quinta-feira, 14 de julho de 2011

Por onde andam os fundadores do BAR BUFFONETE?

Dois jovens alunos vindos de outras cidades para estudar Engenharia Elétrica no Vale da Eletrônica, cada um com sua família já formada ainda no início da faculdade. A necessidade de conseguir dinheiro para manter os gastos fez esses dois amigos se unirem: abriram um bar que virou ponto de encontro dos santarritenses na década de 80, o Buffonete. Os donos? Luiz Henrique Buffa, sócio-proprietário da Qualilan, e Mário Cesar Moreira, sócio-proprietário da Petcom, na época com o apelido de “Cotonete”. 

“Fizemos sucesso por muitos anos, podendo estudar e dar uma vida confortável para nossas famílias. Mas o mais gratificante era, a cada ano, ouvir dos formandos que nós fomos muito importantes para o bem estar deles. Muitas vezes emprestávamos dinheiro para passagens de retorno para as cidades de origem, além do financiamento da cervejinha”, relembra Mário.

Apesar do sucesso do bar, o foco dos dois amigos sempre foi, claro, a engenharia. E o lado empreendedor ainda iria levá-los longe. Após a faculdade, Mário foi trabalhar na Furukawa, em Curitiba, e foi ele quem indicou o amigo Buffa para uma vaga na mesma empresa, mas na sede em São Paulo. “A gente sempre foi muito unido. A “panela” que existe entre os ex-alunos do Inatel faz a diferença, um ajuda ao outro”, afirma Buffa. 

Com o passar do tempo os companheiros foram trilhando seus caminhos profissionais. Mário abriu a Petcom em 1990, como ele mesmo diz, “no quintal da minha casa em Campinas, sem nenhum funcionário”. Nove anos depois a sede da empresa foi construída em Cotia, com 60 funcionários. Os negócios cresceram e uma linha de produção foi montada em Santa Rita do Sapucaí e uma nova fábrica na cidade começa a ser construída este ano. A empresa atua na área de infraestrutura de redes ópticas e em sistemas de monitoramento eletrônico, já implantados em cidades como Mogi das Cruzes e Belo Horizonte.

Buffa está à frente da Qualilan, distribuidora autorizada da Furukawa, e oferece soluções para infraestrutura de redes e telecomunicações. Em abril, a empresa completou dez anos e, além da matriz em Campinas, conta com uma filial em São José dos Campos. De acordo com Buffa, a empresa, que está no processo de certificação ISO 9000, deve registrar 20% de crescimento este ano.

Esta matéria é um oferecimento de:

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ACEVALE produz vídeo em homenagem a Jefferson Gonçalves Mendes


TAKE FIVE PROPAGANDA - AGORA EM NOVO ENDEREÇO.

Projeto de Equoterapia mistura contato com cavalos e solidariedade

Quando o neto de Adriano Heber nasceu, era portador de uma síndrome que o impedia de desenvolver a musculatura do tronco. Segundo os médicos, aquela doença era muito grave e Lucas, que havia acabado de completar um ano de idade, só voltaria a andar com treze ou 14 anos.
Insatisfeito com as estimativas médicas, Adriano e sua família decidiram buscar solução através de métodos alternativos e sua filha, que já praticava equitação, acabou descobrindo que a “Equoterapia” poderia ajudá-lo. Foi em Poços de Caldas que tomaram contato, pela primeira vez, com o método de cura através do contato com os cavalos e conheceram um rapaz que sabia como o procedimento funcionava. 
Assim que retornou a Santa Rita, Adriano começou a treinar um de seus cavalos e procurou conhecer melhor o tratamento para que pudesse aplicar em seu neto. Para evitar efeitos colaterais, foi até Brasília onde realizou um dos melhores cursos relacionados ao tratamento e teve a oportunidade de conhecer uma equoterapeuta, residente na vizinha Itajubá, que se dispôs a auxiliá-lo. Desde então, o menino Lucas passou a realizar os exercícios uma vez por semana - com todos os equipamentos produzidos na selaria do avô. Em cerca de dois anos e de muita fisioterapia na APAE de Santa Rita, o garoto já estava correndo, brincando e ajudando outras crianças a encarar desafios parecidos.
Com o sucesso dos treinamentos, a notícia correu a região toda e não tardou para que outros pacientes começassem a buscar tratamento com Adriano e sua equipe que, nessa altura, já contava com o auxílio de dois psicólogos, Felipe Mendonça e Sandra Regina Correa, e um fisioterapeuta, Marco Magalhães.
Hoje, 8 pacientes – sendo 3 idosos e 5 crianças – utilizam a Equoterapia para curar problemas emocionais, hiperatividade, deficiências neurológicas, depressão e comprometimentos psicomotores. Do sonho de ajudar outras pessoas a serem mais independentes, Adriano e seus colaboradores criaram uma entidade sem fins lucrativos que oferece tratamento especializado. Para manter os onerosos investimentos necessários à terapia, o grupo incentiva parcerias com empresas locais e acaba de iniciar aulas de hipismo direcionadas a pessoas sem deficiência, em níveis básico e avançado. As mensalidades pagas pelos participantes contribuem nos dispêndios desta grande iniciativa e ajudam a manter o projeto.
 
O desafio atual do Centro Hípico Sapucaí, considerado “Utilidade Pública” pela Prefeitura Municipal, consiste em encontrar empresas e pessoas interessadas em apoiar o projeto, realizando doações, posteriormente deduzidas no imposto de renda. Para isso, o projeto “Amigos do Equo” foi criado para incentivar doações e parcerias.
 
Os interessados em conhecer o tratamento podem visitar a chácara, às segundas-feiras. Já aos sábados poderão conhecer as aulas de hipismo, divididas em “básica” e “Avançada” (esportiva). Para isso, basta entrar em contato com os organizadores do projeto: (35) 3471 0211, (35) 9852 7431 ou (35) 9132 8738. Visite o site do Centro Hípico Sapucaí através do endereço www.centrohipicosapucaí.com.br ou envie um email para chsapucaí@yahoo.com.br. Esta grande causa conta com sua participação e merece o seu apoio.

(Carlos Magno Romero Carneiro)

Esta reportagem é um oferecimento de:

A chegada do telefone em Santa Rita do Sapucaí

Muito rara, essa fotografia possui uma série de elementos interessantes e que nos deixaram curiosos sobre a importância do acontecimento. Sua captação ocorreu no interior do primeiro prédio do extinto Clube Santarritense, demolido bem antes das quatro casas da praça. Tal construção localizava-se em frente à atual sede do Country Clube (Praça Santa Rita) e do antigo busto de Ruy Barbosa. As paredes, estampadas com muitos detalhes e com a base toda em madeira, dão vida ao antigo salão. Alguns recortes com temas festivos também decoram o ambiente de bailes que viu algumas de nossas mais belas moças serem coroadas rainhas em comemoração à festa da padroeira. Bem no alto, a corneta do que parece ser algo derivado do gramofone ilustra a simplicidade tecnológica da época. No centro da imagem, Francisco Moreira, possivelmente o prefeito, utiliza um antigo telefone de candelabro. Bem à sua frente, outro equipamento muito antigo ligado a um fio que mais parece um microfone. Por ter sido fotografado com tanta cerimônia, tal imagem sugere que esta tenha sido uma reportagem sobre a chegada do primeiro telefone à cidade – uma vez que ele posa para a fotografia, fingindo se comunicar pelo aparelho. Ao redor, alguns dos homens mais influentes da época, como o juiz municipal - Alfredo Marques de Azevedo - e os promotores Theophilo Pereira e Fernando Olyntho Pereira. O que chama mais a atenção na imagem é, sem dúvida, a qualidade da captação e a riqueza de detalhes. Mais uma vez, o francês Viallet, morador de Itajubá e que atendia toda a região, mostrou porque era considerado um verdadeiro mestre da fotografia, ao imortalizar aquele momento único da história de Santa Rita do Sapucaí.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tempos de Rock And Roll: a trajetória da lendária banda Luxúria

Tudo começou como uma brincadeira de adolescentes em uma área ainda não construída da casa do Heryk (filho do Paulo Henrique e Rosângela), hoje pizzaria La Fornalha. Lá, o próprio Heryk, Luciano Adami (filho do Freddy e Nelma Adami) e eu, Marquinhos (filho do Professor José Maria e Terezi-nha), começamos a tirar algumas músicas dos Titãs e Legião Urbana. O ano era 1991 e nós éramos embalados pela grande década que passara. Nessa mesma época, havíamos acabado de montar uma rádio pirata com transmissão do alto do morro do INATEL, batizada de “Liberdade Vigiada”. No nosso programa “As 3 mais”, eu, o Juninho Gabina (Negão - filho da Nega) e Gustavo Santos (filho da Leilinha e Irineu Santos) escolhíamos os melhores rocks de todos os tempos e tentávamos aumentar a popularidade do estilo musical em uma cidade que era dominada pelo dance music e sertanejo. O Luciano havia disponibilizado um transmissor de FM na faixa dos 89.1MHz (como a antiga 89 – A Rádio Rock de São Paulo) e, de lá, a gente extravasava a vontade de ouvir rock. Fizemos um grande sucesso na época. Todo mundo sintonizava e era uma grande euforia na praça de Santa Rita. Recebíamos mensagens para serem repassadas e tinha até a famosíssima “Hora da Sapa”, programa onde selecionávamos uma grande banda de rock para contar sua trajetória. 

Nossa primeira banda acabou batizada com o mesmo nome da Rádio, como uma espécie de homenagem. No início, foi muita brincadeira e até chegamos a filmar uma apresentação. Estávamos no segundo ano da ETE e, aos poucos, íamos ficando mais entusiasmados. Desde então, passamos a ensaiar na casa do baixista Juninho Negão, praça Vista Alegre, onde havia espaço de sobra quando o restaurante da Nega não estava em funcionamento. Ainda assim, faltava alguma coisa: o vocalista! Em um dos bate-papos, durante os treinos de vôlei do glorioso Juventude (time juvenil do Country Club), convencemos o Marcelinho Cardoso (Filho do Sr. Cardoso da Autopeças) a fazer parte do time e se aventurar com o grupo.
Até ali, nem tínhamos ideia de como começaríamos a tocar de verdade. Nós não tínhamos nenhum compromisso com shows, nem mesmo apresentações. Tocávamos somente para amigos, mas já estávamos decididos a montar uma banda.

Em 1992, o Márcio Vilela, ex-jogador profissional de vôlei, resolveu retornar a Santa Rita e montar uma academia. Ele acabou se tornando nosso técnico no Juventude e foi convidado para se juntar ao grupo. Quando o Márcio nos mostrou sua guitarra e equipamentos e demonstrou interesse em tocar conosco, notamos que a coisa seria mais séria. Desde então, passamos a tê-lo como guitarrista e a banda so-freu uma reformulação. O Heryk deixou o grupo para se dedicar aos estudos na ETE, o Luciano assumiu o baixo e o Juninho pendurou as chuteiras para trabalhar no backstage.

Surgia a primeira oportunidade para tocar em um evento. Fomos convidados a participar do Festival da Canção da ETE (FECETE) em 1992 e nos preparamos, pela primeira vez, com um repertório nada convencional para as bandas de Santa Rita. Foi um sucesso.
Um novo convite. O Cassinho do Kplinha estava organizando a quinta versão de seu lendário Rally de Regularidades e aquele ano prometia ser ainda melhor do que os anteriores. Um grande palco foi montado em frente ao estádio Erasmo Cabral e faríamos um show ao lado de uma banda muito conhecida pelos alunos do INATEL chamada “Quem Não Cola Não Sai Da Escola”. Ainda com o nome de “Liberdade Vigiada”, fizemos um show eclético e, desta vez, tínhamos a companhia de um músico precoce, Ticiano Abreu (filho do Prof. João de Abreu), que introduziu teclados em nossa banda. Depois disso, muitas coisas começaram a acontecer. Passamos a ensaiar frequentemente e incluímos músicas mais sofisticadas. Os ensaios passaram a ser realizados na sede da fazenda do saudoso pai do Márcio onde não precisávamos nos preocupar com o barulho. Lá, podíamos tocar até altas horas sem incomodar ninguém. Era o paraíso para qualquer jovem roqueiro dos anos 90.
Em 1993, quando ingressei no INATEL, Ticiano decidiu seguir seu próprio caminho e deixar a banda. Ali, estávamos a procura não só de um tecladista mas também de um nome de impacto para o grupo. Certo dia, estávamos sentados eu, Luciano, Márcio e Marcelinho em uma barraca da festa de Santa Rita e pensando em um nome que pudesse traduzir o som que tirávamos. Depois de algumas cervejas e muitas risadas, o nome Luxúria foi colocado à mesa pelo Márcio. Na mesma hora todos abriram um sorriso e fizemos um brinde em nome da ideia. Só faltava achar um tecladista para manter o alto nível de músicas em nosso set list. Com o nome definitivo, tivemos a primeira experiência tocando para um público universitário. Fomos convidados para tocar na “Noite do Bixo” e, a partir dali, passamos a ser sócios de carteirinha do D.A. Inatel.

Em 1995, tivemos uma grande surpresa: o Carlão Vilela (filho do Marcos Vilela) apareceu com uma guitarra e um talento impressionante e acabou convidado para ingressar no Luxúria. Era a peça que faltava. Márcio começou a tocar guitarra solo e o Carlão segurava a base. Nessa mesma época, conhecemos o Eduardo (Ed de Volta Redonda), recém chegado ao INATEL e que tocava o mais fino do teclado. Luxúria se tornou um sexteto!

Dali em diante, passamos a tocar não só no D.A., como em grandes eventos fora de Santa Rita. Um dos shows mais marcantes foi na festa de Santa Rita de 1996, quando tocamos para um público inflamado. Naquele ano, foi montado um palco onde hoje é o ginásio Alcidão, contornado por diversas barraquinhas universitárias.  O público era especial: todos queriam nos ver porque não tocávamos “mais do mesmo”. Um grande amigo, Kiko Ribeiro chegou a dizer que as pessoas perguntavam por que a gente ria tanto e fazia tanta bagunça. E ele apenas respondia: “Eles fazem o que gostam e a galera responde”. Me lembro de tocar Offspring e Steppenwolf e, tudo o que via, era a poeira subindo e o povo pulando e cantando os refrões. A sensação  era indescritível. Naquele momento tínhamos absoluta certeza de que estávamos fazendo algo que mudaria nossas vidas para sempre.

Quando chegamos ao auge, veio também o cansaço dos últimos meses de faculdade. Pouco tempo depois, o Marcelinho se formou e foi morar em São Paulo. Eu ja estava fazendo estágio em Campinas e passamos a ter menos oportunidades para ensaiar. Nessa mesma época, perdemos o Ed, que passou a se dedicar não só ao trabalho, mas a outro projeto musical paralelo e percebemos que estava na hora de diminuir o ritmo. 
Me formei em 1998 e fui morar fora de Santa Rita. Em 2000, foi a vez do Luciano ir para Campinas/Indaiatuba. Já o Carlão, foi estudar em Belo Horizonte e, dali em diante, passamos a tocar esporadicamente.

Depois daquela grande fase, conseguíamos nos reunir apenas algumas vezes no ano, mas ainda fazíamos excelentes shows. Hoje, somos casados, pais de família e nos espalhamos por diversos cantos do país e até mesmo do exterior. O Heryk casou-se com a Flávia, tem uma filha (Júlia) e mora em Uberlândia. O Luciano é casado com a Ana Paula e mora em Indaiatuba. Marcelinho se casou com a Élida com quem teve o filho Pedro, indo morar no Rio. O Carlão virou um cidadão do mundo, mudou para BH e planeja seguir carreira no exterior. O Ed é casado e mora em Campinas. O Juninho casou com a Elaine e tem uma filha, a Helena. O Márcio continua solteirão por opção. Já eu, sou casado com a Bianca e temos uma filha chamada Clara. Nós moramos no Canadá.

A turma ainda se reúne uma vez por ano para recordar os velhos tempos e matar saudades de uma época em que fazíamos muito barulho, conquistamos muitos fãs e acabamos influenciando  algumas bandas locais como General Java, Naja e outras. Essa é a nossa história. Essa foi e sempre será a Luxúria: uma banda com tanta história que até merecia um livro.

Enviado por Marquinhos Souza

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não perca o oitavo episódio da série de TV ambientada em Santa Rita do Sapucaí

Depois te ter aprontado muito, Jessy quer se redimir. Rita, Raquel, Formiga, Giovanna e Jessy estão lutando para conseguir mais recursos para o time. O time Brilhante Futebol Clube está na semininal do campeonato mas ainda não tem nem uniforme oficial. Instigada por Rita, Jessy decide fazer algo para mudar essa situação. Será que ela vai conseguir?

Confira no 8º episódio da série Brilhante Futebol Clube que vai ao ar nesta segunda-feira (11.07.2011) a partir das 19h na TV Brasil.

Empresa do Vale da Eletrônica fecha importante negócio na cidade de Sertãozinho

A Amarok Control & Automation, empresa de Santa Rita do Sapucaí (MG) - o Vale da Eletrônica, concretizou importante negócio na semana de 13 a 17 de junho.  A empresa desenvolverá um sistema automatizado para uma prestadora de serviço de uma das usinas de cana-de-açúcar da cidade de Sertãozinho (SP). Esta usina é integrante do APL - Arranjo Produtivo Local sucroalcooleiro daquela cidade. A Amarok já vinha negociando este projeto há alguns meses.

O negócio fechado pela Amarok reforça ainda mais a integração dos clusters ou APL’s sucroalcooleiro e eletro-eletrônico. Os dispositivos para automação da Amarok serão instalados no processo de moagem da cana, por onde se extrai o álcool. Ao todo serão 16 dispositivos.

Novos mercados

O contrato da Amarok com a empresa sertanezina terá duração de dois anos. Além da aplicação dos dispositivos, a Amarok também oferecerá suporte técnico. Para José Domingos Adriano, um dos sócios da empresa santarritense, a conclusão deste projeto tem especial importância. “Se trata realmente de um marco para nós da Amarok. Teremos a oportunidade de desenvolver e integrar nossos produtos/serviços à novas tecnologias. Estamos otimistas com as novas frentes de mercado que poderão aparecer”, diz o empresário com.

Criada em novembro do ano passado, a Amarok Control &  Automation é mais uma empresa que integra o conhecido Vale da Eletrônica e que desenvolve alta tecnologia. Ela também faz parte da Incubadora Municipal de Empresas Sinhá Moreira, da Prefeitura Municipal de Santa Rita do Sapucaí. O período de incubação é de dois anos, prorrogável por mais 1. Além do projeto de Sertãozinho, a empresa desenvolve outros seis projetos, todos eles na área de automação.

Oferecimento:

Os leões da casa do Doutor Antenor

Fotografia de Santa Rita na década de 20 mostra que as esculturas são muito antigas.
Na esquina da Praça Santa Rita com a Rua Silvestre Ferraz ficava localizada a residência do Doutor Antenor Pinto de Almeida. Em sua entrada, existiam dois leões que enfeitavam a residência e causavam a admiração dos santarritenses. Todos chamavam aquela morada de “A casa dos leões”.

Algum tempo depois, as esculturas surmiram e, sem saber que fim tiveram as pequenas peças, muitos santarritenses se perguntavam para onde elas teriam ido parar. 
Os leões da casa do doutor Antenor, na década de 60.
Durante a realização de uma matéria sobre o Doutor Antenor, sua filha, Estela, nos contou que eles haviam sido levados para a fazenda do irmão e que, ao ser vendida,  passaram a enfeitar a casa do novo dono: o Sr. Luiz Carlos Morais Carneiro. Hoje, os leões guardam a entrada da residência de Dona Leila, sua esposa, e podem ser vistos abaixo:
As esculturas continuam muito bem conservadas.
Esta matéria é um oferecimento de:

O crepúsculo na Vista Alegre

A gruta de Nossa Senhora de Lourdes foi criada por Sinhá Moreira.
 A Vista Alegre é um dos bairros mais simpáticos da cidade. Cada rua tem um nome especial, como a rua do Crepúsculo, que cruza com a  Rua da Felicidade. O bairro construído por Sinhá Moreira possui uma pracinha envolvente, uma gruta muito bem cuidada, casas parecidas, além de oferecer acesso ao nosso cemitério. A partir de agora, você conhecerá um pouco desse recanto feliz através da crônica de A. Vilela Paiva.
Entrada da gruta mais charmosa de Santa Rita do Sapucaí.
Sol intenso e intensa claridade. São cinco horas da tarde. Vencendo a distância, começo a subir a pequena rampa que leva à Vista Alegre. O bairro novo, que surgiu de repente na paisagem da cidade, possui casinhas limpas, novinhas e com jardim na frente. É como um presépio. Tudo muito bem disposto, arejado e simpático. O próprio ar é fino, renovado e sempre agradável. Um pouco acima, fica a gruta de Lourdes. Para se chegar  até lá, temos que vencer a maior subida do local. A construção simples, obedece à tradição. Pedras superpostas, como que por acaso, vão se fechando à medida em que atingem o ápice. Por entre os interstícios, poreja a água por um singelo jardim gramado. A imagem da santa, branca, fria e respeitosa, assoma do nicho molhado.
A santa trazida de Lourdes por Sinhá Moreira.
Vista Alegre, um braçado de vidas, aconchegado ao materno colo da colina. Um pedaço do paraíso, plantado pelas fecundas mãos de uma mulher. Lá em baixo, o casario da cidade. Mais para cima, a morada do silêncio. A perder de vista, o vale risonho do Sapucaí, bordado da rendada trança dos chorões e das capituvas. As campinas, as barrancas ao longe, são como sépias a quebrarem a esmeralda do vale.
A pequena fonte que adorna a pracinha da Vista Alegre.
A noite desce. Estou agora na Rua do Crepúsculo. Passara antes pela Rua da Aurora. O sol acaba de vencer a distância e de roubar a luz do leste. Vista Alegre se enche de calma. A hora se aproxima. Um frêmito de misticismo embala as cercanias. As primeiras estrelas marcam, no firmamento, o término do dia e anunciam a pérola da noite. Cai a noite na Vista Alegre.
Uma pequena fonte de água límpida, aos pés da santa.
Hoje, os responsáveis pela gruta são o senhor Orfeu e Aparecida Magalhães.
A placa original, nos tempos de Sinhá Moreira.
Poesia: a rua felicidade se encontra com a rua do crepúsculo.
Devota aos pés da santa.
Casas do bairro Vista Alegre.

Mostra de Arte - Prodarte - 12 de julho de 2011

O   Ponto  de  Cultura  -  PRODARTE,   fará   realizar   no   dia    12  de  julho, às  19 horas, na E. E. Dr. Luiz Pinto de Almeida, Auditório “Terezinha de Jesus Carvalho Souza”,  sua Mostra de Arte de encerramento do semestre. O resultado dos trabalhos desenvolvidos por alunos, professores e monitores, são frutos da dedicação, compromisso e afinidade com os ideais e objetivos da entidade.

Programação:

Mostra Instrumental -  Oficinas de Música da Prodarte:

  • Sopros: Flauta Doce, Sax e Flauta Tranversal
  • Cordas: Violino e Violoncello
  • Violão
  • Orquestra Experimental Prodarte
  • Participação Especial do Coral “Enquanto Canto” da E. E. Dr. Luiz Pinto de Almeida, parceria Prodarte.
Deixe que a música aqueça o seu coração e que sua presença aqueça a nossa música. Juntos estaremos conquistando caminhos mais justos, solidários e mais felizes para os nossos jovens e para a sociedade em que vivem.

Atenciosamente,

Maria Lúcia Carvalho Souza Andrade
Presidente da Prodarte

Oferecimento:

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vaga: Gerente de Negócios Trainee – Santa Rita do Sapucaí

Você que deseja desenvolver uma carreira na área de Negócios, inscreva-se no Programa Trainee Gerente de Negócios lançado pela LEUCOTRON.

O objetivo deste programa é atrair e desenvolver jovens talentos com perfil comercial, que residam ou queiram residir em Santa Rita do Sapucaí-MG e participar do grande momento de evolução em Soluções Integradas e Convergentes em Tecnologia da Informação e Comunicação.

O Programa terá duração aproximada de 06 meses e constará de 5 etapas:

1- Processo Seletivo
2- Treinamentos teóricos (Técnico e Comportamental)
3- Etapa Prática
4- Avaliação
5- Efetivação
Durante os treinamentos, os Trainees irão compartilhar, por meio de apresentações, relatórios e avaliações, as experiências adquiridas durante o programa.

Requisitos:
• Graduação concluída entre junho de 2009 a junho de 2011 nos cursos de Engenharia Eletrônica/Elétrica/ Telecomunicações e Engenharia da Computação; Sistemas de Informação ou Administração de Empresas (com formação técnica em eletrônica).
• Disponibilidade para viagens (CNH atualizada)
• Inglês e espanhol intermediário
• Potencial e disposição para o desenvolvimento de competências

Benefícios:
• Remuneração conforme praticado no mercado;
• Assistência médica e odontológica;
• Transporte Fretado;
• Vale Alimentação;
• Seguro de Vida;
• Participação nos Resultados.

Salário:
“a combinar”

Enviar currículos até 15/07/2011 aos cuidados de: Adriana Chagas com a sigla: GNT no campo assunto para o e-mail: curriculo@leucotron.com.br .

Oferecimento:

Saudades de um grande educador

Tenho o hábito de percorrer, aos sábados, as principais livrarias da cidade na busca de novas publicações. Gosto de tudo que julgo bem elaborado. Dos clássicos da ciência política, economia e literatura, aos livros de minha área de atuação profissional: a energética.

Num deste sábados, ao examinar algumas publicações que me interessavam, numa grande livraria de um Shopping de nossa capital, deparei-me, na seção dedicada aos livros técnicos, com uma obra de uma disciplina clássica da Engenharia Elétrica e Eletrônica: Teoria Eletromagnética - o livro em questão chamava-se “Comunicações Ópticas.

Sem prestar muita atenção ao nome do autor, fui logo vendo que se tratava de algo de muito boa qualidade.
Curioso, atentei, especificamente, para o nome de quem havia escrito aquele ensaio de inegável fôlego in-telectual. Resultado: tive uma surpresa das mais agradáveis, pois se tratava de um querido mestre do qual tenho a mais grata recordação. Seu nome: José Antônio Justino Ribeiro.

Ao folhear as mais de 400 páginas de seu livro repleto de equações e agora atento ao nome do autor, voltei, por intantes, minha mente há 25 anos. Lá estava eu e meus colegas no Instituto Nacional de Telecomunicações assistindo à vibrantes aulas de teoria eletromagnética do Professor Justino. Lembro-me como se fosse hoje da figura do grande mestre, vestindo seu longo jaleco branco, com barba e cabelos ainda não brancos, nos ensinando suas complicadas equações de Maxwell. Estas equações e tudo mais que envolve o eletromagnetismo de fundamental importância para  a formação do Engenheiro eletricista ou eletrônico. Já naquela época, ele tanto dominava esse assunto de inegável complexidade.

Sempre disposto, não existia nem sábado nem domingo para aquele grande mestre, hoje doutor em engenharia eletrônica pelo prestigiado Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Sua disposição para o ensino e a pesquisa foi uma grande referência para todos nós. Gostávamos, eu e o Franklin, hoje professor titular da Universidade de Brasília, de tirar nossas dúvidas no sábado à tarde e ele sempre estava lá para nos ensinar a enxergar mundos maiores.

De origem humilde, professor Justino, capixaba de Mimoso do Sul, fez do estudo uma bandeira de vida. Pesquisador nato, além de excelente professor, não tenho dúvidas em afirmar, embora sua modéstia inerente aos homens de grande inteligência não admita, que hoje é este educador uma referência para quem deseja estudar telecomunicações no Brasil. Que o diga o sucesso de seus livros e inúmeros artigos científicos que ele publicou nas mais respeitadas revistas desse ramo do pensar tecnológico.

Dos seus mais de 40 anos de vida dedicados ao ensino e pesquisa senti, num instante de reflexão, saudades desse grande educador, não só pelo modo original com que nos ensinou a pensar, sobretudo, pelas lições de vida que deu a mim e a todos aqueles que tiveram o privilégio de serem seus alunos.
Salatiel Soares Correia
é engenheiro, administrador de empresas, mestre em planejamento energético, membro da Sociedade Brasileira de Energia e colaborador do Diário da Manhã.

A história do integralismo em Santa Rita do Sapucaí

 A Ação Integralista Brasileira (AIB) foi um partido político, fundado em 7 de outubro de 1932, por Plínio Salgado, escritor modernista, jornalista e político. Esse movimento nacionalista espelhava-se no Nazismo e no Fascismo, então em alta na Europa, mas buscava uma identidade própria aqui no Brasil.

Os integralistas ficaram conhecidos como camisas-verdes ou galinhas-verdes, devido aos uniformes que utilizavam. A atitude dos integralistas brasileiros, em público, chamava a atenção, pela simbologia e iconografia adotadas. Os integralistas se apresentavam, oficialmente, uniformizados. Em seu cumprimento, os integralistas usavam a palavra “Anauê”, que significa em Tupi “você é meu irmão”, com o braço esticado e a mão espalmada, em um movimento similar à saudação nazista. A bandeira do movimento era composta por um fundo azul com um círculo branco no centro e, no meio do círculo, a letra grega maiúscula “sigma”, significando a soma dos valores. Havendo uma parada militar, os participantes do movimento marchavam como soldados. Em seus encontros e concentrações, os integralistas recebiam treinamento e instrução de ordem unida, além de executar (com algumas alterações) muitos dos rituais e simbologias das Forças Armadas.

O Integralismo em Santa Rita

Em Santa Rita do Sapucaí, temos notícias de alguns grupos que se organizaram em torno do partido integralista. Na foto acima, vemos uma reunião que foi realizada nos meados da década de 30. A reunião foi flagrada em uma das únicas imagens existentes do antigo cinema da cidade, que sofreu um incêndio pouco tempo depois e foi substituído pelo atual Cine Santa Rita.

O momento histórico

Poucos anos antes de iniciar a segunda guerra, a Alemanha passava por um momento de grande ascensão social e econômica. O patriotismo contagiava o país como um todo e Hitler lançava os alicerces para as invasões alemãs que tomariam conta de toda a Europa em pouco tempo.

Em Santa Rita do Sapucaí, podemos perceber que o movimento era puramente nacionalista, sem qualquer vestígio de preconceitos ou segregações raciais. Ao contrário, em uma das edições do jornal “Aço Verde” de 1935, os integralistas Santa-ritenses ofereciam escola gratuita para todos, sem qualquer tipo de salário pago aos professores. A aulas aconteciam nas dependências do Núcleo Integralista Santa-ritense, sob a direção de Lourdes Brigagão Ferreira.
Aço verde

Na década de 30, o movimento integralista atingiu tamanha força na cidade que fez com que surgisse até um jornal cujo objetivo era, exclusivamente, pôr em debate as idéias do grupo. O jornal chamava-se “Aço verde” e trazia informações com alto teor nacionalista. Tratava-se de um periódico com 4 páginas, veiculado semanalmente, e com a direção de Francisco Carli Netto. Antônio de Cássia Filho era o orientador do jornal.
Hoje em dia, os exemplares deste jornal são raros de serem encontrados na cidade. A reportagem do empório conseguiu apenas um deles que, por ter sido guardado em um cofre durante muitas décadas, encontra-se em um estado até razoável.
A edição que conseguimos trazia anúncios da própria “grife” do partido, como os cigarros “Camisas verdes”. As matérias não se limitavam a acontecimentos “integralistas” puramente santarritenses que, pelo visto, não eram muitos, e traziam citações de diversos representantes do movimento no Brasil, além de muitas referências aos seus grandes adversários: os comunistas. Em uma das matérias, em que os partidários santa-ritenses falam sobre a escola integralista que montaram, o texto termina com a frase: “Onde e quando o Comunismo fez o que o Integralismo está fazendo?”
 

terça-feira, 5 de julho de 2011

As religiões em Santa Rita

- Padre, o senhor acha que Deus poderia querer destruir a sua própria casa? 
- Não.
- Então, por que é que o senhor mandou pôr pára-raios na igreja?


- O Senhor é médium?
- Sim.
- Recebe espíritos de muita luz ?
- Recebo.
- Então, por que é que suas sessões são na penumbra e não às claras?


Ouvi ambos os diálogos em Santa Rita do Sapucaí. As ocasiões foram diversas, mas os interlocutores foram os mesmos: um padre e um espírita. Se bem que satíricas, as perguntas jamais tiveram o intuito de ofender, mas apenas de brincar, porque em Santa Rita do Sapucaí, o problema das religiões foi resolvido com a concretização do sonho dos homens bons: coexistência pacífica para a realização do bem comum.

Pode parecer incrível que, numa cidade do interior, tal perfeição tenha sido atingida, mas atingiu. Enquanto que em muitas metrópoles a intransigência e o fanatismo acirram os ânimos, arvoram-se em donos do céu e escolhem os inquilinos do senhor, Santa Rita é um redil em que as ovelhas não procuram dar marradas umas nas outras, mas se esforçam, embora por caminhos diferentes, a se auxiliarem mutuamente em busca da Estrada Real. Como em todos os lugares, inclusive no Paraíso do Gênesis, ali também devem existir ovelhas negras. Mas, tangidas por bondosos pastores, só não vivem em paz se forem negras, não de corpo, mas de alma.

Santa Rita dos Impossíveis em que a abnegação fez pontes e prédios de beneficência pelas veneráveis mãos do Coronel Francisco Moreira; pontes sem pedágio e sem impostos, para quem quiser passar, pontes para espíritas, católicos, protestantes, ateus, maçons. Santa Rita dos Impossíveis em que Sinhá Moreira prosseguiu a obra de seu pai, numa caridade que não feria, porque não tinha distinção; caridade coletiva, progressista, democrática; caridade que auxilia gerações e não privilegiados; caridade católica porque universal, caridade espírita porque fraternal.

Mas Santa Rita é apenas espírita e católica? Não. É também protestante. Assisti ali ao nascimento dessa religião, sendo amigo do seu primeiro pastor e de sua esposa, recém chegados de Cochabamba.
Certa tarde descíamos  o Aterro.

- Pastor, que acha de Santa Rita?
- A cidade mais acolhedora que já conheci. Ainda não fui insultado nem uma vez. Pelo contrário, todos me receberam bem.
- Já foi insultado alguma vez por causa de sua religião?
-Várias vezes. Na última cidade em que estive, meninas foram insufladas a me jogarem pedras quando eu pregava na rua.
- Acha que sua religião florescerá em Santa Rita?
- Como não? Há aqui tantos que ainda não acharam a verdadeira fé!

Santa Rita dos Impossíveis. Cidadezinha em que cabe toda a sabedoria universal, em que o maçom é irmão do católico, em que o espírita e o protestante são membros da mesma família, e em que o maometano e o judeu podem também ser adotados. Quando me pergunto por que não sou espírita  e o desprendido Chico Xavier o é; quando não sei por que não sou ateu se Voltaire não acreditava em Deus; quando fico indeciso entre Jeová e Alá porque existiu um sábio, chamado Einstein, que não acreditava no novo testamento e tive um amigo “turco”  que era uma pérola e que me pediu uma bússola emprestada para ter certeza de que oraria exatamente em direção a Meca, eis que, subitamente, a luz se faz e atônito descubro que, apesar de não ser nada disso, ainda sou religioso. Santa Rita dos Impossíveis, minha religião é a sua!

Vinícius de Carvalho  - Belo Horizonte
22 de maio de 1960 ( Diário de Minas) 

Santarritense é entrevistado em matéria sobre vida de estudantes na USP


Morando, estudando, comendo e se divertindo dentro da USP, alunos que moram no conjunto residencial da universidade, o Crusp, conseguem passar semanas e até meses sem pisar fora do campus.

É o caso de Adonias Lopes, 22, que estuda música. Com a família em Santa Rita do Sapucaí (MG), ele conta que já ficou um mês sem sair da USP. "O grande problema é a grana, aqui as coisas são mais baratas", diz.

Os estudantes de famílias pobres que passam em uma triagem com assistentes sociais são alojados em apartamentos com pequenos quartos individuais, que abrigam no mínimo três pessoas. Em geral, calouros precisam esperar por uma vaga em um alojamento coletivo durante alguns meses.

"O isolamento acontece muito por causa da faculdade também. Estou cheio de trabalhos, peguei muitas matérias, estou quase surtando. No próximo semestre, vou tentar conhecer mais São Paulo", diz Adonias.  

Fonte: Link
 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A inscrição "Villa Antonieta", na casa de Delfim Moreira

Sempre tive a curiosidade de saber quem era a Antonieta da inscrição que existe no prédio que pertenceu ao Delfim Moreira e que foi sua residência durante muitos anos.

Outro dia, enquanto conversava com o amigo Jonas Costas, ele contou que tinha a mesma curiosidade e que talvez a Dona Delma Francisca Moreira Dias pudesse desvendar esse mistério, uma vez que sabíamos de seu parentesco com o grande homem público.

Ao ligarmos para sua casa, Dona Delma nos revelou que Antonieta era, na verdade, sua mãe. Nascida no dia 17 de junho de 1899, em Santa Rita do Sapucaí. Antonieta era filha do casal Delfim Moreira e Francisca. A mais velha entre as mulheres, Antonieta Moreira recebeu a homenagem do pai durante a construção da casa.

Segundo nos contou Dona Delma, Antonieta ajudava o pai durante o tempo em que ele representou o Brasil nos mais diversos cargos públicos. Ela afirmou que sua mãe era secretária particular do grande estadista cuidando de muitos dos seus negócios enquanto ele estava fora.

Leitor complementa entrevista concedida por Marcos Vilela (Edição 44 do Empório de Notícias)

Marcos Vilela, sócio da Leucotron, foi o entrevistado da edição 44 do Empório de Notícias.
Prezado Carlos Romero, boa tarde.

Gostaria de apenas fazer um complemento  nesta bonita matéria que você fez da história de uma das principais empresas que temos aqui no nosso querido Vale da Eletrônica que é a Leucotron.

É muito comum que todas as empresas passem por dificuldades no seu inicio e com a Leucotron não poderia ser diferente. Porém, o complemento (testemunho) que faço questão de fazer é que, mesmo com suas dificuldades, a Leucotron serviu (com suas máquinas) inumeras outras microempresas. Uma delas  foi a minha: a D´Grau Eletrônica onde fabricávamos microcomputadores didáticos e rastreadores de satélites para antenas internacionais. Nós íamos lá, depois do expediente, e fazíamos as nossas peças. Valores cobrados pela Leucotron: R$ 0.000,00.

Gostaria, a título de sugestão, que a próxima matéria que vocês fizerem da Leucotron, fizessem a gentileza de constar este imenso apoio dado, de maneira gratuita, por esta grandiosa empresa que foi decisiva para a consolidação do Vale da Eletrônica.

Hoje fala-se muito em APL (Arranjo Produtivo Local), mas esta história já existia há muito tempo atrás: o nosso APL era lá na Leucotron!

Obrigado Marcos e Dilson. Abraço, Carlos!

Mozart Zaghi