terça-feira, 14 de abril de 2015

O carteiro e o beijo (Por Ivon Luiz Pinto)

Foi numa época em que a cidade era pequena, tão pequena que a gente conhecia todo mundo e as ruas tinham apelido: rua do Zé da Silva, rua do Queima, rua da palha, rua da Cadeia . O  Correio, além da correspondência escrita, oferecia também  o serviço de telégrafos e, por isso, a empresa se chamava Correios e Telégrafos. A cidade era tão pequena que nas cartas e objetos que vinham não precisava constar o endereço da pessoa, bastava o nome e o carteiro já sabia quem era. Às vezes, até pelo apelido a carta chegava ao destinatário. Eram poucas as correspondências, e logo que terminavam o trabalho, os carteiros ficavam livres para exercer outras atividades. A correspondência chegava pelo trem de ferro, a RMV, Rede Mineira de Viação, e, nele, existia um vagão especial, logo após a locomotiva. Esse vagão  era repartido ao meio e na parte voltada para os vagões de passageiros ficava o escritório do Chefe do trem que recolhia os bilhetes dos passageiros e os perfurava com uma maquina  própria. Quem não tivesse o bilhete era despejado do trem. No outro lado estava o compartimento dos Correios  que continha  a correspondência, separada por cidades. A correspondência  era acompanhada pelo estafeta, oficial dos Correios, em uniforme cáqui, que a entregava sob recibo, ao Chefe carteiro da cidade, quando chegasse na estação. Em época de eleição os votos eram conduzidos nesse vagão que, por isso, ficava sob escolta policial e, nesses casos, a correspondência normal era entregue sob vigilância. Muitas vezes a gente esperava o trem chegar e indagava do estafeta se tinha alguma carta pra gente. Lógico que ele nada dizia.
Nas diferentes épocas da história postal brasileira o carteiro já foi tropeiro, estafeta, carregador de mala postal e inspetor de serviço postal, sendo cada um reflexo de seu tempo.
A estação de trem desta cidade se chamava Afonso Pena. Eu pegava o trem de madrugada, 4 horas, e chegava a Itajubá às 6. O trem vinha de Sapucaí com destino a Soledade de Minas, onde chegava por volta de meio dia, tendo percorrido 21 estações. A parada em Piranguinho era famosa por causa dos pés de moleque que alguém vinha vender  dentro do trem.

Quando eu estudava em Alfenas, todo santo dia escrevia uma carta para a Rita e ela, da mesma forma, me escrevia. Uma carta por dia! E tenho todas guardadas. Meus colegas brincavam dizendo que desse jeito ela casaria com o carteiro. Mas eu não tinha medo. O carteiro era o Américo Garcia que só pensava em cerveja. Há poucos anos o carteiro amigo era o JUCA. Minhas filhas esperavam ansiosas a sua chegada para receber carta de namorado. O JUCA tem muita história para contar sobre este povo. Mas quero lembrar um  outro carteiro, dos tempos antigos.

Havia, nesta cidade, um carteiro muito conhecido e amigo de todos  que era o Francisco Garcia ou  Chiquinho  Garcia  e que era mais conhecido por Chiquinho Carteiro. Homem bom, que gostava de caçar passarinho. Naquela época isso não era proibido e a gente o encontrava com gaiola e alçapão, pelos terrenos vagos à procura de suas presas. Gostava  muito de canarinho e pintassilgo e, por causa deles, ia até pelas roças a caçar. Ele entendia do assunto e sabia, só de olhar, se o passarinho era bom cantador ou se era de canto fraco. Ele andava demais, muito mesmo e, frequentemente, era encontrado calçando sapatos de cores e modelos diferentes: num pé  um tipo de calçado e, no outro, um calçado diferente.  Era a pressa de sair para caminhar como  carteiro ou como passarinheiro. 

Muitas são as histórias desse homem como carteiro e como passarinheiro. Todas elas interessantes. Certo dia, ele estava entregando cartas indo da rua da ponte até a Afonso Pena, nome que se dava ao bairro além da ponte metálica, onde tinha a estação de trem. Na frente dele estava um casal de namorados que se escondia nos desvão das portas para trocar beijos. Coisa muito rara numa época em que nem se podia pegar na mão da garota. Eu só fui pegar na mão de minha esposa quando já estávamos noivos. O carteiro observava o enlevo dos dois com bastante interesse e foi caminhando e olhando, olhando e caminhando. A cena não lhe saía da cabeça.  Quando chegou numa casa no bairro Afonso Pena, ele bateu palmas e fez o anúncio de que era o carteiro. A dona da casa abriu a porta e o Chiquinho entregou a carta dizendo: um beijo. Teve problemas para explicar o erro.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

De lá para cá... (Por Danlary Tomazini)

Era mais uma noite. O corpo exausto pedia descanso, desejando se livrar dos dias incertos vividos. A mente não desligava. Como seria o amanhecer? O quanto andaríamos? Onde seria a próxima cama? Quando finalmente chegaríamos ao nosso destino? Adormecemos todos na carroceria do caminhão estacionado – eu, minha mãe e os quatro cachorros - somente para acordar momentos depois, atônitas, com a chuva gelada no rosto. Ela chegou de surpresa, rapidamente, encharcando-nos e a pequena mala que levávamos. Raramente passa pela cabeça das pessoas a dificuldade de um morador de rua para lavar e secar roupas, algo muito mais raro de conseguir, do que um prato de comida, por exemplo.
Esse é um dos episódios que passamos ao caminhar nas estradas a caminho de Santa Rita. Ao contrário do que possam pensar, não falo sobre ele com intuito de causar comoção. Foi mais um de vários acontecimentos derivados de escolhas que tomamos conscientemente e, assim como outras situações, relembro com sorrisos. Afinal, quem nunca tomou um bom banho de chuva?

Dias depois, em 17 de Abril de 2009, pisamos pela primeira vez em solo santa-ritense. Coincidentemente, foi no mesmo mês que, há um ano, o Empório publicou uma matéria sobre minha mãe, Lauir, resumindo perfeitamente um pedaço da história dela e nosso trajeto até aqui. Diante disso, registro nessa coluna um discreto agradecimento a todos envolvidos conosco, desde que chegamos. Um obrigada especial aos leitores do jornal que demonstraram admiração pela história relatada e que de lá para cá acompanham meus textos, participando com críticas, sugestões e elogios. Aos que me param na rua para perguntar onde se encontra D. Gaivota e a carrocinha de reciclagem, informo que, com o incentivo de muitos, ela concluiu seu curso de Assistente Veterinário, está fazendo estágio na área e continuará se especializando no cuidado de diferentes tipos de animais. 

É com prazer que completamos mais um ano de história em Santa Rita do Sapucaí. Seja bem-vindo, abril!

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sábado, 11 de abril de 2015

Álbum de fotografias revela imagens raríssimas da Escola Normal, em 1926

Tivemos acesso a um álbum de fotografias datado de 1926 e que traz uma série de imagens raras e que mostram como era a rotina da Escola Normal. “Homenagem ao Cel. Francisco Moreira da Costa, o grande amigo da instrução e do progresso do município. 1 de dezembro de 1926” - diz o texto pintado com letras brancas, na segunda página do documento. Nas páginas seguintes, vimos imagens do diretor da instituição, Francisco Falcão, e de sua esposa, a professora Corina Falcão. Frequentada apenas por meninas, a escola tinha os mesmos traços arquitetônicos dos dias atuais. Em uma das imagens, vemos o corpo discente nas escadarias enquanto um grupo de estudantes realiza o hasteamento da bandeira nacional. Outra fotografia mostra como era o dormitório. Como as moças eram criadas para serem donas de casa, uma exibição de trabalhos trazia bordados, costuras, ornamentações e outras atividades domésticas. Na Capela de Santa Rita, ao lado do altar, havia um pequeno piano. Na imagem do refeitório, uma escada que já não existe dava acesso ao segundo andar. O corpo docente pode ser visto na imagem seguinte. A última fotografia é uma reprodução do quadro das Normalistas de 1926. O paraninfo da turma foi o Doutor Sandoval Azevedo. A oradora, Maria do Carmo Vianna. Veja, a seguir, essa verdadeira relíquia que ajuda a desvendar um pouco da história de Santa Rita do Sapucaí.

(Clique nas imagens para ampliar)

Oferecimento: Acevale

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Santa-ritense lançará livro sobre a história e a cultura de Santa Rita do Sapucaí

Santa Rita do Sapucaí é uma cidade única. Com menos de 40 mil habitantes, dela saíram presidente da república, governador, ministros, deputados, jogador da seleção, atletas de renome, artistas e até um serial killer. Nela vivem (ou viveram) pracinhas de guerra, um sobrevivente dos campos de concentração de Java, tropeiros, pescadores, curandeiros e até o neto do Conde Zeppelin.
Em "Almanaque Cultural Santa-ritense", livro a ser lançado em maio, será possível conhecer as histórias, aventuras e personalidades que fizeram de Santa Rita do Sapucaí um dos lugares mais singulares de quem se tem notícia. Após décadas de pesquisas, Carlos Romero Carneiro reuniu, em dois volumes, as melhores reportagens produzidas sobre sua terra natal. "Através desta obra, o leitor terá a oportunidade de ler e reler 83 textos surpreendentes e que mostram muito do que nós somos." - conta o autor.

O primeiro volume está previsto para lançamento em maio e os exemplares podem reservados pelo fone 35 3471 3798 ou emporiodenoticias@hotmail.com. 

"Reunimos o que há de mais curioso sobre Santa Rita e o resultado ficou muito interessante." - conta Carlos Romero.

Saiba quais serão as reportagens disponíveis no primeiro volume:

- As incríveis peripécias do inacreditável Zezico
- O Código de Posturas de 1917
- As cartas de Lobato a Rangel
- Os arquivos secretos do DOPS
- Viagem a Santa Rita de 1874
- Retorno a Santa Rita da Boa Vista, em 1884
- As últimas horas do presidente Delfim Moreira
- Relíquias do Livro do Tombo da Paróquia
- As cartas do Coronel Gabriel Capistrano
- Conde Zeppelin vive aqui        
- Incríveis previsões para 2019                         
- De Java a Santa Rita                                               
- Santa-ritenses e seus apelidos                                
- Quando a cidade saiu do breu                                
- As lendas e causos do doutor Eduardo Adami              
- Um santa-ritense na revolução de 1932                                  
- Voos e rasantes de Gaivota                                      
- Atentado às torres gêmeas e Santa Rita                                         
- A história do futebol em Santa Rita                           
- Senador Godoy e a Província do Rio Sapucaí                                        
- O sábio Gumercindo Rodrigues                                  
- Pedras preciosas e muito ouro em Santa Rita?           
- A inauguração do busto de Delfim Moreira                 
- As aventuras de Toninho Anão                                    
- Santa Rita das Petecas                                             
- Delfim e Wenceslau, na corte imperial                       
- Adirson e as origens de nossa cidade                         
- Um urubu chamado Frederico                             
- O cultivo do café em Santa Rita                               
- A história de nossas pontes                                      
- O integralismo em Santa Rita                                  
- Entrevistamos Francisco Moreira Neto                      
- O domingo mais trágico da história de Santa Rita     
- Fé, garra e conquistas de Luiz Donato                       
- As lendas do Mato Sanico                                        
- No tempo dos grandes festivais                                             
- Paixão pelo Ford T                                                   
- Entrevistamos o pernil da Festa de Santa Rita          
- Três passagens da década de 80                               
- Os primeiros voos de Hermes Moreira                       
- Próxima parada, Estação Rennó                               
- Quando as águas do Sapucaí banhavam o Catete     
- Nando, patrimônio santa-ritense                              
- Maria Bonita, fina flor que a cidade acolheu                                                          
- A menina que viu o Zeppelin                                   
- Brandani,  a arte e as abelhas                                
- Recordações de Benedito Zeferino                            
- Os passageiros da Avenida Sapucaí                          
- A namorada de Altemar Dutra                                   
- Os velhos engenhos do Bom-Retiro                          
- As proezas de Joaquim Amâncio                               
- A vida de Haidée Cabral                                          
- A poderosa ASA                                                      
- Uma moça centenária em Santa Rita                        
- Felipe Elias e a imigração libanesa                          
- Rubens, o último herói de guerra santa-ritense         
- O monumento a Ruy Barbosa                                   
- Os feitos de nossos radioamadores                          
- Um sobrevivente dos anos 80                                  
- Lembranças do nosso futebol                                   
- O centenário Geraldo Costa                                      
- O cinema em Santa Rita                                           
- A festa da jabuticabas                                             
- A história de Petite e Betão                                     
- Pantera, um grande amigo                                        
- Tiãozinho                                                               
- As vidas de José Adão                                             
- Os primórdios da Escola Normal                               
- Recordações do velho Mercado                               
- Cutuba, el Magnífico                                              
- Os bustos de Joaquim Inácio                                    
- A última entrevista de Dom Vaz                               
- O Porto Sapucaí                                                     
- O lituano Vladas e seu Bife de Ouro                                             
- Ele virou palhaço, mudou de nome e fez história      
- A curiosa história da família Ponte                          
- Sebastião Felipe, o Pica                                         
- Aventuras de uma família italiana em Santa Rita     
- A última lição que o meu pai deixou                         
- A estilista dos mil vestidos                                       
- A última rainha do Clube Santa-ritense                              
- Recortes que contam histórias de Santa Rita  

Serviço:
- Título da obra: Almanaque Cultural Santa-ritense - Curiosidades surpreendentes sobre a cultura, a história e as pessoas de Santa Rita do Sapucaí
- Paginação: 252 páginas           
- Autor: Carlos Romero Carneiro
- Editora: Ainda não definida
- Reserva: emporiodenoticias@hotmail.com ou (35) 3471 3798
- Preço: ainda não confirmado

O autor:
Formado em Comunicação Social pela Universidade de Ribeirão Preto e especializado em Planejamento de Comunicação pela Miami Ad School, Carlos Romero Carneiro é Assessor de Comunicação da ETE FMC, sócio da agência de publicidade Take Five Propaganda e proprietário do jornal Empório de Notícias. No mercado de comunicação desde 2001, arriscou no ramo jornalístico e produziu alguns livros como "Tudo começou aqui" (que conta a história da ETE FMC), "Os 60 anos do Colégio Tecnológico Delfim Moreira" e "Vale da Eletrônica", a ser lançado em junho. Em "Almanaque Cultural Santa-ritense - Volume 1" o autor reúne as principais reportagens que produziu e colecionou sobre a história de Santa Rita do Sapucaí. O segundo volume ainda não tem data prevista para lançamento.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Entrevistamos Fernando Kallás, um jornalista multimídia

Como foi sua saída de Santa Rita e o início no jornalismo?

Formei-me na ETE em 1997 e entrei na faculdade de jornalismo, no Rio de Janeiro, no ano seguinte. No último ano de jornalismo, consegui um estágio em uma agência para participar de um festival de música. Só depois eu soube que era para trabalhar no Rock in Rio. Logo em seguida, entrei no processo de seleção da Globo. Eram 7 mil candidatos para 5 vagas. Desde então, passei a participar da produção. Eu trabalhava em uma daquelas mesas que aparecem no Jornal Nacional. Aquilo me subiu um pouco à cabeça. Costumo dizer que tive um “Complexo de Bozó”. Acho que esse tipo de coisa é bom acontecer pra gente aprender. Com 5 meses de trabalho, tomei uma bronca do meu chefe. Ele disse: “Só não demito você hoje porque é estagiário.” Foi aí que caiu a ficha. 

Você continuou na Globo?

Assinei diversos contratos com eles e tenho uma ótima relação com o canal. Já trabalhei em todos os jornais da TV Globo, cobri as Olimpíadas de Pequim (Globo News) e fui comentarista do UFC (Sportv). Foram cinco anos de SporTV. 

E a ida para o Líbano?

Entre 2004 e 2006, eu fui para o Líbano por causa do meu avô e da relação que nós tínhamos. Na verdade, foi uma promessa que eu tinha feito para ele. Nós saíamos para caçar e ele me contava de quando morava no Vale do Beqaa. A maior emoção da minha vida foi poder caçar no mesmo lugar que ele. Eu vi a casa dele em ruínas e aquela viagem mudou a minha vida. Nessa época, mataram o primeiro ministro do Líbano e um amigo da BBC de Londres me indicou para fazer a cobertura. 

Nesse período você estudou enologia?

Enquanto estive no Líbano, um primo que estudou enologia na França retornou ao país e me levou para uma vinícola. Foi ali que eu tomei o primeiro contato com o mundo dos vinhos. Até então, eu não conhecia nada do assunto. Estava acostumado a tomar Almadén e dizia que não gostava. Aquilo mudou completamente a minha vida e, até hoje, eu trabalho com vinhos. Acabei fazendo cursos de sommelier (degustador profissional) e, nesse período, conheci a minha mulher. 

Continuou a atuar com o Vale Tudo?

Eu havia apostado tudo no meu trabalho com o UFC. Nessa época, tinha um programa que apresentava duas vezes por semana no Canal Combate e era o comentarista número um do UFC na Sportv. Fui o primeiro cara, na imprensa brasileira, a falar do lutador José Aldo. Ninguém o conhecia. Em sua primeira luta na televisão brasileira, fui eu quem fez o contato para que fosse televisionada. Eu liguei para o Zé Aldo e falei: “Manda a galera de Manaus alugar um telão e preparar o churrasco que a sua luta será transmitida.” Ele começou a chorar no telefone! O mais legal é que, até hoje, temos uma relação muito legal e mantemos contato. 

E quando foi que as coisas mudaram para você?

Quando a minha mulher, que é médica, não conseguiu validar o diploma para atuar no Brasil, tive que optar em me separar ou largar tudo e me mudar para a Europa. Eu comecei do zero na Espanha. Sem dominar a língua, demorei dois anos para entrar no mercado de jornalismo no país. No começo fiquei muito amargurado e até pensei que tivesse cometido um erro, mas vejo que valeu a pena. 

Como foi esse recomeço?

Eu entrei num processo de seleção de Mestrado para jornalismo, organizado pelo Jornal El País. Era só molecada com, no máximo, 25 anos. Eu só consegui convencê-los a apostar em mim porque disse que queria conhecer como era o trabalho em mídia impressa. 

E a vida profissional, hoje em dia?

Atuo em um jornal de esportes, o AS, do El País, faço trabalhos de comentarista para a Sportv e outros veículos e dou cursos de degustação de vinhos. Durante a Copa do Mundo, atuei tanto pela Sportv quanto para o AS, cobrindo os jogos da Copa. Naquele período, estive na final e em 8 jogos no Maracanã. 

O que teria a dizer sobre persistência?

Eu podia ter desistido da minha profissão umas três vezes. No primeiro problema na Globo, quando teve a guerra no Líbano e tive que ir embora e quando fui obrigado a largar tudo para morar na Espanha. A gente nunca sabe o que vai acontecer. O mais importante é ser persistente e saber que as coisas não acontecem de uma hora para outra. Eu tive que ralar quatro anos na Espanha, até trabalhando de graça para chegar ao ponto de ser contratado pelo AS, cobrir a Copa do Mundo ou trabalhar para empresas como a CBN. É muita coisa e pouco dinheiro! 

É um bom número de atividades...

Costumo dizer para a minha mulher que “alguma coisa vai dar certo”. Ou então, continuarei trabalhando em 5 lugares diferentes, como faço hoje. Há 10 anos o meu pai já falava que o emprego, como a gente conhece, estável, fixo, com contracheque no final do mês, estava acabando. A questão é que, ou você corre atrás, ou ninguém vai pagá-lo no final do mês. Nessa semana, por exemplo, fiz uma matéria sobre o Neymar, produzi uma matéria para a BBC sobre política espanhola, estou indo para um congresso, no norte da Espanha, sobre vinhos e tenho um programa semanal no AS, de futebol americano. 

É importante arriscar?

Aquela história de que, se você deixar um lugar, não conseguirá se dar bem em outro é uma grande besteira. Aquele seriado Hulk tem uma metáfora muito interessante. Toda vez que terminava o episódio ele aparecia caminhando, de costas, todo rasgado, mas recomeçava. Isso que é o legal!

Oferecimento: Inatel

quarta-feira, 25 de março de 2015

ETE FMC promove palestra sobre tendências tecnológicas – Evento será aberto ao público, gratuito e transmitido via web

Santa Rita do Sapucaí, 24 de março de 2014 – Um mundo onde o virtual e o real se misturam; uma agenda eletrônica projetada na porta da geladeira ou a imersão no ambiente do seu jogo favorito. Essas são algumas das tendências tecnológicas que, em pouco tempo, se tornarão realidade e farão parte da rotina das pessoas. Para falar sobre as últimas novidades do mundo da tecnologia e o que está em desenvolvimento, a Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa - ETE FMC, promoverá uma série de palestras no ETE TRENDS. A primeira edição, denominada “Hackeando tendências – tecnologia desmistificada”, será no dia 28/3 (sábado), às 10h. Gratuita e aberta ao público, ainda terá transmissão ao vivo pela web, através do site da escola (etefmc.com.br).
Localizada em Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, sul de Minas, a ETE FMC é a primeira escola de tecnologia do país. “Por essa referência em inovação, que nos acompanha desde o final dos anos 50, queremos trazer para o cotidiano dos alunos o que há de mais novo no mundo, os lançamentos das grandes empresas e também o que está por vir”, esclarece o diretor geral da ETE, Alexandre Barbosa.

Um dos palestrantes dessa primeira edição é Ralph Peticov, sócio e funcionário número zero da Mandalah, empresa de consultoria que procura levar ideias de novas tecnologias e inovações para dentro de grandes corporações. “A palestra que farei na ETE será sobre tendências e sobre como podemos aplicá-las aos negócios”, explica Peticov. Com vocação para hackear tendências – “ressignificar algo que todos acreditam que não se pode mudar” – Peticov levará seu olhar criativo para dentro da instituição. “Quero mostrar ao público como olhar o mundo por meio de uma ótica diferente.”

Nessa mesma linha, outro palestrante, Boo Aguilar, apresentará a realidade virtual por meio de um equipamento exótico. “Levarei para minha palestra o Oculus Rift para demonstrá-lo aos participantes. Esse dispositivo faz com que o usuário consiga imergir no mundo dos jogos; essa é a realidade virtual.” Com 25 anos de idade, Aguilar já é formado pela Universidade de Stanford, uma das mais prestigiadas do mundo, em Human Computer Interaction e é responsável por protótipos de soluções tecnológicas inovadoras. Em sua palestra, também abordará a realidade aumentada para trazer o mundo virtual ao real. Isso possibilita, por exemplo, colocar a agenda do e-mail na porta da geladeira apenas utilizando óculos especiais. “Essas tecnologias ainda estão em desenvolvimento. Grandes empresas, como Google, Microsoft e Apple, estão investindo para alcançar o metaverso: espécie de mundo igual ao mostrado no filme Matrix”, explica.

Normalmente, segundo Aguilar, as novas tecnologias costumam afetar muito a vida das pessoas. Por isso, existe grande interesse em conhecer o que há de mais moderno saindo dos grandes laboratórios de desenvolvimento. Boo Aguilar explica, ainda, que esse futuro está próximo e que, com certeza, mudará o cotidiano das pessoas. “Estamos muito próximos de um canvas infinito para nossas mentes, como uma tela em branco, para que os usuários possam interagir livremente”, esclarece.

terça-feira, 24 de março de 2015

Alunos são premiados em feira nacional de ciências

Com um sistema de geração de energia por meio do fluxo de água, estudantes da ETE FMC conquistam o 2º lugar na categoria de Engenharia na Febrace
Santa Rita do Sapucaí, 23 de março de 2014 – Estudantes da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa – ETE FMC (na cidade de Santa Rita do Sapucaí/sul de MG) foram premiados com medalhas e certificados, pela conquista do 2º lugar na categoria de Engenharia na 13ª Feira Brasileira de Ciências e Engenhara – Febrace 2015 – na Universidade de São Paulo-USP, de 17 a 19/3.

O grupo de três estudantes – Fernando Iemini, Guilherme Costa de Oliveira e Luis Gabriel Carvalho – construiu o projeto Sistema Residencial de Geração de Energia Através do Fluxo de Água com Hidrômetro Digital, que foi apresentado primeiramente na feira ProJETE, da ETE FMC. Depois, selecionados para levar o projeto para a Febrace, o aperfeiçoaram com um aplicativo que monitora o gasto da água. “Valeu o esforço dessa turma. Estamos orgulhosos dos nossos alunos”, diz o professor responsável Fábio Teixeira.

Com essa premiação, a ETE FMC contabiliza um total de 67 conquistas nacionais e internacionais nas 13 edições da Febrace. Criada em 1959, a escola é a primeira técnica da América Latina, e se localiza no Vale da Eletrônica, de onde saem diversas inovações que facilitam o dia a dia ou focam na sustentabilidade.

O projeto vencedor é composto por duas partes: a primeira é uma turbina geradora de energia, localizada na entrada da caixa de água, onde a pressão é maior; nela está acoplado um circuito regulador, que carrega as baterias armazenadoras de energia. A segunda parte é constituída por um hidrômetro digital e sensores, que calculam a quantidade de litros de água que circula dentro de certos períodos.

O equipamento funciona quando o fluxo da água acelera a turbina, que gera a energia a ser armazenada em baterias. O sistema não chega a suportar uma casa, mas pode ser utilizado para recargar celulares e na iluminação por painéis de leds. Ao mesmo tempo, o hidrômetro marca o fluxo, permitindo que os usuários monitorem melhor o consumo de água, e, por um aplicativo de celular, defina uma meta de consumo, o quanto pretende gastar de água durante um período de dias e o hidrômetro registra esse consumo de maneira mais didática.
“O projeto desses alunos chegou com potencial à feira. Recebeu maior atenção dos avaliadores devido à crise hídrica que o Brasil enfrenta. Agora vamos

competir também na Feira do Semiárido do Potiguar, no Rio Grande do Norte, e esperamos trazer mais conquistas para a ETE”, explica Teixeira.

Para o aluno Fernando Iemini, a premiação reforça a vontade que o grupo tem de encontrar soluções que beneficiem a todos e por um custo acessível – o sistema criado custa cerca de 160 reais. “É muito gratificante saber que podemos fazer uma pequena contribuição diante de um problema tão sério que o país vem enfrentando, como seca e aumento nas contas de luz”, conta o aluno. Para Iemini a participação na Feira trouxe mais visibilidade nacional ao projeto e permitiu que aprendessem com os outros projetos que participaram com ideias e soluções diferentes. “Agora, estamos ansiosos para próxima feira no nordeste, que acontecerá em novembro.”

ETE FMC – Desde a fundação em 1959, a ETE FMC (www.etefmc.com.br) passou a ser referência em educação, por abrigar a primeira escola de eletrônica de nível médio da América Latina e a sétima no mundo, que atrai estudantes de todo o País. Atualmente, com cerca de 750 alunos, nos períodos diurno e noturno, oferece os cursos de Automação Industrial, Telecomunicações e Equipamentos Biomédicos, além de Ensino Médio Regular. A região é conhecida como o “Vale da Eletrônica” - referência ao Vale do Silício na Califórnia (EUA) - de onde muitos produtos e sistemas tecnológicos inovadores são lançados para o mercado nacional e internacional. Boa parte deles nasce dentro da escola.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Visita a Santo Antônio do Pinhal (Por Ivon Luiz Pinto)

Neste carnaval, saímos da cidade com nossa filha Letícia e Luís, seu esposo, e fomos procurar descanso e tranquilidade numa pequena cidade de 8 mil habitantes a meio caminho da subida para Campos do Jordão. Santo Antônio do Pinhal nos recebeu com alegria interiorana igual, antigamente, os fazendeiros acolhiam o viajante que passava por suas terras. A cidade está no roteiro de um antigo caminho que os mineiros abriram, em 1809, para encurtar o acesso para o Vale  do Paraíba. 
Após disputas e desavenças, os paulistas colocaram uma guarda no local onde hoje é a cidade, mas os mineiros, em 1814, retiraram a guarda e instalaram um Quartel no alto da Serra da Mantiqueira, no local onde, hoje, é a estação Eugênio Lefévrè. Por exigência da Câmara Municipal de Pindamonhangaba os mineiros se retiraram do Quartel deixando o local abandonado até ser queimado pelas autoridades de Pindamonhangaba. Em 29 de novembro, por despacho do Capitão Mor de Camanducaia, Minas Gerais confirma a queima do Rancho-Quartel. Esse documento está reproduzido numa pedra na Praça do Artesão.

Pinhal, em 20 de Janeiro de 1960, cem anos após, recebeu a emancipação como cidade. É essa cidade pequena e recente que escolhemos para o carnaval. Ficamos longe da beleza luxuosa do RIDE e não pudemos aplaudir o DEMO pelos seus 80 anos, mas foi uma estada gostosa, com muita aventura. A primeira escolha, feita pela Rita, foi subir ao Pico Agudo, a 1700m, por uma estrada que alternava asfalto e terra, mais terra do que asfalto. Lá do alto o Vale do Paraíba se apresentava numa vista deslumbrante. O vento frio que soprava o rosto e a chuvinha fina que molhava os cabelos, não nos impediram de apreciar o panorama. Ali de cima, com a cabeça nas nuvens, olhar deliciando a imensidão do Vale que era interrompido pelas muralhas da Serra do Mar, lá, no azulado longínquo, a gente percebe como o homem é pequeno e indefeso. Contudo,  mesmo sendo pequeno ante a imensidão da Criação, temos força para elevar a alma de encontro ao Criador e fazer preces de gratidão e humildade. Ali de cima os corajosos rompem o espaço num voo livre e silencioso fazendo ondulações com paragliders e asas delta. Ficamos de voltar no outro dia com refrigerante Tubaína e pão com mortadela para fazer um piquenique típico de nossa infância. 

A chuva foi embora, mas deixou uma névoa esbranquiçada por cima dos montes e um arco-íris fez ponte no céu umedecido. Curvo, cheio de cores ele é um símbolo na história da humanidade. Seu gradiente de matizes é interessante por comportar as tonalidades básicas, as ultra cores e as infra, ou seja, as cores que a gente vê e aquelas que nossos olhos não conseguem ver. Essa é uma das causas de sua atração, mas não a única. Esse fenômeno sempre chamou a atenção do homem que lhe colocou vários nomes. Para uma região e época foi chamado de Arco da Aliança, relembrando a aliança que Deus fez com Noé e sua descendência, após o dilúvio; para outros, é Arco da Chuva e também Arco Celeste. Na minha meninice, o conheci como Arco da Velha, talvez em lembrança da velha aliança de Deus, lá nos velhos tempos. Muitas vezes, contemplando sua curvatura, seus pés apoiados no pedestal da terra, o associei ao formato dos arcos e abóbadas das Igrejas e o imaginei como a entrada para o grande presbitério do céu.

 Vou contar para você que nunca ouviu, mas, se você já ouviu, não importa, vou contar de novo porque é bonito e interessante. Muitas crendices e superstições acompanham-no por esse mundo afora. Dizem alguns que, no final de sua curvatura, lá onde ele toca a terra, está escondido um baita pote de ouro. Ouro puro, brilhante e valioso que traz a felicidade para seu possuidor. E esse ouro nunca mais acaba. Se você tira um punhado do caldeirão, outro bocado é reposto misteriosamente. Por isso, a tentação de encontrar esse fim que sempre está fugindo. Poetas cantaram sua sedução e músicos compuseram em sua homenagem. Há uma crença que diz que quem passar por baixo muda de sexo: a mulher vira homem e o homem vira mulher. Pronto! Tá explicado tantos sexos trocados. Mas não é só o sexo que muda. Tudo se modifica como se tivesse penetrado em outro mundo. É o mundo ao avesso, um mundo espelhado, que é acessado pelo portal do tempo. Esse portal é o Arco da Velha.

De volta, comentando a beleza do lugar e imponência da estrutura montada por Deus, a Rita sobressaltou-se como uma criança quando viu uma placa que anunciava “´Café no Pano”. Estava na hora de tomar um café bem quente para tirar o frio. Encontramos mais do que café. Era o ateliê Jardins de Barro da ceramista Cynthia Duarte. Fomos recebidos com atenção e a artista não se fez de rogada e nem teve temor em nos mostrar como se trabalha a argila para transformá-la em peças de valor, produzidas uma a uma, no torno ou simplesmente com as mãos e levadas à queima. Processo criativo, processo interativo, fogo, ar... arte. O objetivo, diz Cynthia, “é o encontro de formas diversas, equilibradas e harmoniosas, independente da utilização da peça. Relevos e recortes, aplicações ou ranhuras, cada detalhe, um simples corte, é o que faz a diferença de cada peça, única e especial.” O café foi servido com aula sobre cerâmica. Quando retornamos à cidade o pessoal nos contou que Cynthia dava aulas de cerâmica e aí entendemos a facilidade de comunicação e a abertura em nos mostrar equipamentos e peças feitas. A noite estava fria quando nos aconchegamos no Marcello´s para tomar algo e comer alguma coisa e a questão surgiu pela cabeça das mulheres: o que fazer no outro dia? Ir a Campos do Jordão ou à La Bodega e Cachoeira de Lageado? Mas isso é outra história.

Oferecimento: Life Academia

quinta-feira, 19 de março de 2015

ETE ganha destaque na imprensa, durante a Feira Brasileira de Ciências

Confira alguns sites que deram destaque aos nossos Projetos durante a Febrace, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, que está acontecendo em São Paulo.
O Jornal Nacional deu um bom destaque aos nossos alunos em sua reportagem, embora não tenha citado a instituição e nem dado os créditos por política da própria emissora. Nossos alunos também estavam sem a camiseta da ETE porque foi distribuído um KIT aos estudantes finalistas na Febrace e todos estavam com camisetas da Feira:


A Globo News deu um destaque um pouco menor, com uma explicação rápida do jornalista, em off:


A TV Gazeta deu maior destaque aos nossos alunos e até realizou uma entrevista:


O Portal G1 também deu ênfase aos projetos dos alunos da ETE FMC, em seu site de notícias:


A mesma matéria foi replicada no Jornal Floripa


O Blog "Criatividade e Inovação" deu destaque a alguns projetos voltados à sutentabilidade, inclusive ao nosso projeto:


O Catraca Livre apresentou um Projeto criado dentro da ETE e que também foi destaque em um programa apresentado por Fátima Bernardes

quarta-feira, 18 de março de 2015

O reitor, o ministro e o que os unia: Santa Rita do Sapucaí (Por Salatiel Correia)

“Vá lá a Brasília. Procure o mi-nistro no Supremo Tribunal Fe-deral, fale em meu nome. Peça a ele que convide o ministro Aliomar Baleeiro para vir a Goiânia encerrar nosso Congresso de Direito.” - assim, solicitou o reitor ao diretor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Com essa incumbência dada pelo Magnífico, ele me relatou o que fez:
 “Dito e feito. Fui para Brasília e me dirigi ao Supremo Tribunal Federal. Lá chegando, a secretária do ministro anunciou meu nome. O magistrado não me conhecia, mas bastou falar o nome do reitor para que as portas se abrissem. O ministro, pessoa de fino trato, prontamente me atendeu com a maior simpatia, colocando-me de frente a seu colega, considerado o maior tributarista do Brasil: Aliomar Baleeiro. Fiz o convite e Aliomar Baleeiro veio a Goiânia encerrar, com brilho, o Congresso de Direito.” 

O ministro em questão era o doutor Francisco Rezek, nascido na mineira Cristina, mas santa-ritense de coração e adoção. O reitor da PUC era outro santa-ritense de coração e adoção. Falo do então padre Vaz, que, anos mais tarde, tornar-se-ia reitor de outra Pontifícia Universidade Católica e, posteriormente, seria promovido a bispo de Petrópolis.

Relatou-me esse episódio, enquanto esperávamos para sermos atendidos pelo oftalmologista, um velho amigo de minha família que fora diretor da Faculdade de Direito da PUC, no fim dos anos de 1970, na época em que o reitor era o padre Vaz. Ao ouvir o relato, logo pensei: dois homens de destaque e um elo comum entre eles, estivessem onde estivessem: Santa Rita do Sapucaí.

Aproveitei aquele momento para relatar ao ex-diretor da Faculdade de Direito velhas histórias sobre o padre Vaz que todo santa-ritense conhece, mas que o diretor, homem dessas bandas do Brasil central, desconhecia.

Histórias como a decisiva participação de Dom Vaz na consolidação da maior Escola Técnica de Eletrônica da América Latina. Histórias de amor do povo de Santa Rita ao pastor educador que por lá viveu deixando sua marca no coração da população.

Na época em que o padre Vaz viveu entre nós, Goiânia tinha quase um milhão de habitantes. Hoje, beira a um milhão e meio. Numa cidade grande assim, a realidade de interação com a sociedade não se concretiza tão fácil como é em uma cidade como Santa Rita. Porém, mesmo numa cidade dessas dimensões, padre Vaz deixou sua marca de grande educador, sentida até hoje na memória da instituição que dirigiu: foi um dos melhores reitores da história da Universidade Católica. Não tenham dúvidas de que o sucesso de sua administração em Goiânia foi o passaporte para que o apóstolo educador se credenciasse para dirigir a mais importante PUC do Brasil – a do Rio de Janeiro. Francisco Rezek e Dom Vaz ganharam o mundo sem se esquecerem de seus caminhos cruzados naquela pequena cidade, nas montanhas do sul das gerais de Guimarães Rosa: Santa Rita do Sapucaí.

(Salatiel Correia é Engenheiro, Bacharel em Administração de Empresas, Mestre em Planejamento Energético. É autor, entre outras obras, do livro A Construção de Goiás.)

Oferecimento: Marques & Perrota / Moldurart