece agora na sede do Consed, reunião sobre o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que trata da lei do piso salarial do magistério público brasileiro.
Fonte: Postado por Mônica Flores, no Facebook.

Santa-ritense é integrado ao elenco profissional do Fluminense

O atacante Robert Kennedy, de apenas 17 anos, nascido em Santa Rita do Sapucaí, é o mais novo integrante do elenco profissional do Fluminense, atual campeão brasileiro. Com a iminente saída de Wellington Nem para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o jogador, uma das grandes apostas das categorias de base do clube, passou para o time principal após uma rápida passagem pelos juniores.
Robert Kennedy
O clube carioca confirmou a informação na tarde de terça-feira (4) por intermédio do Twitter e o técnico Abel Braga se mostrou empolgado com a decisão. O comandante recebeu recentemente boas recomendações de Alexandre Gallo, técnico da seleção sub-17. “O Kennedy vai ficar direto conosco. Ele está fazendo tratamento nas Laranjeiras e não volta mais para a base”, disse o treinador do Fluminense.
Atualmente, Kennedy se recupera de uma pubalgia nas Laranjeiras. No último Sul-Americano Sub-17, o atacante foi o principal destaque do Brasil com seis gols marcados. Peça-chave também na conquista da Al Kass Internacional Cup Sub-18 pelo Fluminense no início do ano, o jogador renovou seu contrato em março com o clube das Laranjeiras. O atual compromisso do jogador santarritense vai até fevereiro de 2016.
Com informações Globo Esporte

Hyundai I30 2.0 16V 145cv (Impecável) - 2011

Hyundai I30 2.0 16V 145cv (Impecável)

Preço: R$43.990

Hyundai i30 2.0 16V 145cv

- Ano/Modelo: 2010/2011
- Cor: Prata
- Câmbio: Mecânico
- Completo + Banco de Couro
- Único dono
- Todas as revisões feitas em concessionária
- Pneus novos - 6 mil km de uso
- 54 mil km rodados
- 100% lacrado, sem nenhum retoque.
- Carro de asfalto, muito novo. Vale a pena conferir.

Motivo da venda: troca por veículo 0 km.

Itens: Air Bag, Alarme, Ar condicionado, Ar quente, Banco do motorista com ajuste de altura, Bancos de Couro, Computador de bordo, Controle automático de velocidade, Desembaçador traseiro, Direção hidráulica, Encosto de cabeça traseiro, Freio ABS, Limpador traseiro, Rádio e CD Player, Retrovisores elétricos e rebatíveis eletricamente, Rodas de liga leve 17", Travas elétricas, Vidros elétricos, Chave canivete, Volante com regulagem de altura e profundidade, Controle de som no volante

Possui: Manual do proprietário, Chave reserva. Estepe nunca rodou. Revisado sempre em concessionária, com garantia. Carro em ÓTIMO estado de conservação, com pneus novos Goodyear.

Detalhes do veículo

  • Categoria:
    Carros
  • Modelo:
    Hyundai i30 2.0 16V 145cv 5p Mec.
  • Ano:
    2011
  • Quilometragem:
    54.500
  • Combustível:
    Gasolina
  • Câmbio:
    Manual

Localização

  • Município:
    Santa Rita do Sapucaí
  • CEP:
    37540-000
  • Código do anúncio:
    17479933

Christina Pontes, pioneira da Dança do Ventre em Rondônia, é a convidada do Papo News desta semana

Christina Pontes é mineira de  Santa Rita do Sapucaí. Conforme narra no programa, o primeiro contato com dança foi com o estilo moderno e contemporâneo, na Paraíba, mas foi em Santo André, no ABC Paulista, que iniciou seu aprendizado sobre dança do ventre e toda cultura árabe e egípcia. A paixão pela dança e pela cultura se desenvolveu ainda mais ao aprofundar conhecimentos na dança oriental. Christina Pontes teve aulas em varias escolas da região ABC paulista, tendo sua formação profissional na capital paulista com sua participação em diversas conferências internacionais de dança do ventre, com a presença de profissionais de diversos países tais como: U.S.A, Egito, Líbano, Argentina, Turquia. Seu intercâmbio com expressivos profissionais da dança no Brasil, também aprofundou seus conhecimentos em outros estilos de danças como a cigana, a havaiana, a indiana e a dança tribal.
Pioneira no Estado de Rondônia na arte da dança do ventre, Christina Pontes fundou em Porto Velho a Academia Arte Sagrada, 1995, tendo seu nome consagrado pelo trabalho realizado em diversos eventos culturais.
Esteve recentemente representando Rondônia em um evento de danças orientais em Manaus, com participação especial, participou de um ciclo de conferências e em Toledo, no Paraná, também representando o estado. Participou do evento cultural de danças árabes, Concurso de Dança do Ventre, no qual ficou em primeiro lugar, dançando no evento com o cantor Tony Mouzayec e Dhunia Amar.
Christina Pontes já realizou vários eventos em Porto Velho. Anualmente promovia festas árabes, em diversos locais, e nestes últimos cinco anos tem feito espetáculos em teatro, realizando o I, II, III, IV, V e VI Espetáculo de Danças Oriente e Tribal da Cia Christina Pontes de Danças, além de dois espetáculos sobre a cultura cigana.
Não perca, o Papo News com a professora, dançarina e coreógrafa Christina Pontes, pioneira da Dança do Ventre em Rondônia, é nesta sexta-feira, às 10:30 horas na Record News, canal 58, e no sábado, às 12:30 horas, na TV Candelária, canal 11, com transmissão via satélite para todo o estado. Apoio cultural da Santo Antônio Energia.

Fonte: Sérgio Mello

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ele sobreviveu a acidentes, cuidou da segurança das comunicações do Presidente Lula e agora vive aqui

Nascido em 1955, Dilno Pereira Lopes tomou conhecimento de Santa Rita do Sapucaí, por acaso. Como era um dos melhores alunos de um cursinho, em Piracicaba, o adolescente foi enviado para prestar vestibular no Inatel para promover a instituição que cursava e passou em 1º lugar. A decisão de estudar aqui só foi tomada ao ser convidado a conhecer os laboratórios. “Eu nunca tinha visto nada parecido. Eles tinham grande quantidade de equipamentos que eu nem imaginava que existiam.” 
Ao chegar em casa, o pai de Dilno concordou em bancar os estudos no 1º ano. Do 2º em diante, ele teria que se virar. “Como ainda não existia o crédito educativo, eu consertava rádios, restaurava alto-falantes e dava aulas particulares. Depois de algum tempo, montei um som potente e começaram a nos chamar para animar as festas. O pessoal da república adorava, porque podia comer e beber de graça.”

Em setembro de 1974, em uma das viagens que fez, na volta de casa, a bordo de um ônibus da Transul, um fato mudou para sempre a vida do estudante. Enquanto seguia viagem, o veículo chocou-se com um trem e apenas 3 dos 11 passageiros sobreviveram: Dilno, Diomar e Dair. “Eu não me lembro de nada. Só sabia que era a quarta vez que eu escapava da morte. Antes, sobrevivi a dois afogamentos e a um acidente de carro.”

Dilno conta que, ao retornar a Santa Rita, centenas de pessoas passaram a visitá-lo e a República Ku-Kum-Ká passou por um momento de prosperidade: “A hospitalidade dos santa-ritenses é uma coisa extraordinária. As pessoas me mandavam frutas, bolos, sopas, sucos e tortas. Eu recebi inúmeras visitas e me senti querido pela população.”

Assim que se formou no curso operacional, começou a lecionar no Sinhá Moreira, já que o então professor Manoel Colchette havia tirado licença. Nesse período, conheceu sua futura esposa, Marilda Nassar, que cursava o 3º ano colegial, no período noturno. Ao chegar ao último semestre do curso de Complementação, Dilno passou a lecionar em Campinas e, com a verba extra, deu até para comprar um TL, conhecido como Baratão.

Em 1978, o engenheiro se casou e passou a trabalhar na multinacional japonesa NEC, em São Paulo. Quatro anos depois, foi admitido no CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) e participou da criação de 3 gerações de centrais telefônicas com tecnologia nacional. 
Em 2003, Dilno foi convidado por um antigo colega de trabalho a se tornar Coordenador Geral de Telecomunicações da Presidência da República. Aos 48 anos e com uma carreira estável, o que o motivou a aceitar o desafio foi a intenção de fazer parte de algo realmente importante ao Brasil. “Nessa hora, lembrei-me dos acidentes dos quais havia sobrevivido e entendi a oportunidade como uma missão traçada por Deus para mim. Ao assumir o cargo, os equipamentos eram muito obsoletos. Um dos meus principais trabalhos foi atualizá-los.”

Cinco anos depois, convidado pela Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, Dilno assumiu o cargo de Diretor de Telecomunicações da Presidência e tornou-se o responsável por tudo o que estivesse relacionado à telecom e segurança eletrônica do presidente Lula e de seus principais ministros. 

Como lidava com assuntos muito delicados, Dilno atuava diretamente com a equipe governamental. No período em que a então Ministra da Casa Civil (futura presidente) Dilma Roussef ficou doente, foi necessário que ele e sua equipe criassem todo um aparato tecnológico para que as ligações não fossem interceptadas. “Nunca tivemos notícia de algum grampo enquanto estive lá.” - conta. 

Quando o presidente Lula empreendia suas viagens, Dilno chegava dois dias antes e codificava todas as comunicações. “Eu me encontrava mais com o Presidente, no exterior, do que no Brasil. Nessa época, viajei para dezenas de países, levando um aparato de quase meia tonelada em equipamentos ultra-sofisticados.”
Ao se mudar para Brasília, Marilda, esposa do engenheiro, trabalhava como culinarista em Campinas e havia criado, dentre outras receitas, uma torta sorvete, que acabou ficando famosa e depois batizada como Torta Holandesa por uma empresa que a industrializou e hoje é vendida em todo o Brasil. Certo dia, Lula soube do talento da esposa de Dilno no preparo de sobremesas e passou a realizar encomendas. “Ele sempre pedia merengue de morango para levar aos filhos em São Paulo.” - lembra.

Em 7 anos de trabalho intenso, Dilno conta que sua filha casou, teve dois filhos e ressente-se de não ter participado de nada disso. Por este motivo e por ter a sensação do dever cumprido, decidiu pedir afastamento e ter uma vida menos estressante, ao lado da família. Depois que deixou a Direção de Telecomunicações da Presidência, Dilno foi contratado pela Telefônica e, ao sair dela, passou a prestar consultorias. Certo dia, em uma feira de tecnologia, encontrou-se com Marcos Vilela, sócio da Leucotron que o convidou a trabalhar em Santa Rita. “Para mim, a Leucotron é como uma família. Eu aposentei meus ternos, vou de bicicleta ao trabalho e estou muito contente com a nova vida. A Marilda também está gostando muito e deu continuidade à sua empresa, chamada “Fina Gula”, onde comercializa, pelo Facebook, os produtos que foram tão apreciados pelo Presidente. Para mim, foi uma oportunidade incrível de retornar a esta cidade que tanto amo.”

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

A inesquecível Festa de Santa Rita de 1957

Todos conhecem Dona Sinhá Moreira como a criadora da primeira escola de eletrônica da América Latina. Todos conhecem as inúmeras obras empreendidas pelo Monsenhor José Carneiro Pinto, que vão de iniciativas voltadas à educação a ações comunitárias que fizeram dele um dos homens mais notáveis da região. Poucos conhecem, entretanto, como o enorme potencial destas personalidades foi direcionado a empreender um dos mais ambiciosos projetos festivos de que se tem notícia. Você verá, a seguir, a história da Festa de Santa Rita de 1957. Um evento considerado por muitos, como um dos maiores acontecimentos de nossa cidade, em todos os tempos.
No quinto centenário de morte de Santa Rita de Cássia, uma série de ações foram promovidas pela paróquia, apoiada pelas famílias santa-ritenses. Algumas obras resistem ao passar dos anos e mostram que aquele evento tem influenciado o cotidiano local, até os dias de hoje. 

Bem no alto do morro incrustado no centro da cidade, uma grande cruz era construída através de ação popular e dava o tom de que naquele ano a cidade veria algo inédito. Enquanto isso, Padre José viajava para Cássia para trazer uma relíquia de Santa Rita (retirada do osso de seu pé), cujo corpo permanece incorrupto até hoje. Também na terra natal da padroeira foi encomendado a um escultor que fizesse uma réplica da santa sepultada, em tamanho natural, que seria depois vestida com um hábito que havia tocado os seus restos mortais. Ao retornar a Santa Rita do Sapucaí, o senhor Joaninho foi encarregado de construir uma urna de vidro para receber a escultura, enquanto o senhor Teteu começou a erigir uma cópia exata da instalação onde a santa estava exposta em Cássia. 

Algumas semanas depois, os Festeiros Nazareno Carvalho Rennó e Dona Sinhá Moreira, juntamente com o Padre José, foram avisados de que a escultura havia chegado, dentro de uma caixa, em um dos vagões da Rede Mineira de Viação. A obra, então, foi levada à casa da festeira, onde foi devidamente montada e vestida com o hábito. A população fez uma enorme fila em frente à casa de Dona Sinhá e, um a um, todos os santa-ritenses adentraram o quarto da futura mentora do Vale da Eletrônica, para admirar a obra.

Pelas ruas da cidade, diversas famílias organizaram comissões para a instalação de escudos com nomes de famílias santa-ritenses. Nas janelas das residências, flâmulas foram dependuradas e diversas tochas foram instaladas no centro da cidade. Ao todo, 17 ruas foram ornamentadas, o que envolveu o trabalho de 216 pessoas. A execução dos escudos ficou a cargo do Sr. Aristeu Pereira e do artista Vitório Constanti. 

Ao cair a noite, Santa Rita do Sapucaí ficou mais linda do que nunca e uma multidão caminhou até a praça da Matriz para assistir às apresentações das colônias. A cada dia, as famílias dos estrangeiros que ajudaram a construir o município realizaram inúmeros espetáculos musicais, recitaram poesias e mostraram um pouco da cultura de seus antepassados. O evento teve início com a Noite Americana e passou pelas noites Húngara, Italiana, Holandesa, Espanhola, Portuguesa e Libanesa, para finalizar com uma grandiosa festa Brasileira. No final de cada noite, eram soltados fogos de artifício com as cores predominantes de cada colônia e a população retornava maravilhada às suas respectivas residências.
Nas redondezas da praça, os trabalhos estavam a cargo de uma multidão de voluntários. Havia comércios intitulados “Bazar da Recordação” ou “Bazar da Simpatia”; os quiosques da “Alegria” e “Amizade” e uma barraca de alimentos chamada “Gostosura”. O mais interessante foi que todo o movimento gerado em torno da festa foi gerido por santa-ritenses e as tendas e quiosques, doadas pela prefeitura.

Diariamente, o altar era ornamentado por uma comissão diferente e recebia nomes de santos. Ao terminar as missas e coroações, a Lira São José estava encarregada de animar a festa, o que trazia uma atmosfera acolhedora e nostálgica ao evento.
Ao chegarem os bispos visitantes, uma comissão foi formada por alguns dos homens mais respeitáveis da cidade para recepcioná-los. Os senhores, Dr. Arlete Teles, Delfim Moreira Júnior, Elpídio Costa, Dr. José Alcides, Dr. Edgar Moreira, José Elísio Rennó Mendes, Joaquim Araújo Porto, Nazareno Rennó, Saul Dias Coelho e Vítor de Souza Pinto, foram os encarregados da missão. Nas pro-cissões, 34 pessoas foram encarregadas de formar a guarda de honra de Santa Rita. Ao todo, 220 crianças foram caracterizadas para participar das festividades, dentre elas, 66 pajens, 70 aspirantes e 84 servas. Para a construção de dois grandes arcos ornamentais (Centenário e Jubileu), instalados ao lado da praça, 18 pessoas foram convocadas. Já a ornamentação do andor, envolveu 6 famílias. 
No dia 22 de maio, as festividades tiveram início às 5 horas da manhã, com uma alvorada promovida pela Lira São José. Das 6 às 10, foram realizadas 4 diferentes missas, o que deixou a praça cada vez mais repleta de pessoas. Ao meio dia, Dona Sinhá montou um verdadeiro banquete onde todos os santa-ritenses, em especial aqueles que não tinham recursos para consumir alimentos das barracas, tiveram acesso a uma farta alimentação. Até hoje, quem presenciou aquele banquete, conta que nunca viu tamanho exemplo de solidariedade e integração entre as famílias locais. Enquanto isso, um leilão de gado, com cerca de 600 bezerros, era organizado nas redondezas. Às 16 horas, uma linda decoração foi disposta em frente à igreja para o cerimonial das Ritas. Dezenas de garotinhas, vestidas com hábitos iguais ao da padroeira, fizeram uma linda apresentação e emocionaram a todos. 

Após a tradicional procissão, foi realizada a bênção da pedra fundamental da nova matriz, que passaria por uma série de reformas chefiadas pelo Pároco Pe. José Carneiro Pinto. Como recordação das festividades, um lindo escudo da Ordem Agostiniana veio diretamente do Rio de Janeiro e foi apresentado à população. Em seguida, o Arcebispo-Bispo de Marília, Dom Hugo Bressani realizou uma missa e as festividades continuaram pela noite adentro. Daquele dia em diante, nossa cidade nunca mais seria a a mesma. Através da solidariedade entre as famílias, Santa Rita do Sapucaí teria seus habitantes mais unidos do que nunca e orgulhosos pelo seu enorme potencial para construir coisas belas.

Para aqueles que não tiveram a oportunidade de viver esse evento ainda existem alguns registros fotográficos produzidos por Róssio de Marchi e um filme captado pelo cinegrafista Del Picchia. Apesar de muito danificado pelo tempo, algumas cenas foram editadas em DVD e mostram detalhes daquele evento inesquecível a todos os santa-ritenses. 

(Por Carlos Romero Carneiro)

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Quem lucra com a Festa de Santa Rita?

Qual é o sentido do turismo? O sujeito trabalha e produz capital em sua própria cidade, viaja para outra região e deixa o dinheiro que ganhou, em troca de alguma atração que o fará satisfeito. Algumas das cidades mais evoluídas do mundo, incluindo muitos destinos brasileiros, exploram com eficiência seu potencial turístico e conseguem aquecer a economia desta forma promissora. Para não ir muito longe, a pequena cidade de Maria da Fé que, até pouco tempo, ninguém ouvia falar, hoje atrai milhares de pessoas através da exploração do clima e da produção do azeite, o que demonstra uma estratégia absolutamente inteligente de seus organizadores. 

Em Santa Rita do Sapucaí, a Festa de Santa Rita tinha tudo para ser da mesma forma. Nós temos uma data tradicional, conseguimos atrair uma grande quantidade de turistas, mas não temos um plano para manter o lucro por aqui. Os barraqueiros vêm à cidade, competem de maneira desigual com nossos comerciantes (que pagam impostos sobre os produtos, têm uma folha de pagamento e geram divisas ao município), geram transtornos que vão da sujeira ao aumento da criminalidade e à superlotação do pronto atendimento para, logo depois, irem embora com o lucro, deixando para trás apenas os efeitos colaterais de sua passagem.

A ideia para um turismo realmente eficiente é que os próprios moradores da cidade lucrem com os investimentos feitos pela administração pública na viabilização do evento. Para isso, devemos enxergar a Festa de Santa Rita, não como uma temporada para comprar produtos mais baratos, mas como uma oportunidade da população melhorar seus rendimentos através da movimentação de recursos, dentro do próprio município.

Com o repasse do capital proveniente da venda dos espaços aos vendedores ambulantes para as institui-ções de caridade, o prefeito Jefferson Gonçalves Mendes deu um grande passo na inversão dessa equação para que o município seja realmente beneficiado com a Festa da Padroeira. Ainda assim, é necessário que o capital levantado nesse momento festivo não seja levado embora por vendedores de outras bandas.

O que difere um país desenvolvido do subdesenvolvido é que, enquanto o primeiro cria e vende, o segundo faz e consome. Trazendo para o âmbito de nossa cidade, faço a mesma pergunta aos nossos conterrâneos. Seremos os eternos consumidores de produtos de baixa qualidade, muitas vezes irregulares e que prejudicam o comércio local pela disparidade de condições ou criaremos uma estratégia para começarmos a lucrar com todo o movimento gerado em torno de nossa tradicional festa? 

(Carlos Romero Carneiro)