quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
IPHAN realiza pesquisa sobre as fazendas Balaio e Balainho
Fazenda Balaio
- Data provável de construção:
meados do século XIX
- Pé direito: 4 metros
- Janelas: 1m x 1,9m
- Portas internas: 1m x 3m
- Umbrais: 16cm x 20,5cm
Saindo da região de Pedralva em direção oeste, vamos encontrar as fazendas Balaio e Balainho, junto à serra homônima, entra a serra da Manuela e a serra da Pedra Branca. A primeira, fica em terreno bastante plano, em altitude de 847 metros, na várzea de um pequeno afluente do Rio Sapucaí. Os antigos proprietários dessa fazenda tinham laços familiares com os proprietários das fazendas Pouso Alegre, Boa Vista, Três Barras, Condado e Palmital, em Carmo de Minas; Água Limpa, em Virgínia; do Rosário e Santa Margarida, em Dom Viçoso; além da Chapada Paracatu e Jardim, em Itanhandu; sendo descendentes do mesmo tronco da família Ribeiro de Carvalho.
“Após ter vendido a seus irmãos a Três Barras, Joaquim Ribeiro de Carvalho partiu para Santa Rita do Sapucaí, onde comprou a grande fazenda do Sobradinho [...] Dentro de suas antigas fronteiras estão hoje as atuais Sobradinho (de José Procópio Carneiro Junqueira), Balaio, Balainho, Capituva e outras mais”.
Joaquim Ribeiro de Carvalho, nascido em 1789, era o terceiro filho de Custódio Ribeiro de Carvalho, o Velho da Chapada. O quarto filho do Velho da Chapada, o capitão Manoel José de Carvalho, nasceu em 1790 e ergueu a primeira casa da fazenda Pouso Alegre. Sua quinta filha, Mariana Tridentina Ribeiro de Carvalho, foi casada com o Capitão Ribeiro de Carvalho, da Fazenda do Balaio. Eram primos, já que era filho de João Ribeiro de Carvalho, “O velho do Paracatu”.
A casa da fazenda do Balaio é um exemplar bastante enxuto da estrutura autônoma de madeira: um L clássico, com o corpo principal medindo 14m x 15m. Por estar em terreno relativamente plano, seu porão é baixo, não aproveitável, sendo mais alto apenas na cozinha. A divisão interna permanece bastante original. Nas alcovas de ligação utilizam-se armários embutidos para criar o sifão visual, tal como se observa na fazenda Água Limpa, de Pedralva. Na parte da frente, há uma sala de entrada que dá para uma alcova e a sala nobre. Por uma alcova de ligação, chega-se à sala da família e aos demais quartos. A sala da família estende-se até o corpo de serviços, formando um L. Na junção dos dois corpos, há uma janela e uma porta, separadas apenas pelo umbral comum a ambas. O corpo da cozinha sofreu algumas alterações e ganhou uma varanda junto à porta. O telhado original foi substituído por telhas francesas, mantendo a cachorrada e os frechais.
Nas tábuas do piso da segunda alcova de ligação, foi encontrada a marca de um antigo esteio. Este se apoiava diretamente na tábua e não nos barrotes que a sustentam, o que demons-tra a técnica construtiva dita anteriormente.
Do lado esquerdo da casa, ficam os terreiros; à frente, currais; ao fundo, as demais benfeitorias, pomar e córrego.
Fazenda Balainho
- Data provável de construção:
meados do século XIX
- Pé-direito: 4,2m
- Janelas: 1,08m x 1,9m
- Portas internas: 1,08 x 3m
- Umbrais: 16,5m x 20m
Ao que tudo indica, a fazenda Balainho é mais nova do que a vizinha Balaio e, como vimos anteriormente, descende da mesma fazenda tronco, Sobradinho. Sua planta é bastante parecida com a do Balaio, mas de dimensões um pouco menores. Não sabemos se havia sala ao lado da qual há um quarto. O corredor de ligação é reto. Seu corpo de serviços foi bastante reduzido, tendo perdido a cozinha, que hoje se encontra em um novo volume, com telhado mais baixo, pegado à casa.
No conjunto da fazenda, encontram-se o antigo paiol de madeira, ao lado da casa, e os terreiros nos fundos. Continuando o corpo da cozinha, há uma série de construções auxiliares. Há ainda na fazenda, uma boa estrutura para o gado leiteiro.
Na frente da casa, há um terraço a-terrado, estranhamente construído com pedras, como as do alicerce. Este tipo de solução não era comum, tendo sido adotado, posteriormente, mas com um grande cuidado, utilizando-se a mesma técnica da casa. Desse patamar, sai uma escadaria que se esparrama para a frente e dos lados. À sua frente, forma-se uma alameda de palmeiras imperiais. Ambas as intervenções demonstram uma clara intenção de grandiloquência, com resultado um tanto pretensioso, considerando-se que a grande virtude dessas casas é justamente a simplicidade e harmonia de proporções. Os terreiros, ao contrário, são singelos e bem postos.
(Por Cícero Ferraz Cruz)
Oferecimento:
Difusora 1550: Populares de Santa Rita questionam tamanho de grades instaladas no centro do município para captação de águas pluviais
Alguns moradores de Santa Rita do Sapucaí, que não quiseram se identificar, procuraram o Jornal Notícias do Dia para questionar se o tamanho das caixas de captação de águas pluviais instaladas no Centro é aprovado pela Prefeitura. Há uma caixa instalada na rua José Palma Rennó e outra na rua Custódio Ribeiro de Miranda. Ambas servem para captar a água da chuva, que por várias vezes causou inundações no período chuvoso no local. A água captada nas caixas é direcionada para o sistema de captação da rede pluvial que leva a coleta para o rio Sapucaí. O questionamento dos moradores é quanto ao tamanho e formato das caixas, conhecidas como bueiros. Ambas são diferentes das que já existem no município.
O diretor municipal de obras, Mário Marques Ribeiro, acredita que a instalação das caixas de captação de águas pluviais está adequada. “Acredito que a empresa que executou o serviço teve a necessidade de aumentar e fazer aquele tamanho que está hoje, pelo volume que vem. Essa água vem da rua Nova, da Vila das Fontes, e quando há uma precipitação muito grande, ou seja, uma chuva forte, o volume é imenso. As galerias que foram feitas no projeto para serem colocadas aí, com certeza, não posso dizer pela firma porque eu entrei agora, eles devem ter feito um cálculo e notado que aquelas caixinhas não iriam comportar o volume de água, então por isso optaram essa caixa maior.”
Exploração de trabalhadores em Santa Rita termina em auxílio a entidades beneficentes
Uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) resultou em acordo que vai beneficiar três entidades beneficentes da cidade de Santa Rita do Sapucaí, com a doação de 15 mil tijolos.
Os tijolos serão doados pelos proprietários do sítio Boa Vista a título de reparação por explorar indevidamente trabalhadores rurais, na colheita de café, em 2010. Entre as irregularidades praticadas estavam o excesso de jornada, condições inadequadas de alojamento e alimentação e não pagamento de salários e de verbas rescisórias.
A primeira entidade a receber 5 mil tijolos será o Asilo Sociedade de Assistência aos Pobres. Eles serão destinados à reforma e ampliação da cozinha e deverão ser entregues até o início de fevereiro. As outras duas serão indicadas pelo MPT em duas etapas a cada 60 dias.
"Embora atualmente a colheita do café esteja sendo feita por dois empregados devidamente contratados, o dano causado na safra anterior precisava ser reparado, o que será feito com a produção de cerâmica, uma das atividades desenvolvidas na pequena propriedade", explica o procurador que investigou o caso, Everson Rossi.
Além da reparação do dano, um termo de compromisso assinado pelos sitiantes prevê adequações na contratação de empregados. Além de regularização de contratos, salários e efetivo controle de jornada, o ambiente de trabalho deverá ser dotado de condições mínimas como sanitários, refeitório. Empregados deverão receber EPIs, água potável, instruções sobre o uso de agrotóxicos entre outros.
Processo nº: IC175.2010.03.009
Informações:
MPT em Minas Gerais
(31) 3304-6291
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
No rastro da memória (Nídia Telles) - Revendo (e Revivendo)
Eu estou ficando velha e, como toda pessoa, idosa pegando a mania de ficar rememorando histórias. Tenho a impressão de que são os últimos suspiros dos neurônios que teimam em dar um grito de guerra antes de se apagarem totalmente. Será? Será que são eles os culpados por todas essas lembranças que brotam em minha cabeça sem mais nem por quê?
Já contei que, há algum tempo, tenho um baú imaginário onde vou guardando minhas lembranças. Ele vai aumentando de tamanho à medida que as histórias vão surgindo. São versos soltos, flutuando à espera de um poema, sons, aromas, sabores. Algumas vezes, passo tardes inteiras revirando aquela bagunça, dando risadas, suspiros. Costumo recostar a cabeça e fechar os o-lhos para que tudo fique mais nítido. Se algum desprevenido chegar de repente e me encontrar assim, até falando sozinha, com certeza vai achar que estou ficando esclerosada com a idade. Não vai entender que estou (re)vivendo.
É só abrir a tampa e, como uma caixinha de música, a vitrolinha Sonata começa a tocar canções das brincadeiras dançantes das tardes de domingo. Os LP´s ficam girando sem parar e eu cantarolo junto tentando lembrar as letras que acompanhavam aquelas melodias suaves bem apropriadas para serem dançadas de rosto colado com o namorado.
Tem fotos que nunca foram feitas, mas que existem para fixar as lembranças na memória. Numa das fotos, a imagem da tia Cecília, baixinha, tímida, com seus óculos “fundo de garrafa”. No seu coração cabia nossa família inteira e ainda sobrava espaço para muitos outros amigos e inúmeros afilhados. Imediatamente sinto uma variedade imensa de cheiros misturados. São doces de figo, roscas, bolos, quitandas saindo quentinhas do forno à lenha da casa da vó Quininha. Não poderia uma pessoa tão de bem com a vida fazer algo que não fosse saboroso. Até hoje tenho saudade do Pão Dourado que fazia para nós, quando meus pais tinham algum compromisso noturno e ela ia lá para casa, na Vista Alegre, tomar conta da criançada. Ela fazia uma verdadeira mágica, uma transformação que deve ter inspirado Lavoisier a afirmar que “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Pegava o pão duro e velho, picava em fatias que eram molhadas com leite, passadas por ovos batidos e depois fritas. Da escumadeira iam, soltando fumaça, diretamente para um prato onde havia uma mistura de açúcar com canela em pó. Nem dava tempo de esfriar, já podíamos ir comendo (coisa que minha mãe não deixaria jamais). Iam pulando de uma mão para a outra numa inútil tentativa de fugir da quentura. Ficávamos com os dedos e o redor da boca melados, imundos de felicidade. Lambíamos o açúcar, passando a língua até acabar o que era doce. Muitos chamam esse doce de Rabanada. Eu me recuso. Pão Dourado tem muito mais som e gosto de infância.
No meu baú, tem uma grande mistura: tem a gargalhada gostosa da Fernanda, minha irmã, que ouço quando bate a saudade, meu primeiro vestido de festa, papeizinhos de bala enrolados, chamados de beijinhos, que ganhei do primeiro namorado. Num cantinho, embrulhado num papel de seda rosa, um pedacinho de Torrone que meu pai trazia quando ia trabalhar em outra cidade e que era repartido fraternalmente em nove pedaços. Tinha um sabor que nunca mais achei em nenhuma outra iguaria. Sabor de partilha, de família que dividia o pouco que tinha.
Bem no fundo tem uma caixa preta, fechada a cadeado, onde guardo as lembranças tristes. Só abro essa caixa quando já acordo com vontade de chorar. É nela que armazeno minhas perdas, minhas dores. Quando ela vai aumentando de tamanho, inchando e empurrando as paredes do baú, abro devagar, dobro tudo bem pequenininho e fecho novamente. Tranco bem para que nada teime em sair por aí estragando minha alegria ou diminuindo minha esperança.
Perto dela tem pessoas que, muitas vezes, se empurram para serem notadas. Hoje, naquele amontoado de personagens, apareceu uma que foi bem famosa em Santa Rita, tempos atrás. Seu nome era Hélio, mais conhecido como “Hélio do ataque”. E então vem a lembrança...
Antigamente, era costume se fazer “footing” na praça. As meninas ficavam dando voltas, em grupo de três ou quatro com os braços dados, pelo lado mais interno da praça e os rapazes pelo lado externo, em sentido contrário. Era assim: as mulheres na mão e os homens na contramão. Quando se cruzavam, lançavam olhares apaixonados, o coração disparava e o rosto corava.
No coreto, havia um serviço de som para enviar músicas, tipo correio elegante musical. Muitas vezes, o locutor dizia: “Com todo amor e carinho, alguém oferece a alguém e só esse alguém sabe quem.” E pelos alto-falantes tipo corneta, saía um som “parecido” com uma música da moda, que todas nós gostávamos e cada uma ficava se achando a recebedora de homenagem tão especial.
O tal do Hélio sempre estava por ali, parado com os braços cruzados, apreciando tudo. Os meninos davam algum dinheiro para ele e indicavam as vítimas que deveriam sofrer o ataque. Ele se aproximava, dava um grito apavorante, sacudindo as mãos e fazendo caretas. Era garota correndo desesperada para todos os lados e os meninos dando gostosas risadas. Também fui, várias vezes, alvo dessa brincadeira.
Um dia, não corri, resolvi contra-atacar e pagar para ver. Quando o Hélio deu seu ataque costumeiro, olhei bem para ele, emiti um grito tão estridente quanto o seu, balancei as mãos desordenadamente e fiz caretas que nem imaginava conhecer. Ele ficou parado sem esboçar nenhuma reação. O feitiço havia virado contra o feiticeiro.
Depois disso, nunca mais ele aceitou dar sustos em mim. Mas a minha maior vitória foi, nesse dia, ter conseguido preservar inteiro, sem nenhum arranhão, o salto do meu primeiro sapato de mocinha.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Família Augusto Telles, em quatro gerações
Maestro Augusto Telles
![]() |
| Maestro Augusto Telles com a Lira São Benedito. |
Em um mundo sem rádio, net ou televisão, o Maestro Augusto Telles tinha como nobre missão, comandar a “Nova Aurora”. Os integrantes da Lira se reuniam no porão de sua casa e a Rua da Pedra se enchia com uma incrível riqueza de sons. Com ouvido absoluto, canções eram criadas para cada instrumento da orquestra – todos, sem exceção. As exibições, muito aguardadas, eram sempre copiadas, iam para todo o estado e não tinham restrição. Fosse quermesse, procissão ou carnaval, lá estavam os santa-ritenses da Lira, sempre muito afinados, do sopro à percussão. Nas exibições do coreto, após as missas dominicais, uma multidão se reunia para admirar as canções. Como havia duas bandas, mantidas por velhos partidos, a rivalidade era grande e os grupos se desdobravam, para agradar os amigos.
![]() |
| Maestro, ao centro, com a Lira Nova Aurora. |
Com o passar dos anos, o talento de Telles correu e importantes regentes de fora começaram a tocar suas notas. Com uma caneta tinteiro, o Maestro punha as frases na folha. Quando a demanda aumentou, comprou uma pequena gráfica e passou a imprimir caderninhos, vendidos em todo o país. Através de linotipos, a melodia era montada e as letras sempre encaixadas de maneira artesanal. Se errasse uma simples nota, a canção saía trocada e ao menor descompasso, tudo era posto a perder. Para diferenciar os cadernos, cores eram alteradas e as capas ilustradas com vistosos clichês.
![]() |
| Senhor Zito Telles com a Banda Jazz Brasil |
José Augusto Telles – o Zito
Grande admirador de seu pai, Zito pedia ao Maestro, que deixasse de fazer manha e o ensinasse a tocar. O velho, entretanto, dizia, que a vida na Lira era dura e que desejava ao menino uma coisa melhor. Não imaginou o talento no sangue e que o garoto herdaria o ofício, mesmo que fosse difícil, querendo o artista ou não. Depois que saía da escola, o rapaz procurava um amigo e sempre com muita humildade, tomava algumas lições. Ao saber do talento do filho, Zito entrou para a banda e sentou-se ao lado de lendas: Zizinho, Cincinato, Alípio, Abílio e Zequinha Major.
![]() |
| Um dos livros publicados com composições do Maestro. |
O requiem do Maestro
Com idade muito avançada, Telles deixou a batuta e a Lira ficou desfalcada daquele grande artista. Dois anos longe da lida, o famoso Maestro morreu e uma grande fila de amigos formou um triste cortejo. Mesmo com a banda montada e os artistas de instrumentos na mão, não havia uma só nota partindo da procissão. Todos estavam calados, exaustos e muito cansados: viam a banda quieta, mas nem imaginavam a razão. Enquanto as senhoras oravam, na Lira pairava o silêncio e, no lugar das cadências, era completo o pesar. Quando alguém perguntava o motivo, um dos queridos amigos, tocado pela agonia, olhava triste e dizia: “Hoje não tem melodia, nossa banda está em luto porque o maestro morreu.”
![]() |
| Instrumento que pertenceu ao Maestro Augusto Telles. |
O Correio do Sul
Assim que o “Correio do Sul” foi colocado à venda, Zito cobriu a oferta e seu negócio expandiu. Se de dia fechava negócios, ia ao Clube de noite, para acompanhar sua banda, a famosa Jazz Brasil. Grandes decisões da cidade saíam da redação: casamentos, batizados, notas avulsas e até candidatos à reeleição. Beatriz, sua filha, ainda conta que o cheiro de tinta lhe remete à infância. Seu pai, por outro lado, dizia: “Filha, se aquele ambiente lembra você os tempos de criança, para mim a recordação é maior. É lembrança de toda uma vida, de um trabalho pesado, mas repleto de amor.”
Quando seu filho – Dalton - faleceu, uma forte tristeza o tomou. No dia seguinte à sua perda, Zito, abatido, ao trabalho chegou. Ao ver o amigo quieto, Miranda, seu irmão Maçon, proferiu uma bela frase que, num instante, o acalmou. “Graças a Deus, meu amigo, o trabalho o abençoou. Não há mais nada a ser feito: a hora dele chegou.”.
Décadas depois do Maestro, Luiz Augusto – o filho de Dalton - comprou a Tipografia. Após um acordo com as tias, fechou um grande negócio e a gráfica de quase 100 anos continuou na família. Com mestrado no Inatel marcado, o rapaz trancou o seu curso para tocar os negócios do avô e, junto com outros amigos, criou o Bloco do Urso - famoso em todo o país. Após quatro gerações, coincidência ou não, ele também lida com shows e possui uma boa gráfica, assim como o seu bisavô. Uma vocação que sobrevive ao tempo e que passa de pai para filho.
Agradeço à amiga Beatriz Telles por nos fornecer as informações para a elaboração deste texto e ao amigo Luiz Augusto por nos emprestar fotos e documentos que pertenceram ao seu avô. A todos os seus familiares o nosso abraço e reconhecimento.
Oferecimento:
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Arquivos secretos do DOPS revelam ações da repressão em Santa Rita do Sapucaí
O “DOPS” - “Departamento de Ordem Política e Social” – foi criado para manter o controle dos cidadãos e vigiar as manifestações políticas na ditadura, pós-64, instaurada pelos militares no Brasil. O DOPS perseguia, acima de tudo, as atividades intelectuais, sociais, políticas e partidárias de cunho comunista.
Entre os anos de 1964 e 1974, em virtude da resistência ao regime militar crescente, o DOPS obteve maior autonomia. A partir do momento em que o Brasil se abriu para o processo de redemocratização, a instituição perdeu o sentido e foi extinta.
O DOPS exercia função de órgão policial e deixou documentos como ofícios, relatórios, radiogramas e livros que hoje servem como pesquisa histórica e fonte de busca de processos judiciais. Há dossiês que descrevem sobre a existência, na época, de eleições sindicais, greves, partidos políticos e atos públicos que eram registrados e vigiados pela DOPS.
Através das dezenas de documentos do DOPS, é possível perceber que a perseguição ao simpatizantes e adeptos do partido comunista era feroz. Em uma extensa lista, os agentes traçaram um perfil detalhado de cada uma das pessoas que eles consideravam simpatizantes do partido. A maioria era formada por líderes sociais, estudantes, profissionais liberais e maçons.
Nesta edição, vasculhamos os documentos secretos do DOPS e encontramos muitas informações sobre a sua atividade em Santa Rita. Em diversos casos, omitimos os nomes dos envolvidos para não expor as vítimas. Acompanhe agora, como funcionou o período de repressão na cidade.
Aliança Libertadora Nacional (ALN) em Santa Rita
Em um dos recortes anexados pelo DOPS, um artigo datado de 2 de junho de 1935 relata a criação de um diretório da Aliança Nacional Libertadora em Santa Rita.
Leia, a seguir, um trecho do manifesto da ALN local:
“Não somos, vejam bem, um braço do extremismo, que anula o estímulo e esteriliza a vontade de progredir. Queremos dar a mão ao humilde proprietário, franquear-lhe o caminho da salvação econômica e levá-lo a aproximar-se do abastado. Queremos uma Aliança Nacional Libertadora das raças e não das castas.”
Imediatamente após a publicação do manifesto, o delegado afirmava que já tinha avisado o grupo sobre as consequências daquele ato. Na mesma carta, ele dizia que, como o grupo ain-da não havia sido formalizado, não tinha necessidade de tomar qualquer medida.
Agente consular da Suíça em Santa Rita
Muito intrigante é uma corres-pondência enviada de Santa Rita do Sapucaí, no dia 3 de março de 1942, pelo agente consular da Suíça, Alberto Luercher, em que solicitava do representante consular italiano, Ferrucio Parolari, que advertisse um descendente de italiano residente na cidade. Em tal correspondência, ele afirmava que a delegacia de Santa Rita se opunha a tal cooperação, já que o referido era dono de nacionalidade italiana, morava há mais de 30 anos no Brasil, era casado e tinha filho com uma brasileira. Em tal documento, não conseguimos descobrir por que o agente consular estava na cidade.
O fim do comunismo
Depois de passar por um longo processo de monitoramento dos ditos comunistas na cidade, em um documento do dia 16 de junho de 1947, a delegacia de Polícia de Santa Rita acusava o recebimento de uma correspondência com a ata de fechamento do partido comunista na cidade. Ainda assim, o DOPS arquivou as fichas de afiliação de todos os membros do partido.
Uma nova correspondência foi enviada no dia 14 de março de 1949 em que o DOPS informava ter se dirigido a Santa Rita para conter uma manifestação comunista. “No final do ano, esteve em Santa Rita o Deputado Ernani Maia, com o objetivo de instalar um Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Reunindo-se com membros do extinto PCB, iniciou uma campanha tipicamente subversiva induzindo os trabalhadores rurais a buscarem seus possíveis direitos.”
A formatura que recebeu a visita dos agentes
No dia 3 de junho de 1969, uma correspondência, informava sobre um ato considerado subversivo, em Santa Rita:
Trecho da ocorrência:
“Passando pelas imediações do Clube, notei que, na parede do fundo do prédio, luzes acendiam e apagavam, chamando a atenção com alguns dizeres. Indo ao salão, observei que havia um cartaz escrito “UNE Viva” e, ao lado, duas efígies estavam pintadas de preto com a semelhança de Cristo e de Che Guevara. As pinturas foram apreendidas pelo sargento e enviadas ao escalão superior do 8ºDP.”
No dia 29 de agosto de 1969, os formandos responsáveis pela decoração do baile, redigiram uma declaração em que afirmavam que tudo o que havia sido apreendido era de responsabilidade deles e que nem a Escola de Comércio e nem o Clube Santa-ritense, tinham relação com o ocorrido. A correspondência estava assinada pelos seguintes alunos: Antônio Roberto de Franco, Benedito Geraldo de Melo Pereira, Clemilton Silva, Francisco de Souza, Waldir Marques Lemos, Homero Carneiro Silva e Luiz J. da Silva.
Ladrões ou guerrilheiros?
Assalto em Santa Rita do Sapucaí
No dia 7 de dezembro de 1971, um assalto acontecido em Santa Rita do Sapucaí chamou a atenção dos agentes do DOPS. Ao ler o documento, não conseguimos descobrir o motivo de ele ter sido classificado como “confidencial”, o que nos levou a concluir que os autores podem ter sido considerados subversivos ou guerrilheiros. Veja a seguir, um trecho do documento:
“No dia 4 de novembro último, o estabelecimento comercial de Jair Sanches de Oliveira foi assaltado por três elementos de São Paulo. Os componentes do DP de Santa Rita do Sapucaí saíram em perseguição dos assaltantes, que foram localizados próximos a Paraisópolis.”
Livros no leito do Rio
“Segundo foi apurado nas diligências encetadas pelas autoridades policiais, o fato se prende ao encontro, em águas do Rio Sapucaí, de documentos considerados altamente subversivos.
Através das providências levadas a efeito, o delegado fez a apreensão dos citados livros, versando sobre a ideologia extremista, tomando por termo as declarações de pessoas que tinham conhecimento do fato.
No dia 23 de abril, por volta das 14h30min, estava o declarante pescando debaixo da ponte metálica, em companhia de outras pessoas, quando sentiu que seu anzol havia enroscado em alguma coisa no fundo do rio. Procurando recuperar seu material de pesca, o declarante foi puxando com cuidado, sendo surpreendido com um bornal cinza. Ao verificar, notou que o mesmo continha livros identificados como portadores de ideologia comunista. O declarante procurou queimá-los, temeroso de complicações com a Polícia. Porém, meditando um pouco mais sobre o assunto, decidiu entregar o material ao Tenente Ary.
A autoridade policial, apesar de todos os seus esforços, não conseguiu elucidar o caso e decidiu enviar o inquérito, bem como todos os livros apreendidos a esta delegacia regional. Foi designado o detetive, Roberto Capistrano, para encetar diligências em torno do fato, procurando o seu esclarecimento. Após verificar as assinaturas, chegou-se à conclusão de que os livros pertenciam a XXXXXXX em face das rubricas encontradas.
O fato estava esclarecido até que apresentou-se o senhor XXXXXX que assumiu a responsabilidade de ter atirado os livros no leito do Rio Sapucaí. Ao ser ouvido, o declarante afirmou que adquiriu os livros em Belo Horizonte e que os mesmos eram publicamente vendidos. Ele negou ser comunista, mas disse que possuía as obras para aperfeiçoamento de seus conhecimentos na literatura de Economia Política da qual foi professor e aluno estudioso da matéria.”
(Por Carlos Romero Carneiro)
OPORTUNIDADE: ETE ENSINO MÉDIO continua com suas inscrições abertas
Veja porque cursar o Ensino Médio na ETE FMC pode ser uma excelente opção para a sua carreira
Alto Índice de Aprovação nos Vestibulares - Pesquisas apontam que cerca de 86% dos alunos que concluem o ETE Ensino Médio entram imediatamente para a faculdade. Dentro dessa estimativa, vale ressaltar que 40% dos aprovados se posicionam entre os 10 primeiros lugares.
Sistemas UNO de Ensino - O ETE Ensino Médio utiliza as apostilas do Sistema Uno de Ensino em conjunto com a Pedagogia Inaciana. Com esta proposta inovadora, é possível incentivar a análise crítica e estimular um posicionamento consciente do aluno em relação à vida.
Aulas práticas são muito mais interessantes - A instituição possui 13 laboratórios, utilizados tanto pelos alunos dos Cursos Técnicos quanto pelo ETE Ensino Médio. Para as aulas práticas de química, física e biologia, dezenas de peças anatômicas, instrumentos de análise e microscópios compõem os ambientes de aprendizado.
Espaço com livros, revistas e internet - O Centro de Estudos da ETE FMC é um ambiente convidativo onde os alunos têm à disposição mais de 8 mil livros didáticos e podem ter acesso a dezenas de revistas e jornais dos mais variados gêneros. Além da biblioteca, o espaço também é composto por um excelente Laboratório de Informática, com acesso livre à internet.
Completo centro esportivo - Para as práticas esportivas e de lazer, o campus dispõe de uma piscina semiolímpica, duas quadras poliesportivas, dois campos de futebol em medidas oficiais, além de duas quadras de handball e peteca.
73% dos alunos estudam com bolsa - Para integrar a comunidade carente ao projeto de promoção social pela educação, a ETE FMC oferece um abrangente sistema de bolsas de estudo. Após uma análise prévia das necessidades sócio econômicas da família do aluno, a entidade pode optar por oferecer bolsas de 50 ou 100%.
Eventos durante o ano todo - A vida no campus é bem agitada. No decorrer do ano, diversas atividades são realizadas para integrar os jovens à comunidade local e tornar o ambiente de estudos ainda mais dinâmico. Eventos como PROJETE – Feira de Projetos, Semana da Eletrônica (Palestras diversas de interesse do aluno), SolidariETE (Campanha de Cidadania), Retiros espirituais, Grupos de Coral e de Teatro, LiveETE (evento musical organizado pelos alunos) e diversos ciclos de debate, fazem da instituição um local de constante aprimoramento.
Filosofia Inaciana: A ETE FMC possui um modelo de educação diferenciado, pautado na filosofia de Santa Inácio do Loyola. Desde sua fundação, a escola é administrada pelos padres Jesuítas que buscam proporcionar uma formação completa em que os futuros profissionais atuem de forma a transformar positivamente a realidade em que vivem.
Filosofia Inaciana: A ETE FMC possui um modelo de educação diferenciado, pautado na filosofia de Santa Inácio do Loyola. Desde sua fundação, a escola é administrada pelos padres Jesuítas que buscam proporcionar uma formação completa em que os futuros profissionais atuem de forma a transformar positivamente a realidade em que vivem.
Rede de Antigos Alunos Aqueles que se formam na ETE FMC jamais deixam de se beneficiar com a imensa gama de recursos oferecidos por esta escola com mais de 50 anos de tradição. Para isso, foi criada a ASIA (Antiquis Societatis Iesu Alumnis). Uma associação que une os antigos alunos aos novos desafios da entidade, incentivando o relacionamento de diferentes gerações ao propor uma parceria de amplos benefícios.
Mais informações: www.etefmc.com.br
Inscreva-se. Ainda dá tempo de curso o Ensino Médio na ETE FMC. Acesse o site www.etefmc.com.br ou ligue (35) 3473 3600
Mais informações: www.etefmc.com.br
Inscreva-se. Ainda dá tempo de curso o Ensino Médio na ETE FMC. Acesse o site www.etefmc.com.br ou ligue (35) 3473 3600
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
EPTV: Carnaval de rua é cancelado pela Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí
![]() |
| Clique na imagem para assistir. |
O carnaval de rua de Santa Rita do Sapucaí (MG) foi cancelado pela prefeitura do município. O motivo, segundo o prefeito Jéferson Gonçalves Mendes, é uma dívida de R$ 3 milhões que ele teria herdado da administração anterior. O custo para a realização do carnaval, segundo a prefeitura, seria de R$ 600 mil.
"Como eu iria justificar para os fornecedores do município gastar dinheiro com o carnaval se eu não tenho dinheiro para pagar ninguém", explicou o prefeito.
Neste ano, seis escolas e sete blocos participariam do carnaval da cidade. Algumas escolas já tinham gasto até R$ 60 mil com materiais carnavalescos. Integrantes da escola "Ride Palhaço", por exemplo, vão tentar devolver ou vender objetos para o prejuízo não ser tão grande. A escola já havia gasto cerca de R$ 20 mil para o carnaval.
"Nós vamos pedir para nossos torcedores, nossa diretoria, para colaborar com alguma quantia pra gente sanar parte da dívida que a gente contraiu. Nós temos que devolver o dinheiro que já foi investido", disse Maria Regina Simões, diretora de patrimônio de um bloco carnavalesco. "Por enquanto a gente ainda não teve prejuízo, mas se a gente desfizer do que está pronto, vai virar. Então nós vamos guardar para o próximo carnaval", disse Francisco Cássio Gervásio, presidente de outra escola de samba do município.
Nas ruas, a população parece ter aprovado o cancelamento da festa.
"Eu achei uma boa ideia porque se está com dívida, tirando isso dá para pagar", diz o estudante Rafael de Oliveira. Apenas o carnaval de rua foi cancelado em Santa Rita do Sapucaí. O carnaval do "Bloco do Urso", que é realizado em um espaço fechado, será mantido.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
O Vale da Eletrônica e o desenvolvimento do Sul de Minas
O sul de Minas Gerais tem o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, perdendo apenas para a região metropolitana de Belo Horizonte, e Santa Rita do Sapucaí corresponde a mais de 1/3 do que é arrecadado na microrregião, que reúne 15 cidades. É a tecnologia que move a economia do município, conhecido nacional e internacionalmente, como o Vale da Eletrônica. São 150 empresas ligadas à área tecnológica e instituições de ensino e pesquisa que contribuem para a formação de profissionais e no desenvolvimento de novos serviços e produtos. No último levantamento feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre desenvolvimento municipal mostra que Santa Rita do Sapucaí aparece entre as 50 cidades mais desenvolvidas de Minas Gerais.
Este desenvolvimento conta com apoio de órgãos de fomento, como a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), tanto para a área acadêmica quanto produtiva. "O Vale da Eletrônica é a referência que Minas tem hoje da capacidade de criar o futuro, de criar o novo e ampliar a sua presença na economia do Estado e na economia nacional. Exemplo de como um setor pode ser organizar, gerar emprego, gerar riqueza, e construir cidadania", afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues.
A Fapemig investe por ano R$ 300 milhões para estimular a ciência, a tecnologia e a inovação no Estado, através de projetos, concessão de bolsas, intercâmbio de pesquisadores, divulgação científica, interação com as empresas, entre outras ações. "Apoiamos projetos que podem colocar a gente à frente do nosso tempo. Sem empresas não há inovação e sem instituições de ensino e pesquisa não há conhecimento. Essa integração é essencial, mas são necessárias políticas públicas e em Minas isso é prioridade", disse o diretor de Planejamento e Finanças da Fundação, Paulo Kleber Duarte.
Atualmente, o Instituto Nacional de Telecomunicações tem oito projetos em parceria com a Fapemig e três com a Sectes, mais de R$ 1,5 milhão investidos em desenvolvimento e bolsas para alunos e pesquisadores. Em 2012 foram iniciados os trabalhos de três centros de desenvolvimento com o apoio da Sectes e da Fapemig. Um deles é o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva (CDTTA), destinado à pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas que facilitem a vida das pessoas com deficiência e sejam acessíveis a todas as camadas da população. O outro recém-inaugurado é o Centro de Desenvolvimento em Microeletrônica (CDMicro), que já trabalha na formação de profissionais na área e no desenvolvimento de circuitos integrados para atender a demanda do mercado.
Tem ainda o Centro de Desenvolvimento de Software Embarcado, que atua em parceria com multinacionais, gera conhecimento na área e transfere às empresas do Arranjo Produtivo Local (APL) Eletroeletrônico do Sul de Minas. Além dos centros, a Fapemig apoia outros projetos como o WOCA, que realiza pesquisas com a tecnologia 4G e rádio sobre fibras. "O Inatel e Santa Rita do Sapucaí são um modelo para o país, modelo de empreendedorismo e inovação", disse o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Policarpo Gonçalves de Abreu. O diretor ressaltou o aumento dos investimentos da Fapemig ao longo dos anos com o orçamento do Estado e do setor empresarial e que isso significa um apoio cada vez maior a bons projetos de instituições. "É a utilização dos recursos públicos de uma forma correta e finalística".
Para o diretor do Inatel, professor Marcelo Marques, o trabalho integrado tem proporcionado a Minas Gerais um impulso muito grande, uma vez que as políticas traçadas pelo governo do Estado, por meio da Sectes, são fomentadas pela Fapemig e alcançam a academia, fortalecendo a geração de conhecimento e a transferência de tecnologia ao mercado. "Aqui em Santa Rita do Sapucaí, a tríplice hélice envolvendo a Sectes/Fapemig, o Inatel e a indústria local, é uma realidade, fortalecendo o Vale da Eletrônica e propiciando condições muito favoráveis para o desenvolvimento social e econômico da cidade."
O apoio à pesquisa e ao desenvolvimento se reflete diretamente nas empresas do de Santa Rita do Sapucaí. Segundo o Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), as empresas encerraram o ano com 12 mil postos de trabalho, 13 mil produtos de base tecnológica no mercado e R$ 2 bilhões em faturamento. Para o presidente do Sindvel, Roberto de Souza Pinto, o diferencial do município é trabalhar no desenvolvimento, na constante inovação. "E o apoio do governo do Estado, através da Fapemig, é fundamental para que as empresas possam criar novos planos de negócio, novas pesquisas, novos produtos. O apoio à academia também atinge as empresas, já que todas têm ex-alunos das instituições de ensino do município, seja como gestor ou como colaborador".
2013
O apoio às empresas do Polo de Excelência em Eletrônica e Telecomunicações (PE-ET) já começou a ser debatido entre os representantes do Vale da Eletrônica e a Sectes. De acordo com o secretário Narcio Rodrigues, "o planejamento estratégico já tem uma visão de médio e longo prazo para poder prever o aporte de recursos para projetos que podem consolidar uma atuação mais ampla no PE-ET."
Entre os assuntos está a participação do Inatel em dois grandes projetos estaduais: o condomínio temático de Tecnologia da Informação e o Hidroex. O projeto do governo é organizar e fortalecer o setor de TI. "A proposta é chegar em 2022 como o principal Estado na área de TI, colocando Belo Horizonte como a capital nacional de TI. O Inatel tem um papel estratégico para nos ajudar", afirma o secretário da Sectes. A ideia é que o condomínio tenha ações voltadas para a capacitação e pesquisa e também para empresas do setor.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Opinião: Não vai dar, não vai dar não...
Em seu discurso de posse, o novo prefeito Jefferson Gonçalves Mendes chamou a atenção dos presentes para uma situação crítica a qual a prefeitura foi deixada. Com uma dívida de mais de 3 milhões devido a compras excessivas feitas no final do mandato do Paulinho da Cirvale, o executivo encontra-se em um situação difícil, já que não há verba para mais nada. Ou seja, além de fazer uma péssima administração, o ex-prefeito ainda tratou de arrebentar com a prefeitura demonstrando não ter o menor amor por Santa Rita do Sapucaí.
![]() |
| Chegou a hora de colocar a viola no saco. |
Ontem, dia 7 de janeiro, Jeffinho chamou os representantes dos blocos, escolas de samba e agremiações carnavalescas para mostrar as dificuldades que encontrou ao assumir a prefeitura e pedir a compreensão de todos no que se refere à redução dos gastos. Segundo afirmou, neste ano a prefeitura não terá condições de investir em arquibancada, som ou em iluminação, como vinha ocorrendo nos últimos 10 anos.
Com esta iniciativa, muito coerente, diga-se de passagem, uma série de discussões foram suscitadas nas redes sociais. Enquanto alguns cidadãos apoiavam a decisão do prefeito, outros criticavam e diziam que ele não precisava ter economizado tanto.
Para mim, parece uma insensatez muito grande as pessoas criticarem o corte dos gastos enquanto nossa cidade permanece com uma infraestrutura precária, com ruas esburacadas, sujas e mal cuidadas. Não seria mais importante acertarmos os ponteiros para colocarmos a casa em ordem e, enquanto isso, brincarmos o carnaval do jeito que dá?
Existe um paternalismo em Santa Rita do Sapucaí que precisa acabar. Não acho certo as agremiações receberem verbas para o desfile. Quer desfilar? Façam rifas, passem livro de ouro, promovam bailes, ou seja: corram atrás. Até porque o método de avaliação do que venha a ser uma agremiação carnavalesca é muito vago. O sujeito vai lá, coloca 3 ou 4 pessoas em cima de uma caminhonete e ganha incentivo. Como assim?
Não vai dar, não vai dar não... a coisa tá feia, meus caros. O jeito é pegar o vestido emprestado da tia e sair gritando Pó Pô. Com uma sequência caótica de administrações, será preciso haver mudanças drásticas na forma de administrar para que a cidade não quebre de vez. Como diria o puxador de Samba: "A hora é essa".
(Por Carlos Romero Carneiro)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Video mostra como era Santa Rita no início dos anos 80
Notem como a cidade era limpa e bem cuidada. Vejam também os idosos que caminhavam tranquilos pela cidade.
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Santa-ritense é primeiro colocado em concurso nacional de fotografia
No decorrer de 2012, o VC Reporter do Portal Terra, selecionou uma série de imagens sobre o cotidiano brasileiro e realizou, no final do ano, um concurso com as melhores fotografias. O vencedor foi o santa-ritense Carlos Eduardo Seguro Keleski que fotografou o pôr do sol visto de Vila Prudente, zona Leste de São Paulo. Ao fotógrafo, filho de Fátima Seguro, diretora do Colégio Tecnológico Delfim Moreira, os nossos parabéns pelo sucesso de seu trabalho.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Conheça a vencedora do primeiro Coreto de Prêmios - ACEVALE
Ainda dá tempo de ganhar o segundo Coreto de Prêmios. O próximo sorteio será no dia 29 de dezembro.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
FAI se consagra entre as melhores universidades do País após resultados do ENADE
Todos os cursos conquistam nota máxima 5 e a FAI se coloca
entre as 3,4% melhores IES do país dentre 2.136 avaliadas pelo
MEC
Após ter obtido conceito máximo 5 (nota 4,55), o curso
de Sistemas de Informação da FAI passou a ser o melhor curso da área de
computação do Sul de Minas, 2º melhor em Minas Gerais, atrás apenas da
Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e o 8º melhor curso de
Sistemas de informação do Brasil dentre 345 avaliados. Desses, apenas
13 obtiveram conceito máximo.
A
coordenadora acadêmica do curso, professora Eunice Gomes Siqueira,
agradece a todos que contribuíram para estes resultados. “Neste momento, é fundamental agradecer aos professores do curso, à
turma de concluintes de 2011 e às empresas, que por meio da concessão de
estágios nos ajudam a complementar a formação profissional dos alunos de
Sistemas de Informação”.
Os concluintes de 2011 da Pedagogia também brilharam no ENADE
e conquistaram conceito máximo 5 (nota 4,51). Com este resultado, a
Pedagogia FAI se confirmou como o melhor curso de Pedagogia de Minas
Gerais e o 15º melhor curso de Pedagogia do Brasil, dentre 994
avaliados. Desses, apenas 30 obtiveram conceito
máximo.
Para
a coordenadora de Pedagogia da FAI, professora Valéria Paduan, este é o
resultado de um esforço contínuo realizado há uma década em busca de
excelência para o curso e para a instituição. “O
conceito vem respaldar todo o trabalho realizado ao longo dos 10 anos na
Pedagogia, na busca incessante pela qualidade da formação dos futuros
educadores. Acreditamos que a avaliação externa é um dos indicadores de
que estamos trilhando o caminho certo, muito embora temos a consciência
que ainda temos muita coisa para realizar”. Valéria parabeniza os
protagonistas desta conquista. “Queremos parabenizar aos alunos que
participaram deste ENADE e que de forma séria e comprometida contribuíram
para este conceito”.
Os resultados comprovam a excelência do ensino e a qualidade
dos serviços prestados pela FAI. O Índice Geral de Cursos (IGC),
que representa a qualidade da instituição como um todo – ENADE + projetos
pedagógicos dos cursos + infraestrutura + corpo docente – mais uma vez
coloca a FAI no topo do ranking nacional. Com a nota geral
conquistada (IGC=4), a FAI se posiciona entre as 3,4%
melhores do Brasil, dentre 2136 instituições de ensino superior que foram
avaliadas em todo país, incluindo universidades, centros
universitários e faculdades públicas e privadas. No ranking geral de Minas Gerais a
FAI ocupa a 13ª posição, sendo a 4ª do sul do estado. Na frente da
instituição estão apenas três universidades federais – UFLA, UNIFAL e
UNIFEI.
Segundo
o diretor da FAI, professor José Claudio, os resultados alcançados pelos cursos de Sistemas de Informação
(nota 5) e Pedagogia (nota 5) no ENADE não poderiam ser melhores. “Para
uma instituição como a FAI, que corajosamente estabeleceu como objetivo em
seu Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI colocar todos os seus
cursos entre os 10 melhores do país em suas respectivas áreas até 2016,
pelo ranking das notas do ENADE, é um orgulho ver, já em 2012, a própria
instituição FAI, pela nota do Índice Geral de Cursos – IGC, em
3o lugar entre as faculdades de Computação e Engenharia, em
5o lugar entre as faculdades de Pedagogia e em 10o
lugar entre as faculdades de Administração, colocando-se entre as 3,4%
melhores Instituições de Ensino do Brasil”. O diretor observa ainda que o
curso de Administração realizou a prova do ENADE esse ano de 2012 e que os
resultados serão divulgados no final do ano que vem. O último conceito
conquistado pelo curso nas avaliações anteriores também foi
5.
Ainda dá tempo de ingressar em uma das melhores faculdades do
país em 2013. As inscrições para o Vestibular de Verão FAI já estão
abertas e vão até 24 de janeiro pelo site www.-fai-mg.br ou na FAI. As provas serão realizadas no dia 26 de janeiro.
Inscreva-se!
|
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)
-12.gif)





.jpg)




















