terça-feira, 15 de março de 2011

Nando Almeida, patrimônio santarritense.

Luiz Fernando de Almeida tem 46 anos e é formado em Arquitetura pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Presidente do Iphan, ele é também coordenador do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, desde 2003.

Durante 16 anos, o santarritense lecionou História da Arquitetura e do Urbanismo, História da Arte e Projeto de Arquitetura na Universidade Católica de Santos, na Fundação Armando Álvares Penteado e na Universidade Paulista. Também atuou em projetos de desenvolvimento urbano e de habitação na Companhia Metropolitana de Habitação, na Empresa Municipal de Urbanização e na Câmara Municipal de São Paulo. É também fundador da revista “Óculum”. 

Nesta edição do Empório, Nando, como é conhecido, conta um pouco de suas experiências em Santa Rita e suas idéias sobre a situação política de nossa cidade.
Você conhece alguma história sobre o nosso carnaval?

Essa história eu não vivi porque foi há muito tempo, mas uma das lendas mais famosas sobre o Democráticos foi que uma vez o bloco desfilou fantasiado de diabo. Todo mundo vestido de diabinho. Quando um dos integrantes do Ride Palhaço viu uma pessoa fantasiada subindo o morro, disse: “Essa sua fantasia de diabo não tem rabo!” Daí, quando o folião dos Democráticos chegou à concentração e comentou a história, a saída foi improvisar uma marchinha. Eles cantavam: “A nossa fantasia é do Diabo! Só falta o rabo! Só falta o rabo!” Com isso, eles teriam resolvido o problema e vencido o carnaval novamente. (Risos)
  
Você foi um dos criadores do Feirão Folclórico?

Sim. Nós tínhamos um grupo todo em torno do Marcos Flávio. Nesse grupo, nós estávamos insatisfeitos com a monotonia cotidiana e queríamos fazer alguma coisa. Nós tínhamos entre 17 e 18 anos e começou a surgir uma série de atividades similares aqui no sul de Minas. Foi um momento em que vários festivais começaram a acontecer na cidade e existia a influência muito forte dos festivais que aconteciam na ETE. A dona Terezinha, nessa época, promovia uma festa Junina na ETE e também buscava criar uma atividade com um pouco mais de cultura. Então a gente resolveu propor que ela transformasse essa festa em um festival para a cidade toda. Aí apareceu a proposta do Feirão Folclórico. O evento consistia em três dias de ocupação da Praça Santa Rita com todo o tipo de atividades artísticas que pudéssemos mobilizar. Tivemos exposição de fotografias antigas, gincanas, shows e diversas intervenções na praça. Em uma dessas intervenções nós colocamos um chapéu de baiana na estátua do Chico Moreira e alguma outra coisa na estátua do Joaquim Inácio. Foi um escândalo. Naquele ano, nós fizemos exposições de fotografias no BEMGE e na Loja Sampaio. Fomos passando de casa em casa para pedir fotografias antigas emprestadas. Foi um sucesso enorme. Tivemos também algumas intervenções contemporâneas. O Paulinho Shimidt, um artista plástico nascido em Santa Rita, fez uma exposição com fotos belíssimas no porão de uma daquelas casas que foram demolidas. Nós espalhamos ao redor da praça várias atividades culturais. A ilustração do primeiro evento foi uma cópia da capa do segundo livro do Drummond, chamado “A rosa do povo”.

O desfile de cavaleiros começou junto com o Feirão Folclórico?


Sim. Na mesma época em que surgia o Feirão, apareceu uma pessoa que tinha a idéia de fazer um Desfile de Cavaleiros e a gente buscou incorporar essa idéia e convencer aquela pessoa de que aquele era o momento de promover o evento. Nós queríamos juntar várias iniciativas que existiam na cidade e traduzir todas elas em um grande movimento.
O tradicional “Pão Cheio” surgiu em Santa Rita?

Nós ainda não fizemos um levantamento sobre isso, mas eu não conheço outra cidade aqui da região que tenha Pão cheio.  A idéia de um pão recheado está presente na culinária portuguesa e na culinária italiana. Agora, um pão recheado com queijo minas e com linguiça eu acho que só tem aqui! (risos) O pão cheio devia ser vendido em todos os locais de Santa Rita como uma especialidade daqui. Da mesma forma, a Pasta Flora, que foi trazida por imigrantes europeus, mas que é encontrada de maneira diferente na Itália e na Espanha, acabou se introduzindo aqui como um doce típico de Santa Rita.

Você morou no Hotel Melo?

Naquele local sempre existiram dois prédios, um ao lado do outro. O da esquina era o mais antigo. No prédio mais alto ficava o Hotel. No mais baixo, a minha casa. Nós morávamos em cima do Banco da Lavoura. Existia uma passarela que ligava um prédio ao outro. Eu morei ali até os 5 anos. Meu pai morreu quando eu tinha 6 anos. As grandes recordações que eu tenho do meu pai estão ali no Hotel. Também acho que o meu gosto pela diversidade veio dessa experiência de morar em um local onde passavam tantas pessoas diferentes. Uma vez, apareceu um mágico que tirava uma bola do meu nariz. Outra vez, apareceu um russo que só comia sopa de cebola. Isso, no meu imaginário, construiu a idéia da diversidade. Passei a entender que existem pessoas incomuns e que tais pessoas tinham uma cultura diferente daquela cultura que a gente tinha por aqui.

Você guarda muitas experiências da Rua da Ponte?

Eu tive o privilégio de nascer e morar os primeiros anos da minha vida na Rua da Ponte. Na minha opinião, aquela rua era o local mais diverso que tinha na cidade. A Rua da Ponte era o Mediterrâneo de Santa Rita. Um lugar onde as diferentes culturas do Mediterrâneo se juntavam. Todas as casas da Rua da Ponte tinham uma parreira no fundo do quintal. Isso é cultura do Mediterrâneo. Não existia uma outra rua da cidade com uma presença tão forte de imigrantes. Tínhamos portugueses, libaneses e italianos. A Rua da Ponte estabeleceu um mundo novo para a cidade, quando foi implantada a estrada de ferro. Naquela rua foi a primeira vez em que eu vi uma pessoa falando uma outra língua. Na minha opinião, é a rua mais importante de Santa Rita. Ela reciclou a cidade. É ela que dá sentido à localização da cidade e que, durante muito tempo, deu à comunidade de Santa Rita a noção de que existia a diversidade.

Na sua adolescência em Santa Rita, qual foi a pessoa mais importante para a sua formação cultural?

Durante pelo menos duas décadas em Santa Rita, o Marcos Flávio foi a pessoa mais importante sob o ponto de vista de formação de um grupo de pessoas esclarecidas. Ele transformou a casa dele em um centro cultural. Um local onde você encontrava todas as músicas que você não tinha em casa, todos os livros a que você não tinha acesso, e fez isso de uma maneira muito generosa. Eu tive a oportunidade de ter a minha formação muito determinada por essa generosidade dele. Lembro que, na entrada do porão da casa dele, tinha uma frase do livro “O lobo da estepe”, de Hermann Hesse que dizia: “Circo Mágico. Teatro do absurdo. Passagem só para loucos. Entrada só para raros.”

Na sua opinião, o que difere Santa Rita das outras cidades?

Temos em nossa história, uma tradição empreendedora. Que cidade do porte de Santa Rita construiu duas escolas, antes da década de 20, com o porte do Sinhá Moreira e do Grupo Delfim Moreira? Que outro lugar, naquela época, construiu uma escola com o porte do Instituto Moderno de Educação e Ensino? Em resumo, Santa Rita é uma cidade que, no início do século XX, fez um investimento em educação. Isso a difere de boa parte das outras.
O que você pensa sobre a saída de algumas empresas da cidade?

Você lembra aquela famosa frase do Marxismo: “O capitalismo não tem pátria”? Essa história das empresas que se instalam por aqui e que vão embora quando não está bom, acontece no mundo todo. Capitalismo não tem pátria.

Tem havido um movimento na cidade para que o capitalismo seja dono da pátria?

Na medida em que uma cidade como Santa Rita cresce mas, ao mesmo tempo, você vê que a infra-estrutura da cidade está cada vez pior, tem uma contradição que precisa ser resolvida. Como é que pode uma cidade crescer, cada vez produzir mais, gerar mais empregos, faturar 1 bilhão por ano e, cada vez mais, estar sucateada? Qual é o problema? O problema é que esse modelo industrial não tem significado uma melhoria de qualidade de vida. Pelo menos de qualidade de vida coletiva. E onde se verificaria essa melhoria de qualidade coletiva? No viver na cidade.

Você acha que a cidade está virando um barracão de fábrica gigante?

Sob o ponto de vista da qualidade de vida, a cidade piorou muito. Há quanto tempo não se faz uma grande praça na cidade ou um espaço de encontro? As pessoas não se encontram mais. Há quanto tempo Santa Rita não tem um cinema? Santa Rita não tem um teatro! No meu ponto de vista, jogar as possibilidades de investimento em doação de casas e isenção de impostos é absolutamente furado. Nós não disputamos a localização de uma indústria como acontece com uma cidade como Ouro Fino. Aqui existe uma especificidade. Aqui existe a produção de uma mão de obra pensante e isso tem que ser aproveitado. Isso precisa criar um modelo de desenvolvimento diferenciado. Repetir o modelo de desenvolvimento de lugares que não deram certo é um erro. Santa Rita é muito legal, justamente porque é diferente. Ou vamos preferir concorrer com Pouso Alegre, isentando mais impostos do que eles? O que está em jogo é como montar um modelo de desenvolvimento diferenciado.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Lendas dos folclore político santarritense

Existem duas histórias políticas do cotidiano. Uma é a oficial, pomposa, solene, que toma conta do noticiário dos jornais e revistas, com declarações calculadas por parte dos políticos. As denúncias, articulações, tramas e notas nem sempre verídicas – tudo parece coberto por um manto de grave seriedade.

A outra é risonha, marota, contada em segredo nos gabinetes fechados, na sala do cafezinho do Senado e da Câmara (“os anfiteatros mais engraçados do país”, segundo Millôr Fernandes), nos grotões mais distantes e até nas alcovas. Muitas vezes as melhores destas histórias transformam-se em piadas clássicas que os deputados contam até no plenário, enquanto não escutam o discurso monótono do colega – histórias que correm de boca em boca, trazendo à tona o inconsciente coletivo do poder.

Uma lenda santarritense

Em Santa Rita do Sapucaí quem mandava era o Coronel Francisco Moreira, sogro de Bilac Pinto e irmão do ex-presidente Delfim Moreira.

Aparece na cidade um diretor simpático, vira diretor do Ginásio, casa-se com a filha de um coronel e é lançado candidato à prefeitura.

Tudo mineiramente acontece, se um dia não pousasse na pensão de Santa Rita do Sapucaí uma argentina de olhos esbugalhados, casada em Buenos Aires com o professor simpático e cheia de filhos dele. Veio buscar o marido.

Chico Moreira reúne urgente em sua casa o concílio dos coronéis, menos o sogro do professor simpático. Meia noite saem da reunião, vão à pensão e chamam a argentina esbugalhada:

- Minha senhora, seu marido nos enganou também. Se a história for conhecida, vai haver escândalo e isso não interessa a ninguém. Vamos resolver o problema à moda nossa. A senhora leva 50 contos, viaja esta noite mesmo numa aranha (charrete) para São Lourenço, pega noturno amanhã para o Rio e volta para Buenos Aires.

E assim foi feito. Ninguém soube na cidade. Nem o sogro, nem a mulher, nem o professor. Que foi prefeito e deputado. Uma carreira de tutu à mineira.

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Senador Godoy e a Província do Rio Sapucaí

O senador

Joaquim Floriano de Godoy nasceu em 1826 na capital do estado de São Paulo e formou-se em medicina em 1852. pela Faculdade do Rio de Janeiro. A princípio mudou-se para Jacareí, onde exerceu sua profissão de médico, mas logo enveredou pelos caminhos políticos. Ingressou no Partido Conservador, embora trouxesse consigo muitas ideias liberais e progressistas.

Floriano foi eleito diversas vezes deputado provincial e, de 1867 a 1872, deputado geral do parlamento do Império.

Em 1872, o político foi nomeado presidente da Província de Minas Gerais. Nesse mesmo ano, teve seu nome incluído - por eleição - na lista Tríplice encaminhada a D. Pedro II e foi escolhido Senador por São Paulo, cargo que exerceu até o fim do Império.

Sonho ou delírio?

Esse homem sério, inteligente e patriota, para o espanto dos políticos da época, notadamente fluminenses, paulistas e mineiros, apresentou no Senado no dia 5 de outubro de 1887, um projeto de lei para a criação da “Província do Rio Sapucahy”, que   desmembraria o Sul de Minas e o Norte de São Paulo.

Tal projeto desencadeou sobre o senador Godoy violentos ataques, notadamente da imprensa e do governo paulista. Em contrapartida, o senador, para justificar seu projeto e se defender da violência das críticas. publicou em 1887 o livro intitulado “Projeto de Lei para a criação da Província do Rio Sapucahy”.

- A seguir, um trecho do primeiro artigo do projeto de lei:

Ficam elevados à categoria de província, com a denominação “Província do Rio Sapucahy”, os territórios conhecidos como Sul de Minas e Norte de São Paulo.

- Em 1887, Santa Rita do Sapucaí era conhecida como Santa Rita da Boa Vista e é mencionada em um trecho do Projeto de lei:

A nova província será dividida em oito distritos eleitorais. Santa Rita da Boa Vista fará parte do 4º distrito.

- Trecho que definiria a nova capital:

A capital da nova província será a cidade de Taubaté, até que a respectiva assembléia provincial resolva o contrário.

No projeto de lei é possível verificar o número de habitantes de municípios que compunham a nossa região. Como Santa Rita do Sapucaí era conhecida na época como “Santa Rita das Petecas”, por mudar constantemente de distrito. Encontramos apenas o número de habitantes dos municípios vizinhos mais antigos:

Pouso Alegre: 20.307 habitantes
Ouro Fino: 26.773 habitantes
Itajubá: 24.393 habitantes

- Quanto ao número de habitantes de cada região, segundo as estatísticas da época:

Sul de Minas: 650.441 habitantes.
Norte de São Paulo: 360.535 habitantes
Total: 1.010.979 habitantes.

Uma descrição do rio Sapucaí no século XIX

Para apresentar a importância do rio Sapucaí ao progresso da Província, Floriano citou um elaborado estudo do engenheiro Franklin Massena:

“O rio Sapucahy é formado pela reunião dos riachos São Bernardo, Marmelo e Capivary, que nascem na Pedra do Bahú, município de São Bento do Sapucahy-mirim. A Serra da Mantiqueira é singular nesse ponto, formando um plateau de 3 léguas de diâmetro e cinco de longitude. Na extremidade desse plateau pequeno ergue-se o Pico do Bahú. Deste ponto partem os três riachos em direção a este, ao sul de Itajubá, formando imensas curvas. Depois de ter corrido para a direção nordeste, o Sapucahy banha os municípios de Itajubá, Pouzo-Alegre, Campanha, Alfenas, Três Pontas e Dores da Boa Esperança.

O Rio Sapucahy é, de forma geral, um extenso terreno alluvião, que todos os anos se renova em razão das caudalosas enchentes que seu leito apresenta.

As matérias vegetais formam pântanos terríveis e uma abundância de bancos de areia ou terra. Em suas planícies são encontrados pouco quartzo e não existe a presença de areia ferruginosa em sua formação. Em suas cabeceiras, pode ser encontrado ouro, mas em pouca quantidade.

As vertentes do Sapucahy são, em geral, serras onde a agricultura floresce. São formadas por matas virgens repletas de jequitibás, sobragis e paineiras. Não há muitos campos na região de Pouso Alegre, senão nos pontos altos da Mantiqueira. Existe nesse local uma extensa cadeia de florestas que anunciam um risonho porvir. Os habitantes navegam em pequenos barcos e canoas, transportando muitos gêneros alimentícios.

Os motivos de Godoy

Godoy percebeu o potencial de prosperidade que teria uma Província cafeeira criada a partir de municípios produtores de Minas e São Paulo, com seu próprio porto – Ubatuba. Tal porto seria estrategicamente ligado ao Sul de Minas por uma ferrovia exportadora – que passava pela capital Taubaté, se conectando por estrada de ferro à Central do Brasil (Rio de Janeiro era a capital do país na época).
Com o fim do Império, dois anos depois, Joaquim Floriano de Godoy perdeu sua tribuna privilegiada no Senado e seu projeto acabou esquecido nas prateleiras da vida. O senador que sonhou um dia em desmembrar dois dos maiores estados brasileiros para a construção de um território perfeito, faleceu no dia 20 de novembro de 1902, em São Paulo, já no Período Republicano.

Agradecimentos:

Este texto foi baseado na obra “A Província do Rio Sapucahy” do Senador Floriano de Godoy, publicado em 1887 e nos estudos de Bernardo Ortiz (http://ortiz.wordpress.com/). Agradecemos ao amigo Luiz Fernando Almeida por nos emprestar a obra original para que pudéssemos realizar a pesquisa. O mais interessante deste exemplar é que ele possui uma dedicatória de Café Filho a um amigo.

Empório 41 - Hoje, nas bancas!

Olá! Confira hoje na Edição 41 do Empório de Notícias:

- Cassinho, o Bar Capelinha e a era dos Rallys

- Felipe Elias Kallás e a imigração libanesa em Santa Rita do Sapucaí

- Matamos saudade da querida Marília do Didi

- Bloco do Urso se consolida como o melhor carnaval de Minas Gerais

- José Luiz, um apaixonado pelo Democráticos

- No tempo das antigas batucadas

- Confira os melhores momentos do Santa Rita Country Clube neste carnaval

- Conheça as ofertas e especialidades das melhores lanchonetes da cidade

- Saiba como foi a trajetória do querido jesuíta Ramon de La Cigoña

- Professor Anderson (Sanico Telles) fala sobre a importância de nosso carnaval

- Campanha de Doação de Medula Óssea mobiliza a cidade

- Secretário de Ciência e Tecnologia e Diretor da Ericson dão palestra no Inatel

- Doutor André traz dicas de saúde

- Ivon fala sobre os Mistérios da Dor

Esta edição está imperdível! Assunto que não acaba mais! Hoje, no final da tarde, nas bancas!

Dólar barato tem efeitos diferentes nas empresas

A sobrevalorização do real frente ao dólar tem causado efeitos distintos nas indústrias do Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, em função do perfil de cada empresa da região. Aquelas que atuam no mercado interno sofrem com a invasão de similares asiáticos com preço bem mais baixo. Já as que importam insumos e trabalham com itens muito segmentados conseguem manter os clientes e baratear o custo de produção.
A Líder Segurança Eletrônica é uma das companhias que têm sofrido com a questão cambial. Os investimentos previstos para 2011 não são para ampliar a produção ou expandir a estrutura física, mas para readequar os rumos da empresa, com o objetivo de diminuir os custos e aumentar a produtividade e, assim, concorrer com os chineses.

"Não terceirizamos mais praticamente nenhuma etapa da nossa produção. Estamos buscando integrar todos os processos para diminuir ao máximo os custos", disse o diretor da Líder, Almir Furtado.

Segundo ele, a questão cambial é mais importante para a indústria do que a taxa básica de juros (Selic) e até mesmo do que o aspecto tributário. Conforme Furtado, já começaram a aparecer na região empresas "maquiadoras de produtos", que importam todos os componentes e colocam apenas o selo de fabricação no Brasil. "O danoso é que essas empresas promovem uma concorrência desleal, já que gozam dos benefícios que conquistamos com o governo de Minas, mas não têm as mesmas obrigações", acusou.

Já os efeitos do dólar barato na Linear Equipamentos Eletrônicos são bem diferentes. A expectativa da indústria é superar em 2011 os 25% de crescimento registrados no ano passado.

Devido ao fato de produzir equipamentos específicos para emissoras de televisão e pela alta tecnologia embutida nos equipamentos, foi possível à Linear manter a base de clientes. Além disso, os insumos importados puderam ser adquiridos a preços mais baixos. Essa equação possibilitou à empresa, em 2009, investir R$ 20 milhões na construção de uma nova fábrica, para onde a produção está sendo transferida.

"Vivemos um momento em que a base tecnológica das emissoras de TV está sendo substituída e modernizada. Por isso, nossa expectativa para os próximos anos é a melhor possível", adiantou o diretor de Marketing, Carlos Alberto Fructuoso.

Esse é o mesmo cenário observado pela STB, que fabrica transmissores de sinais de televisão. De acordo com o diretor industrial, Flávio Brito, a empresa tem sido obrigada a recusar pedidos por não ter estrutura física para atender a essa demanda. "Até 2012 devemos concluir a construção de uma nova fábrica. O investimento é de cerca de R$ 3 milhões e ela terá o dobro da capacidade produtiva", disse Brito. Para ele, o atual patamar do dólar está em um nível equilibrado para a empresa.
Diário do Comércio -10-03-2011

Vale da Eletrônica mira habitação

Polo Industrial do Sul de Minas diversifica atividades e começa a fornecer material elétrico para construção civil
Leia a matéria a partir do link a seguir: Vale do Eletrônica Mira Habitação

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sinhá Moreira: saudade e gratidão (Pe. J. Ramón F. de la Cigoña SJ)

Quando cheguei em Santa Rita do Sapucaí me impressionou ver o nome “Moreira” por todo lado: ETE (Francisco Moreira), Hospital (Antônio Moreira), Escolas Estaduais (Sinhá Moreira e Delfim Moreira), Incubadora Municipal (Sinhá Moreira), Avenidas (Delfin Moreira e Sinhá Moreira)... Aos poucos descobri as grandes figuras que aqui nasceram e se projetaram social e politicamente pelo Brasil afora.
Curioso, pesquisei antigos exemplares do jornal “Correio do Sul”, encontrando sempre referências positivas e por diversos anos à Luzia Rennó Moreira, carinhosamente chamada de dona Sinhá.

Falar bem de uma figura pública e por muitos anos não é fácil. Os que ocupam cargos de destaque sabem disso. O mau uso do poder ou a inveja derrubam os que levam vida dupla e se colocam em evidência. Com D. Sinhá isso não aconteceu, pelo contrário, o povo a queria e os grandes a respeitavam. Que belo exemplo!

Muitas foram as qualidades desta mulher à frente de seu tempo, como a define Lílian Fontes no seu precioso livro sobre D. Sinhá. Muitos notaram nela seu espírito de liderança cristã, pois colocava sua influência política e econômica para ajudar os outros, geralmente os mais necessitados. Outros perceberam em D. Sinhá suas iniciativas excepcionais, seu zelo, sua bondade de coração, pioneirismo e capacidade empreendedora... Parece como se o seu lema de vida fosse colocar a serviço o que era e tinha. Sem nunca ter feito os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, dona Sinhá concretizou sua fé em obras sociais de grande envergadura.  

D. Sinhá morreu no Rio de Janeiro aos 9 de março de 1963, com 56 anos de idade. No dia seguinte, foi enterrada em Santa Rita do Sapucaí, sua cidade natal. O Prefeito de então, Antenor Pinto de Almeida Filho, decretou luto oficial de 3 dias.  

Estamos ainda próximos do aniversário do seu falecimento. Certamente muitos ainda a lembrarão com gratidão nas suas orações. Em nome da ETE FMC presto homenagem a esta dama que tanto bem fez à juventude e ao progresso desta cidade e torço para que mais pessoas coloquem, seguindo o seu bom exemplo, o que são e o que tem em prol de causas sociais. A cidade de Santa Rita do Sapucaí agradece!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Grandes Momentos do Bloco do Urso 2011 (Imagens de Bruno Mazzer)

Bloco Vermelho e Preto é grande destaque no carnaval de Santa Rita

No dia 05/03, sábado de carnaval, até os céus deixaram de derramar lágrimas para que o Bloco Vermelho e Preto desfilasse sua alegria na avenida.  Com público recorde em seu quarto ano de desfile, o Vermelho e Preto coloriu a avenida com milhares de foliões. Com um repertório muito elogiado, regrado a marchinhas, sambas de raiz, sambas-enredo e axé; trio elétrico, ala com abadás, bateria e uma grande novidade: um trenzinho para as crianças – o bloco contagiou os espectadores. Além de fogos de artifício, fumaça vermelha, bolas e a tradicional festa, o Trenzinho do Cirinho – homenagem ao ilustre torcedor rubro-negro – foi a grande atração entre a criançada. Num desfile que – com certeza – já entrou para a história dos carnavais de Santa Rita – o Vermelho e Preto fez questão de saldar o Ride Palhaço e o Democrático, além do antigo bloco dos Bakaninhas, tangendo-nos a um saudoso carnaval com aquela fidalguia dos antigos salões. 
Um dos maiores responsáveis pela “guinada” do bloco, o gerente de marketing “Mill” faz uma ressalva: - Vem mais festa por aí. A diretoria já trabalha no intuito de organizar grandes festas para receber nossos amigos foliões. Mill lembra ainda que a nova diretoria esforçou-se muito para que o bloco atingisse esse patamar e ressalva que a mesma não medirá esforços para tornar o carnaval de Santa Rita cada vez melhor. 
Os membros da diretoria na gestão 2011/2013 são: Ricardo (Baiano), Helio (Bicudo), Paulo (Cacá), Geraldo (Magela), Jairo de Luna, Beto (do Posto), Marcos (Tatinha) e Claudemir (Mill).  O presidente Ricardo Gomes Cruz ainda fez questão de agradecer o apoio da Prefeitura Municipal, dos patrocinadores e dos demais colaboradores do bloco, que foram os principais responsáveis pela festa. 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Bloco Vermelho e Preto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Regina Casé faz uma ótima reportagem sobre a Sapucaia

O amigo Janilton Prado acabou de divulgar o endereço de um site chamado "Um pé de quê?" que traz uma reportagem muito interessante sobre a Sapucaia - árvore símbolo de Santa Rita do Sapucaí. Além de postar o vídeo, o ator também sugeriu que as margens de nosso rio fossem reflorestadas com ela, para que as futuras gerações possam se encantar com a beleza desta árvore tão incomum. Interessante não?
Quer ver um vídeo genial em que Regina Casé fala sobre a árvore que esta´no nome de nossa cidade? Acesse o link: http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=597

ETE FMC cria blog para divulgar sua vida acadêmica

A ETE FMC acaba de lançar um blog para divulgar sua vida acadêmica. Ao explorar as Redes Sociais como forma de comunicação a Instituição pretende divulgar notícias, imagens, ofertas de emprego e tendências tecnológicas. A ideia é fazer com que a região saiba o que acontece na escola e criar um ponto de encontro dos alunos. Passa lá!

Blog da ETE FMC:
http://etefmc.blogspot.com

Preços do café aumentam 65% em fevereiro

O aumento da demanda mundial por café elevou os preços do produto para níveis recordes em 2011. Em fevereiro, na média, as cotações ficaram 65% acima dos valores praticados no mesmo período de 2010. Se considerada a média de preços do ano passado, os valores praticados em fevereiro são 39% superiores, de acordo com informações do boletim “Custos e Preços”, divulgado hoje pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em Santa Rita do Sapucaí (MG), entre a primeira e a terceira semana de fevereiro, os preços subiram 44,4% para R$ 520 por saca de 60 quilos.

De acordo com análise da Superintendência Técnica da CNA, a alta de preços é justificada pela forte demanda mundial por café, reflexo, em parte, do maior consumo durante o período de inverno no Hemisfério Norte e da reduzida oferta mundial do produto, fatores que têm incentivado as exportações do Brasil. A perspectiva é de que os preços do café se mantenham nos níveis atuais, com tendência de elevação.

Fonte: http://www.revistacafeicultura.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

O querido amigo Bulacha entrevista as Piranhas no distante carnaval de 1996

Paulinho da Magdão é destaque no blog "Moda Para Homens" do UOL


Istadus Unidusss! De Santa Rita para o mundo fashion, Paulinho da Magdão caiu na noite paulistana e acabou clicado pelo blog "Moda para Homens", do Portal Uol. Segundo sua progenitora, ele fez um apanhado de tudo o que tinha no guarda-roupa para montar o "Composee". O resultado ficou mara!

Link da matéria: Clique aqui

Palavra do Pedrão!


Não apareceu? Clique aqui:  Link

terça-feira, 1 de março de 2011

Se não for assim, não queremos de outro jeito!

 
Este vídeo é uma recordação dos tempos áureos do Bloco dos Democráticos. Uma época em que as pessoas ainda se divertiam em torno da praça e lotavam o morro do José da Silva para ver um  dos blocos mais amados do país. Ao assistir este filme, senti uma grande saudade de uma época em que não precisávamos pedir licença à prefeitura para dar uma volta na praça. Um tempo em que os carnavais ainda conservavam a inocência de seus primeiros anos e enchiam os olhos de milhares de turistas. Infelizmente, se não fizermos algo para mudar isso, nossos blocos - caso sobrevivam - serão apenas cópias de fanfarra. Passaremos sem jeito por camarotes de autoridades, andaremos duas quadras em linha reta e depois voltaremos pra casa após um ano todo de trabalho árduo. Acabará toda a emoção de lembrar nossos antepassados e nos divertirmos com parentes e amigosem uma noite inesquecível. Despertem santarritenses! Estamos perdendo nosso maior patrimônio cultural! Carnaval é do povo, não da prefeitura. Vamos descer o morro e matar saudade de nosso verdadeiro Democráticos! Na avenida, não tem a menor graça. O única solução é nos unirmos novamente e voltarmos, correndo, pra praça! (Carlos Romero)

Previsões para 2041

Hoje comecei a imaginar como seria o mundo daqui a 30 anos...

Se tudo correr como prevêem os especialistas, dentro de 3 décadas a China será a maior potência mundial. Será que os tradicionais cursos de inglês serão substituídos pelos cursos de Chinês? Seremos bombardeados por filmes e pela cultura oriental da mesma forma com que acontece hoje com os enlatados americanos? Se o efeito estufa for mesmo todo esse perigo que dizem os cientistas, em 30 anos já existirão alguns milhões de americanos habitando os desertos áridos do Alasca. Com o derretimento das calotas polares, alguns países poderão não existir mais. Veneza então... só nos álbuns de fotografia. Os sobreviventes dos continentes submersos serão recebidos com simpatia pelos países que, no passado, foram tão mal-tratados por eles em séculos de colonização. Em 30 anos, pode ser que Neymar faça - enfim - seu jogo de despedida do futebol e que a Argentina conquiste o sonhado tri-campeonato. Parece que já estou vendo o rei Roberto Carlos apresentando seu especial de natal, daqui a 3 décadas, fazendo dueto com a quarentona Sasha, filha da Xuxa. Em 2038 teremos a estréia de Rocky 37. Até lá, Santa Rita do Sapucaí estará grudada com Pouso Alegre. Ainda assim teremos, mais ou menos, 40 mil habitantes de acordo com o IBGE. De forma geral, faremos parte de um mundo onde as pessoas perceberão que ‘TER’ não significa absolutamente nada. Importará apenas “SER”. No futuro, o tempo será o bem mais precioso do planeta e, para não perdermos esse recurso, teremos que “viajar” com a menor quantidade de bagagem possível. Um mundo leve. Muito além da gravidade dessas loucas profecias. (Carlos Romero Carneiro)


Um blog para quem gosta de Santa Rita do Sapucaí

Um dos blogs mais interessantes sobre os santarritenses, de todas as gerações, é o "Fred Cunha News". Através de um trabalho genial do herdeiro do nosso querido amigo "Mané Pinga", Fred faz um apanhado das várias gerações de nossa cidade. É muito interessante ver a moda se metamorfoseando com tempo, os costumes evoluindo (ou não) e as amizades se consolidando. Nossos parabéns pelo ótimo trabalho e nossos votos de muito sucesso neste importante empreendimento cultural.

Passa lá! http://fredcunhanews.blogspot.com/

Inatel integra roteiro de avaliação técnica do potencial turístico de Santa Rita do Sapucaí

O Instituto Nacional de Telecomunicações - Inatel recebeu na tarde de segunda-feira, 21 de fevereiro, a visita técnica dos membros do Contur - Conselho Municipal do Turismo de Santa Rita do Sapucaí, que em trabalho de desenvolvimento do potencial turístico da cidade, incluiu o Instituto no roteiro de avaliação.
Integrantes do Contur no Núcleo de Empreendedorismo do Inatel
O grupo participou do passeio pelo campus e pôde conhecer as diversas áreas de atuação, bem como o CICCT - Centro de Integração Científica, Cultural e Tecnológica do Inatel, composto por biblioteca, laboratórios, salas de treinamento, o Centro de Memória, o de convenções e o Teatro Inatel.

Além do Contur, o grupo contou também com a participação de representantes dos 12 municípios (Conceição das Pedras, Cristina, Delfim Moreira, Itajubá, Maria da Fé, Marmelópolis, Pedralva, Piranguçu, Piranguinho, Santa Rita do Sapucaí, São José do Alegre, Wenceslau Braz) que compõem o Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas - CTCSM.

De acordo com Walter Alvarenga, gestor do CTCSM, o Inatel, por si só, já é um tema de roteiro turístico. "Chegamos com a expectativa de visitar um centro acadêmico, com vários cursos que atraem a região e o país para estudar. Mas percebemos muito além, existe uma preocupação com o empreendedorismo, com o desenvolvimento social local, com o arranjo produtivo, com a história, a memória e a cultura. O Inatel prova que a tecnologia está a serviço da humanidade e a ideia do circuito é de que tudo o que se vivencia aqui dentro seja aberto para a região, para o Estado, para o Brasil e para o mundo através da ótica do turismo", disse.

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