| Cadeia Pública de Pouso Alegre e 1928. Construída em 1874 e demolida em 1931. |
sexta-feira, 16 de março de 2012
ETE FMC homenageia Dinho, um profissional completo
Se perguntarmos na ETE FMC por um funcionário chamado Aildo Bernardes da Fonseca, pode ser que ninguém saiba quem é. Por outro lado, se dissermos o seu apelido – Dinho – não há quem não conheça esse profissional que trabalha na escola desde 1977.
De origem humilde e simples, Dinho trabalhava na lavoura, em Bela Vista, quando seu primo deixou um emprego na ETE para entrar para o quartel e ele ocupou a sua vaga. Sua chegada aconteceu aos 19 anos, quando passou a atuar como office-boy durante o dia e a estudar contabilidade à noite. “Nesse período eu também trabalhava na cantina. Era minha função fazer o café e servir os professores.”
Ao terminar o Curso de Contabilidade, o rapaz passou a trabalhar na secretaria de manhã (onde rodava provas em um mimeógrafo a álcool, montava apostilas e realizava outros serviços burocráticos). No período da tarde, atuava na biblioteca, ao lado de Dona Lourdes. “Nessa época, eu pouco saía da escola. Por nove anos eu morei na ETE. No começo, fiquei no alojamento com os alunos. Depois passei um período na residência dos jesuítas. Só deixei de morar aqui quando me casei” – lembra Dinho.
Quando Pedro Sérgio Monti assumiu a diretoria de ensino, Dinho foi convocado a encarar um novo desafio: organizar o almoxarifado da escola. “O Vale da Eletrônica estava começando e muitas empresas vinham até aqui pedir equipamentos emprestados. Chegou um momento em que a escola já havia perdido o controle e me chamaram para colocar ordem no departamento e criar um sistema de requisições.”
Sempre atento ao que acontecia ao redor e com uma curiosidade incrível, Dinho via Paulo Souza e o Padre Furusawa realizarem a manutenção dos equipamentos. Aos poucos, ele foi aprendendo uma nova especialidade. “Em 1996, o Paulo aposentou e eu passei a realizar a manutenção elétrica e eletrônica dos aparelhos – sob orientação do professor Rômulo Volpato. Realmente, comecei a gostar muito do que fazia. Sou fascinado por eletrônica.”
Em 2000, a pedido do Padre Raul, Dinho se matriculou na ETE FMC e realizou o curso técnico, no período noturno. Para ele, foi uma oportunidade de comprovar tudo aquilo o que havia aprendido na prática e atualizar seus conhecimentos teóricos.
Após 35 anos de trabalho, Dinho afirma que se sente muito feliz em fazer parte do grupo: “Eu me sinto muito realizado por trabalhar na ETE. Passei a maior parte da minha vida aqui e vejo que, de alguma forma, faço parte da história de uma Instituição que mudou o país. Para mim, é motivo de grande orgulho ver que meus dois filhos estudaram aqui e que, hoje, estão tão bem encaminhados na vida. O Gustavo fez técnico e acaba de formar no Inatel. Já a Poliana, fez o ETE Ensino Médio e hoje cursa administração na FAI. Que pai não se sente realizado com isso?”
Ao ser questionado sobre as mudanças que viu na ETE, em mais de 3 décadas de serviços prestados, Dinho afirma que as mudanças são sempre para melhor: “Eu me admiro em ver como o Pe. Guy, o Alexandre e o Ialdo estão sempre traba-lhando por nosso alunos. A competência deles é algo que me chama muito a atenção.”
Esse ano, Dinho irá se aposentar. Contente com a missão cumprida, o colaborador diz que ainda há muito a fazer e pede forças para continuar: “Eu peço a Deus que me dê saúde porque eu não quero parar de trabalhar. Não há nada me-lhor do que ser útil a todos.”
Padre Guy Ruffier, Diretor da ETE FMC, fala sobre este grande colaborador: “O Dinho é uma pessoa que teve a garra e a força de vontade para deixar a cultura agrária e se capacitar para vencer na vida. Autodidata, podemos contar com sua colaboração para qualquer função. Seja hidráulica, eletricidade e até construção, ele faz de tudo. É um funcionário multifacetado. Já o vi trocar vidros, consertar carros e dar manutenção em equipamentos, com uma habilidade incrível. Dinho é, realmente, um profissional completo.”
(Carlos Magno Romero Carneiro)
quinta-feira, 15 de março de 2012
Confira mais um grupo da ETE FMC presente na maior Feira de Ciências e Engenharia do Brasil
Proveniente de Minas Gerais, na cidade de Santa Rita do Sapucaí, o projeto Communicar foi “desenvolvido para salvar vidas”, como define um dos pesquisadores. O equipamento é instalado em qualquer veículo e tem uma espécie de “ventoinha” com um etilômetro – que ao detectar embriaguez no motorista, corta a parte elétrica do veículo, desligando o motor. Neste momento, uma mensagem de voz é enviada para até oito números de telefones previamente cadastrados pelo dono do veículo, para avisar que o carro está parado pela falta de condições do motorista. Caso todos os telefones estejam desligados ou fora de área, uma mensagem de texto é enviada. Basta ao receptor da chamada responder com a palavra ”foto” e a localização do veículo é mostrada no celular via GPS.
Para os alunos, que desenvolvem o projeto há mais de um ano, o principal objetivo é “conscientizar os cidadãos para salvar vidas inocentes”. Um dos pesquisadores conta que teve um tio atropelado por um motorista bêbado próximo de casa. Se desenvolvido em larga escala, o equipamento não custaria mais de R$ 100,00 por carro, além do aparelho de GPS – que já é bastante difundido entre os motoristas – e dos custos das mensagens enviadas.
Tecnologia made in Minas em feira da USP
E se o deficiente visual pudesse andar pelas ruas sem precisar do auxílio de outra pessoa? E se fosse possível controlar nossa casa de qualquer lugar do mundo, por meio de uma simulação 3D operada pela internet? E se plantas fossem usadas para anular os efeitos de uma substância tóxica liberada na natureza? Perguntas como essas instigaram estudantes mineiros a enfrentar o desafio de transformar possibilidades em realidade. As invenções e descobertas desses jovens estão sendo expostas, até esta quinta-feira, na Feira Brasileira de Ciência e Tecnologia (Febrace), realizada na Universidade de São Paulo (USP).
A 10ª edição da maior mostra científica do país conta com 325 projetos desenvolvidos por 743 estudantes dos níveis de ensino fundamental (8º e 9º anos), médio e técnico. Cerca de 15 mil pessoas devem visitar os estandes montados nas dependências da Escola Politécnica da USP. De Minas Gerais foram selecionados 19 trabalhos de sete instituições públicas e duas particulares (ver box). A campeã em número de projetos (cinco) é a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, localizada em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, a 420 km de Belo Horizonte.
Criado por alunos do curso de eletrônica, a Visão Interativa para Deficientes (VID) ajuda o usuário a se locomover sem qualquer ajuda alheia. Sensores são postos em várias partes do corpo e ligados a um motor que vibra à aproximação de qualquer obstáculo com intensidade diferente dependendo da distância: quanto mais forte, mais perto ele está. "Esse tipo de projeto, além de ajudar o próximo, acelera o amadurecimento dos alunos, que precisam ser profissionais e aprender a trabalhar em equipe, cumprir horários e tarefas", observa o professor Fábio Carli Teixeira, orientador de quatro trabalhos apresentados pela escola de Santa Rita do Sapucaí.
Mesmo quem não pode visitar a Febrace tem como conhecer a invenção dos alunos do curso de informática, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro, pela internet. Eles criaram o Cell Casa, um sistema de controle remoto de residências. Uma pequena câmera filma a maquete de uma casa e manda as imagens em tempo real para o site . O internauta pode dar comandos para ligar ou desligar as lâmpadas, ao atualizar a página virtual, percebe que suas ordens foram obedecidas. No site, porém, não é possível experimentar a simulação em três dimensões oferecida pela tecnologia. "Nosso sistema dá mais segurança, já que o usuário pode simular a presença de alguém em sua casa sem estar lá", explica o professor Ailton.
Uma comissão julgadora deve apontar os melhores projetos nas sete categorias. Os noves melhores vão representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel , de 13 a 18 de maio em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os mineiros esperam um bom desempenho, mas ainda vigora a velha máxima dos bons competidores. "O que vale é participar e fazer o melhor que a gente pode. Há muitos projetos bons e muita troca de ideia", conta Isabella Sampaio, de 17 anos, estudante do 3º ano da Escola Estadual Afonso Pena, de São Tiago, a 187 quilômetros de BH.
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A 10ª edição da maior mostra científica do país conta com 325 projetos desenvolvidos por 743 estudantes dos níveis de ensino fundamental (8º e 9º anos), médio e técnico. Cerca de 15 mil pessoas devem visitar os estandes montados nas dependências da Escola Politécnica da USP. De Minas Gerais foram selecionados 19 trabalhos de sete instituições públicas e duas particulares (ver box). A campeã em número de projetos (cinco) é a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, localizada em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, a 420 km de Belo Horizonte.
Criado por alunos do curso de eletrônica, a Visão Interativa para Deficientes (VID) ajuda o usuário a se locomover sem qualquer ajuda alheia. Sensores são postos em várias partes do corpo e ligados a um motor que vibra à aproximação de qualquer obstáculo com intensidade diferente dependendo da distância: quanto mais forte, mais perto ele está. "Esse tipo de projeto, além de ajudar o próximo, acelera o amadurecimento dos alunos, que precisam ser profissionais e aprender a trabalhar em equipe, cumprir horários e tarefas", observa o professor Fábio Carli Teixeira, orientador de quatro trabalhos apresentados pela escola de Santa Rita do Sapucaí.
Mesmo quem não pode visitar a Febrace tem como conhecer a invenção dos alunos do curso de informática, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro, pela internet. Eles criaram o Cell Casa, um sistema de controle remoto de residências. Uma pequena câmera filma a maquete de uma casa e manda as imagens em tempo real para o site . O internauta pode dar comandos para ligar ou desligar as lâmpadas, ao atualizar a página virtual, percebe que suas ordens foram obedecidas. No site, porém, não é possível experimentar a simulação em três dimensões oferecida pela tecnologia. "Nosso sistema dá mais segurança, já que o usuário pode simular a presença de alguém em sua casa sem estar lá", explica o professor Ailton.
Uma comissão julgadora deve apontar os melhores projetos nas sete categorias. Os noves melhores vão representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel , de 13 a 18 de maio em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os mineiros esperam um bom desempenho, mas ainda vigora a velha máxima dos bons competidores. "O que vale é participar e fazer o melhor que a gente pode. Há muitos projetos bons e muita troca de ideia", conta Isabella Sampaio, de 17 anos, estudante do 3º ano da Escola Estadual Afonso Pena, de São Tiago, a 187 quilômetros de BH.
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A trajetória do amigo Capitão Paulo, por ele mesmo
"Meu nome é Paulo Cunha Azevedo. Sou nascido em Santa Rita Sapucaí no dia 24 de Abril de 1918. Sou filho de Olavo Marques de Azevedo e Palmira Cunha Azevedo. Sou o mais velho dos irmãos. No início éramos cinco. Fiz meu curso primário e o ginasial no antigo Instituto Moderno de Educação e Ensino, que era dirigido pelo saudoso professor Henrique Del Castillo. Terminando meu ginasial, fui para Belo Horizonte fazer vestibular para o curso pré-jurídico de Direito na Universidade de Minas Gerais.
Quando atingi a idade militar, me matriculei no CPOR de Belo Horizonte que cursava durante o dia, enquanto realizava o curso científico noturno na faculdade. Eu me formaria em 1943 mas, como havia me formado antes no CPOR, recebi a patente de Aspirante a Oficial. Fui convocado para o exército e permaneci em Belo Horizonte por mais algum tempo até que fui promovido a segundo tenente e classificado em São João Del Rei para continuar no exército porque o Brasil, nessa ocasião, já havia declarado guerra aos países do Eixo. Por esse motivo, fui obrigado a interromper meus estudos e ir para a Guerra. Isso me atrapalhou muito porque, quando voltei, havia me acidentado de uma vista e fui promovido a Primeiro Tenente. Quando voltei da Guerra, fui enviado para Lorena. Lá, fui promovido à Capitão. Nessa época, pedi minha reforma porque minha vista já impedia minha atuação. Voltei então para Santa Rita, minha terra querida, e fiquei aguardando a oportunidade de terminar meu curso direito. Nessa época, fui convidado por Francisco Moreira da Costa para assumir a direção da Escola Normal. Aliás, fui eu quem propus ao governador Magalhães Pinto para mudar o nome da Escola Normal para Colégio Estadual Sinhá Moreira. Ocupei a direção do colégio por dez anos.
No ano de 1961, foi criada a faculdade de direito de Pouso Alegre e pude então me matricular em 1962 já que já tinha concluído, 21 anos antes, os dois primeiros anos do curso. Me formei pela primeira turma daquela faculdade.
Quando encerrou o período da ditadura no Brasil, fui eleito vereador em Santa Rita do Sapucaí. Nessa época, fui presidente da câmara de vereadores e permaneci como vereador em duas legislaturas, durante oito anos.
Em 1972, eu fui honrosamente eleito prefeito municipal, graças à bondade do meu povo e ocupei o cargo até 1977, onde procurei fazer o melhor possível para a minha cidade e para o meu povo que adoro. Adoro não só a cidade em si, onde nasci. Mas o povo santaRritense que sempre me devotou amizade e eu sou muito grato por isso.
De lá pra cá, venho enfrentando a velhice e prestando serviços a quem precisa, sem explorar. O trabalho de advogado é muito importante pra mim , porque ocupa o meu tempo. Eu sou muito feliz em poder retribuir a esse povo tudo aquilo o que ele fez para mim. Essa é a minha humilde vida. Agradeço a todos que acreditaram em mim e faço votos de que a nossa terra progrida sempre para o bem desse povo bom e amigo."
(OBS: Capitão Paulo faleceu logo após a publicação desta matéria no Empório)
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MANUAL DO ELEITOR ESPERTO (PARTE 2)
- Se algum candidato lhe oferecer cachorro-quente para agradá-lo, pode ser que você valha o preço de um cachorro-quente pra ele.
- Se algum candidato lhe oferecer um copo de pinga para agradá-lo, pode ser que você valha o preço de um copo de pinga pra ele. E acredite: ele dará um jeito de fazer com que você pague por isso, assim que for eleito.
- Se algum candidato começar a ser simpático com você na época das eleições é porque ele é uma pessoa falsa. Vote em outro. Ele nunca saberá que você devolveu na mesma moeda porque o voto é secreto.
- Vereador que fica na porta da prefeitura, fazendo politicagem como, por exemplo, pedidos para baixar contas de IPTU, é uma pessoa que não pensa de forma coletiva. Caso contrário, ele lutaria para que as contas de toda a população baixasse também. Vote em outro.
- Se algum candidato lhe oferecer algo para votar nele, saiba que ele vai dar um jeito de recuperar o dinheiro gasto depois que ganhar as eleições. Vote em outro.
- É impossível alguém descobrir em quem você votou se você não contar. Vote no honesto. Ao voltar para casa, de pé, em um ônibus lotado, você possivelmente se lembrará que seu voto poderia ser melhor empregado para eleger alguém que o representasse de verdade.
- Se você votar em alguém que não tem capacidade para o cargo, ele poderá prejudicar o acesso que a sua família tem à saúde. Poderá prejudicar a educação dos seus filhos e poderá aumentar impostos em proveito próprio.
- Não vote em seu amigo se ele não é competente para administrar os rumos de uma cidade. Acredite: sua vida poderá melhorar se escolher bem o seu voto.
- Como você não vota em candidato, mas na legenda, veja quem é a "tchurminha" do seu candidato, antes de votar nele. Em muitas cidades, a eleição de desqualificados por conta da legenda é grande. Fique de olho.
- Lembre-se: o seu voto irá somar com os votos do resto da cidade para decidir o que será de nós nos próximos anos. Seu voto tem peso, sim!
- Se você desconfiar que o candidato que lhe pede o voto usou a influência política para empregar parentes e amigos, não vote nele. Ele não pensa na população. Ele só pensa em benefício próprio.
AJUDE A DIVULGAR ESTE TEXTO!
COM UNIÃO, PODEMOS CONSTRUIR A CIDADANIA!
quarta-feira, 14 de março de 2012
João e as novidades que fizeram a alegria de crianças e adultos
A primeira ocupação de João foi aos 10 anos, no antigo engenho de fubá do senhor José Pereira. De origem muito humilde, o rapaz usou sapato pela primeira vez aos 16 anos e labutou muito até se tornar um reconhecido comerciante.
Já adulto, os ventos mudaram quando ele passou a comprar mercadorias em São Paulo e vendê-las em torno do velho Mercado Municipal (demolido). “Comecei minhas vendas com dois rádios e duas dúzias de chinelos de dedo. Eu tinha viajado a passeio, vi aquelas mercadorias, achei baratas e resolvi comprar para experimentar. Como vendi tudo rapidinho, voltei correndo e trouxe outras coisas.” Entre uma viagem e outra, o comerciante passou a descobrir as novidades da capital paulista e trazer aos consumidores. Em sua banca tinha de tudo. “Quando algum cliente queria algo que eu não vendia, eu pedia o prazo de uma semana e sempre trazia pra ele alguns dias depois”. Com tantas ofertas, o comerciante prosperou, mas sua grande jogada foi adquirir uma máquina italiana da marca Yuki, para fabricação de sorvetes. João ainda se recorda do sucesso de seu empreendimento, quando apareceu por aqui: “Em três festas - Santa Rita, Piedade e de Cachoeira – eu já paguei a sorveteira. As pessoas faziam até fila para comprar meu sorvete!” Seu equipamento era bem inovador para a época. Com diversos copos de suco, feitos à base de gelatina, a molecada escolhia o sabor e o sorvete era produzido na hora. Como em um passe de mágica, eram criados enormes sorvetes de limão, laranja, uva, abacaxi, groselha ou morango.
Muito conhecido pelos habitantes da cidade, João tinha ponto cativo na calçada em frente à antiga residência de Frederico de Paula Cunha e não havia criança que não o conhecesse. Sempre acompanhado dos filhos, o vendedor de sorvetes também rodava todas as festas da região e, certa vez, enquanto saía de Cachoeira pela madrugada, a porta abriu e dois de seus meninos ficaram pelo caminho. João conta que, após se recompor do enorme susto, sua Kombi pôde prosseguir novamente e estava pronta para uma nova aventura.
Alguns anos depois, uma outra novidade tornou-se sensação entre crianças e adultos de Santa Rita. João trouxe uma máquina de churros, até então desconhecida por aqui. Sua aposta foi tão certeira que, até hoje, o produto continua sendo seu carro-chefe.
A última jogada do comerciante no ramo das novidades ainda não vingou. Ele conta que, em uma das viagens que fez a Porto Seguro, na Bahia, resolveu trazer três coqueiros dentro do avião e plantou em suas terras. “Duas árvores vingaram, mas ainda não deram coco.” – conta.
Ao ser questionado sobre o segredo do sabor de seus produtos, João conta que a fórmula é a mesma dos outros, mas que procura fazer tudo com amor. Depois de tantos anos alegrando a criançada, o comerciante diz que muitos de seus antigos clientes, agora levam os filhos e netos para comerem os churros. “Fico muito feliz. Isso é o que me faz continuar.”
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terça-feira, 13 de março de 2012
Nova diretoria da Acevale é empossada
A Associação Comercial e Empresarial do Vale da Eletrônica - Acevale - empossou, no início do ano, sua nova diretoria para o biênio de 2012/2013. A solenidade foi realizada na sede da associação e contou com a presença da nova diretoria e de representantes do comércio local.
Durante a reunião, José Noberto Dias (o Beto) foi reeleito como presidente para o sexto mandato, prestou contas da administração anterior e explicou que a chapa eleita tem o nome de "Transição", pois pretende passar o cargo para outra pessoa, ainda esse ano. “Já que ninguém quis assumir agora, aceitei a proposta de ser presidente novamente, no prazo de cinco ou seis meses. Minha missão será intermediar uma nova composição de chapa”. Beto também acrescentou que o comércio de Santa Rita do Sapucaí apresentou várias mudanças nos últimos anos e que precisa crescer e se fortalecer ainda mais.
Os outros cargos da chapa são compostos por novos integrantes que estão dispostos a dar uma repaginada na Associação e vieram cheios de ideias. São eles: o Vice-Presidente, Carlos Romero, proprietário da Take Five Propaganda e do jornal Empório de Notícias; a 1ª Secretária, Sara Capelo, proprietária da loja Camisetas SA; o 2º Secretário, Pablo Nogueira, proprietário do restaurante Pura Culinária; o 1º Tesoureiro, Edmundo Garcia. proprietário da Mattos Calçados; o 2º Tesoureiro, proprietário da Pinte & Borde Armarinho, José Carlos Santana; o Diretor Jurídico, advogado Richard dos Reis; e a Diretora Social, proprietária da Agência Culturale Turismo, Patrícia Faustino.
"Existe um grande potencial para o Comércio Local e queremos explorar todas as possibilidades. Nossa intenção é promover uma integração ainda maior para que possamos criar ações conjuntas e mostrar ao consumidor que Santa Rita possui uma vasta gama de opções”, disse Carlos Romero, que ainda acrescentou que a intenção da nova diretoria é contribuir para que a Acevale se consolide através de parcerias. “O Beto, em todos esses anos, tem feito um excelente trabalho e nossa intenção é dar apoio para que a Acevale se fortaleça, cada vez mais. Uma de nossas propostas é fazer com que o Comércio local possa ‘beber’ do grande potencial do Vale da Eletrônica. Isso será conseguido através de uma aproximação com o Sindvel e com o apoio da prefeitura e das Instituições de Ensino. Santa Rita do Sapucaí tem tudo para explorar o turismo tecnológico e, com a quebra deste paradigma, todos só têm a ganhar”, explicou Carlos.
No final foi servido um coquetel para todos os presentes que prestigiaram solenidade
Diretoria da ACEVALE
Diretoria da ACEVALE
Presidente
José Noberto Dias
Vice Presidente
Carlos Magno Romero Carneiro
1º Secretária
Sara Capelo
2º Secretário
Pablo Nogueira Barbosa
1º Tesoureiro
Edmundo dos Prazeres Garcia
2º Tesoureiro
José Carlos Santana Palma
Diretor jurídico
Richard dos Reis Carvalho Pinto
Diretora Social
Patricia Adriana Faustino
Suplente
Fabrízia Cunha de Paiva Souza
Suplente
João Henrique Silva Costa
Suplente
Tito de Oliveira Dias
Conselho Consultivo
Fernando M Carneiro
Conselho Consultivo
Luiz Fernando Ribeiro Segundo
Conselho de Ex Presidente
André Fernandes Oliveira
Conselho de Ex Presidente
Luiz Eduardo Garcia Borsato
Caio Nelson acusa Ivan Kallás de atrapalhar o desenvolvimento da Aeronáutica Santarritense
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| Ivan Kallás, Caio Nelson e Francisco Rezeck |
Os Inventores da Rua da Cadeia
Nós morávamos na Rua da Cadeia (Quintino Bocaiúva). Éramos vizinhos do Flávio e do Ronaldo Carvalho. Nossa casa era frequentada por Caio Nelson e por Francisco Rezeck, que eram amigos e colegas de escola do meu irmão, Luiz Roberto Kallás.
Lembro que, certo dia, Caio teve a ideia de cons-truir uma aeronave movida a pedal de bicicleta e a turma foi intimada a concretizar aquela inusitada missão. O que eu não sabia era que aquela engenhoca seria a primeira do mundo e que, invenção igual, só seria criada em 2010, quase 60 anos depois.
Os projetos
Convocados os amigos para a execução da obra, fizeram planos e se prepararam para decolar. Primeiramente, pensaram no morro do cruzeiro, mas temeram que os vizinhos, Naime e Plínio Grilo, vissem a movimentação da aeronave e colocassem tudo a perder. Para piorar, lembraram que os meninos rivais, membros da temida turma do Tomás, poderiam ficar sabendo e melar o audacioso plano. Nada feito. Sobraram duas opções: “Devemos nos jogar do morro do esguicho ou decolar por entre as parreiras do quintal?”. Dúvida cruel. Depois de muita discussão, a se-gunda alternativa prevaleceu e lá foram eles.
Chuva no piquenique
Bem na hora de partir, Ivan – com menos de 9 anos – descobriu o segredo e exigiu direitos de participação. Alguns meninos ofereceram parte dos lucros pela descoberta, mas sua intenção era apenas participar. “Se não deixarem eu ir junto, conto pra mãe e corto a armação de bambu!” Não contente em ameaçar os pilotos, o pequeno Ivan ainda desmanchou os “desenhos técnicos”, pisou no “projetos ultra-secretos” e aprontou um escarcéu.
Em uma reunião de emergência, o grupo de inventores, recalculou o peso, repensou novamente os planos, avaliou as condições do tempo e concluiu que não teriam forças para acionar o aparelho com uma criança (que não alcançava o pedal) a bordo. Por um momento, até pensaram em criar mais dois postos a serem ocupados pelo sargento Ênio Borsato e o Marechal Dito Cutuba, mas acabaram desistindo do feito.
Naquele dia fatídico da década de 50, a primeira aeronave movida a pedal do universo deixou de decolar do pé do esguicho e o amigo Caio teve que se conformar em dedicar-se a projetos mais fáceis, como balões dirigíveis e bombas de efeito moral.
A capital da Aviação a Pedal
Depois de tantos anos, quando olho pra trás, imagino a possibilidade daquela séria brincadeira ter sido real. Enquanto meu pensamento vai às alturas, imagino o que seria de nós caso Santa Rita se tornasse, pelas mãos desses meninos geniais, o “Polo Mundial da Aviação a pedal”. Mas haja Fôlego!
(Ivan Kallás)
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segunda-feira, 12 de março de 2012
JS Refrigeração é excelência em atendimento e credibilidade
Quando resolveu se aposentar do serviço de manutenção de eletrodomésticos, após 40 anos no mercado, Luiz Carlos Lemos Carneiro conheceu Samuel Alves, que veio de São Paulo e já trabalhava na área. Após conhecer melhor o trabalho de Samuel, a experiência adquirida, honestidade no diagnóstico e preços compatíveis, Luiz Carlos começou a indicar o trabalho dele.
A JS Refrigeração, empresa de Samuel, atende com eficiência clientes de Santa Rita do Sapucaí e redondeza. “Atendo na região porque sou autorizado de tanque resfriador de leite da marca Etscheid. Esses tanque estão instalados em várias regiões. Inclusive, tenho contrato com a Cooper Rita para atendimento dos mesmos. Fora os tanques de leite, atendo a todas as lojas da Cooper Rita”, explicou ele.
Conhecido pelo atendimento rápido e com qualidade, Samuel trabalha com horário agendado. “Atendo em casa sem cobrança de orçamento, dentro da cidade de Santa Rita do Sapucaí. Busco sempre superar as expectativas dos clientes”, disse Samuel.
Segundo Samuel, o eletrodoméstico que mais dá problemas são as lavadoras e, na época de chuvas, aumentam os problemas. “Os raios sempre causam danos em refrigeradores e lavadoras que usam placas eletrônicas”, disse ele que recomendou, em caso de queda de energia, desligar o plug dos eletrodomésticos da tomada e, mesmo quando voltar a energia elétrica, aguardar que a mesma esteja estabilizada.
Ele disse que para que os refri-geradores tenham uma vida mais longa não é indicado secar roupa atrás e não usar utensílios pontiagudos para remover gelo. Ele atende com honestidade e firmeza no diagnóstico as marcas Consul, Brastemp, Electrolux, Latina, Metalfrio, Prosdócimo, Continental e Etscheid Techno.
A JS Refrigeração atende todos os dias da semana, das 07h às 20h, na Rua Sebastião Vilela do Couto, 40 e pelos telefones (35) 3473 0064, (35) 8852 7753 e (35) 9811 0603.
(Por Sara Capelo Gaivota)
Inspiração para quem faz o Vale da Eletrônica acontecer
Novo site compartilha ideias e ferramentas com empresários, empreendedores locais, e também com estudantes e funcionários das empresas.
Inovação, Marketing, Tecnologia, Gestão, Design, Empreendedorismo e Carreira. Estes são os assuntos que o site Vale Network começa a trazer diariamente a todos os envolvidos de forma direta ou indireta no desenvolvimento do Vale da Eletrônica.
Além de textos leves e práticos e de um formato dinâmico e agradável, o Vale Network é totalmente diferente do outros sites existentes na internet. É o primeiro a ter uma seleção de conteúdo baseada exclusivamente no contexto do Vale da Eletrônica, nas necessidades das suas empresas e nas suas possibilidades de desenvolvimento. Sua premissa é trazer apenas referências que sejam criativas e úteis. Assim, é possível abrir possibilidades de inovação e avanços na gestão dos negócios locais, além de inspirar a criação de novos produtos, serviços e negócios. Afinal, como o próprio conceito do Vale da Eletrônica é criativo e inspirador, é este tipo de conteúdo que vai ajudar a fazer a diferença.
Outra vantagem é que o Vale Network também pode funcionar como uma vitrine do Vale da Eletrônica. Tem um espaço com informações sobre a cidade, suas empresas e escolas. E reúne as matérias sobre o Vale da Eletrônica publicadas recentemente na mídia e os vídeos que foram ao ar nas principais emissoras de TV. A ideia é que o site passe a ser um material de apoio pra quem quer apresentar o lado corporativo de Santa Rita do Sapucaí a pessoas de fora. Sua utilidade será grande na hora de fazer negócios, contratar profissionais de outros centros, ou simplesmente mostrar o que vem acontecendo no mercado a amigos e familiares.
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Para acompanhar , é só acessar o link www.valenetwork.com.br.
A história de fé, garra e grandes conquistas do amigo Luiz Donato
O senhor nasceu em Santa Rita?
Eu nasci em Volta Redonda, em 1946, quando meu pai trabalhou na Cia Usina Siderúrgica. Quando voltou para Santa Rita, em 1954, passou a trabalhar em uma escola rural do Bom Retiro e eu aprendi a ler com ele. Nós moramos na roça até quando eu fiquei doente, quando nos mudamos para uma casa atrás do Grupão, emprestada da Dona Adélia Duarte, irmã da minha tia.
Como foi sua infância?
A minha infância foi muito sofrida, não só pela falta de dinheiro, como também pela minha enfermidade.
Conte-nos sobre sua enfermidade.
Quando eu morava no Bom Retiro, apareceu um caroço na minha cabeça. Um cirurgião da época, Dr. Armando Ribeiro, fez a cirurgia em mim, mas o ferimento cresceu. Para o diagnosticar foi preciso fazer uma biópsia, em Varginha. Nos exames, um médico disse que eu teria que tratar com radioterapia e que ela deveria ser feita em São Paulo. Quem pagou nosso tratamento foi a Dona Sinhá Moreira e eu fui atendido por um grande médico chamado José Carvalho, que havia sido colega de ginásio do meu pai. O diagnóstico acusou um hemangioma (tumor benigno no vaso do couro cabeludo) e eu fui encaminhado para o setor de pediatria do Hospital do Câncer. No quarto havia televisão e foi a primeira vez que vi o indiozinho da Tupi na minha vida. De fato, eu não só recebi ajuda moral, como financeira de muita gente. A Dona Sinhá me ajudou muito. A Dona Baget também.
Eu nasci em Volta Redonda, em 1946, quando meu pai trabalhou na Cia Usina Siderúrgica. Quando voltou para Santa Rita, em 1954, passou a trabalhar em uma escola rural do Bom Retiro e eu aprendi a ler com ele. Nós moramos na roça até quando eu fiquei doente, quando nos mudamos para uma casa atrás do Grupão, emprestada da Dona Adélia Duarte, irmã da minha tia.
Como foi sua infância?
A minha infância foi muito sofrida, não só pela falta de dinheiro, como também pela minha enfermidade.
Conte-nos sobre sua enfermidade.
Quando eu morava no Bom Retiro, apareceu um caroço na minha cabeça. Um cirurgião da época, Dr. Armando Ribeiro, fez a cirurgia em mim, mas o ferimento cresceu. Para o diagnosticar foi preciso fazer uma biópsia, em Varginha. Nos exames, um médico disse que eu teria que tratar com radioterapia e que ela deveria ser feita em São Paulo. Quem pagou nosso tratamento foi a Dona Sinhá Moreira e eu fui atendido por um grande médico chamado José Carvalho, que havia sido colega de ginásio do meu pai. O diagnóstico acusou um hemangioma (tumor benigno no vaso do couro cabeludo) e eu fui encaminhado para o setor de pediatria do Hospital do Câncer. No quarto havia televisão e foi a primeira vez que vi o indiozinho da Tupi na minha vida. De fato, eu não só recebi ajuda moral, como financeira de muita gente. A Dona Sinhá me ajudou muito. A Dona Baget também.
Na hora de fazer o tratamento, aconteceu um acidente. O tumor era bem pequenininho mas o ope-rador do equipamento esqueceu o diafragma aberto. Queimou a metade da minha cabeça e passei a conviver com uma ferida enorme que não fechava. Todo mês eu voltava pra tratar em São Paulo. Eu ia no Cami-nhão da Empresa Vista Alegre.
O senhor também ficou doente da perna?
Logo em seguida, apareceu um caroço na minha perna que doía muito. No hospital do Câncer eles disseram que era uma osteomielite e me mandaram para o Hospital Geral. Como eu não conhecia ninguém, demorou para sermos atendidos. Nos deram uma caixa de terramicina e viemos para Santa Rita. Aqui, o senhor Arlete Telles Pereira e seu irmão Acácio souberam do caso e me levaram para Belo Horizonte, onde conheciam muitos médicos. Quando cheguei ao hospital fizeram a biópsia novamente e eu fiquei na pediatria. Eu era o menorzinho da turma. A molecada era toda barrigudinha e eles diziam: “O que nós temos é exxxquitoxomose!” Um dia, chegou uma enfermeira com sotaque de mineiro e falou: “Quem é o menino que vai cortar a perna?”. Nisso, uma outra tentou consertar a situação e elas foram embora. A história que me contaram foi que eu ia para o Centro Cirúrgico tirar os pontos. Lembro que tinha várias pessoas de Santa Rita rezando e eu achei estranho porque uma enfermeira colocou um crucifixo no meu peito. Antes da cirurgia, um bispo também veio me crismar. Quando eu voltei da cirurgia, notei que tinha uma toalha em cima de mim e que meu pai ficava com o braço em cima. Um hora ele saiu e eu levantei o pano. Quando eu vi que estava sem perna, meu pai começou a chorar e eu falei: “Pai, não fica assim. Se Jesus que era o filho de Deus sofreu tanto, isso pra mim não é nada.” Esse fato repercutiu muito fora dali e, depois da ope-ração, acabou surgindo a hipótese de um milagre.
Logo em seguida, apareceu um caroço na minha perna que doía muito. No hospital do Câncer eles disseram que era uma osteomielite e me mandaram para o Hospital Geral. Como eu não conhecia ninguém, demorou para sermos atendidos. Nos deram uma caixa de terramicina e viemos para Santa Rita. Aqui, o senhor Arlete Telles Pereira e seu irmão Acácio souberam do caso e me levaram para Belo Horizonte, onde conheciam muitos médicos. Quando cheguei ao hospital fizeram a biópsia novamente e eu fiquei na pediatria. Eu era o menorzinho da turma. A molecada era toda barrigudinha e eles diziam: “O que nós temos é exxxquitoxomose!” Um dia, chegou uma enfermeira com sotaque de mineiro e falou: “Quem é o menino que vai cortar a perna?”. Nisso, uma outra tentou consertar a situação e elas foram embora. A história que me contaram foi que eu ia para o Centro Cirúrgico tirar os pontos. Lembro que tinha várias pessoas de Santa Rita rezando e eu achei estranho porque uma enfermeira colocou um crucifixo no meu peito. Antes da cirurgia, um bispo também veio me crismar. Quando eu voltei da cirurgia, notei que tinha uma toalha em cima de mim e que meu pai ficava com o braço em cima. Um hora ele saiu e eu levantei o pano. Quando eu vi que estava sem perna, meu pai começou a chorar e eu falei: “Pai, não fica assim. Se Jesus que era o filho de Deus sofreu tanto, isso pra mim não é nada.” Esse fato repercutiu muito fora dali e, depois da ope-ração, acabou surgindo a hipótese de um milagre.
Como foi sua volta para casa?
Quando voltei pra casa, levantei o colchão da minha cama para pegar uma revista e encontrei uma carta do senhor Acácio Telles Pereira, que dizia: “Estamos enviando um garotinho, diagnosticado com tumor maligno. Por favor, façam tudo por ele porque, segundo os médicos, viverá no máximo seis meses.” Aí eu pensei:
- Eu não quero morrer, não... Eu vou é viver!
Eu subi as escadas do grupão, procurei a dona Carmélia Vono e falei:
- Dona Carmélia, eu não quero esperar a morte chegar. Quero voltar a estudar.
Ela me disse para ir ao quadro, escrever algumas coisas e voltei para a escola.
Conte-nos sobre a sua época de escola.
No Grupão, eu conheci a Dona Ordalina Faria Costa e foi com ela que eu aprendi a declamar. A primeira poesia que declamei foi “Retrato de Mãe”. Uma coisa interessante era que, de um lado do papel, havia uma fotografia de Nossa Senhora e, do outro, a letra da poesia. À medida em que eu lia, ia desenrolando o papel e o rosto de Nossa Senhora ia aparecendo. As pessoas se emocionaram muito com minha apresentação e foi nesse dia que percebi que tinha o dom da palavra.
Quando voltei pra casa, levantei o colchão da minha cama para pegar uma revista e encontrei uma carta do senhor Acácio Telles Pereira, que dizia: “Estamos enviando um garotinho, diagnosticado com tumor maligno. Por favor, façam tudo por ele porque, segundo os médicos, viverá no máximo seis meses.” Aí eu pensei:
- Eu não quero morrer, não... Eu vou é viver!
Eu subi as escadas do grupão, procurei a dona Carmélia Vono e falei:
- Dona Carmélia, eu não quero esperar a morte chegar. Quero voltar a estudar.
Ela me disse para ir ao quadro, escrever algumas coisas e voltei para a escola.
Conte-nos sobre a sua época de escola.
No Grupão, eu conheci a Dona Ordalina Faria Costa e foi com ela que eu aprendi a declamar. A primeira poesia que declamei foi “Retrato de Mãe”. Uma coisa interessante era que, de um lado do papel, havia uma fotografia de Nossa Senhora e, do outro, a letra da poesia. À medida em que eu lia, ia desenrolando o papel e o rosto de Nossa Senhora ia aparecendo. As pessoas se emocionaram muito com minha apresentação e foi nesse dia que percebi que tinha o dom da palavra.
E a sua infância dali pra frente?
Nesse tempo eu tinha passagem livre no cinema e não sabia porquê. Foi também nessa época que eu conheci a família do senhor Mário Brandão e fiz amizade com seus filhos. Na casa deles eu jogava futebol e todo mundo achava admirável me ver matar a bola com a muleta e depois chutar. Pular o muro era outra de minhas especialidades.
Mais tarde, o senhor se tornou radialista?
Aos 16 anos, criamos um programa de rádio na difusora chamado “Semana em Revista”. O Paulo Renato fazia crônicas e eu lia poesias e trovas. O Rubens Carvalho era outro amigo que também participava bastante. O programa era de uma hora mais ou menos e a cidade toda ouvia.
O senhor também trabalhou em jornal impresso?
Tudo começou por causa de um amigo que fiz. Certa vez, chegou à cidade um rapaz chamado Gerson Melo. Ele veio fugido da polícia do Rio de Janeiro, por conta de sua participação no movimento estudantil, e havia trabalhado no Jornal do Brasil. Ele escolheu Santa Rita porque queria estudar na ETE e nos convidou para montar um jornal impresso chamado “A cidade”. Desde então, eu passei a escrever a coluna de Esportes.
O senhor também fazia cobertura dos julgamentos?
Eu e o Rubens gostávamos de acompanhar os casos do Fórum. Íamos sempre aos julgamentos e fazíamos a cobertura para o jornal. Em um deles, conhecemos a história de um homem do Bom Retiro que havia matado a esposa porque ela havia se recusado a manter relações com ele na noite de núpcias. O advogado de defesa era o Doutor Arlette que, em seu discurso, disse: “Vejam senhores! Este matuto da zona rural, casou com sua apaixonada e ela o ofendeu moralmente! Esse mineiro, com sua violinha cantava à luz da lua e foi humilhado pela esposa!” No intervalo, eu e o Rubens fomos conversar com o acusado e perguntamos se ele achava que sairia livre. Ele falou: “Estou preocupado... O Doutor Arlete falou que eu estava tocando violinha, mas eu nunca peguei uma viola na vida! Se depender de saber tocar, eu to lascado!”
Nesse tempo eu tinha passagem livre no cinema e não sabia porquê. Foi também nessa época que eu conheci a família do senhor Mário Brandão e fiz amizade com seus filhos. Na casa deles eu jogava futebol e todo mundo achava admirável me ver matar a bola com a muleta e depois chutar. Pular o muro era outra de minhas especialidades.
Mais tarde, o senhor se tornou radialista?
Aos 16 anos, criamos um programa de rádio na difusora chamado “Semana em Revista”. O Paulo Renato fazia crônicas e eu lia poesias e trovas. O Rubens Carvalho era outro amigo que também participava bastante. O programa era de uma hora mais ou menos e a cidade toda ouvia.
O senhor também trabalhou em jornal impresso?
Tudo começou por causa de um amigo que fiz. Certa vez, chegou à cidade um rapaz chamado Gerson Melo. Ele veio fugido da polícia do Rio de Janeiro, por conta de sua participação no movimento estudantil, e havia trabalhado no Jornal do Brasil. Ele escolheu Santa Rita porque queria estudar na ETE e nos convidou para montar um jornal impresso chamado “A cidade”. Desde então, eu passei a escrever a coluna de Esportes.
O senhor também fazia cobertura dos julgamentos?
Eu e o Rubens gostávamos de acompanhar os casos do Fórum. Íamos sempre aos julgamentos e fazíamos a cobertura para o jornal. Em um deles, conhecemos a história de um homem do Bom Retiro que havia matado a esposa porque ela havia se recusado a manter relações com ele na noite de núpcias. O advogado de defesa era o Doutor Arlette que, em seu discurso, disse: “Vejam senhores! Este matuto da zona rural, casou com sua apaixonada e ela o ofendeu moralmente! Esse mineiro, com sua violinha cantava à luz da lua e foi humilhado pela esposa!” No intervalo, eu e o Rubens fomos conversar com o acusado e perguntamos se ele achava que sairia livre. Ele falou: “Estou preocupado... O Doutor Arlete falou que eu estava tocando violinha, mas eu nunca peguei uma viola na vida! Se depender de saber tocar, eu to lascado!”
O senhor continuou trabalhando como radialista por muito tempo?
Nos tempos de faculdade, o Paulo Renato e o Rubens foram para São Paulo e paramos de fazer o jornal do Grêmio Estudantil, na Difusora. Eu então comecei a produzir um jornal chamado “A Marcha dos Esportes” e sempre acompanhava os jogos do excelente time de Vôlei Santarritense. O que eu escrevia, ia para o Rádio e para o Jornal Impresso. Mais tarde, comecei a fazer o Jornal da Paróquia e só parei quando fui estudar medicina.
Como foi sua ida para a faculdade?
Do segundo para o terceiro ano colegial, eu estava na Pensão da Dona Júlia, conversando com um amigo que era médico (Ubiracy) e ele me falou: “Por que você não estuda em Portugal? Lá não tem vestibular.” E foi o que fiz. No comecinho de 68 me inscrevi em Belo Horizonte e, em novembro, recebi uma carta do Ministério da Educação de Portugal, dizendo que eu havia sido aprovado. A viagem foi paga pelo meu irmão Pedro Paulo. Através do Gerson Melo eu soube que a prefeitura tinha uma verba destinada para os estudos e procuramos o Toninho Rennó, Presidente da Câmara, para pedir ajuda. No mês seguinte eu estava em Coimbra.
Conte-nos alguma passagem...
Um caso interessante que aconteceu nos tempos de faculdade foi que eu tinha um grande amigo, chamado Rosário, e ele era de Cabo Verde. A gente conversava muito e, por ser mais idoso do que eu, me dava muitos conselhos. Ao se formar, ele passou a trabalhar em Praia, capital de seu país e nunca mais o vi. Muitos anos depois, fui passar minhas férias em Maceió, estava no consultório do meu filho Juliano e nisso entrou uma senhora negra, falando português de Portugal e disse que havia marcado uma consulta. Quando eu perguntei de onde ela era, ela falou que era de Praia e falei do amigo que eu tinha lá. Ela então me contou: “Eu era cliente do Rosário e ele acabou de falecer. Infarto do miocárdio.” Quando eu soube, quase chorei de tão emocionado que fiquei.
Nos tempos de faculdade, o Paulo Renato e o Rubens foram para São Paulo e paramos de fazer o jornal do Grêmio Estudantil, na Difusora. Eu então comecei a produzir um jornal chamado “A Marcha dos Esportes” e sempre acompanhava os jogos do excelente time de Vôlei Santarritense. O que eu escrevia, ia para o Rádio e para o Jornal Impresso. Mais tarde, comecei a fazer o Jornal da Paróquia e só parei quando fui estudar medicina.
Como foi sua ida para a faculdade?
Do segundo para o terceiro ano colegial, eu estava na Pensão da Dona Júlia, conversando com um amigo que era médico (Ubiracy) e ele me falou: “Por que você não estuda em Portugal? Lá não tem vestibular.” E foi o que fiz. No comecinho de 68 me inscrevi em Belo Horizonte e, em novembro, recebi uma carta do Ministério da Educação de Portugal, dizendo que eu havia sido aprovado. A viagem foi paga pelo meu irmão Pedro Paulo. Através do Gerson Melo eu soube que a prefeitura tinha uma verba destinada para os estudos e procuramos o Toninho Rennó, Presidente da Câmara, para pedir ajuda. No mês seguinte eu estava em Coimbra.
Conte-nos alguma passagem...
Um caso interessante que aconteceu nos tempos de faculdade foi que eu tinha um grande amigo, chamado Rosário, e ele era de Cabo Verde. A gente conversava muito e, por ser mais idoso do que eu, me dava muitos conselhos. Ao se formar, ele passou a trabalhar em Praia, capital de seu país e nunca mais o vi. Muitos anos depois, fui passar minhas férias em Maceió, estava no consultório do meu filho Juliano e nisso entrou uma senhora negra, falando português de Portugal e disse que havia marcado uma consulta. Quando eu perguntei de onde ela era, ela falou que era de Praia e falei do amigo que eu tinha lá. Ela então me contou: “Eu era cliente do Rosário e ele acabou de falecer. Infarto do miocárdio.” Quando eu soube, quase chorei de tão emocionado que fiquei.
Nos tempos de faculdade você fazia muitas viagens pela Europa?
Quando estava em Coimbra viajava muito de carona. A gente chamava de “pegar boleia”. Nas viagens que fazia a Lisboa, como não conhecia ninguém, passeava o dia todo e depois dormia no aeroporto.
Como eu era muito católico, toda “semana santa” ia para Fátima e passava os dias todos de jejum, rezando. Em uma dessas viagens fiquei muito triste, porque não tinha dinheiro para tirar uma foto minha e encontrei uma maneira de mudar essa situação. Eu notei que havia um casal (uma brasileira e um espanhol) tirando fotos e me ofereci para fotografar os dois. Tudo o que eu queria aconteceu: depois que fiz a foto, eles também se ofereceram para fazer a minha.
Como foi sua volta para Santa Rita?
Foi em 1971. Eu voltei para o Brasil por dificuldades financeiras e comecei a estudar em Itajubá. Nesse tempo, eu ia e voltava todo dia de carona. No último ano, comecei a estagiar no Hospital Antônio Moreira da Costa e trabalhei com o Doutor Kallás que me ajudou muito. Eu também aprendi muito de medicina com o doutor Wilfredo, que eu conheci no Rio da Janeiro.
Quando estava em Coimbra viajava muito de carona. A gente chamava de “pegar boleia”. Nas viagens que fazia a Lisboa, como não conhecia ninguém, passeava o dia todo e depois dormia no aeroporto.
Como eu era muito católico, toda “semana santa” ia para Fátima e passava os dias todos de jejum, rezando. Em uma dessas viagens fiquei muito triste, porque não tinha dinheiro para tirar uma foto minha e encontrei uma maneira de mudar essa situação. Eu notei que havia um casal (uma brasileira e um espanhol) tirando fotos e me ofereci para fotografar os dois. Tudo o que eu queria aconteceu: depois que fiz a foto, eles também se ofereceram para fazer a minha.
Como foi sua volta para Santa Rita?
Foi em 1971. Eu voltei para o Brasil por dificuldades financeiras e comecei a estudar em Itajubá. Nesse tempo, eu ia e voltava todo dia de carona. No último ano, comecei a estagiar no Hospital Antônio Moreira da Costa e trabalhei com o Doutor Kallás que me ajudou muito. Eu também aprendi muito de medicina com o doutor Wilfredo, que eu conheci no Rio da Janeiro.
Mais tarde, o senhor participou da autópsia do nazista Josef Mengele?
Eu sou diretor do grupo de radiologia do IML do Estado de São Paulo e, nessa ocasião, a perícia precisou identificar se o corpo exumado era do Mengele ou não. Eles ficaram sabendo, através de uma interceptação, que o Mengele havia morrido afogado em Bertioga e queriam descobrir se era ele mesmo e o motivo de sua morte. Na nossa equipe trabalharam médicos legistas da Alemanha, dos Estados Unidos e de um grupo de Israel que buscava carrascos nazistas pelo mundo todo. As notícias eram de que ele havia sobrevivido à guerra e que havia morado na Argentina, no Uruguai e no Brasil.
Como descobriram que ele havia morrido?
Num feriado, fizeram a interceptação de uma correspondência do Brasil à Alemanha que contava sobre a morte dele.
Eu sou diretor do grupo de radiologia do IML do Estado de São Paulo e, nessa ocasião, a perícia precisou identificar se o corpo exumado era do Mengele ou não. Eles ficaram sabendo, através de uma interceptação, que o Mengele havia morrido afogado em Bertioga e queriam descobrir se era ele mesmo e o motivo de sua morte. Na nossa equipe trabalharam médicos legistas da Alemanha, dos Estados Unidos e de um grupo de Israel que buscava carrascos nazistas pelo mundo todo. As notícias eram de que ele havia sobrevivido à guerra e que havia morado na Argentina, no Uruguai e no Brasil.
Como descobriram que ele havia morrido?
Num feriado, fizeram a interceptação de uma correspondência do Brasil à Alemanha que contava sobre a morte dele.
Conte-nos sobre as investigações
A partir do que nós sabíamos, começamos a estudar. Nós verificamos que ele andava muito de moto e que havia fraturado a bacia. Outra característica era o diastema que ele tinha (dentes separados) e uma fístula no maxilar superior. Após as investigações, algumas pessoas acharam que não era ele, mas depois foi feito o exame de DNA com um parente na Alemanha e verificou-se que estávamos realmente certos.
A partir do que nós sabíamos, começamos a estudar. Nós verificamos que ele andava muito de moto e que havia fraturado a bacia. Outra característica era o diastema que ele tinha (dentes separados) e uma fístula no maxilar superior. Após as investigações, algumas pessoas acharam que não era ele, mas depois foi feito o exame de DNA com um parente na Alemanha e verificou-se que estávamos realmente certos.
Oferecimento:
sexta-feira, 9 de março de 2012
ETE FMC homenageia Professor Márcio, membro da uma tradicional família de Educadores
Vindo de uma família de educadores
Um dos mais antigos professores da ETE FMC, Márcio Magalhães vem de uma família cuja tradição em educação estende-se por muitas décadas. Seu pai, professor Francisco Magalhães, foi mentor e um dos fundadores da FAI (Faculdade de Administração e Informática), além de ter lecionado por cerca de doze anos na Escola Técnica de Eletrônica.
Um dos mais antigos professores da ETE FMC, Márcio Magalhães vem de uma família cuja tradição em educação estende-se por muitas décadas. Seu pai, professor Francisco Magalhães, foi mentor e um dos fundadores da FAI (Faculdade de Administração e Informática), além de ter lecionado por cerca de doze anos na Escola Técnica de Eletrônica.
Com um currículo de fazer inveja, Márcio iniciou seus estudos no renomado Colégio Santo Antônio, de Belo Horizonte. Em seguida, fez Engenharia Elétrica na UFMG; Pós-graduação em Matemática na FEPI; Pós em Qualidade e Produtividade na Unifei e Mestrado em Engenharia da Produção, também na Unifei. Atualmente, está realizando um doutorado em Administração em Montevidéu (Uruguai).
Contratado no dia 25 de fevereiro de 1985 pelo então Diretor de Ensino – José Geraldo de Souza – Márcio falou sobre a satisfação de lecionar na ETE: “Para mim é um grande prazer dar aulas aqui, devido ao alto grau de competência dos professores, colaboradores e alunos. Nesses 27 anos, nunca pedi licença ou afastamento. Até mesmo nos momentos mais delicados, como nos 8 anos em que dirigi a FAI, ou quando realizava meu Mestrado, procurei não deixar o cargo. Trabalhar aqui me engrandece muito.”
Quando perguntamos sobre os princípios que norteiam sua vida acadêmica, o mais antigo professor de Matemática da ETE (em atividade) lembrou de uma frase de seu saudoso pai: “Ninguém tem a obrigação de ser rico, mas sim de ser honesto, humilde e útil para a sociedade.” Sobre as passagens felizes, Márcio falou sobre os bons momentos vividos na sala dos professores: “É um ambiente de descontração, coleguismo e troca de experiências. Algo que me deixa muito feliz é quando vejo que uma boa parte dos professores foram meus alunos, aqui mesmo nesta escola.”
Sobre os momentos tristes, Márcio se recordou do falecimento dos Padres Raul Laranjeira e José Carlos de Lima Vaz. Também se recordou do professor Paulo César Moreira (PC) e do aluno Sólon (falecido em 1996).
“Fico realmente lisonjeado por fazer parte dessa Instituição tão conceituada, séria e que preserva os valores morais e religiosos. Mesmo sabendo que, no imenso oceano formado pelos colaboradores dessa instituição, em todas as épocas, sou apenas um grão de areia, tenho verdadeiro orgulho de fazer parte desta história.”
Padre Guy Ruffier SJ, Diretor Geral da ETE, fala sobre o nosso homenageado: “Márcio é um grande educador. Filho de um dos mais notáveis professores de Santa Rita, ele é absolutamente devotado aos princípios que norteiam a escola. Para nós, ter alguém com seu gabarito é somente motivo de orgulho e grande satisfação.”
(Carlos Magno Romero Carneiro)
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