quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dica do Dia: Ponto Chic

Para quem quer saborear uma deliciosa comida caseira, Paulo Inácio está no Restaurante Ponto Chique de segunda a sábado oferecendo o famoso “prato feito” e refeição, sempre com seis opções de carne e aos sábados a sensacional feijoada. O estabelecimento está sempre cheio. Fregueses de todas as idades sempre procuram o restaurante bater um papo, encontrar os amigos e tomar uma gelada.
À noite, para quem procura petiscos, Paulo oferece rabada, língua de vaca, costelinha e chouriço. “Aqui você encontra sempre um atendimento de primeira linha e uma boa cerveja gelada”, disse o proprietário. Há 23 anos no ramo, Paulo também trabalha com entrega no almoço e quem procura o restaurante pode desembolsar de R$6 a R$14.

Fábio de Souza Amarins será o novo vereador de Santa Rita do Sapucaí

Fábio de Souza Amarins, líder comunitário do bairro Nova Cidade e  pastor evangélico será o novo vereador de Santa Rita do Sapucaí. É dele o projeto social "Natal Criança Feliz" que distribui centenas de brinquedos para crianças carentes da cidade e dos bairros rurais. A decisão parece ter vindo em excelente hora, por ser  ele um jovem que tem se saído muito bem como representante das causas sociais, além de ter demonstrado integridade e honestidade em suas ações. Fábio irá substituir Hudson no cargo, uma vez que o mesmo está envolvido na denúncia de pedofilia feita ao prefeito de Santa Rita do Sapucaí.
 
Perfil de Fábio Souza Amarins no Orkut: Clique aqui.

Acompanhe Marcela Duarte através de seu Blog

Os fãs da santarritense Marcela Duarte - modelo, apresentadora e atriz - podem acompanhar seu dia a dia através de seu blog. No espaço criado por nossa eterna Miss Minas Gerais é possível conhecer um pouco de sua vida e saber quais os projetos que ela tem empreendido nos últimos tempos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Santa Rita do Sapucaí deixa escapar a Panasonic e perde 1000 novos empregos e 200 milhões em investimentos

O problema da prefeitura era falta de dinheiro para melhorar nossa infraestrutura? Difícil acreditar... O município acaba de deixar escapar um investimento de 200 milhões de Reais e cerca de 1000 empregos diretos. A cortejada Panasonic será instalada em Extrema.
O anúncio da instalação da unidade que produzirá refrigeradores e máquinas de lavar roupa foi feito nesta quarta-feira, 16, em uma reunião entre o Governador Antônio Anastasia e representantes da Panasonic, em Belo Horizonte. Até o próximo ano, a empresa investirá R$ 200 milhões na unidade, gerando 1.000 empregos diretos e indiretos no município.

“Sabemos da proximidade de Extrema com o Vale da Eletrônica, onde temos Itajubá, Santa Rita do Sapucaí. Os investidores têm a inteligência mineira, a disposição para o desenvolvimento dos seus produtos”, disse o governador.

“A escolha da cidade de Extrema, onde estaremos nos próximos 18 meses iniciando a fabricação de refrigeradores e máquinas de lavar roupa, foi atribuída a vários fatores, como o seu excelente centro de consumidores, o clima, hospitalidade e os excelentes serviços prestados à população, levando em consideração a qualidade de vida para os nossos funcionários e colaboradores”, disse Masanobu Matsuda.

Mais empregos

No primeiro momento, a Panasonic gerará 258 empregos diretos. Serão destinados inicialmente, R$ 43,7 milhões para aquisição de máquinas, equipamentos e construção das instalações.

Um novo termo aditivo será assinado com a empresa, posteriormente, estabelecendo o restante dos investimentos que totalizarão R$ 200 milhões, destinados à construção do prédio e instalação da linha de produção, com geração de 1.000 empregos diretos e indiretos.

A nova fábrica vai centralizar a produção destinada aos mercados do Sul e Sudeste do país e a previsão é que a nova fábrica inicie a produção no primeiro semestre de 2012. 

http://www.mgsulnews.com.br

Dica do Dia: Bar e Restaurante do Bá

O Botafoguense Gesuel Beraldo Silva comanda, desde 1976, o Bar e Restaurante do Bá, apelido pelo qual é conhecido. O local possui um cardápio que atrai todos os tipos de clientes. Segundo nos contou um dos freguezes assíduos, Fernando Franqueira Carneiro, “Aqui é o único restaurante que almoça peão e almoça patrão”. O restaurante serve almoço self service à vontade e possuí um famoso happy hour após as 18hrs.
Bá nos confidenciou que muitos de seus fregueses vão todos os dias ao bar. “Tem gente que só falta ter cartão de ponto”, brinca. O restaurante tem pratos que variam de R$10 a R$50. Uma de suas grandes especialidades  é a Parmegiana que acompanha arroz e fritas.
Por Sara Capelo

Câmara lê denúncia de pedofilia contra o prefeito de Santa Rita do Sapucaí, Paulo Cândido, e afasta vereador Hudson

Veja os momentos mais importantes da reunião da Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí no dia 15 de fevereiro de 2011 em que foi lida uma denúncia de pedofilia contra o prefeito Paulo Cândido e o vereador Hudson dos Reis Carvalho Pinto foi afastado do cargo.
Obs: Este vídeo é de propriedade do Jornal Empório de Notícias e sua veiculação na internet não anula seus direitos autorais.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dica do Dia: Casa do Beto

José Norberto Dias comanda, há 27 anos, o Bar e Pizzaria Casa do Beto que possuí mais de 80 itens no cardápio entre lanches, peixes, massas, pratos quentes e pizzas.  A picanha à moda da casa é o prato chefe do restaurante, além da pizza no pão e pizza folhada que são invenções do proprietário. Entre os petiscos mais pedidos estão batata frita com queijo e bacon e o filé mignon com catupiry.  “Todos os nossos pratos são estudados e feitos através de pesquisa de qualidade”, disse Beto.
 O Bar e Pizzaria Casa do Beto foi finalista da etapa estadual do MPE Brasil 2010, prêmio de competitividade para micro e pequenas empresas, na categoria Comércio. “Fomos até Belo Horizonte receber o prêmio que consolida a qualidade do restaurante”. Aberto de terça a domingo para almoço das 11horas às 15horas e para jantar a partir das 18horas e os pratos variam de R$14 a R$74.
Por Sara Capelo 

Dia de visita.

Eu não cheguei a conhecer o meu avô materno. Ele faleceu no “ano da enchente”. A famosa enchente de 1906 que fez transbordar o rio Sapucaí como nunca se vira antes. O fato tornou-se um assunto obrigatório, cada vez que o nível do rio se elevava durante a estação chuvosa.

Meu avô morava num extremo da vila, na “Chácara Fortaleza”. Segundo minha mãe contava, ele era “doido” por uma prosa. No entanto, a distância, as ruas esburacadas e lamacentas, além da inexistência de luz elétrica, dificultavam as visitas. Por isso, quando aparecia algum amigo, o café com biscoitos demorava para ser servido, enquanto os assuntos emendavam uns nos outros. Era uma preocupação enorme sobre o estado de saúde - física, mental e financeira - da família, só para servir como artifício para retardar, ao máximo, o momento menos desejado: quando a visita se levantava e anunciava que já estava indo pra casa.

Uma ou duas vezes, ele conseguia comover o visitante, mas não era nada fácil. De vez em quando, o major segurava o cavalo pelo freio e impedia que o cavaleiro partisse. A conversa então rendia mais um pouquinho até que o amigo, já desanimado, tivesse que apelar para um último recurso: bater a espora ligeira no cavalo, como quem não quer nada, sorrateiramente, fingindo que o “nervoso” do animal fosse apenas obra dos mosquitos. Só então a prosa tinha fim. Pelo menos até a proxima visita.

Dos arquivos do Dr. Walter Telles.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Maria Fumaça


Nossas viagens eram feitas mais de trem, em virtude das péssimas estradas. De Santa Rita do Sapucaí à Itajubá, levava-se quase duas horas. Era uma viagem tranquila, gostosa. De vez em quando uma faísca entrava pela janela e queimava a roupa de um passageiro. Os viajantes usavam até uma peça de roupa, chamada "guarda-pó", tipo de capa de pano brnaco, para se proteger do fogo (e do pó).

Certa vez indo de itajubá para Delfim Moreira, sisitar o primo Maurício Adami, eu quase tive um ataque. É que sempre comia no percurso das viagens, tipo lanche e atirava pela janela o papel, a casaca de banana etc. Nessa viagem, peguei a casaca da banana que havia comido e joguei em cima de um pessoal que andava na beira dos trilhos. Qual não foi minha surpresa quando o trem parou e o pessoal subiu. Eu tinha uns 15 ou 16 anos, mas moleca, como sempre... Felizmente eles não notaram que eu havia feito aquela travessura e a viagem continuou tranquila.

Tinha em Santa Rita o trem das 04h12min que vinha de Pouso Alegre, sempre no horário, porque era formado naquela cidade. Usava para ir à Itajubá ou então voltar dos bailes de Pouso Alegre. A gente saía do Clube em disparada pela avenida, até chegar à estação, depois de passar uma noite feliz, dançando naquela cidade amiga.

Na estação, dona Ernestina vendia seus biscoitos e cafezinho, muito apreciados pelos usuários. De madrugada sempre tinha companhia, seu único filho, apelidado Jorge Gambá. Ele era ótimo também.

Um dia, esperando o trem para ir a Itajubá, eis que ele aponta, na curva da pedreira, com aquele barulho característico e soltando sua fumaça para o céu. Na estação todos se movimentaram, pegando as maletas, sacolas etc. Quando o trem chegou, vimos que tinha vindo somente a máquina. Ao sair de Pouso Alegre, os vagões não  engataram bem, e como era de madrugada a estação não funcionava ou não tinha telégrafo, somente em Santa Rita o maquinista foi comunicado que chegara na hora, porém sem os carros... Foi uma situação hilária e inédita.
 Jandyra Adami. Da obra Passarelas da vida

Dica do dia: Restaurante La Fornalha

Há 23 anos na cidade, o Restaurante e Pizzaria La Fornalha recebe clientes de toda região. Segundo o proprietário, Paulo Henrique Moreira de Carvalho, famílias de Itajubá, Pouso Alegre, Cachoeira de Minas e Conceição dos Ouros vão até Santa Rita para saborear as delícias. “A casquinha de siri é muito famosa, além da pizza La Fornalha que tem ingredientes especiais”, disse Paulo Henrique.
As massas oferecidas no La Fornalha são todas caseiras e feitas no capricho. Para garantir sempre um grande atendimento aos clientes e amigos, Paulo divide a administração do La Fornalha com sua esposa Simone Grilo. Você encontra o restaurante aberto de quarta à segunda à partir das 19hras e os pratos variam de R$14,00 a R$52,00.
Por Sara Capelo 

Importação de Produtos Chineses é Destaque na Rádio CBN

Importações chinesas prejudicam empresas instaladas no Vale da Eletrônica de Minas Gerais. Ouça a matéria veiculada na Rádio CBN, de circulação nacional:

Dólar baixo leva empresa a fechar área de exportação

Fábrica reduziu terceirização para enfrentar a competição com a China. Foto Divulgação
A desvalorização do dólar tem causado dificuldades para empresas exportadoras do polo de eletroeletrônicos de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. A empresa Líder Porteiros Eletrônicos, indústria com 22 anos de atividades, produtora de equipamentos de segurança eletrônica, é uma espécie de resumo da situação vivida pelas demais fábricas da região. 

A cotação da moeda norteamericana em torno de R$ 1,70 gera alta concorrência com os produtos similares asiáticos (China, Coréia e Taiwan), que chegam ao país a preços imbatíveis.

“A solução é se tornar mais competitivo por meio da verticalização da produção, deixando de terceirizar as etapas e retornando todos os processos para dentro da fábrica. Isso reduz custos”, explica Almir Furtado, diretor da Líder. A empresa chegou a contar com departamento de exportação e filiais no México e Chile, mas a taxa atual do câmbio inviabilizou essa área de vendas, segundo ele. Os negócios estão voltados, hoje, praticamente para o mercado nacional. A concorrência maior é na área de produtos acabados.

Almir informa que investiu, nos últimos dois anos, em equipamentos e tecnologia para driblar a situação. Passou a produzir os moldes de plástico na própria fábrica, mas nem assim foi possível baixar os custos dos produtos finais em comparação com os asiáticos. O mercado interno também está muito alterado, por causa dos eletro-eletrônicos chineses, que tornam a competição acirrada também dentro do país.

Empresas de "Etiquetagem" invadem o Vale da Eletrônica em busca de benefícios:

“Não há mais fábricas de componentes eletrônicos no Brasil”, lamenta. O resistor, peça básica de toda a indústria eletro-eletrônica, não é fabricado aqui há cerca de dez anos, segundo o empresário. Almir diz que há ‘ indústrias maquiadas’ se instalando no pólo de Santa Rita do Sapucaí, para se aproveitar dos benefícios fiscais (ICMS de 18% para importados) oferecidos às empresas da região. “Essas empresas estão se instalando aqui para importar produtos acabados”, denuncia. Se essa situação não for enfrentada, Santa Rita do Sapucaí vai se tornar um polo de etiquetagem de produtos chineses, de acordo com Almir. “Essas fábricas não geram empregos”, argumenta. A solução seria conceder benefícios fiscais apenas para as empresas que importam matéria-prima, sugere o empresário.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Governo libera 72 milhões para cidades que sofreram com as enchente

O governador Antônio Anastasia (PSDB) autorizou nesta sexta-feira (11) a liberação de R$ 72 milhões de reais para 85 cidades castigadas pelas chuvas. No Sul de Minas, serão 32 cidades beneficiadas, dentre elas, Santa Rita do Sapucaí. A maior parte da verba – R$ 50 milhões – foi repassada pelo governo federal.


As obras vão ser executadas pelo governo de Minas assim que convênios com cada uma das prefeituras forem assinados. A recuperação de estradas municipais, vias urbanas e de pontes foram as principais obras demandadas. Para receber a verba, as cidades apresentaram relatórios de avaliação de danos, receberam vistorias da coordenadoria estadual de defesa civil ou tiveram os processos de situação de emergência homologados pelo governo de Minas e reconhecidos pelo governo federal.

Os alagamentos mataram 17 pessoas em todo Estado, sendo uma em Santa Rita do Sapucaí. Desde outubro, a defesa civil estadual contabilizou 30.462 desalojados e 3.611 desabrigados. Ao todo, 1,3 milhão de pessoas foram atingidas pelas chuvas.

Fonte: EPTV.com

Carro com placa de Santa Rita sofre acidente grave. (11/02)

O promotor de vendas Tiago Luiz Calixto, 30 anos, ficou gravemente ferido e preso às ferragens em colisão. Segundo o motorista aposentado, Cláudio Manoel Clemente Pereira, 43 anos, que presenciou o acidente, Tiago seguia em um veículo Fiat Uno, de cor amarela, com placas HDB-0682 de Santa Rita do Sapucaí (MG). Ele seguia pela rodovia BR-050 sentido Uberlândia/Uberaba, mas ao passar pelo km 170, que fica embaixo do viaduto do Conjunto Alfredo Freire, ele perdeu o controle da direção do automóvel e chocou-se com a traseira de uma carreta.
De acordo com o motorista Edemílson Carlos de Lima, 40 anos, que conduzia um bitrem Mercedes-Benz, de cor branca, com placas HOM-5981, da cidade de Pontal (SP), ele estava do lado direito da pista e em velocidade baixa, quando o carro bateu na traseira.

Com o impacto, a frente do carro ficou totalmente destruída e várias testemunhas pararam para ajudar Tiago. O carro começou a pegar fogo, populares pegaram três extintores e apagaram o fogo. Um caminhão de combate a incêndio, juntamente com viaturas de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros, comandados pelo tenente coronel Clóves, comandante da unidade, chegaram ao local. Os bombeiros isolaram a área, utilizaram o desencarcerador para retirar Tiago. Nesse momento, uma viatura de Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu a vítima.

De acordo com o médico que atendeu Tiago, ele sofreu corte contuso na cabeça, traumatismo craniano e trauma de tórax. Ele foi socorrido e encaminhado para o pronto-socorro do Hospital São Domingos. Houve um congestionamento em parte da rodovia e os patrulheiros José Alano e Veras, controlaram o tráfego de veículos. Cerca de duas após a pista foi liberada. 

http://www.jornaldeuberaba.com.br

Santa Rita sediará evento internacional.

Em sua 5ª edição, workshop terá a apresentação de experiências empreendedoras na América Latina e Caribe.

O V Workshop latino-americano de Formação de Empreendedores Universitários de2011 será realizado na cidade de Santa Rita de Sapucaí, no sul de Minas Gerais, no campus do Inatel. Pela primeira vez, o Brasil será sede do evento, que já passou pela Argentina, Chile, Colômbia e Paraguai.

Organizado pela pela Red Emprendedorismo en Innovación en América Latina (EmprendeSUR), o evento será realizado entre os dias 27 e 30 de abril e reunirá professores, especialistas e empreendedores de diversos países.

A escolha de Santa Rita do Sapucaí para ser o centro na nova edição do Workwhop foi natural segundo a opinião do presidente da Red EmprendeSUR, o professor chileno Pedro Vera Castillo. "Com inovação, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico, em poucas décadas, a cidade se transformou no Vale da Eletrônica, conhecido internacionalmente. Encontramos o perfeito exemplo de cidade empreendedora e inovadora e uma instituição de ensino como o Inatel, o que nos assegura que o workshop será de grande impacto para o Brasil.”

O público alvo do encontro são estudantes universitários e de escolas técnicas, especialistas, pesquisadores, professores, empreendedores e profissionais interessados no tema, além da população em geral, que poderá participar através das oficinas que serão oferecidas pelos integrantes da Red EmprendeSUR e do Sebrae.

Submissão de ArtigosOs interessados em participar com apresentação de artigos devem submeter os trabalhos até o dia 07 de março. Em caso de dúvidas sobre a inscrição, entre em contato com a Secretaria do evento pelo e-mail emprendesurinscricao@inatel.br

InscriçõesO investimento antecipado para participar de toda a programação é de R$ 165,00. Para se inscrever no dia do evento, o investimento será de R$ 230,00. Estudantes de graduação e do ensino técnico têm desconto de 85 % (R$ 25,00). As inscrições podem ser feitas pela internet até dia 18 de abril. Após esta data, serão realizadas no dia, na secretaria do evento, no saguão do piso inferior do Prédio V, no campus do Inatel.
Para inscrições e consultar a programação, acesse o site http://www.inatel.br/emprendesur.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma noite em Branco e Preto

Meados da década de oitenta. Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas Gerais. Sentado em frente à minha casa, localizada no alto do “Morro do José da Silva”, eu via uma movimentação muito grande, mas pouco entendia. Eu contava com pouco mais de 5 anos de idade e ainda não conhecia a importância de um evento carnavalesco para a vida de milhares de pessoas na cidade onde eu havia nascido. Desde cedo, a movimentação era grande. Diversas pessoas, munidas com algumas latas de tinta, rodos e pincéis, tratavam de estender um enorme tapete branco que começava em frente ao grupão e terminava nos fundos da Igreja Matriz. O movimento era constante. Mulheres subiam com fantasias, homens passavam de trator, carregando fios, refletores e engrenagens. Tudo o que eu pude perceber é que havia uma mistura estranha de ansiedade e satisfação. Um clima que eu nunca havia presenciado por ali até então. 
Quando a noite foi caindo, começaram a surgir os primeiros carros alegóricos na rua, recém construídos no barracão dos Democráticos. Obras de arte, arquitetadas pelos inigualáveis irmãos De Franco. Artistas natos que moldavam madeira com uma habilidade que nunca vi igual. Em algumas oportunidades, pude ver como eles trabalhavam: primeiro esculpiam uma miniatura da peça que iriam desenvolver. Em seguida, montavam um esqueleto completo do elemento a ser produzido e iam moldando a madeira com água para envolver a obra. Ficava perfeito! Até hoje, acredito que ainda existam algumas esculturas criadas por eles, guardadas no barracão.

Quando as primeiras estrelas começaram a tomar o céu da cidade, a expectativa contagiou todos que ali estavam. O corre-corre aumentou. Postinhos de luz, com 1000 Watt´s cada um, começaram a envolver o bloco que se formava no alto do morro. Cada um daqueles postes era ligado em um cabo resistente que, por sua vez, era conectado a um potente gerador de energia. Lembro-me quando em um dos anos em que o bloco desfilou, meu avô foi até o Rio de Janeiro com o Chicão do Alemão alugar o equipamento. Aquele gerador havia acabado de ser usado no Rock in Rio.
Finalmente, havia chegado o grande momento. Algumas dezenas de fantasias já haviam tomado a primeira quadra do morro, oferecendo a todos aqueles que viam o bloco lá de baixo uma experiência ímpar. Não é de se espantar que seu arqui-rival “Ride Palhaço” ainda sonhe em descer pelo menos uma vez aquele morro que, por tradição, será sempre nosso. :o)
Quando as luzes acenderam, eu presenciei algo inenarrável. Era uma maravilha para os olhos. Aquelas esculturas enormes tomavam conta de toda a rua e fantasias exuberantes, feitas com a dedicação e o capricho de fiéis colaboradoras, forravam o chão de cores. Ao meu lado estava o Sr. José da Silva com os olhos completamente marejados. Ele já havia presenciado aquele ritual por muitas e muitas décadas mas, a cada ano, era sempre diferente. Quando tocaram os clarins que anunciaram o início do desfile, ele murmorou para sí mesmo: “coitada”. Nesse momento, ele se referia à sua esposa, que havia falecido recentemente e que não pôde ver aquele lindo espetáculo. Ele chorou por ela. Uma mistura de saudade com alegria tomava conta não só daquele distinto senhor, como de todos aqueles que eram, e continuam sendo, completamente apaixonados pelo Bloco dos Democráticos.
Desci com a minha família acompanhando o desfile. Aliás, carnaval em que o neto se diverte com o avô e com seus familiares eu só vi em Santa Rita. Quando chegamos à praça, pude notar a admiração dos visitantes e a grata satisfação por pre-senciarem um espetáculo tão bonito.
Ao chegarmos em frente à sorveteria do “Waltinho”, fiel entusiasta dos Democráticos, uma chuva de confetes pintou o céu da Praça Santa Rita. Sua técnica consistia em adaptar uma máquina para sugar o papel picado e lançá-lo com força pra cima. Quando o bloco terminou de passar por ali, uma grossa camada de confete ainda permanecia sob o chão e fazia a alegria da criançada que assistia ao desfile. Ao chegar em frente à Sede do Clube, uma cascata de fogos de artíficio tornou a noite clara como o dia. Extasiado, o público era contagiado por aquele incrível espetáculo. Em frente ao cinema, o bloco fez uma pequena parada para o descanso e, depois de alguns minutos, começou novamente o desfile. Quando terminou sua grande apresentação, os integrantes pediram uma nova volta. A volta da vitória como chamaram. Mas o cansaço já havia consumido a força dos corajosos democratas e eles prepararam a tradicional subida em que os colaboradores, adentram o desfile para tomarem parte na festa. Chegava o fim de mais um sonho em preto e branco. 
 (Carlos Romero Carneiro)

Próxima parada, Porto Sapucaí.

 O Bairro Porto Sapucaí está localizado na divisa entre Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí, no Km 116 da BR-459, que faz a ligação entre as cidades de Poços de Caldas - MG e Lorena - SP.
Sinalização da antiga plataforma do Porto Sapucaí. Patrimônio demolido para a construção de uma obra que nunca aconteceu.
O caminho do Rio Sapucaí

Durante o século XIX, o caminho entre Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí foi feito através de estradas formadas pelos tropeiros. Como consta no livro de Ana Beraldo, este movimento persistiu até por volta de 1892 quando surgiram os primeiros barcos a vapor no Rio Sapucaí. As balsas eram impelidas por varas grandes que deslizavam pelo rio, e transportavam desde cargas a passageiros. Esta navegação proporcionou grandes benefícios para a agricultura cafeeira da região e para o comércio das localidades ribeirinhas. Mas somente em 1910 surgiu à navegação comercial chamada “Navegação Fluvial do Sapucay”, sendo que, naquela época, estava subsidiada pelo Estado. O trajeto feito pelas embarcações no rio partia do Porto Cubatão entre Cordislândia – MG, Paraguaçu-MG, chegando até o bairro rural Porto Sapucaí, próximo à cidade de Santa Rita do Sapucaí-MG. A navegação feita pelo rio, através destas balsas, persistiu até os meados do ano de 1934. Na década de 1980 o rio sofreu um grande corte em seu trajeto, como forma de diminuir a proporção das enchentes, sem nenhum planejamento de impacto ambiental, o que provocou uma forte decaída no número de peixes no rio Sapucaí.
Barco que navegava no rio Sapucaí, em 1934
O trajeto da linha férrea, privilegia o percurso entre Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí:

Em 1910 uns dos maiores proprietários de terras do bairro Porto Sapucaí, Francisco Balbino Pereira (1846-1927) doou um terreno de cerca de um alqueire, para a Rede Sul-Mineira, para que esta pudesse construir uma estação de trem e casas para os seus funcionários. Atrás da recém construída estação, se encontrava o porto fluvial nas margens do rio Sapucaí e, à frente da estação, no pé do morro, havia uma Casa de Máquinas, de onde se descascava arroz e café. Durante décadas o local foi muito movimentado devido às duas paradas, a fluvial e a férrea. Além dos ambulantes que vendiam desde comida a bugigangas, havia os carregadores de bagagens, como o senhor Máximo Carline, que carregava as malas do vapor para o trem e vice-versa, conseguindo assim algum dinheiro. Porém, na década de 1950, foi construída a BR 459, o que provocou uma grande queda no número de passageiros para o trem, pois muitos passaram a viajar de ônibus, por ser mais rápido. Em 1971 a RFFSA começou a administrar os trens e, já no final dos anos de 1970, o trem de passageiros parou de circular. Por volta de 1990, retiraram os trilhos. Nesta mesma época a prefeitura de Santa Rita do Sapucaí compareceu ao local com o intuito de construir um centro de recreação para os moradores, e acabou demolindo a estação de trem. Segundo o morador José Nazaré Filho “a prefeitura precisou amarrar um trator na estação para conseguir derrubá-la”, mesmo com as madeiras do telhado podres”.
 
 O morador Jesus, recorda-se da época da demolição da estação:

“A prefeitura de Santa Rita do Sapucaí-MG tinha um projeto de construir uma praça com quadra de esportes para os moradores do bairro. Já tinham até colocado alguns troncos de eucalipto para construir umas cabanas, mas o terreno da estação não pertence à prefeitura. Com isso, o Governo Federal embargou a obra. Antes mesmo que os representantes do governo e da empresa chegassem para  embargar a obra, a prefeitura da cidade demoliu a estação de trem. A estação estava em ótimas condições físicas, somente o madeiramento do telhado e do assoalho precisavam de reparos...”

A plataforma demolida da estação do Porto Sapucaí.
Moradores atuais

O morador mais antigo do bairro Porto Sapucaí é o senhor José Nazaré Filho, 77 anos, conhecido como “Seu Neto”, que está neste bairro desde a década de 1950. Atualmente, possui alguns alqueires de terra no Porto Sapucaí e em outros bairros vizinhos, sendo que mora na antiga “Venda” do bairro.

As casas da RFFSA são habitadas, desde os anos de 1980, por algumas famílias. Segundo os próprios moradores, fiscais da RFFSA sempre vistoriam os terrenos da empresa, para se evitar que novas invasões ocorram e que os posseiros modifiquem as casas sem autorização prévia da RFFSA. Uma das únicas casas mais antigas do bairro é habitada pelo morador Jesus que, aliás, também é primo do Seu Neto. Jesus comprou a casa do antigo e falecido chefe da estação de trem, na segunda metade década de 1970, mudando-se, definitivamente, nos idos de 1980. Existe cerca de uma dúzia de casas a mais ao longo do caminho do trem no bairro, e seus moradores, em sua maioria, são descendentes de antigos funcionários da ferrovia, como a moradora Elza, nascida no bairro. Elza assim relatou: “Quando chegam moradores novos, e percebem que no local não se tem trabalho nenhum, são obrigados a irem embora por falta de renda. Os moradores do bairro, em sua maioria, ou são aposentados ou trabalham em Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre. Isso acontece porque os poucos fazendeiros do bairro e redondezas não dão mais empregos para os moradores. Ao ser questionada: “Se a ferrovia tivesse continuado a funcionar, o bairro teria desenvolvido mais?”, Elza responde com certo desânimo que acreditava que não, pois o bairro, na época da privatização, já estava em decadência.
Por Gustavo Soares Ferreira Novo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BDMG oferece financiamento para vítimas das enchentes

O Fundese Solidário V é uma linha de crédito do BDMG especialmente criada para cooperativas, micro e pequenas empresas para reparação de danos causados pelas chuvas e inundações.

Com os recursos do financiamento, você pode investir em reparos, recompor capital de giro e cobrir gastos com a folha de pagamento, fornecedores, impostos, taxas, aquisição de insumos, mercadorias para revenda e material de consumo da sua empresa.
Valores do financiamento
Mínimo de R$ 5 mil e máximo de R$ 100 mil, limitado a 20% do faturamento contábil anual ou anualizado. O financiamento cobre até 80% dos investimentos.

Prazos de pagamento
Capital de giro puro: 24 meses, incluídos 3 meses de carência. Investimentos fixos ou mistos: 36 meses, incluídos 6 meses de carência.

Custos
Juros fixos de 6% ao ano. Taxa de Abertura de Crédito de 1% sobre o valor do financiamento.